A Indústria Farmacêutica na Medicina Oral

O que falta para a Medicina Oral decolar?

Uma área de conhecimento precisa, para se consolidar, de evidências que mostrem sua importância prática, precisa de aplicabilidade, de estrutura administrativa, institucional e política, mas, como vem sendo dito aqui no site, precisa gerar lucros. Os lucros devem ser de todos, profissionais, auxiliares, empregadores, empresas de saúde, sociedade e quem mais possa se interessar.

Então vem a pergunta: Quem mais pode se interessar pela Medicina Oral?

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Um dos maiores carros chefe da Medicina é a área dos laboratórios farmacêuticos. Patrocinam eventos, apoiam pesquisas, estimulam encontros internacionais entre outras parcerias. Será que a eles não interessa uma classe Odontológica que saiba prescrever, e o faça com frequência e conhecimento de causa?

Porque os laboratórios, com louváveis exceções, deixaram ou não investem na Odontologia?

Não seria interessante uma retomada nesta área de investimento quando se sabe da necessidade dos pacientes em receber medicações no pré, trans e pós-operatório de inúmeros eventos dentários?

Há ainda especialidades como a Dor Orofacial que precisa prescrever fármacos para dores agudas e crônicas, se valendo de opióides, analgésicos, AINES, inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, estabilizadores de membrana, relaxantes musculares e ansiolíticos. Vários trabalhos mostram ainda a vantagem do uso da toxina botulínica para controle do bruxismo.

A Estomatologia com o uso dos corticóides, tópico ou sistêmico, antibióticos, antifúngicos, imunossupressores eventuais e colutórios para uma enorme gama de doenças.

Também a Cirurgia Bucomaxilofacial, Periodontia, Pacientes Especiais e Endodontia são especialidades que tem necessidade do apoio farmacológico frequente. As profilaxias antibióticas e medicações para controle e prevenção de hemorragias são exemplos.

Conversas informais com representantes de laboratórios em eventos médicos mostram como se sabe pouco sobre esta área de “investimento”, praticamente inexplorada pela indústria farmacêutica. Aguardamos com ansiedade este apoio e parceria.

Vídeos de Higiene Oral (e prevenção de doenças locais e sistêmicas)


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Atendendo a solicitação do Victor Pimentel, um amigo e leitor deste site, selecionei alguns vídeos que ilustram as técnicas e indicações de higiene bucal. A solicitação, aparentemente desconectada do mote do site, vem em ótima hora, pois há razões suficientes para que os praticantes da boa Medicina Oral (especialmente os da periodontia médica) sejam enfáticos na motivação dos pacientes para a correta prática da higiene oral.

Se os focos infecciosos orais podem servir de porta de entrada para microorganismos (provocando de bacteremias até endocardites), ou ativar fatores pró-inflamatórios sistêmicos (acentuando doenças vasculares, reumatológicas, cardíacas, etc.) uma boa saúde oral também será responsável pela prevenção das doenças que decorrem da falta de higiene bucal.

Uma amostra inicial foi colhida utilizando-se o google e o youtube como ferramentas. Criei alguns critérios de qualificação dos vídeos quanto a quatro variáveis (apresentação, noções de escovação, noções especiais, noções gerais). É possível também qualificar os vídeos quanto a públicos (adulto e infantil), quanto aos métodos apresentados (escovação, fios, enxaguatórios…), mídias (real ou 3D) e outros.

Na minha concepção o vídeo ideal deve ter elementos virtuais (e.g. 3D) associados a imagens reais (é difícil explicar ao leigo questões de anatomia apenas com um dos dois isoladamente) com bons padrões de edição de vídeo e som, além de possuir legendas para os deficientes auditivos. Deve mencionar a importância do conhecimento do sulco gengival e áreas interproximais no acúmulo de placa bacteriana e citar as técnicas para remoção adequada destes depósitos (escova e fio). Orientar sobre o tipo de técnica de movimentação da escova / fio e a necessidade de individualização da limpeza na presença de um técnico (dentista ou higienista dental). Citar a necessidade de tempo e rotinas corretas assim como a avaliação e escolha de uma escova de qualidade.

As noções de técnicas para limpeza de língua, uso adequado de acessórios (cremes e enxaguatórios) e situações especiais (cuidados com próteses, escova interdental, unitufo, passafio, técnicas para crianças e recém nascidos, pacientes operados, com mucosite, etc.) também são essenciais em um vídeo ideal.

Os cuidados gerais com o armazenamento de escova e outros acessórios de higiene merecem atenção especial e outra variável importantíssima que acrescenta valor ao vídeo é a menção a importância da higiene bucal para a saúde local (prevenção de cárie, doenças periodontais, halitose…) e sistêmica. Entram dentro do grupo “cuidados gerais” a preferência pelos alimentos fibrosos e adstringentes (frutas, fibras…) contra os pegajosos e acidogênicos (biscoitos, refrigerantes…).

No link anexo encontra-se a planilha de avaliação dos vídeos e abaixo seguem os endereços. Seria muito útil a indicação, pelos leitores deste blog, de outros vídeos e a “votação” em qual seria o que apresenta a maior qualificação.

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1 - http://www.youtube.com/watch?v=jPtkjyFTCF4&NR=1

2 - http://www.youtube.com/watch?v=mPmGaEKOI7E&feature=player_embedded

3 - http://www.oficinadamoda.com.br/video_moda.php?escovacao_correta&video=1642

4 - http://www.youtube.com/watch?v=Dlly1vbkpBo

5 - http://www.youtube.com/watch?v=DGpDT4cmI64&NR=1

6 - http://www.youtube.com/watch?v=VklasFzwAyo&NR=1

7 - http://www.youtube.com/watch?v=wGKb6WAzN3E&NR=1

8 - http://www.youtube.com/watch?v=9FCeLKfY6V0&feature=related

9 - http://www.youtube.com/watch?v=YOl9JoPTCPw&feature=related

10 - http://www.proteste.org.br/higiene-e-limpeza/escove-os-dentes-da-maneira-certa-s481311/video-1-p177266.htm#video

11 - http://www.youtube.com/watch?v=QmG4aIegTvY&feature=related

12 - http://www.youtube.com/watch?v=vgAyz9JqwEA&feature=related

13 - http://www.youtube.com/watch?v=FoIsYoVmAAg&feature=related

A necessidade de avaliação e tratamento odontológico pré-radioterapia

Protocolo retirado do artigo de autoria da Dra. Isis Ghelardi (HC-FMUSP), disponível em:

http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2058/pdfs/mat%2024.pdf.

Clique na imagem para visualização completa.

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Mucosite oral: perspectivas atuais na prevenção e tratamento

O artigo disponível no link: http://www.revistargo.com.br/viewarticle.php?id=914 aborda a mucosite oral. Foi escrito pelo Prof. Paulo Santos (USP) e colaboradores.

RESUMO

A mucosite oral é resultante de toxicidade e um dos efeitos colaterais mais comuns da radioterapia e da quimioterapia, no tratamento oncológico e para o transplante de células tronco hematopoiéticas. Clinicamente estas alterações se caracterizam por atrofia epitelial, edema, eritema e pelo aparecimento de ulcerações, que podem acometer toda a mucosa bucal, gerando dor e desconforto, prejudicando a fala, a deglutição e a alimentação.

Além da importante sintomatologia, as ulcerações aumentam o risco de infecção local e sistêmica, comprometem a função oral e interferem no tratamento antineoplásico, podendo levar à sua interrupção. O diagnóstico, prevenção e estratégias terapêuticas de suporte à mucosite oral são de competência do cirurgião-dentista.

Através de análise crítica da literatura, o presente trabalho busca apresentar a mucosite oral, sua etiopatogenia, características clínicas e  tratamentos propostos nos dias atuais para a sua resolução ou controle, destacando a importância da atuação do cirurgião-dentista no manejo desta entidade.

Encontro de Acadêmicos no HEMORIO

CLIQUE NA IMAGEM PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO

Redação final do Ato Médico (para envio ao Senado)

LINK DO TEXTO COMPLETO EM: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/707086.pdf

Estudo sobre deslocamento (luxação) da ATM

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Um estudo sobre deslocamento (ou luxação) da ATM será realizado no Hospital dos Servidores e convoca pacientes com problemas semelhantes ao caso apresentado no vídeo (o vulgo queixo caído) a comparecerem para avaliação e tratamento no Serviço de Odontologia do HSE (Rio de Janeiro). Informações no telefone: 0xx21 2291-3131, ramal 3618 ou email para paulopimentel@cruiser.com.br.

O trabalho já foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital.

Os Dentistas que desejarem também podem encaminhar os casos.

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Os pacientes apresentando deslocamentos da articulação têmporomandibular (ATM) são comumente avaliados por especialistas em cirurgia bucomaxilofacial e recebem tratamentos, tanto clínicos quanto cirúrgicos, dependendo do grau de severidade do quadro. A participação de clínicos especialistas em disfunções da ATM (DTM) geralmente não é enfatizada por motivos que variam de falta de informação sobre a existência e área de atuação da especialidade, cultura vigente no meio médico e ausência de literatura específica que enfatize a participação destes profissionais.

Os relatos científicos sobre a participação dos fatores relacionados às DTM na gênese ou agravamento dos deslocamentos das ATM é escasso. Fatores etiológicos como bruxismo ou alterações oclusais, e.g. perda de dimensão vertical, ausência dentária, prematuridade em relação cêntrica e falta de estabilidade protética não são mencionados. A história de macrotrauma é geralmente o único fator abordado, mas o microtrauma gerado por hábitos parafuncionais, por exemplo, não é citado.

A presença dos sinais e sintomas típicos das DTM são as mialgias, ruídos articulares, artralgias e prejuízo na função mandibular podendo levar ainda a redução da amplitude de movimento, desvio e deflexão durante a abertura e incoordenação no movimento.

Outras alterações comumente associadas às DTM são de origem otológica: zumbido, plenitude e otalgia; origem neurológica: cefaléias e distúrbios do sono; psiquiátricas: depressão e ansiedade; e ortopédico / fisioterápicas: cervicalgias.

As doenças sistêmicas também podem induzir manifestações de disfunções têmporomandibulares, como as alterações reumatológicas provenientes de vasculites (lupus eritematoso sistêmico), as degenerativas (artrite reumatóide) e alterações musculares (fibromialgia).

As ações individuais e sua repercussão sobre a classe odontológica

O texto abaixo foi publicado pelo Dr. Afonso Rocha, presidente do Conselho Regional de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro.

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A imprensa tem destacado o caso de um cirurgião-dentista que teria extraído desnecessariamente todos os dentes de um jovem. O fato vem sendo motivo de comentário no meio odontológico e principalmente fora dele.

O que nos causa particular perplexidade é o tempo dedicado às especulações sobre o assunto e o número de pessoas ouvidas em entrevistas.

Se por um lado se sabe que as notícias desfavoráveis têm capacidade de penetração muito maior do que as boas notícias, por outro, é também certo que as boas ações ou vitórias são sempre vistas como de caráter individual, ao passo que atos negativos ou erros são atribuídos a toda a classe. Todos nós somos atingidos por essa exposição, que pelo seu conteúdo, causa impacto negativo, que perdura por longo prazo e causa efeito devastador.

A constante vigília é fundamental para prevenir eventuais consequências desabonadoras para a Odontologia. Essa deve ser a preocupação de todos, além da indispensável cautela para não emitir palpites sem fundamento, que acabam por semear mais insegurança em nossos pacientes e na sociedade como um todo.

Exodontia na síndrome de Wolff-Parkinson-White

Caso clínico enviado pelo Dr. Aristides Pinheiro

CTBMF (CROMG 8.365)

Analgesista (CRMMG 29.186)

Esta semana estou preparando um paciente com síndrome de Wolff Parkinson White para cirurgia de terceiros molares (4).

Como estes pacientes podem vir a falecer por taquicardia supra ventricular paroxística, e ocorrem em 0,15 a 0,2% da população, minha programação inicial será sedar o paciente.

Serão utilizados dormonid 0,05mg/Kg - dose inicial e 0,05 mg/Kg/hora em bomba de infusão, fentanil 1mcg/Kg endovenoso, solução eletrolítica NaCl 0,9% 250 ml, 60 gotas por minuto EV. Monitorização com ECG, oximetria de pulso, oxigênio 2 litros minuto através de mascarilha nasal. Anestesia local sem catecolaminas e cuidados anestésicos monitorizados. Como o paciente está assintomático, não será internado. Todo o procedimento será a nível ambulatorial.

Logo após o procedimento, serão enviados todos os achados, medicamentos necessários trans-operatórios (se houverem) e o pós-operatório.

 

 (*) Link para entender a síndrome:

http://www.arritmiacardiaca.com.br/p_entendendo10.php

Dores Orofaciais no Globo Repórter

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O incrível índice epidemiológico da Dor em São Paulo

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Porque as mulheres sofrem mais de dor crônica?