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Interesses na Residência em Odontologia

Em resumo, estes parecem ser os interesses particulares de cada um dos personagens em relação às novas residências em Odontologia:

 

§        Dra Ana Haddad (da Comissão de Residência do Ministério da Educação - representante do Ministério da Saúde) e demais atuantes da saúde coletiva, privilegiando a Atenção Básica:

Interesse:

Querem um modelo de “Residência multiprofissional” para a Odontologia Hospitalar nos moldes da existente no Grupo Hospitalar Conceição (de Porto Alegre).

Ver links:

http://www.abeno.org.br/Palestra%20Resid%EAncia-Ana%20Estela%20Haddad.ppt

http://www.abeno.org.br/Palestra%20Resid%EAncia-J%FAlio%20Baldisseroto.ppt

 Comentários:

Como já foi colocado anteriormente concordo com o modelo da Residência Multiprofissional (ligada à saúde coletiva), ela contempla um novo conceito em pós-graduação que enriquece o conhecimento da área da saúde em atenção às necessidades básicas da população e não somente na questão hospitalar.

Mas querer que seja este modelo o único a ser vislumbrado na Odontologia é não atentar para a totalidade dos problemas que acometem os pacientes (e usuários do SUS). Nesse ponto, acho que a Comissão de Residência deve ampliar este conceito e permitir e estimular a implantação da “Residência em área profissional da saúde”, conforme está escrito na nova regulamentação, pois não existe nenhuma residência em Odontologia de alta complexidade custeada pelo MEC e MS.

 

§        Da ABENO e provavelmente do CFO:

Interesse:

Criar residências para abarcar o modelo de especialidades já existentes (só teremos as notícias do que será proposto ao MEC e MS daqui a algum tempo), acredito que no modelo de “Residência em área profissional da saúde”.

Comentários:

Com relação aos interesses da ABENO e CFO, lembro que o conceito de Residência (criado no Brasil, no Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, a partir de um modelo de vivência hospitalar usado nos EUA) é intimamente ligado a questões da alta complexidade. Utilizar este modelo para as especialidades odontológicas sem abranger a vivência hospitalar é, a meu ver, um retrocesso.

Mas que fique claro o nosso não conhecimento, por enquanto, do texto que será enviado pelo CFO ao Ministério da Saúde.  

 

§        Conclusões do Medicinaoral.org (baseadas no que venho escrevendo aqui no Medicinaoral e nas reuniões do CRORJ):

Acho que devíamos em primeiro lugar:

- enviar ao CFO e ABENO questionamentos sobre o modelo proposto para as residências odontológicas a ser enviado ao MEC/MS.

Em segundo lugar:

- propor uma mudança de modelo de ensino na graduação, privilegiando os conhecimentos da medicina oral com aumento da carga horária de disciplinas básicas (farmacologia, anatomia, fisiologia, patologia…) conforme ensinadas na Medicina.

- propor a criação da Medicina Oral como disciplina do currículo profissional, privilegiando o atendimento a pacientes com comprometimento sistêmico, e finalizando com um internato obrigatório nesta área (seja na atenção básica (AB), na Odontologia Hospitalar (OH) ou em ambas, o que seria o ideal).

- tornar obrigatória a vivência em Medicina Oral (teórica e prática, na AB e OH) por um ano, em horário integral antes de permitir a especialização nas áreas da medicina oral (estomatologia, pacientes especiais, CTBMF, patologia bucal, periodontia (médica) e dor orofacial). Que idealmente seriam exercidas no formato de residência.

 

Acredito que essa mudança no modelo de ensino Odontológico seria benéfica para os interesses da classe e da sociedade em geral, pois proporcionaria profissionais mais qualificados que os atualmente em atividade.

Entrevista sobre MOOH

No momento em que temos o CFO e a ABENO em debate sobre qual será o modelo de residência odontológica a ser enviado aos Ministérios da Educação e Saúde, vale a pena uma lida na entrevista abaixo, concedida há algum tempo, mas ainda não publicada.

Nela abordo o tema da Medicina Oral como essencial à formação odontológica, especialmente na Odontologia Hospitalar.

Talvez esse não seja o ponto de vista da ABENO, que pode moldar a residência às especialidades odontológicas tradicionais (ainda não se sabe qual é o texto final) e não contemplar a Odontologia Hospitalar em toda sua abrangência.

 

 1) Conte sobre a sua experiência com a Odontologia Hospitalar e os atuais trabalhos o HSE? (Fale sobre a equipe, o numero de atendimentos, os serviços realizados, a importância deles, etc).

 

R: Iniciei minhas atividades no HSE, um Hospital Federal do Rio de Janeiro há três anos, e encontrei um serviço ainda não completamente estruturado quanto ao que se entende como Odontologia Hospitalar (OH), ou seja, o atendimento de alta complexidade em integração com os serviços médicos e a rede pública de média e baixa complexidade.

Temos tomado atitudes para mudar o perfil do atendimento odontológico priorizando os casos que necessitem de intervenção do Cirurgião Dentista (CD) em uma unidade hospitalar, por exemplo, pacientes internados, que tenham problemas sistêmicos e precisem de monitoramento durante os procedimentos, casos de diagnósticos complexos e cooperação, através de protocolos, com os serviços médicos. Dentre estas ações estão a capacitação dos CD, a orientação às chefias de serviços quanto aos casos pertinentes da alta complexidade odontológica e orientação sobre a atenção à saúde bucal para as equipes de enfermagem. Minha atuação é mais focada no diagnóstico e tratamento das dores orofaciais, na consultoria para reestruturação do serviço e na capacitação dos CD do serviço visando a atuação plena em OH. Atualmente temos uma capacitação em andamento com a participação de médicos e dentistas do HSE e de outras unidades para fomentar a atuação nos protocolos interdisciplinares. Sobre minha atuação clínica na dor orofacial, temos uma estatística de 800 atendimentos realizados nos três últimos anos, porém, como somos a única referência do SUS em dor orofacial e disfunções da ATM, ainda atendemos casos de média complexidade. Temos tido reuniões com a secretaria municipal do Rio de Janeiro para auxiliar na implantação de centros de dor orofacial de média complexidade minimizando a necessidade do atendimento hospitalar (que deve apenas ser feito nos casos mais difíceis).

Nossa equipe conta também com um serviço de Odontopediatria, Cirurgia Bucomaxilofacial, Radiologia Odontológica, Periodontia e CDs que atuam na clínica odontológica. Além disso, temos uma CD que também é enfermeira e auxilia na administração do serviço e coordenação das auxiliares.

 

2) Quais são as maiores dificuldades na relação entre os dentistas e a equipe de saúde (médicos, enfermeiros, etc). Estes profissionais conhecem a importância do trabalho realizado pelo dentista dentro dos hospitais?

 

R: Há falta de informação dos outros profissionais quanto à pertinência da atuação da OH. Eles não sabem direito o porque de estarmos em um hospital. Outra dificuldade é a própria falta de formação em Medicina Oral dos CD brasileiros, pois estes não tem o pleno conhecimento de suas responsabilidades e deveres dentro dos hospitais.

 

3) Na sua opinião, o que impede a Odontologia Hospitalar de se tornar uma especialidade (oficial)? O Sr. acredita que esse fato “afasta” muitos dentistas que seguir este caminho na profissão?

 

R: Não acho que deva se tornar (mais uma) especialidade. Eu acredito que a formação correta seria uma residência em Medicina Oral, realizada no ambiente hospitalar, onde o CD teria o aprendizado integrado a outras equipes de saúde e teria noções gerais de patologia bucal, estomatologia, atendimento a pacientes com problemas sistêmicos, dor orofacial, cirurgia oral, emergências médicas, farmacologia, microbiologia oral e a atuação integrada com as unidades de apoio em média complexidade e os centros de saúde da família. Só um CD com esta formação mínima de 5800 horas teria condição de atuar no ambiente hospitalar satisfatoriamente.

 

4) Qual sua opinião a respeito do Projeto de Lei que tem por objetivo a inclusão dos dentistas nas UTIs?

 

R: Acho que chama a atenção para a nossa atuação e isto é bem vindo, mas não acredito que uma lei modifique este modelo se o CD não se mostrar economicamente viável para as unidades hospitalares privadas. É preciso que as entidades odontológicas também chamem a atenção para este problema de falta de atenção à saúde oral dos pacientes internados e que a sociedade entenda a importância de nossa presença.

 

5) O que é o MOOH? (Fale sobre os objetivos, o que tem sido feito, como outros profissionais podem participar, etc).

 

R: A Medicina Oral (MO) é reconhecida no mundo inteiro como a área de conhecimento que abrange toda atuação odontológica onde o conhecimento médico é essencial, como nas situações citadas anteriormente. É importante para a Odontologia como um todo, mas é fundamental para a atuação da Odontologia Hospitalar (OH). Temos feito reuniões no Rio de Janeiro e em outros estados para propagar estas idéias e utilizo o site www.medicinaoral.org como um canal de divulgação do conhecimento e integração dos diversos centros brasileiros. Tudo é feito de forma aberta e contamos com a participação de todos os interessados em aderir a esta ampla e instigante área da Odontologia.

Reunião do Grupo de MOOH/CRORJ – Outubro

Na reunião do dia 07 de outubro foi exposta a situação atual do projeto de lei do CD na UTI. O Dr. Afonso Rocha (Presidente do CRORJ) esteve em Brasília, acompanhado do Dr. Paulo Moreira (INCL) em reunião com o Dep. Saraiva Felipo, atual relator do projeto. Ao que parece será feita uma modificação no texto do PL que incluirá a presença do CD nos hospitais, ao invés do vínculo específico à UTI. É uma troca por motivações políticas, mas que não altera o espírito do PL, que é a participação do CD em integração aos serviços médicos hospitalares (clique aqui para ver os votos dos deputados).

Outro assunto levantado foi a questão da residência em Odontologia. Eu (Paulo Pimentel) expus a dificuldade em se aplicar a residência em Odontologia Hospitalar no Hospital dos Servidores do Estado, pois o Ministério da Saúde (responsável por este hospital), através da Comissão Nacional de Residência, tem favorecido a criação apenas de residências multiprofissionais que privilegiam a atuação em saúde coletiva.

Tal preferência tem, pelo que se deduz, um cunho político, pois há atualmente um predomínio da visão sanitarista no Ministério da Saúde. Propus o convite a membros daquela comissão para uma reunião com o nosso grupo para esclarecimentos sobre este ponto de vista da Comissão Nacional de Residência, afinal não há nenhuma residência em Odontologia Hospitalar financiada pelo Ministério da Saúde no Brasil e não se pode alegar que o gasto em alta complexidade, com a Odontologia, é excessivo, ao contrário do que acontece com a Medicina.

Salientei o papel renovador que esta formação acadêmica diferenciada poderia ter sobre o atual modelo de pós-graduação em vigor na Odontologia brasileira e o que isso representaria de qualidade para o exercício da Odontologia Hospitalar, afinal seriam cerca de 5800 horas (em 2 anos) de dedicação exclusiva a este tópico, com a aplicação prática de conhecimentos de diversas especialidades odontológicas e gerando intercâmbio com outras áreas da saúde que teriam maior conhecimento do que se produz na Odontologia Hospitalar e na própria Medicina Oral em benefício para o paciente hospitalizado e com problemas sistêmicos.

Foi apresentada ao Dr. Afonso Rocha uma relação de 18 artigos científicos (9 na íntegra), extraídos do PUBMED, de 2004 até 2009 com dados sobre a atuação do CD e outras áreas da saúde nos protocolos de controle da microbiota oral dos pacientes atendidos em UTI. Conforme pedido no último encontro estes dados ajudarão a fundamentar esta atuação e na aprovação do PL.

Em mais uma atividade planejada no último encontro, o Dr. Afonso mostrou o texto, escrito por ele para apresentar as atividades deste grupo, publicado na última edição da revista do CRORJ. No texto é oferecida aos CD do Estado do Rio a participação nas atividades deste grupo e é citado o site: www.medicinaoral.org como agente de agregação dos interessados no crescimento da Odontologia Hospitalar.

Os colegas Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas apresentaram um questionário, para ser enviado aos CD da rede pública que atuem em hospitais, visando aumentar a participação no Grupo de Estudo de Odontologia Hospitalar e colher dados gerais sobre esta atuação. Os primeiros questionários deverão ser entregues na jornada de Odontologia Hospitalar que ocorrerá no Hospital Central da Aeronáutica.

Foi apresentado o Dr. William Nívio dos Santos, conselheiro do CRORJ e responsável pela Comissão de Odontologia em Unidades Públicas e Privadas de Saúde. Foi sugerido pelo Dr. Afonso Rocha, e aceito por todos presentes, que esta comissão do CRORJ, presidida pelo Dr. William seja o braço institucional do Grupo de Odontologia Hospitalar, oferecendo ao nosso grupo o apoio oficial para atuação em nome desta autarquia.

 

 

Por último foi sugerido o convite ao Dr. Moyzes Damasceno, presidente da SOTIERJ, para apresentação da Odontologia Hospitalar e debate sobre a atuação do CD e sua equipe no ambiente de terapia intensiva.

Estiveram presentes a esta reunião: Afonso Rocha, William Nívio, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, João Carlos de Freitas, João Miguel Giraldes, Patrícia Lima de Sá, Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas.

Encontro do Grupo de MOOH do Rio de Janeiro

O encontro faz parte das estratégias de ação que foram iniciadas no Fórum do MOOH do CIORJ 2009. Elas visam, entre outras, reforçar a atuação em Odontologia Hospitalar no Rio de Janeiro e no Brasil. Seguem abaixo as discussões desenvolvidas na última quarta-feira no CRORJ.

 

Questionamentos principais do encontro

 

Quais serão os objetivos deste grupo?

Como fazer cumprir as determinações da Odontologia Hospitalar?

 

Ações do encontro de 02/09/09

 

Divisão das ações em tópicos que deverão ser gerenciados pelos participantes do grupo com interesse específico e afinidade.

Abaixo a relação dos grupos com sugestão dos responsáveis e atividades que podem ser realizadas em cada um deles.

 

Político e jurídica

Responsável: Afonso Fernandes Rocha

 

  • Necessita que sejam enviadas evidências e números sobre a atuação do CD:

ü      em hospital / com pacientes sistêmicos / na UTI;

ü      o benefício que este representa em comparação quando este atendimento não é feito.

ü      os dados serão repassados para o deputado Neilton Mulim - e membros de novas comissões.

  • Outra atitude é pedir que os CD enviem emails aos deputados da comissão reforçando o papel da Odontologia na UTI e nos hospitais.
  • Repassar também exemplos de atuação da Odontologia Hospitalar nos serviços públicos e privados que tiverem conhecimento.
  • Estimular eventos em congressos.
  • Facilitar a divulgação deste encontro e da Odontologia Hospitalar nos boletins on line, revista do CRORJ e espaço da rede CNT.
  • Criação de um blog de MOOH ligado ao CRORJ à semelhança do site medicinaoral.org.
  • Divulgação nos canais do CRORJ do site www.medicinaoral.org, enquanto não é disponibilizado o blog oficial, para estruturação dos grupos e orientação a novos interessados.
  • Oferecimento de um espaço no Jornal Onda Carioca.
  • Definir quais os limites da atuação na boca e quem são os profissionais autorizados a trabalhar nesta região.
  • Ação contra profissionais de outras áreas de formação que atuem no âmbito da Odontologia Hospitalar.
  • Atuação dos profissionais auxiliares.

                                                   

Mídia

Responsável: Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa e demais interessados

 

  • Utilizar as assessorias de imprensa dos hospitais para acessar a mídia geral e médica sobre a atuação da MOOH buscando espaço em meios de comunicação.
  • Usar o site medicinaoral.org para reunir informação sobre o assunto e divulgação geral: vídeos, entrevistas em rádios, textos escritos por autoridades diretamente para o blog, textos em jornais e revistas, artigos, press releases, exemplos de serviços existentes.
  • Conseguir espaço em eventos médicos e odontológicos.
  • Auxiliar na criação de um blog pelo CRO para medicina oral.

                                                                                                                                                                                                               

Científica e Acadêmica

Responsáveis: Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, Arley Silva Jr. e demais interessados

 

  • Dar subsídios para a parte política quanto a aplicação da OH.
  • Enviar artigos e textos para discussão e divulgação no blog.
  • Auxiliar nas capacitações.
  • Estimular a implantação da MOOH na graduação.
  • Discutir a formação apropriada para a área: capacitação, residência odontológica ou especialização?

                                                                      

Atuação privada

Responsáveis: Afonso Rocha, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

  • Atuação em hospitais e centros médicos privados.
  • Convite a admnistradores de convênios e administradores hospitalares para palestras com o grupo expondo suas expectativas e dificuldades na implantação da Odontologia Hospitalar.
  • Definir rol de procedimentos e valores de remuneração ao CD que atue nesta área.
  • Quantificar profissionais que atuam em odontologia hospitalar privada.

                                                                                                                                                                                                                                            

Atuação pública

Responsáveis: Jorge Barbosa, Hélida Frazão, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

  • Dar exemplos de atuação da OH para o convencimento político.
  • Quantificar dentistas que trabalham em hospitais no estado do RJ.
  • Convite aos gestores da administração pública para exposição de dificuldades para a implantação da OH.
  • Estruturação dos níveis de complexidade para o atendimento ao paciente com comprometimento sistêmico na rede pública.
  • Atuação dentro das comissões de infecção hospitalar.

                                                                                                                                                        

Apoio da Indústria e Comércio

Responsáveis: Afonso Rocha, Jorge Barbosa, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

Angariar simpatizantes e financiadores para as causas da Odontologia Hospitalar na(s):

  • Indústria farmacêutica;
  • Fábricas de equipamentos odontológicos;
  • Empresas de materiais dentários;
  • Casas de artigos odontológicos e médicos.

 

 

Observações finais:

  • A divisão dos responsáveis pelos grupos foi feita aleatoriamente de acordo com a disposição que cada um apresentou durante e após os encontros. Mas, qualquer participação adicional será bem vinda. Me enviem quaisquer solicitações de inscrição ou retirada como responsáveis pelos grupos.
  • A utilização do blog www.medicinaoral.org é fundamental para a organização das ações, assim como a divulgação dos textos, imagens, áudio e vídeo que sejam do interesse de todos os grupos.
  • Qualquer dificuldade na utilização desta ferramenta deve ser comunicada, pois não são todos que tem experiência no seu uso. Contanto, após breve aprendizado dou testemunho que é muito fácil e amigável.
  • Em breve será disponibilizada a data do próximo encontro (que é aberto a todos interessados).
  • Apesar do encontro ocorrer no Rio de Janeiro, quaisquer ações integradas a iniciativas de outros estados são estimuladas.n
    A Odontologia Hospitar é viável?
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O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?

    A utilização de medicamentos em Odontologia segue os mesmos princípios do uso de fármacos na Medicina. Todas as drogas que tenham algum efeito benéfico sobre as condições bucofaciais podem e devem ser prescritas pelo CD, mas isso exige deste profissional o conhecimento pleno dos efeitos que essas substâncias provocarão no paciente.

    Assim, não só efeitos positivos almejados serão obtidos, pois a ação da droga seguirá os caminhos da absorção, biotransformação, distribuição até chegar ao órgão alvo e finalmente a eliminação. E em todo esse processo produzirá compostos e afetará a função do fígado, sangue e todos os órgãos até sua excreção pela urina, fezes, suor, expiração, lágrima e saliva.

    Não seria importante que o CD conhecesse todo esse processo a fundo? Existe alguma justificativa para que o tempo de estudo da farmacologia, fisiologia e bioquímica seja menor que o aplicado aos futuros médicos? Não seria importante que o CD tivesse uma formação básica em Clínica Médica para melhor compreender o efeito das drogas nos órgãos por onde passa?

    Além disso, existem os efeitos colaterais, reações adversas e interações medicamentosas. É justo que uma droga prescrita pelo CD provoque um efeito colateral e que o tratamento deste efeito tenha que ser controlado pelo médico? Por exemplo, é fato conhecido que os opióides são causadores de constipação intestinal. Então ao administrar esse medicamento para o controle de uma dor severa o CD deverá encaminhar o paciente ao gastroenterologista para monitorar sua evacuação? Outro exemplo, um paciente idoso que utilize várias medicações precisará sempre levar nossa receita para o médico autorizar seu consumo? Um alergista deve receber nosso paciente que apresentou coceira após o uso de antiinflamatórios?

    Foi pensando nessas situações clínicas rotineiras que elaborei esta enquete sobre a competência do CD para administrar drogas. Eu aqui não estou digitando para os que se contentam em prescrever dipirona, diclofenaco e amoxacilina. Talvez umas 6 horas de treino na faculdade possam permitir que essas três drogas sejam prescritas sem maiores problemas (se bem que mesmo estas três também causem efeitos colaterais e tenham interações). Penso sim no CD que atue em Odontologia de forma plena, utilizando conscientemente a Medicina Oral como base de suas ações, mesmo na clínica odontológica básica.

    E penso ainda no CD que quer expandir seus horizontes e exercer, por completo, a CTBMF, a estomatologia, atender pacientes com comprometimento sistêmico, idosos, grávidas, crianças e prescrever estabilizadores de membrana, opióides, tricíclicos, miorrelaxantes e ansiolíticos como se faz diarimente no controle das dores orofaciais complexas.

    Peço que os 40% que até hoje votaram “sim” reflitam sobre quais faculdades brasileiras preparam adequadamente o CD para todas essas situações, oferecendo inclusive internatos hospitalares para a sedimentação do conhecimento.

    Aceito todas as críticas pertinentes e também as manifestações de apoio dos que entenderam a enquete e querem fazer alguma coisa para mudar esta incoerência.n

O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?
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Inserção da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar na mídia

    A inserção na mídia é um importante veículo de formação da opinião pública. Devido ao evento no CIORJ, conseguimos um espaço para a divulgação da Odontologia Hospitalar. Temos que nos render ao fato que o CD na UTI é um ótimo vendedor de notícias e as equipes de redação da Rede Tv e Record foram atraídas justamente por isso.

    A Record fez a matéria, mas não sei quando foi ao ar. A Rede Tv divulgou no dia 16/07. 

 

 

 

    O título está equivocado, assim como várias informações que eu repassei para a produção e eles não entenderam (por exemplo, superestimaram os óbitos das UTI) mas o que vale é a idéia.

    O local da filmagem foi o andar da cardiologia do HSE (enfermaria e UTI coronariana). Agradeço aos Drs. Isaac e Pedro Paulo, cardiologistas do HSE e a Dra. Érika Hottz, periodontista do HSE, que vêm fazendo um belo trabalho lá. E também aos organizadores do CIORJ por nos terem indicado para a matéria.

 

Impressões do Fórum de Odontologia Hospitalar do CIORJ 2009

O fórum ocorrido no dia 18/07/09 levantou inúmeras questões que temos abordado aqui no site gerando algumas boas impressões nos participantes.

 

Dentre as questões destacam-se: 

1- A vertente acadêmica da Odontologia Hospitalar com o assistencialismo aliado ao ensino e pesquisa em pacientes com comprometimento sistêmico no Hospital Clemetino Fraga da UFRJ. O Serviço, apresentado pelo Prof. Arley Silva Filho, iniciou sua atuação com os pacientes do DIP, mas hoje insere-se em várias disciplinas médicas.

 

2- O Prof. Jorge Barbosa, do Serviço de Odontologia do HEMORIO, apresentou várias situações clínicas onde a Odontologia mostrou-se essencial ao pleno atendimento do paciente portador de distúrbios da coagulação. 

3- Eu (Paulo Pimentel), representando o Serviço de Odontologia do HSE, mostrei a atuação em alta complexidade da Dor Orofacial, enfatizando a necessidade de uma integração com a rede de atenção básica e média complexidade do SUS e com vários serviços médicos hospitalares. Apresentei ainda a atual situação técnico administrativa do HSE com seu imenso porte e as consequentes dificuldades de integração plena. Finalmente expus o que considero essencial para a implantação da Odontologia Hospitalar no Brasil em termos institucionais, acadêmicos, corporativo/profissional e possíveis caminhos futuros.

 

4- A Prof. Marcia Hirata do Hospital Central da Aeronáutica, periodontista e estomatologista, mostrou a implantação da medicina periodontal em seu hospital, especialmente no serviço de Medicina Intensiva, onde apresentou documentos para a implantação de Norma Padrão de Ação da Odontologia na UTI. 

Ao término das apresentações foi aberto ao público o debate sobre novas ações a serem realizadas para a efetivação da Odontologia Hospitalar. Destacaram-se os colegas, Dr. Afonso Rocha do CRORJ, Dr. Wellington Cavalcanti, chefe do serviço de Odontologia do HEMORIO, Dr. Paulo Moreira do Instituto Nacional de Cardiologia, Dr. Nataldo Alexandre, ex-chefe do Serviço de Odontologia do Hospital Cardoso Fontes, Dr. Roberto Neves do Instituto Nacional do Câncer e o Dr. Luciano do Serviço de Emergência em CTBMF do HUAP da UFF. Outros colegas também estiveram presentes e abrilhantaram a discussão.

 

Todo o fórum foi registrado em ata e uma próxima reunião no CRORJ será agendada visando ações institucionais em benefício da Odontologia Hospitalar. Os interessados, que participaram do fórum ou não, podem enviar comentários para este post no link abaixo: 

http://medicinaoral.org/blog/2009/07/21/impressoes-do-forum-de-odontologia-hospitalar-do-ciorj-2009/#comments.

n

Você acha necessária capacitação para o exercício da Odontologia Hospitalar?
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Implicações da Residência em Odontologia

Como foi descrito em post prévio, foi criada (por portaria interministerial) a Residência em Odontologia e outras áreas da saúde. Se tal medida vai ser benéfica ou não ainda é difícil de se prever. O fato é que, pelo menos na Odontologia, não foi bem debatida. Apesar deste processo ser de longa data, ainda não sabemos exatamente quais vão ser as regras para o seu estabelecimento. É dito que será um curso lato sensu (nível de especialização), que terá 2880 horas por ano, com 60 horas semanais, que será majoritariamente aplicada como treinamento em serviço. Mas, em quais especialidades odontológicas ela será ministrada? Será aplicada apenas em hospitais ou também poderá existir em uma faculdade de Odontologia isoladamente? Seguirá regras do CFO para as especialidades odontológicas para que ao final do curso o ex-residente tenha direito de requerer a titulação nesta autarquia? Quantos anos serão necessários para a conclusão? Será semelhante ao modelo do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucofacial?

Na enquete realizada aqui no site temos hoje a maioria votando pela sua aprovação com 82%, mas o que isso representará no modelo que conhecemos de pós-graduação em Odontologia? Eu acredito que já devíamos ter aplicado esta modalidade de formação há muito tempo. Mas, será que este modelo vai substituir a especialização como conhecemos? Talvez não houvesse a farra de cursos de pós-graduações que evidenciamos nos últimos 10 anos. Talvez pudéssemos ter profissionais inseridos no mercado com um maior reconhecimento, especialmente no meio hospitar. A convivência entre os residentes de diversas especialidades é também um fator de intercâmbio muito ativo neste ambiente, e que favorece a interdisciplinaridade.
Como geralmente acontece no Brasil, as regulamentações são baixadas e “vamos ver no que vai dar”. Talvez os Ministérios da Educação e Saúde não estejam muito preocupados com as observações das entidades profissionais. Pode ser que se consiga conciliar a expectativa de todos, mas não seria mais produtivo que tivesse sido definida a situação previamente?
A expectativa que tenho é que consigamos criar a residência no HSE em Odontologia Hospitalar (pacientes especiais, estomatologia e dor orofacial). Entraremos com o devido programa e eu me inscreverei como candidato na Comissão de Avaliadores do MEC. Acho que se houver o interesse geral a Residência tem tudo para dar certo. Tomara que não seja uma decisão passageira.

n

O que você acha da Residência em Odontologia Clínica?
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Atuação do CD em UTI

Profissionais mostram grande interesse na UTI

 

Depois das primeiras ações do recém-criado Departamento de Odontologia e da repercussão da reunião entre a diretoria da AMIB e a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), que teve como objetivo firmar uma parceria entre as entidades para ampliar a atuação dos cirurgiões-dentistas nas UTIs, houve uma procura bastante expressiva de profissionais da área que querem saber mais sobre a associação e sobre o departamento.

“Eu recebo inúmeros e-mails por dia de colegas que têm dúvidas sobre a atuação na unidade e de como se associar à AMIB. A procura superou nossas expectativas e deve render ótimos projetos e atividades”, conta a Dra. Teresa Márcia Morais, presidente da divisão.

Segundo a dentista, outro fator que está impulsionando esse crescimento é a ampla divulgação, em diversos veículos de comunicação, do Projeto de Lei, apresentado pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que estabelece como obrigatória a presença do cirurgião-dentista nas equipes multiprofissionais das UTIs, hospitais e clínicas onde existam pacientes internados. “A disseminação desse projeto tem despertado muito interesse e gerado uma troca de informações que será vital para propor um protocolo de condutas que pretendemos elaborar”.

“A intenção é reunir todos os sócios, entre eles dentistas que já atuam em UTI há 25 anos, que podem contribuir imensamente, e saber quais são suas expectativa e aproveitar a experiência de cada um para juntos elaborarmos o documento. Dessa maneira, poderemos orientar melhor os cirurgiões-dentistas na hora de avaliar o paciente crítico e na determinação da terapêutica. Pretendemos também estender esse protocolo para as instituições que não contam ainda com dentistas, para que os próprios enfermeiros consigam fazer a higiene bucal adequada tão necessária dentro da unidade”.

A elaboração do documento contará ainda com a colaboração dos demais departamentos da AMIB, entre eles o de Enfermagem e o de Fonoaudiologia. “As outras especialidades são muito importantes nesse processo, devido à característica multidisciplinar da UTI. Devemos nos reunir em no máximo dois meses para fazer um trabalho mais amplo, visando sempre à melhoria do atendimento ao paciente”, finaliza Dra. Teresa.

Do link: http://www.amib.org.br/paginasdinamicas/controller?command=MontarPagina&id_pag=1155

Saiu a Residência em Odontologia

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/residencia/minuta.pdf

A COMISSÃO NACIONAL DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE -CNMRS, colegiado de deliberação, criado pela Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, no uso dasatribuições que lhe conferem as Portarias Interministeriais MEC/MS nº 45 de 02 de janeiro de 2007, e MEC/MS nº 593, de 15 de maio de 2008 (Regimento Interno), neste ato,

RESOLVE:

Art. 1º Convocar as Instituições de Ensino Superior e Órgãos que possuem Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde para cadastramento junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§1º Os Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde, são definidos como programas de ensino de pós-graduaçãolato sensu, sob a forma de curso de especialização caracterizado por ensino em serviço, sob a orientação de profissionais de elevada qualificação ética e profissional, com carga horária de 60 (sessenta) horas semanais.

§2º O disposto nesta Convocatória abrange as profissões de Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Art.2º O cadastramento dos Programas junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde tem como objetivo realizar o levantamento de todos os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde existentes no país, a serem posteriormente credenciados, na forma da legislação.

§1º Este cadastramento é pré-requisito para o credenciamento que se dará mediante avaliação dos Programas de Residência pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§2º O cadastramento dos Programas de Residência será realizado por meio do endereço eletrônico residencia.mec.gov.br

e deverá ser preenchido pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado ou por quem ele indicar;

Art. 3º O cadastramento dos Programas de Residência constará de duas fases:

I – A primeira fase refere-se ao preenchimento dos dados do cadastrante;

II – A segunda fase consiste no preenchimento dos dados referentes ao Programa de Residência a ser cadastrado.

Art.4º Após o preenchimento da primeira fase do cadastro o cadastrante deverá seguir asseguintes orientações para a segunda fase:

I – Caso o cadastrante possua certificação digital, este deverá enviar um e-mail à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde no endereço residenciamultiprofissional@mec.gov.br, solicitando autorização para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

II – Caso o cadastrante não possua certificação digital, este deverá enviar um Ofício à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, assinado pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado, ratificando os dados preenchidos na primeira fase do Cadastro e solicitando o envio de senha para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

§1º O Ofício disposto no inciso II do Art. 4º deverá ser encaminhado para o seguinte endereço:

Departamento de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde (DHR) - Secretaria de Educação Superior (SESu) - Ministério da Educação Ministério da Educação - Edifício Anexo II - 1º andar - sala 130 - CEP: 70.047-903 – Brasília/DF - Telefone: 61 2104-8723.

§2º A Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, após recebimento do Ofício previsto no art. 4º, inciso II desta Convocatória, enviará uma senha por meio eletrônico ao cadastrante, que o permitirá acessar e preencher a segunda fase do Cadastro.

Art.5º O Formulário de Cadastro deverá ser preenchido conforme instruções constantes do endereço eletrônico disposto no §2º do Art.2º, e enviados eletronicamente ao final de seu devido preenchimento.


Art.6º. As instituições com mais de um Programa de Residência, deverão preencher um Formulário de Cadastro para cada um de seus Programas.

Art.7º O(s) Formulário(s) de Cadastro deverá(ão) ser preenchido(s) e enviado(s) até o dia 04 de setembro de 2008.

Parágrafo único. Após o envio eletrônico do Formulário de Cadastro, o cadastrante receberá uma mensagem eletrônica de “Confirmação de Recebimento de Cadastro Eletrônico”.

Art. 8º A lista dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional de Saúde cadastrados será publicada em ato normativo específico.

Art. 9º O(s) Formulário(s) de Cadastro encaminhado(s) posteriormente à data estabelecida no parágrafo terceiro do artigo quarto desta Convocatória, será(ão) recebido(s), mas não integrará(ão) a lista de Programas cadastrados neste primeiro momento.

Ana Estela Haddad

Coordenadora-Geral da CNMRS

Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde/DEGES/SGTES do Ministério da Saúde

Flávio Luiz Antonello Londero

Diretor Substituto de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde da Secretaria de Ensino Superior.