CFO e CFM enfim se entendem

CFO baixa resolução para Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais

 

Resolução CFO 100/2010 baixa normas para a prática da Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais. Texto é resultado de conversações com o CFM.

“Nos procedimentos eletivos a ser realizados conjuntamente por médico e cirurgião-dentista, visando a adequada segurança, a responsabilidade assistencial ao paciente é do profissional que indicou o procedimento.” Este é o primeiro dos sete artigos da Resolução CFO-100/2010, publicada no último dia 30 de março de 2010 no Diário Oficial da União, que entrou em vigor a partir da sua publicação.

Para o vice-presidente do CFO, Emanuel Dias de Oliveira e Silva, que participou da última reunião da Comissão Conjunta CFO-CFM, realizada na sede do Conselho Federal de Medicina, dia 11 de março, a nova resolução – que substitui a CFO 003/1999 – encaminha de maneira inteligente a questão das competências e responsabilidades profissionais de médicos e cirurgiões-dentistas, principalmente no tocante a cirurgias a serem realizadas conjuntamente.

“A crise que enfrentávamos desde 1999 se devia ao fato de que a resolução dizia que em cirurgias comuns à Medicina e Odontologia a equipe deveria ser chefiada sempre por um médico. Depois de um ano de conversações, conseguimos redigir um texto melhor”, disse ele, em notícia publicada no Portal CFO dias antes da publicação da nova resolução.

Este ato normativo é resultado direto de estudos desenvolvidos, a respeito da prática da Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, pela Câmara Técnica composta pelo Conselho Federal de Odontologia (que envolveu o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e a Sociedade Brasileira de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial); além do Conselho Federal de Medicina; das Sociedades Brasileiras de Anestesiologia, Cirurgia Plástica Estética e Reparadora, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Ortopedia e Traumatologia, Otorrinolaringologia; e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

 

VEJA TAMBÉM:

| Resolução CFO-100/2010

| CFO e CFM: resolução conjunta

| Resolução CFO 003/1999

| Resolução CFM 1.536/1998

 

 

Dificuldades da Medicina Oral no Brasil

As situações abaixo foram enviadas pela Dra. Patrícia Lima, Odontogeriatra, que participa ativamente das reuniões do GMOH-RJ.

Elas ilustram as dificuldades práticas do exercício da Medicina Oral no Brasil.

Veja o depoimento abaixo de 4 eventos, vivenciados por ela:

__________________________________

“O Primeiro evento foi sobre as manobras que foram necessárias para conseguir um centro cirúrgico para um paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica severa, com hipertensão arterial, arritmia cardíaca ventricular e insuficiência coronariana grave.

1- Usar a indicação de um médico para conseguir ter algum acesso. 

2- Depois usar procedimentos qualquer da bucomaxilo que constasse na tabela AMB, para que pudesse ser aprovado e liberado o centro cirúrgico para fazer um procedimento de risco (exodontia de restos radiculares).

3- O procedimento acabou não acontecendo por que o paciente faleceu.

O Segundo evento foi um pedido de exame de sangue (negado pela Unimed) para fazer um implante. A paciente acabou pagando o exame. 

O Terceiro evento foi quando pedi exame de sangue para suspeita de herpes zoster no trigêmeo, a paciente ficou 1 hora esperando no Sergio Franco e não davam solução se autorizava ou não, então  ela foi para outro laboratório e conseguiu fazer.

O quarto evento foi o encaminhamento de uma paciente para um colega fazer biópsia na região de palato mole, e quando ela foi levar o material para ser autorizado pela Unimed. Não autorizaram por que era biópsia de boca e só aceitariam se o pedido tivesse CRM. Com CRO não servia. A paciente foi para o laboratório Sergio Franco e lá disseram a mesma coisa, então ela pagou o exame para não perder a viagem. Estou com o recibo em Pdf para provar o ocorrido.

 Já mandei um email para a ouvidoria do conselho.

Pelo visto teremos muito trabalho pela frente para sermos respeitados.”

Dra Patrícia Lima

Residência Multiprofissional em Câncer Bucal

Clique para visualizar a imagem abaixo:

 

Odontologia em Pacientes Hematológicos

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Londres 2010 e a Medicina Oral no mundo

 

 

 

 

Caros interessados na Medicina Oral

Recebi o comunicado abaixo pelo SOBELIST e repasso a todos.

Trata-se de um email do Prof. Mike Brennan ao Prof. Jair Leão estimulando a participação de brasileiros em pesquisa sobre a atuação em Medicina Oral a nível mundial. 

Dear Colleague,

Could you please send the email below to Oral Medicine Practitioners in Brazil? We currently have no participants from Brazil and want to make sure that Oral Medicine Practitioners in Brazil are well represented in this international survey.

“ The World Workshop in Oral Medicine V will be incorporated into the 10th Biennial Conference of the European Association of Oral Medicine, which will take place September 21st-25th, 2010 in London, England. The goal of WWOM V is to convene an international group of experts in oral medicine and allied fields to complete and disseminate systematic reviews and position papers in strategic areas of scientific interest and key areas of relevance to oral medicine at the international level.”

“A goal of the workshop is to evaluate the current state of oral medicine practice on a global scale. To assess this goal, we are asking for your participation in a survey.”

“Please send an email to WWOM@carolinashealthcare.org if you are interested to participate, and instructions to complete the survey will be sent back to you.”

“Your reply will help to describe the present status of oral medicine practice as well as delineate recommendations for future modeling.”

“Thank you for your time and effort regarding this important matter.”

Sincerely,

Michael Brennan

Pepe Shirlaw

Eric T. Stoopler

 

 

Convite para reunião de junho

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Novos projetos e viabilização financeira do site

A criação deste site de Medicina Oral (MO), há cerca de 2 anos, foi um marco em minha vida. Nele pude expressar minhas opiniões, idéias, sugestões. Pude acertar e errar e tive, pelo contato com os amigos virtuais, espalhados pelo Brasil (e Portugal), o estímulo para o aprendizado e busca de informações para os assuntos da MO.

Ele serviu de base para cursos de pós-graduação que ministrei nos últimos anos e ainda mantém registrados importantes eventos, entrevistas, grupos de estudos e de trabalho que venho desenvolvendo no âmbito da MO, em parceria, e com o apoio dos valorosos colegas do Rio de Janeiro, em especial, o Dr. Afonso Rocha, presidente do CRO-RJ.

Vejo que, no uso pleno da internet 2.0, temos o veículo ideal para nos mantermos atualizados sobre qualquer assunto pois temos acesso e livre disponibilização de textos, aulas, imagens, sons e vídeos de quase tudo.

Temos a facilidade, se quisermos, de organizarmos conferências on line com autoridades do Brasil e do exterior e nos utilizarmos das mesmas autoridades para debater sobre casos clínicos, pesquisas, atuação corporativa ou qualquer outro tema relevante à nossa área de interesse.

Mas lidar com todo este fluxo de informações tem seu preço. São gastos tempo para se ajustar os posts, confirmar as fontes, procurar imagens, responder emails (que nem sempre vem como comentários); e também é gasto dinheiro para pagar o registro, administração e a hospedagem do site.

Então venho perguntar aos leitores, amigos, colegas, simpatizantes e demais se alguém teria algo contra a veiculação de anunciantes no site (pessoas físicas, jurídicas, empresas, sites…), pois quero crescer a idéia da MO no Brasil e tentar dedicar maior parte do meu tempo a esta tarefa, sem que isso represente uma perda no meu rendimento.

Alguns podem pensar que isso é bobagem, “Quase todos os sites tem publicidade veiculada e parece até normal!”, vocês podem argumentar. Mas a publicidade tem o seu preço. Com ela pode vir a suspeita de que a matéria veiculada, ou as idéias apresentadas têm um interesse por trás. E a minha independência é algo que não tem valor nenhum que pague. Para isso farei rigorosa seleção dos anunciantes e seus conteúdos.

Mas o dinheiro que este site gere pode, além de não me onerar:

·     permitir a contratação de um profissional para fazer a administração e melhora do design;

·     viabilizar convites para palestras on line de profissionais da MO e de outras áreas.

·     extender a capacitação em MO para cursos a distância.

·     contribuir com a participação e promoção de eventos da MO.

·     criar um campo para a publicação de artigos da MO, quem sabe um dia, com indexação.

·     oferecer uma rede de profissionais engajados na MO pelo Brasil, com suas qualificações e locais de trabalho.

·     possibilitar a propaganda do site em outras mídias.

Fica então a enquete sobre a publicidade no site, e abro o espaço para dicas e sugestões que possam enriquecer a discussão.

Obrigado,

Paulo Pimentel

GMOH-RJ em junho – Palestra e noite de autógrafos

Em nome do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do RJ, convidamos os colegas interessados para uma palestra e lançamento de livro, no dia 09/06/2010, quarta feira, no auditório do Conselho Regional de Odontologia, às 18 horas.

Palestra: Diagnósticos e tratamentos de doenças do complexo bucomaxilomandibulares.

Autor e palestrante: Uoston Holder da Silva

·        Doutorando em Odontopediatria na Universidade Cruzeiro do Sul - São Paulo-SP.

·        Mestre em Clínicas Odontológicas

·        Especialista em Patologia Oral

·        Especialista em Estomatologia

·        Especialista em Radiologia

Neste evento será realizado o lançamento do Livro “Propedêutica Odontológica” escrito pelo Professor Uoston Holder.

Trata-se da compilação de suas experiências com as casuísticas obtidas no PROJETO ASA BRANCA.

Este livro teve a co-autoria de Danielle Lago Bruno de Faria, Professora de Propedêutica e Clinica Odontológica do Curso de Odontologia da Faculdade ASCES, Caruaru-PE.

O livro será vendido na ocasião pelo preço simbólico de R$ 30,00, e o Prof. Uoston Holder, estará autografando.

Em seguida será servido um coquetel.

Ausência dentária e problemas sistêmicos

Os idosos brasileiros vão pouco ao dentista, não recebem orientações sobre como evitar problemas bucais, têm cáries não tratadas e, devido à grande quantidade de dentes perdidos, dependem do uso de próteses. O resultado é que metade deles tem dificuldades para mastigar os alimentos, o que reduz o consumo de fibras, frutas e vegetais, podendo desencadear desde problemas digestivos a doenças cardiovasculares. O alerta é de um estudo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), do Rio Grande do Sul, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz.

Os pesquisadores Marcos Pascoal Pautssi, Maria Teresa Anselmo Olinto e Juvenal Soares Dias-da-Costa lembram que a população está envelhecendo e que, portanto, o Sistema Único de Saúde tem de se adaptar à nova realidade. “No entanto, apesar de uma ampla modificação no SUS sobre medidas curativas e preventivas para a maioria das doenças bucais, muitos indivíduos são excluídos dos cuidados adequados”, alertam no artigo.

De acordo com eles, um dos fatores de diminuição da qualidade de vida e da saúde geral dos idosos é a ingestão de bons nutrientes, o que depende dos dentes naturais ou de próteses bem adaptadas. “Mesmo a prótese não tem o mesmo poder de corte que os dentes naturais. E é importante lembrar que a digestão começa na boca”, diz a especialista em prótese Selma Jebrine, da Odontoclínica, de Brasília.

A dona de casa Ledir Crelier, 67 anos, começou a ter problemas nos dentes aos 15. “Hoje, as crianças tratam desde cedo, mas antigamente não tinha nada disso”, afirma. Sem receber orientação adequada, ela extraiu dois dentes da arcada inferior direita e, agora, vai precisar fazer uma prótese. “Incomoda muito na hora de mastigar, principalmente quando como carne. Acabo colocando mais força no lado direito”, diz.

Quando as próteses não conseguem triturar os alimentos, os idosos precisam mudar seus hábitos alimentares, em consequência, aumentam os problemas digestivos já que o bolo alimentar também se transforma.

“É importante ressaltar que a ingestão de nutrientes e a perda de peso têm sido associadas com perda de dentes, próteses inadequadas e função mastigatória insatisfatória em idosos. Nesse sentido, a dificuldade de mastigação pode afetar as escolhas alimentares à medida que pode levar à preferência por alimentos moles, que podem ter menor valor nutritivo do que os ricos em vitaminas e fibras, como frutas duras e legumes”, afirma Marcos Pascoal Pattussi, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos e um dos autores do artigo.

“Além disso, a diminuição desses alimentos, decorrente da capacidade mastigatória alterada, está associada com o aumento do risco cardiovascular e de uma série de cânceres do sistema gastrointestinal”, complementa.

No artigo publicado pela Fiocruz, os pesquisadores citam um estudo realizado por cientistas chineses e americanos, de 2005. Foram avaliados 29.584 moradores da área rural. Os resultados mostraram que indivíduos com grande perda de dentes tinham 13% mais de risco de morrer, comparando-se aos demais. A falta de dentição aumentou em 35% a probabilidade de morte por algum tipo de câncer e em 28% por problemas cardíacos, além de significar um risco 12% maior de se sofrer ataques cardíacos.

Fonte: Correio Braziliense – 13/04/10

 

 

Estudo confirma relação entre periodontite e aterosclerose

Há evidências científicas apontando uma relação entre a periodontite e o desenvolvimento da aterosclerose em humanos, um dos fatores de risco mais importantes para a doença cardiovascular.

Esta é a conclusão de uma revisão sistemática de nove publicações de pesquisas realizada em um estudo feito pela dentista Adriana Paiva Camargo Saraiva, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.

O objetivo da revisão foi analisar as evidências científicas encontradas nos últimos dez anos entre a periodontite e aterosclerose em pessoas adultas.

Ligação entre periodontite e aterosclerose

“Ao analisarmos os dados das pesquisas, concluímos que dentre compostos químicos que refletem risco para aterosclerose, chamados de marcadores sistêmicos, relacionados com a fisiopatologia da doença, os fatores lipídicos, ou seja, as gorduras, parecem fornecer os resultados que melhor refletem a associação entre periodontite e aterosclerose. Em todos os trabalhos que avaliaram esses marcadores foram relatadas a sua elevação na presença de periodontite e redução após o tratamento periodontal”, afirma Adriana.

Outro achado da pesquisadora foi que quanto maior o grau de severidade e extensão da periodontite apresentados pela população amostrada nos estudos, mais evidentes as alterações locais e sistêmicas relacionadas com a aterosclerose, como lesões na parede interna das artérias e presença de compostos químicos indicadores de inflamação no sangue.

“Os estudos analisados mostraram que, embora as bactérias da periodontia tenham apresentado sensibilidade ao antibiótico, sem o tratamento mecânico da periodontite a antibioticoterapia não foi eficaz nem para prevenir eventos cardiovasculares recorrentes e nem para restabelecer a saúde periodontal,” explica.

Metodologia científica

Foram selecionados trabalhos publicados no período de janeiro de 1999 a julho de 2009, a partir dos descritores “periodontite, aterosclerose, doenças vasculares” e das palavras-chaves “tratamento periodontal e função endotelial”.

Adriana encontrou 532 trabalhos, na fonte de dados da MedLine e Biblioteca Cochrane. Os elegíveis foram 22, mas alguns eram duplicados e outros excluídos por não terem sido feitos em humanos.

No final foram selecionados nove que atenderam os seguintes requisitos: Eram de nível de evidência II, o que quer dizer que tiveram pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado. Eram pesquisas em humanos adultos, maiores de 19 anos, com diagnóstico de doença periodontal e que receberam tratamento para a doença e/ou antibioticoterapia que estabeleceram associação entre a periodontite e a aterosclerose. “O principal desfecho dessas pesquisas foi o fato de as pessoas desenvolverem a aterosclerose, ou de saúde-doença que estabeleceram associação entre a periodontite e a aterosclerose”, conta Adriana.

Importância de ir ao dentista

 “O tema não é novo, mas os estudos recentes de renomados pesquisadores é que tem atraído a atenção de toda a comunidade médica/odontológica, pois sugerem que cuidados simples e rotineiros como a escovação dentária e visitas regulares ao dentista podem ter grande impacto na saúde das pessoas”, destaca Taba Jr

Fonte: Agência USP – 30/04/2010