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Entries Tagged as 'Residência Odontológica'

Esclarecimento aos colegas brasileiros

Tenho recebido alguns emails de colegas de outros estados interessados em participar do encontro do CRORJ em 3 de novembro próximo.

Esclareço que o encontro de novembro tem a finalidade de gerar um documento que será a posição oficial da Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRORJ, e do GMOH-RJ, sobre a capacitação recomendada para o CD que atue no ambiente hospitalar no Brasil.

A idéia é que outros CROs do Brasil façam o mesmo, ou seja, criem suas comissões de odontologia hospitalar e cheguem a uma definição sobre este importante tema.

Quando tivermos a posição de vários CROs (de vários estados) nos encontraremos para uma reunião nacional a fim de chegarmos a um consenso.

O resultado deste consenso será levado ao CFO para legitimar esta área de atuação.

Depois disso, teremos o respaldo da nossa principal entidade para nos oferecermos a sociedade e às outras áreas da saude com legitimidade. Até lá só podemos contar com nossos próprios esforços e a boa vontade dos diretores de hospitais, e do meio acadêmico.

Recomendo que vocês tentem algo parecido com o que fizemos no Rio de Janeiro criando as comissões de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral nos CROs de seus estados, mas, independentemente das condutas a serem adotadas a vinda de qualquer interessado em participar do nosso encontro será muito proveitosa.

Como também será bem vinda a participação de autoridades de entidades interessadas no tema, professores e diretores de faculdades de Odontologia.

Se precisarem de minha ajuda ou dos colegas envolvidos no tema, membros do GMOH-RJ, estaremos sempre a disposição.

Abs

Paulo Pimentel

Presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRORJ

Encontro de Odontologia no Congresso Brasileiro de Infeção Hospitalar

Em Recife, onde acontece o XII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTROLE DE INFECÇÃO E EPIDEMIOLOGIA HOSPITALAR, foi realizado o encontro: “O papel da Odontologia no controle de infecção hospitalar”, coordenado pela Dra. Aurora Karla L. Vidal, professora de Patologia Geral da ICB/UPE, Doutora em saúde coletiva e presidente da Comissão de Projetos Institucionais  do CRO-PE.

O evento foi iniciado pelo Dr. José Thadeu Pinheiro, professor e diretor do CCS da UFPE apresentando a necessidade da visão social nas questões acadêmicas e institucionais da Odontologia. O professor Reginaldo Inojosa Carneiro Campelo, médico e cirurgião bucomaxilofacial, mostrou a necessidade da avaliação sistêmica do paciente odontológico.

O professor Renato de Vasconcelos Alves, PhD em Periodontia descreveu os relatos que colocam esta especialidade em uma situação de destaque no auxílio ao controle de doenças sistêmicas, cujos tecidos periodontais estão comprometidos. A também periodontista Renata Cimões Jovino Silveira, exibiu as etapas do processo de formação do biofilme microbiológico na cavidade oral, inclusive com as últimas modificações e descobertas na interação, colonização e desenvolvimento da microbiota periodontal.

A professora e Doutora em CTBMF Ana Cláudia Amorim Gomes mostrou várias situações cotidianas da sua vivência hospitalar no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da UPE, tanto no campo cirúrgico quanto no aspecto clínico. Fez ressalvas sobre a entrada de profissionais na área da Odontologia sem o devido preparo, e que somente com a devida ocupação do espaço hospitalar pelos cirurgiões dentistas capacitados para este ambiente, poderá a saúde saúde bucal ser plenamente alcançada.

Finalmente o Dr. Paulo Pimentel, atuante na área da medicina oral, e representante do CRO-RJ para a Odontologia Hospitalar, expôs suas palestras sobre a “Avaliação Odontológica do Paciente Hospitalizado e no Paciente Crítico” e, a respeito de “Quais Cuidados Bucais Funcionam para a Prevenção de VAP (Protocolos)”.

Estiveram presentes ao encontro, entre outros, o futuro presidente do CRO-PB, Dr. Abraão Oliveira, e o Dr. Carlos Rivas, também da Paraíba, e atuante na área de Odontologia Hospitalar.

Ao fim do dia, no jantar dos palestrantes do Congresso, houve a reunião dos vários grupos profissionais que participaram e participarão dos debates sobre os melhores caminhos para o controle das infecções hospitalares. Destacam-se a presença da Dra. Claudia Vidal, presidente do comitê científico do congresso, Dra Aurora Vidal (citada acima), Dra. Bárbara Soule (EUA), especialista em controle de doenças infecciosas, o Dr. Kenneth Leeper (intensivista - EUA) e a Dra. Denise Cardo (EUA) diretora da Divisão de Controle de Infecções do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), além dos professores Joseph e Silma Pinheiro da Universidade Federal de Minas Gerais.

Conversei rapidamente com a Dra. Denise e o Dr. Kenneth. O ultimo relatou um episódio ocorrido este mês, quando um paciente – com entubação orotraqueal e sedado –  internado em seu CTI apresentou febre e dor intensa associada à um molar inferior com abscesso dentoalveolar agudo. Segundo seu relato, desconhecia a existência de um cirurgião dentista que pudesse ser especializado na atuação neste ambiente.

Perguntei ainda à Dra Denise Cardo, diretora de divisão do CDC, sobre a ausência da recomendação para realização dos cuidados bucais e desinfecção com clorexidina nos CTIs, na última publicação do CDC, de 2004, para prevenção das pneumonias associadas ao uso de ventilação mecânica. Ela respondeu que a próxima publicação nesta área só se dará daqui a alguns anos, e que depende do seu departamento de saúde oral. Disse ainda que as publicações da SHEA e IDSA são suficientes para se dar credibilidade a esta recomendação.

Abaixo seguem as fotos da participação no Congresso Brasileiro de Infecção Hospitalar.

 

 

ANVISA recomenda cuidados bucais em UTI para prevenção da PAV

     A cada ano ocorrem nos Estados Unidos entre 5 e 10 episódios de pneumonia relacionada à assistência à saúde por 1000 admissões. Estas infecções são responsáveis por 15% das infecções relacionadas à assistência à saúde e aproximadamente 25% de todas as infecções adquiridas nas unidades de terapia intensiva.
     Os dados epidemiológicos sobre a pneumonia relacionada à assistência à saúde são imprecisos porque há falta de critérios de diagnóstico uniformes e claros. A maioria destas infecções é associada à ventilação mecânica e há mais dados epidemiológicos sobre este tipo de pneumonia adquirida no ambiente hospitalar.
     Dados do Estado de São Paulo em 2008 mostraram que a mediana da incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) foi de 16,25 casos por 1.000 dias de uso de ventilador em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) de Adultos, mas alcançou até 21,06 casos por 1.000 dias de uso de ventilador em UTIs coronarianas.

     Em 2008, a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica nas UTIs clínico-cirúrgicas de hospitais de ensino nos Estados Unidos da América foi de 2,3 casos por 1.000 dias de uso de ventilador e de 1,2 casos por 1.000 dias de uso de ventilador em UTIs coronarianas.

     Estes números sugerem que a incidência nacional pode ser mais elevada do que a desejada. Infelizmente não há dados nacionais por falta de uma coleta sistemática e padronizada em todos os Estados.

MEDIDAS ESPECÍFICAS FORTEMENTE RECOMENDADAS PARA PREVENÇÃO DA PAV:

   A. Manter os pacientes com a cabeceira elevada entre 30 e 45°;

   B. Avaliar diariamente a sedação e diminuir sempre que possível;

   C. Aspirar a secreção acima do balonete (subglótica);

   D. Higiene oral com antissépticos (clorexidina veículo oral).

     O entendimento que a VAP é propiciada pela aspiração do conteúdo da orofaringe amparou a lógica de se tentar erradicar a colonização bacteriana desta topografia com o objetivo de reduzir a ocorrência de VAP.

     Diversos estudos têm demonstrado diminuição das pneumonias associadas à ventilação quando a higiene oral é realizada com clorexidina veículo oral (0,12% ou 0,2%). Muitos protocolos preconizam a higiene da cavidade oral com clorexidina oral, formulação de 0,12%, com uma pequena esponja, evitando lesões da cavidade, três a quatro vezes ao dia. O profissional deve ficar atento para alergias, irritação da mucosa ou escurecimento transitório dos dentes.

fonte: ANVISA.
http://medicinaoral.org/blog/wp-content/uploads/2010/08/anvisa-manual_prevencao_pneumonia.pdf

 

 

Odontologia será discutida no XII CIH

     “O papel da odontologia no controle de infecção hospitalar” é tema de curso do XII Congresso Brasileiro de Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar (CIH), que acontece entre os dias 1 e 4 de setembro deste ano, no Centro de Convenções de Pernambuco.

     O programa científico enfoca assuntos como a relação das doenças bucais com as sistêmicas, importância da avaliação da saúde bucal no pré-operatório, inclusão do cirurgião-dentista no âmbito hospitalar/UTIs, avaliação odontológica do paciente hospitalizado e no paciente crítico, entre outros.

     Informações e inscrições pelo site http://www.cih2010.com.br

Reunião do Grupo de MOOH/CRORJ – Outubro

Na reunião do dia 07 de outubro foi exposta a situação atual do projeto de lei do CD na UTI. O Dr. Afonso Rocha (Presidente do CRORJ) esteve em Brasília, acompanhado do Dr. Paulo Moreira (INCL) em reunião com o Dep. Saraiva Felipo, atual relator do projeto. Ao que parece será feita uma modificação no texto do PL que incluirá a presença do CD nos hospitais, ao invés do vínculo específico à UTI. É uma troca por motivações políticas, mas que não altera o espírito do PL, que é a participação do CD em integração aos serviços médicos hospitalares (clique aqui para ver os votos dos deputados).

Outro assunto levantado foi a questão da residência em Odontologia. Eu (Paulo Pimentel) expus a dificuldade em se aplicar a residência em Odontologia Hospitalar no Hospital dos Servidores do Estado, pois o Ministério da Saúde (responsável por este hospital), através da Comissão Nacional de Residência, tem favorecido a criação apenas de residências multiprofissionais que privilegiam a atuação em saúde coletiva.

Tal preferência tem, pelo que se deduz, um cunho político, pois há atualmente um predomínio da visão sanitarista no Ministério da Saúde. Propus o convite a membros daquela comissão para uma reunião com o nosso grupo para esclarecimentos sobre este ponto de vista da Comissão Nacional de Residência, afinal não há nenhuma residência em Odontologia Hospitalar financiada pelo Ministério da Saúde no Brasil e não se pode alegar que o gasto em alta complexidade, com a Odontologia, é excessivo, ao contrário do que acontece com a Medicina.

Salientei o papel renovador que esta formação acadêmica diferenciada poderia ter sobre o atual modelo de pós-graduação em vigor na Odontologia brasileira e o que isso representaria de qualidade para o exercício da Odontologia Hospitalar, afinal seriam cerca de 5800 horas (em 2 anos) de dedicação exclusiva a este tópico, com a aplicação prática de conhecimentos de diversas especialidades odontológicas e gerando intercâmbio com outras áreas da saúde que teriam maior conhecimento do que se produz na Odontologia Hospitalar e na própria Medicina Oral em benefício para o paciente hospitalizado e com problemas sistêmicos.

Foi apresentada ao Dr. Afonso Rocha uma relação de 18 artigos científicos (9 na íntegra), extraídos do PUBMED, de 2004 até 2009 com dados sobre a atuação do CD e outras áreas da saúde nos protocolos de controle da microbiota oral dos pacientes atendidos em UTI. Conforme pedido no último encontro estes dados ajudarão a fundamentar esta atuação e na aprovação do PL.

Em mais uma atividade planejada no último encontro, o Dr. Afonso mostrou o texto, escrito por ele para apresentar as atividades deste grupo, publicado na última edição da revista do CRORJ. No texto é oferecida aos CD do Estado do Rio a participação nas atividades deste grupo e é citado o site: www.medicinaoral.org como agente de agregação dos interessados no crescimento da Odontologia Hospitalar.

Os colegas Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas apresentaram um questionário, para ser enviado aos CD da rede pública que atuem em hospitais, visando aumentar a participação no Grupo de Estudo de Odontologia Hospitalar e colher dados gerais sobre esta atuação. Os primeiros questionários deverão ser entregues na jornada de Odontologia Hospitalar que ocorrerá no Hospital Central da Aeronáutica.

Foi apresentado o Dr. William Nívio dos Santos, conselheiro do CRORJ e responsável pela Comissão de Odontologia em Unidades Públicas e Privadas de Saúde. Foi sugerido pelo Dr. Afonso Rocha, e aceito por todos presentes, que esta comissão do CRORJ, presidida pelo Dr. William seja o braço institucional do Grupo de Odontologia Hospitalar, oferecendo ao nosso grupo o apoio oficial para atuação em nome desta autarquia.

 

 

Por último foi sugerido o convite ao Dr. Moyzes Damasceno, presidente da SOTIERJ, para apresentação da Odontologia Hospitalar e debate sobre a atuação do CD e sua equipe no ambiente de terapia intensiva.

Estiveram presentes a esta reunião: Afonso Rocha, William Nívio, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, João Carlos de Freitas, João Miguel Giraldes, Patrícia Lima de Sá, Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas.

Impressões do Fórum de Odontologia Hospitalar do CIORJ 2009

O fórum ocorrido no dia 18/07/09 levantou inúmeras questões que temos abordado aqui no site gerando algumas boas impressões nos participantes.

 

Dentre as questões destacam-se: 

1- A vertente acadêmica da Odontologia Hospitalar com o assistencialismo aliado ao ensino e pesquisa em pacientes com comprometimento sistêmico no Hospital Clemetino Fraga da UFRJ. O Serviço, apresentado pelo Prof. Arley Silva Filho, iniciou sua atuação com os pacientes do DIP, mas hoje insere-se em várias disciplinas médicas.

 

2- O Prof. Jorge Barbosa, do Serviço de Odontologia do HEMORIO, apresentou várias situações clínicas onde a Odontologia mostrou-se essencial ao pleno atendimento do paciente portador de distúrbios da coagulação. 

3- Eu (Paulo Pimentel), representando o Serviço de Odontologia do HSE, mostrei a atuação em alta complexidade da Dor Orofacial, enfatizando a necessidade de uma integração com a rede de atenção básica e média complexidade do SUS e com vários serviços médicos hospitalares. Apresentei ainda a atual situação técnico administrativa do HSE com seu imenso porte e as consequentes dificuldades de integração plena. Finalmente expus o que considero essencial para a implantação da Odontologia Hospitalar no Brasil em termos institucionais, acadêmicos, corporativo/profissional e possíveis caminhos futuros.

 

4- A Prof. Marcia Hirata do Hospital Central da Aeronáutica, periodontista e estomatologista, mostrou a implantação da medicina periodontal em seu hospital, especialmente no serviço de Medicina Intensiva, onde apresentou documentos para a implantação de Norma Padrão de Ação da Odontologia na UTI. 

Ao término das apresentações foi aberto ao público o debate sobre novas ações a serem realizadas para a efetivação da Odontologia Hospitalar. Destacaram-se os colegas, Dr. Afonso Rocha do CRORJ, Dr. Wellington Cavalcanti, chefe do serviço de Odontologia do HEMORIO, Dr. Paulo Moreira do Instituto Nacional de Cardiologia, Dr. Nataldo Alexandre, ex-chefe do Serviço de Odontologia do Hospital Cardoso Fontes, Dr. Roberto Neves do Instituto Nacional do Câncer e o Dr. Luciano do Serviço de Emergência em CTBMF do HUAP da UFF. Outros colegas também estiveram presentes e abrilhantaram a discussão.

 

Todo o fórum foi registrado em ata e uma próxima reunião no CRORJ será agendada visando ações institucionais em benefício da Odontologia Hospitalar. Os interessados, que participaram do fórum ou não, podem enviar comentários para este post no link abaixo: 

http://medicinaoral.org/blog/2009/07/21/impressoes-do-forum-de-odontologia-hospitalar-do-ciorj-2009/#comments.

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Você acha necessária capacitação para o exercício da Odontologia Hospitalar?
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Implicações da Residência em Odontologia

Como foi descrito em post prévio, foi criada (por portaria interministerial) a Residência em Odontologia e outras áreas da saúde. Se tal medida vai ser benéfica ou não ainda é difícil de se prever. O fato é que, pelo menos na Odontologia, não foi bem debatida. Apesar deste processo ser de longa data, ainda não sabemos exatamente quais vão ser as regras para o seu estabelecimento. É dito que será um curso lato sensu (nível de especialização), que terá 2880 horas por ano, com 60 horas semanais, que será majoritariamente aplicada como treinamento em serviço. Mas, em quais especialidades odontológicas ela será ministrada? Será aplicada apenas em hospitais ou também poderá existir em uma faculdade de Odontologia isoladamente? Seguirá regras do CFO para as especialidades odontológicas para que ao final do curso o ex-residente tenha direito de requerer a titulação nesta autarquia? Quantos anos serão necessários para a conclusão? Será semelhante ao modelo do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucofacial?

Na enquete realizada aqui no site temos hoje a maioria votando pela sua aprovação com 82%, mas o que isso representará no modelo que conhecemos de pós-graduação em Odontologia? Eu acredito que já devíamos ter aplicado esta modalidade de formação há muito tempo. Mas, será que este modelo vai substituir a especialização como conhecemos? Talvez não houvesse a farra de cursos de pós-graduações que evidenciamos nos últimos 10 anos. Talvez pudéssemos ter profissionais inseridos no mercado com um maior reconhecimento, especialmente no meio hospitar. A convivência entre os residentes de diversas especialidades é também um fator de intercâmbio muito ativo neste ambiente, e que favorece a interdisciplinaridade.
Como geralmente acontece no Brasil, as regulamentações são baixadas e “vamos ver no que vai dar”. Talvez os Ministérios da Educação e Saúde não estejam muito preocupados com as observações das entidades profissionais. Pode ser que se consiga conciliar a expectativa de todos, mas não seria mais produtivo que tivesse sido definida a situação previamente?
A expectativa que tenho é que consigamos criar a residência no HSE em Odontologia Hospitalar (pacientes especiais, estomatologia e dor orofacial). Entraremos com o devido programa e eu me inscreverei como candidato na Comissão de Avaliadores do MEC. Acho que se houver o interesse geral a Residência tem tudo para dar certo. Tomara que não seja uma decisão passageira.

n

O que você acha da Residência em Odontologia Clínica?
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Atuação do CD em UTI

Profissionais mostram grande interesse na UTI

 

Depois das primeiras ações do recém-criado Departamento de Odontologia e da repercussão da reunião entre a diretoria da AMIB e a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), que teve como objetivo firmar uma parceria entre as entidades para ampliar a atuação dos cirurgiões-dentistas nas UTIs, houve uma procura bastante expressiva de profissionais da área que querem saber mais sobre a associação e sobre o departamento.

“Eu recebo inúmeros e-mails por dia de colegas que têm dúvidas sobre a atuação na unidade e de como se associar à AMIB. A procura superou nossas expectativas e deve render ótimos projetos e atividades”, conta a Dra. Teresa Márcia Morais, presidente da divisão.

Segundo a dentista, outro fator que está impulsionando esse crescimento é a ampla divulgação, em diversos veículos de comunicação, do Projeto de Lei, apresentado pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que estabelece como obrigatória a presença do cirurgião-dentista nas equipes multiprofissionais das UTIs, hospitais e clínicas onde existam pacientes internados. “A disseminação desse projeto tem despertado muito interesse e gerado uma troca de informações que será vital para propor um protocolo de condutas que pretendemos elaborar”.

“A intenção é reunir todos os sócios, entre eles dentistas que já atuam em UTI há 25 anos, que podem contribuir imensamente, e saber quais são suas expectativa e aproveitar a experiência de cada um para juntos elaborarmos o documento. Dessa maneira, poderemos orientar melhor os cirurgiões-dentistas na hora de avaliar o paciente crítico e na determinação da terapêutica. Pretendemos também estender esse protocolo para as instituições que não contam ainda com dentistas, para que os próprios enfermeiros consigam fazer a higiene bucal adequada tão necessária dentro da unidade”.

A elaboração do documento contará ainda com a colaboração dos demais departamentos da AMIB, entre eles o de Enfermagem e o de Fonoaudiologia. “As outras especialidades são muito importantes nesse processo, devido à característica multidisciplinar da UTI. Devemos nos reunir em no máximo dois meses para fazer um trabalho mais amplo, visando sempre à melhoria do atendimento ao paciente”, finaliza Dra. Teresa.

Do link: http://www.amib.org.br/paginasdinamicas/controller?command=MontarPagina&id_pag=1155

Saiu a Residência em Odontologia

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/residencia/minuta.pdf

A COMISSÃO NACIONAL DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE -CNMRS, colegiado de deliberação, criado pela Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, no uso dasatribuições que lhe conferem as Portarias Interministeriais MEC/MS nº 45 de 02 de janeiro de 2007, e MEC/MS nº 593, de 15 de maio de 2008 (Regimento Interno), neste ato,

RESOLVE:

Art. 1º Convocar as Instituições de Ensino Superior e Órgãos que possuem Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde para cadastramento junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§1º Os Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde, são definidos como programas de ensino de pós-graduaçãolato sensu, sob a forma de curso de especialização caracterizado por ensino em serviço, sob a orientação de profissionais de elevada qualificação ética e profissional, com carga horária de 60 (sessenta) horas semanais.

§2º O disposto nesta Convocatória abrange as profissões de Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Art.2º O cadastramento dos Programas junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde tem como objetivo realizar o levantamento de todos os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde existentes no país, a serem posteriormente credenciados, na forma da legislação.

§1º Este cadastramento é pré-requisito para o credenciamento que se dará mediante avaliação dos Programas de Residência pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§2º O cadastramento dos Programas de Residência será realizado por meio do endereço eletrônico residencia.mec.gov.br

e deverá ser preenchido pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado ou por quem ele indicar;

Art. 3º O cadastramento dos Programas de Residência constará de duas fases:

I – A primeira fase refere-se ao preenchimento dos dados do cadastrante;

II – A segunda fase consiste no preenchimento dos dados referentes ao Programa de Residência a ser cadastrado.

Art.4º Após o preenchimento da primeira fase do cadastro o cadastrante deverá seguir asseguintes orientações para a segunda fase:

I – Caso o cadastrante possua certificação digital, este deverá enviar um e-mail à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde no endereço residenciamultiprofissional@mec.gov.br, solicitando autorização para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

II – Caso o cadastrante não possua certificação digital, este deverá enviar um Ofício à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, assinado pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado, ratificando os dados preenchidos na primeira fase do Cadastro e solicitando o envio de senha para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

§1º O Ofício disposto no inciso II do Art. 4º deverá ser encaminhado para o seguinte endereço:

Departamento de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde (DHR) - Secretaria de Educação Superior (SESu) - Ministério da Educação Ministério da Educação - Edifício Anexo II - 1º andar - sala 130 - CEP: 70.047-903 – Brasília/DF - Telefone: 61 2104-8723.

§2º A Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, após recebimento do Ofício previsto no art. 4º, inciso II desta Convocatória, enviará uma senha por meio eletrônico ao cadastrante, que o permitirá acessar e preencher a segunda fase do Cadastro.

Art.5º O Formulário de Cadastro deverá ser preenchido conforme instruções constantes do endereço eletrônico disposto no §2º do Art.2º, e enviados eletronicamente ao final de seu devido preenchimento.


Art.6º. As instituições com mais de um Programa de Residência, deverão preencher um Formulário de Cadastro para cada um de seus Programas.

Art.7º O(s) Formulário(s) de Cadastro deverá(ão) ser preenchido(s) e enviado(s) até o dia 04 de setembro de 2008.

Parágrafo único. Após o envio eletrônico do Formulário de Cadastro, o cadastrante receberá uma mensagem eletrônica de “Confirmação de Recebimento de Cadastro Eletrônico”.

Art. 8º A lista dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional de Saúde cadastrados será publicada em ato normativo específico.

Art. 9º O(s) Formulário(s) de Cadastro encaminhado(s) posteriormente à data estabelecida no parágrafo terceiro do artigo quarto desta Convocatória, será(ão) recebido(s), mas não integrará(ão) a lista de Programas cadastrados neste primeiro momento.

Ana Estela Haddad

Coordenadora-Geral da CNMRS

Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde/DEGES/SGTES do Ministério da Saúde

Flávio Luiz Antonello Londero

Diretor Substituto de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde da Secretaria de Ensino Superior.

Legitimação da Odontologia Hospitalar

Aos Deputados Neilton Mulim e Maurício Trindade

   Foi enviado para votação um Projeto de Lei (PL) de autoria do Deputado Neilton Mulim (RJ), sobre a obrigatoriedade da presença do Cirurgião Dentista (CD) na equipe multiprofissional das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Este PL (nº 2776/2008) salienta a importância dos cuidados orais para pacientes que estão sujeitos a infecções severas, facilitando complicações ou mesmo retardando a saída destes do ambiente de cuidados intensivos. Recebi uma mala direta deste parlamentar pedindo o encaminhamento de email de apoio para o Relator deste PL, o Deputado Maurício Trindade - PR/BA.
   Sobre este assunto gostaria de fazer alguns comentários:
   Luto com muito afinco para que o Cirurgião Dentista clínico, e não apenas o Cirurgião Bucomaxilofacial (que também é um Dentista) tenha espaço nos hospitais. Trabalho no Hospital dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro (do Ministério da Saúde) e me empenho em fundamentar esta inserção. O Serviço, chefiado pelo Dr. Paulo Gulberfain, já executa várias modalidades de atendimento hospitalar e ainda montamos um curso de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar para a capacitação dos CD e membros do próprio Serviço de Odontologia. São contemplados o atendimento multidisciplinar, emergências médicas no consultório dentário, atendimento de pacientes com comprometimento sistêmico, reconhecimento de lesões orais, farmacoterapia e interações medicamentosas, participação em sessões clínicas, discussões de casos, atuação nas enfermarias, centro cirúrgico, UTI, patologia, DIP, pediatria e outros.
   Mas é preciso que este espaço ofereça todas as condições e permita o trabalho do CD. Atuando em consultórios dentários bem planejados com boas condições de atendimento este profissional, ou sua equipe, poderia ser contactado por qualquer setor do Hospital para dar pareceres ou fazer pequenos procedimentos. Poderia realizar procedimentos odontológicos mais complexos em Centro Cirúrgico especialmente projetado para oferecer-lhe ergonomia e poderia participar de sessões clínicas e anatomopatológicas onde seu conhecimento especializado fosse necessário.
   Na carta de apoio ao PL que consta no site do Sr. Neilton Mulim, escrita pela Dra. Maria Christina Brunetti é citada a importância do Dentista no contexto hospitalar de uma forma mais ampla: “…no pré-natal, nos centros de atendimento aos pacientes diabéticos, nos centros de atendimento a pacientes cardiopatas e nas UTIs…”.
   Além desses serviços há necessidade do atendimento odontológico hospitalar para outros casos como os pacientes psiquiátricos, reumatológicos, neurológicos, oncológicos, etc., inclusive para procedimentos no centro cirúrgico e prótese bucomaxilofacial. Penso que o Dentista poderia, e deveria, contar ainda com uma equipe completa incluindo Atendentes de Consultório Dentário (ACD), Técnicos de Higiene Dental (THD) e Técnicos de Prótese Dentária (TPD) podendo diminuir custos, aumentando a eficiência e abrangência dos atendimentos.  Outro item importante se relaciona à efetivação das Residências Odontológicas.
   Apesar de entender estas manifestações a favor da Odontologia, a atuação do CD somente na UTI será um grande desperdício para todo o potencial que este profissional pode oferecer. Seria mais útil se fosse extendido para uma atuação ampla, legitimando e regulamentando a existência de um Serviço de Odontologia Hospitalar e contemplando a inserção dos CD, ACD, THD, TPD e Residentes.

Paulo Affonso Pimentel Jr.
Especialista em Dor Buco Facial, DTM
Mestre Patologia Bucal
CD Serviço de Odontologia do HSE-RJ

Você acha essencial a presença do Dentista no Hospital?
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