Encaminhado pelo Dr. Victor Abreu (HSERJ) e repassado para todos.
Informações sobre o autor: Dr. Evandro Tinoco Mesquita é professor na Universidade Federal Fluminense e diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco.
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1- Qual a incidência de pacientes hipertensos em seu consultório?
R. Na clínica privada 15% e no serviço público onde atendo pacientes com comprometimento sistêmico, um pouco maior, cerca de 25%.
2- Como o dentista deve abordar este paciente hipertenso?
R. Dependendo do grau da hipertensão o Dentista não deve nem realizar atendimentos, caso da hipertensão severa. Nos casos leves e moderados o dentista deve realizar o atendimento, mas precisa estar em contato com o Médico quando houver suspeita de descontrole da hipertensão ou se procedimentos mais invasivos forem necessários.
3- Que informações o paciente deve passar ao dentista?
R. Há quanto tempo tem a hipertensão, se é feito controle médico, quais medicações foram prescritas. O histórico do paciente durante o atendimento odontológico também é importante e, em alguns casos, podem ser necessárias medidas de sedação farmacológica, hipnose ou outras técnicas de controle da ansiedade.
4- É preciso pedir algum exame cardiológico antes de se iniciar o tratamento?
R. O Dentista deve contribuir com o Médico no controle dos pacientes hipertensos e portadores de doenças cardíacas em geral. Os tratamentos dentários são bem comuns em nosso meio e esta pode ser a oportunidade de se avaliar o paciente, e em casos descontrolados encaminhar o paciente ao Médico para uma reavaliação. Em outras situações o Dentista pode pedir que o Cardiologista avalie um paciente para parecer médico em casos de cansaço crônico e obesidade em indivíduos que sejam fumantes, sedentários e acima dos 40 anos, mesmo se não há alteração da pressão arterial. Há ainda ocasiões onde é necessário o risco cirúrgico prévio à realização de cirurgias mais invasivas.
5- Como lidar com o estado de ansiedade deste paciente?
R. Em geral o contato pessoal e a empatia que se cria entre paciente e profissional são suficientes para o controle da ansiedade. Quando há um histórico desfavorável podem ser utilizadas técnicas de hipnose, ansiolíticos, sedação com óxido nitroso e até mesmo a anestesia geral.
6- Que complicações podem surgir durante procedimentos simples e cirúrgicos com estes pacientes?
R. Algumas complicações são mais relacionadas à ansiedade gerada pelo tratamento dentário como a hiperventilação, palpitações ou perda da consciência. Outras podem ocorrer por uso excessivo de adrenalina - utilizada em associação com o anestésico para melhorar a atuação deste - quando dor torácica e arritmias podem surgir. Por este motivo, em geral, é recomendado o uso máximo de apenas dois tubetes de anestesia em hipertensos.
7- Existe algum problema dentário que se agrave em pacientes hipertensos?
R. Alguns fármacos anti-hipertensivos, os bloqueadores de canal de cálcio, podem facilitar um quadro de inflamação gengival por induzir a hiperplasia gengival. Nesta situação pode ser necessária a substituição desta droga por outra, ou melhorar a higienização oral.
8- Como o tratamento farmacológico da hipertensão interfere na rotina do tratamento do dentista?
R. Algumas medicações podem provocar sintomas que são sentidos na boca como a xerostomia (secura bucal, muito associada a diuréticos), ardência oral e dificuldade de cicatrização (inibidores da ECA), alergias e toxicidade na mucosa (diuréticos mercuriais).
9- O dentista deve se preocupar com o paciente hipertenso a partir de qual número verificado da pressão arterial?
R. Pacientes com pressão sistólica acima de 120, diastólica acima de 80 e sinais clínicos como cansaço sob pequeno esforço, sedentarismo, obesidade e diabetes devem ser encorajados a procurar um médico. Porém só acima de 140×90 haverá alteração nas rotinas de atendimento, onde um parecer médico é obrigatório.
10- Quando há necessidade de um procedimento cirúrgico demorado, tem que ser em ambiente hospitalar?
R. Só raramente a internação será necessária, mas casos de hipertensão severa ou maligna podem estar presentes em pacientes que necessitem de abordagem odontológica emergencial e, aí sim, a internação será indicada.
* Se quiser acrescentar alguma informação que não mencionei e acha importante, fique à vontade.
R. É importante lembrar aos pacientes, e aos Médicos, que a recomendação de se abolir o uso da adrenalina (ou outro vasoconstrictor) pelo Dentista não tem base científica. O que se deve fazer é apenas limitar sua utilização (a ansiedade provocada pela dor - do próprio tratamento - causa a liberação de adrenalina endógena que também pode ser perigosa).
Nela abordo o tema da Medicina Oral como essencial à formação odontológica, especialmente na Odontologia Hospitalar.
Talvez esse não seja o ponto de vista da ABENO, que pode moldar a residência às especialidades odontológicas tradicionais (ainda não se sabe qual é o texto final) e não contemplar a Odontologia Hospitalar em toda sua abrangência.
1) Conte sobre a sua experiência com a Odontologia Hospitalar e os atuais trabalhos o HSE? (Fale sobre a equipe, o numero de atendimentos, os serviços realizados, a importância deles, etc).
R: Iniciei minhas atividades no HSE, um Hospital Federal do Rio de Janeiro há três anos, e encontrei um serviço ainda não completamente estruturado quanto ao que se entende como Odontologia Hospitalar (OH), ou seja, o atendimento de alta complexidade em integração com os serviços médicos e a rede pública de média e baixa complexidade.
Temos tomado atitudes para mudar o perfil do atendimento odontológico priorizando os casos que necessitem de intervenção do Cirurgião Dentista (CD) em uma unidade hospitalar, por exemplo, pacientes internados, que tenham problemas sistêmicos e precisem de monitoramento durante os procedimentos, casos de diagnósticos complexos e cooperação, através de protocolos, com os serviços médicos. Dentre estas ações estão a capacitação dos CD, a orientação às chefias de serviços quanto aos casos pertinentes da alta complexidade odontológica e orientação sobre a atenção à saúde bucal para as equipes de enfermagem. Minha atuação é mais focada no diagnóstico e tratamento das dores orofaciais, na consultoria para reestruturação do serviço e na capacitação dos CD do serviço visando a atuação plena em OH. Atualmente temos uma capacitação em andamento com a participação de médicos e dentistas do HSE e de outras unidades para fomentar a atuação nos protocolos interdisciplinares. Sobre minha atuação clínica na dor orofacial, temos uma estatística de 800 atendimentos realizados nos três últimos anos, porém, como somos a única referência do SUS em dor orofacial e disfunções da ATM, ainda atendemos casos de média complexidade. Temos tido reuniões com a secretaria municipal do Rio de Janeiro para auxiliar na implantação de centros de dor orofacial de média complexidade minimizando a necessidade do atendimento hospitalar (que deve apenas ser feito nos casos mais difíceis).
Nossa equipe conta também com um serviço de Odontopediatria, Cirurgia Bucomaxilofacial, Radiologia Odontológica, Periodontia e CDs que atuam na clínica odontológica. Além disso, temos uma CD que também é enfermeira e auxilia na administração do serviço e coordenação das auxiliares.
2) Quais são as maiores dificuldades na relação entre os dentistas e a equipe de saúde (médicos, enfermeiros, etc). Estes profissionais conhecem a importância do trabalho realizado pelo dentista dentro dos hospitais?
R: Há falta de informação dos outros profissionais quanto à pertinência da atuação da OH. Eles não sabem direito o porque de estarmos em um hospital. Outra dificuldade é a própria falta de formação em Medicina Oral dos CD brasileiros, pois estes não tem o pleno conhecimento de suas responsabilidades e deveres dentro dos hospitais.
3) Na sua opinião, o que impede a Odontologia Hospitalar de se tornar uma especialidade (oficial)? O Sr. acredita que esse fato “afasta” muitos dentistas que seguir este caminho na profissão?
R: Não acho que deva se tornar (mais uma) especialidade. Eu acredito que a formação correta seria uma residência em Medicina Oral, realizada no ambiente hospitalar, onde o CD teria o aprendizado integrado a outras equipes de saúde e teria noções gerais de patologia bucal, estomatologia, atendimento a pacientes com problemas sistêmicos, dor orofacial, cirurgia oral, emergências médicas, farmacologia, microbiologia oral e a atuação integrada com as unidades de apoio em média complexidade e os centros de saúde da família. Só um CD com esta formação mínima de 5800 horas teria condição de atuar no ambiente hospitalar satisfatoriamente.
4) Qual sua opinião a respeito do Projeto de Lei que tem por objetivo a inclusão dos dentistas nas UTIs?
R: Acho que chama a atenção para a nossa atuação e isto é bem vindo, mas não acredito que uma lei modifique este modelo se o CD não se mostrar economicamente viável para as unidades hospitalares privadas. É preciso que as entidades odontológicas também chamem a atenção para este problema de falta de atenção à saúde oral dos pacientes internados e que a sociedade entenda a importância de nossa presença.
5) O que é o MOOH? (Fale sobre os objetivos, o que tem sido feito, como outros profissionais podem participar, etc).
R: A Medicina Oral (MO) é reconhecida no mundo inteiro como a área de conhecimento que abrange toda atuação odontológica onde o conhecimento médico é essencial, como nas situações citadas anteriormente. É importante para a Odontologia como um todo, mas é fundamental para a atuação da Odontologia Hospitalar (OH). Temos feito reuniões no Rio de Janeiro e em outros estados para propagar estas idéias e utilizo o site www.medicinaoral.org como um canal de divulgação do conhecimento e integração dos diversos centros brasileiros. Tudo é feito de forma aberta e contamos com a participação de todos os interessados em aderir a esta ampla e instigante área da Odontologia.
KHOURI, Vivian Youssef et al. Use of therapeutic laser for prevention and treatment of oral mucositis. Braz. Dent. J. [online]. 2009, vol.20, n.3, pp. 215-220. ISSN 0103-6440. doi: 10.1590/S0103-64402009000300008.
A mucosite oral (MO) afeta pacientes que são submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) devido as altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia. A proposta desta investigação foi realizar um estudo comparativo da freqüência e a evolução da MO entre os pacientes submetidos ao laser terapêutico e da terapia convencional (uso de solução de bochecho chamada “Fórmula para Mucosite”).Os pacientes foram submetidos ao regime de condicionamento mieloablativo antes da realização do TCTH alogênico.Vinte e dois pacientes foram selecionados e divididos em 2 grupos: grupo I foi irradiado com laser AlGaInP (660 nm) e laser GaAlAs (780 nm), potência de 25 mW, dose de 6,3J/cm2, tempo 10 s, seguido do tratamento convencional; grupo II submetido apenas ao tratamento convencional. Ambas as escalas da World Health Organization (WHO) e Oral Mucositis Assessment Scales (OMAS) foram utilizadas para avaliar os resultados. Os dados foram analizados pelo teste não-paramétrico de Wilcoxon, com p<0,05 considerado estatisticamente significante. O grupo I apresentou menor frequência de MO (p=0,02) e menor média de acordo com as escalas WHO e OMAS (p<0,01 e p=0,01, respectivamente). Em conclusão, o laser reduziu a frequência e gravidade da MO, sugerindo que o laser terapêutico pode ser usado para ambos como uma nova forma de prevenção e tratamento da MO.
Na reunião do dia 07 de outubro foi exposta a situação atual do projeto de lei do CD na UTI. O Dr. Afonso Rocha (Presidente do CRORJ) esteve em Brasília, acompanhado do Dr. Paulo Moreira (INCL) em reunião com o Dep. Saraiva Felipo, atual relator do projeto. Ao que parece será feita uma modificação no texto do PL que incluirá a presença do CD nos hospitais, ao invés do vínculo específico à UTI. É uma troca por motivações políticas, mas que não altera o espírito do PL, que é a participação do CD em integração aos serviços médicos hospitalares (clique aqui para ver os votos dos deputados).
Outro assunto levantado foi a questão da residência em Odontologia. Eu (Paulo Pimentel) expus a dificuldade em se aplicar a residência em Odontologia Hospitalar no Hospital dos Servidores do Estado, pois o Ministério da Saúde (responsável por este hospital), através da Comissão Nacional de Residência, tem favorecido a criação apenas de residências multiprofissionais que privilegiam a atuação em saúde coletiva.
Tal preferência tem, pelo que se deduz, um cunho político, pois há atualmente um predomínio da visão sanitarista no Ministério da Saúde. Propus o convite a membros daquela comissão para uma reunião com o nosso grupo para esclarecimentos sobre este ponto de vista da Comissão Nacional de Residência, afinal não há nenhuma residência em Odontologia Hospitalar financiada pelo Ministério da Saúde no Brasil e não se pode alegar que o gasto em alta complexidade, com a Odontologia, é excessivo, ao contrário do que acontece com a Medicina.
Salientei o papel renovador que esta formação acadêmica diferenciada poderia ter sobre o atual modelo de pós-graduação em vigor na Odontologia brasileira e o que isso representaria de qualidade para o exercício da Odontologia Hospitalar, afinal seriam cerca de 5800 horas (em 2 anos) de dedicação exclusiva a este tópico, com a aplicação prática de conhecimentos de diversas especialidades odontológicas e gerando intercâmbio com outras áreas da saúde que teriam maior conhecimento do que se produz na Odontologia Hospitalar e na própria Medicina Oral em benefício para o paciente hospitalizado e com problemas sistêmicos.
Foi apresentada ao Dr. Afonso Rocha uma relação de 18 artigos científicos (9 na íntegra), extraídos do PUBMED, de 2004 até 2009 com dados sobre a atuação do CD e outras áreas da saúde nos protocolos de controle da microbiota oral dos pacientes atendidos em UTI. Conforme pedido no último encontro estes dados ajudarão a fundamentar esta atuação e na aprovação do PL.
Em mais uma atividade planejada no último encontro, o Dr. Afonso mostrou o texto, escrito por ele para apresentar as atividades deste grupo, publicado na última edição da revista do CRORJ. No texto é oferecida aos CD do Estado do Rio a participação nas atividades deste grupo e é citado o site: www.medicinaoral.org como agente de agregação dos interessados no crescimento da Odontologia Hospitalar.
Os colegas Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas apresentaram um questionário, para ser enviado aos CD da rede pública que atuem em hospitais, visando aumentar a participação no Grupo de Estudo de Odontologia Hospitalar e colher dados gerais sobre esta atuação. Os primeiros questionários deverão ser entregues na jornada de Odontologia Hospitalar que ocorrerá no Hospital Central da Aeronáutica.
Foi apresentado o Dr. William Nívio dos Santos, conselheiro do CRORJ e responsável pela Comissão de Odontologia em Unidades Públicas e Privadas de Saúde. Foi sugerido pelo Dr. Afonso Rocha, e aceito por todos presentes, que esta comissão do CRORJ, presidida pelo Dr. William seja o braço institucional do Grupo de Odontologia Hospitalar, oferecendo ao nosso grupo o apoio oficial para atuação em nome desta autarquia.
Por último foi sugerido o convite ao Dr. Moyzes Damasceno, presidente da SOTIERJ, para apresentação da Odontologia Hospitalar e debate sobre a atuação do CD e sua equipe no ambiente de terapia intensiva.
Estiveram presentes a esta reunião: Afonso Rocha, William Nívio, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, João Carlos de Freitas, João Miguel Giraldes, Patrícia Lima de Sá, Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas.
O encontro faz parte das estratégias de ação que foram iniciadas no Fórum do MOOH do CIORJ 2009. Elas visam, entre outras, reforçar a atuação em Odontologia Hospitalar no Rio de Janeiro e no Brasil. Seguem abaixo as discussões desenvolvidas na última quarta-feira no CRORJ.
Questionamentos principais do encontro
Quais serão os objetivos deste grupo?
Como fazer cumprir as determinações da Odontologia Hospitalar?
Ações do encontro de 02/09/09
Divisão das ações em tópicos que deverão ser gerenciados pelos participantes do grupo com interesse específico e afinidade.
Abaixo a relação dos grupos com sugestão dos responsáveis e atividades que podem ser realizadas em cada um deles.
Político e jurídica
Responsável: Afonso Fernandes Rocha
Necessita que sejam enviadas evidências e números sobre a atuação do CD:
üem hospital / com pacientes sistêmicos / na UTI;
üo benefício que este representa em comparação quando este atendimento não é feito.
üos dados serão repassados para o deputado Neilton Mulim - e membros de novas comissões.
Outra atitude é pedir que os CD enviem emails aos deputados da comissão reforçando o papel da Odontologia na UTI e nos hospitais.
Repassar também exemplos de atuação da Odontologia Hospitalar nos serviços públicos e privados que tiverem conhecimento.
Estimular eventos em congressos.
Facilitar a divulgação deste encontro e da Odontologia Hospitalar nos boletins on line, revista do CRORJ e espaço da rede CNT.
Criação de um blog de MOOH ligado ao CRORJ à semelhança do site medicinaoral.org.
Divulgação nos canais do CRORJ do site www.medicinaoral.org, enquanto não é disponibilizado o blog oficial, para estruturação dos grupos e orientação a novos interessados.
Oferecimento de um espaço no Jornal Onda Carioca.
Definir quais os limites da atuação na boca e quem são os profissionais autorizados a trabalhar nesta região.
Ação contra profissionais de outras áreas de formação que atuem no âmbito da Odontologia Hospitalar.
Atuação dos profissionais auxiliares.
Mídia
Responsável: Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa e demais interessados
Utilizar as assessorias de imprensa dos hospitais para acessar a mídia geral e médica sobre a atuação da MOOH buscando espaço em meios de comunicação.
Usar o site medicinaoral.org para reunir informação sobre o assunto e divulgação geral: vídeos, entrevistas em rádios, textos escritos por autoridades diretamente para o blog, textos em jornais e revistas, artigos, press releases, exemplos de serviços existentes.
Conseguir espaço em eventos médicos e odontológicos.
Auxiliar na criação de um blog pelo CRO para medicina oral.
Científica e Acadêmica
Responsáveis: Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, Arley Silva Jr. e demais interessados
Dar subsídios para a parte política quanto a aplicação da OH.
Enviar artigos e textos para discussão e divulgação no blog.
Auxiliar nas capacitações.
Estimular a implantação da MOOH na graduação.
Discutir a formação apropriada para a área: capacitação, residência odontológica ou especialização?
Atuação privada
Responsáveis: Afonso Rocha, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados
Atuação em hospitais e centros médicos privados.
Convite a admnistradores de convênios e administradores hospitalares para palestras com o grupo expondo suas expectativas e dificuldades na implantação da Odontologia Hospitalar.
Definir rol de procedimentos e valores de remuneração ao CD que atue nesta área.
Quantificar profissionais que atuam em odontologia hospitalar privada.
Atuação pública
Responsáveis: Jorge Barbosa, Hélida Frazão, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados
Dar exemplos de atuação da OH para o convencimento político.
Quantificar dentistas que trabalham em hospitais no estado do RJ.
Convite aos gestores da administração pública para exposição de dificuldades para a implantação da OH.
Estruturação dos níveis de complexidade para o atendimento ao paciente com comprometimento sistêmico na rede pública.
Atuação dentro das comissões de infecção hospitalar.
Apoio da Indústria e Comércio
Responsáveis: Afonso Rocha, Jorge Barbosa, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados
Angariar simpatizantes e financiadores para as causas da Odontologia Hospitalar na(s):
Indústria farmacêutica;
Fábricas de equipamentos odontológicos;
Empresas de materiais dentários;
Casas de artigos odontológicos e médicos.
Observações finais:
A divisão dos responsáveis pelos grupos foi feita aleatoriamente de acordo com a disposição que cada um apresentou durante e após os encontros. Mas, qualquer participação adicional será bem vinda. Me enviem quaisquer solicitações de inscrição ou retirada como responsáveis pelos grupos.
A utilização do blog www.medicinaoral.org é fundamental para a organização das ações, assim como a divulgação dos textos, imagens, áudio e vídeo que sejam do interesse de todos os grupos.
Qualquer dificuldade na utilização desta ferramenta deve ser comunicada, pois não são todos que tem experiência no seu uso. Contanto, após breve aprendizado dou testemunho que é muito fácil e amigável.
Em breve será disponibilizada a data do próximo encontro (que é aberto a todos interessados).
Apesar do encontro ocorrer no Rio de Janeiro, quaisquer ações integradas a iniciativas de outros estados são estimuladas.n
A utilização de medicamentos em Odontologia segue os mesmos princípios do uso de fármacos na Medicina. Todas as drogas que tenham algum efeito benéfico sobre as condições bucofaciais podem e devem ser prescritas pelo CD, mas isso exige deste profissional o conhecimento pleno dos efeitos que essas substâncias provocarão no paciente.
Assim, não só efeitos positivos almejados serão obtidos, pois a ação da droga seguirá os caminhos da absorção, biotransformação, distribuição até chegar ao órgão alvo e finalmente a eliminação. E em todo esse processo produzirá compostos e afetará a função do fígado, sangue e todos os órgãos até sua excreção pela urina, fezes, suor, expiração, lágrima e saliva.
Não seria importante que o CD conhecesse todo esse processo a fundo? Existe alguma justificativa para que o tempo de estudo da farmacologia, fisiologia e bioquímica seja menor que o aplicado aos futuros médicos? Não seria importante que o CD tivesse uma formação básica em Clínica Médica para melhor compreender o efeito das drogas nos órgãos por onde passa?
Além disso, existem os efeitos colaterais, reações adversas e interações medicamentosas. É justo que uma droga prescrita pelo CD provoque um efeito colateral e que o tratamento deste efeito tenha que ser controlado pelo médico? Por exemplo, é fato conhecido que os opióides são causadores de constipação intestinal. Então ao administrar esse medicamento para o controle de uma dor severa o CD deverá encaminhar o paciente ao gastroenterologista para monitorar sua evacuação? Outro exemplo, um paciente idoso que utilize várias medicações precisará sempre levar nossa receita para o médico autorizar seu consumo? Um alergista deve receber nosso paciente que apresentou coceira após o uso de antiinflamatórios?
Foi pensando nessas situações clínicas rotineiras que elaborei esta enquete sobre a competência do CD para administrar drogas. Eu aqui não estou digitando para os que se contentam em prescrever dipirona, diclofenaco e amoxacilina. Talvez umas 6 horas de treino na faculdade possam permitir que essas três drogas sejam prescritas sem maiores problemas (se bem que mesmo estas três também causem efeitos colaterais e tenham interações). Penso sim no CD que atue em Odontologia de forma plena, utilizando conscientemente a Medicina Oral como base de suas ações, mesmo na clínica odontológica básica.
E penso ainda no CD que quer expandir seus horizontes e exercer, por completo, a CTBMF, a estomatologia, atender pacientes com comprometimento sistêmico, idosos, grávidas, crianças e prescrever estabilizadores de membrana, opióides, tricíclicos, miorrelaxantes e ansiolíticos como se faz diarimente no controle das dores orofaciais complexas.
Peço que os 40% que até hoje votaram “sim” reflitam sobre quais faculdades brasileiras preparam adequadamente o CD para todas essas situações, oferecendo inclusive internatos hospitalares para a sedimentação do conhecimento.
Aceito todas as críticas pertinentes e também as manifestações de apoio dos que entenderam a enquete e querem fazer alguma coisa para mudar esta incoerência.n
O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?
A Odontologia foi mais uma vez prestigiada pelos organizadores do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva em São Paulo. Parabéns a Dra Teresa Márcia Moraes que tem representado com bastante sucesso e dedicação a nossa profissão nesta entidade.
Abaixo informações sobre o XIV Congresso da AMIB e a participação da Odontologia (clique na imagem para ampliar):
Reproduzo abaixo o email do Presidente da SOBE (enviado para a Sobelist do yahoo) sobre uma certa facilidade para ir ao evento, e a resposta de uma colega brasileira que mora em Londres e quer ajudar.
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Prezados colegas,
Transmito a todos uma boa noticia. A Associacao Europeia de Medicina Oral (EAOM) que se reune a cada dois anos, estara promovendo seu congresso na cidade de Londres, em setembro 2010 (http://www.eaom2010.com).
Conseguimos junto a um dos organizadores do evento Dr. Tim Hodgson que os socios da SOBEP se inscrevam pagando o mesmo valor dos membros da EAOM.
Segue o email enviado e as condicoes desta cortesia.
Abraco a todos,
Prof. Jair Carneiro Leao, PhD
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Universidade Federal de Pernambuco
Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Recife PE Brasil 50670-90; + 81 21268818
Acho que todos os colegas devem se animar a participar da EAOM 2010, pois o congresso é muito bom e o valor da libra nunca esteve tão baixo (3 reais=1 pound). É uma boa hora de vir a Londres.
As coisas aqui também não estão tão caras e pode-se conseguir hotel 3 estrelas por uns 70 pounds. Poderemos também ver a possibilidade de conseguir nos residenciais da London University, que são bons e baratos e sempre têm vagas para academic visitor, por uns 50 pounds/dia.
Poderíamos tentar viabilizar juntamente com o Presidente, que conhece bem a cidade, uma boa acolhida a todos.
Me coloco à disposição do presidente para ajuda aos colegas da SOBE.