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Saúde Bucal e Cardiologia

Encaminhado pelo Dr. Victor Abreu (HSERJ) e repassado para todos.

 

 

 

Informações sobre o autor: Dr. Evandro Tinoco Mesquita é professor na Universidade Federal Fluminense e diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco.

“Este material foi extraído do Portal Medcenter Medscape - www.medcenter.com

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Repercussões odontológicas em pacientes hipertensos

Entrevista concedida ao portal Terra e disponível (resumida) no link: http://coracaosaudavel.terra.com.br/noticias_integra.php?id=219

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1- Qual a incidência de pacientes hipertensos em seu consultório?

 

R. Na clínica privada 15% e no serviço público onde atendo pacientes com comprometimento sistêmico, um pouco maior, cerca de 25%.

 

2- Como o dentista deve abordar este paciente hipertenso?

 

R. Dependendo do grau da hipertensão o Dentista não deve nem realizar atendimentos, caso da hipertensão severa. Nos casos leves e moderados o dentista deve realizar o atendimento, mas precisa estar em contato com o Médico quando houver suspeita de descontrole da hipertensão ou se procedimentos mais invasivos forem necessários.

 

3- Que informações o paciente deve passar ao dentista?

 

R. Há quanto tempo tem a hipertensão, se é feito controle médico, quais medicações foram prescritas. O histórico do paciente durante o atendimento odontológico também é importante e, em alguns casos, podem ser necessárias medidas de sedação farmacológica, hipnose ou outras técnicas de controle da ansiedade.

 

4- É preciso pedir algum exame cardiológico antes de se iniciar o tratamento?

 

R. O Dentista deve contribuir com o Médico no controle dos pacientes hipertensos e portadores de doenças cardíacas em geral. Os tratamentos dentários são bem comuns em nosso meio e esta pode ser a oportunidade de se avaliar o paciente, e em casos descontrolados encaminhar o paciente ao Médico para uma reavaliação. Em outras situações o Dentista pode pedir que o Cardiologista avalie um paciente para parecer médico em casos de cansaço crônico e obesidade em indivíduos que sejam fumantes, sedentários e acima dos 40 anos, mesmo se não há alteração da pressão arterial. Há ainda ocasiões onde é necessário o risco cirúrgico prévio à realização de cirurgias mais invasivas.

 

5- Como lidar com o estado de ansiedade deste paciente?

 

R. Em geral o contato pessoal e a empatia que se cria entre paciente e profissional são suficientes para o controle da ansiedade. Quando há um histórico desfavorável podem ser utilizadas técnicas de hipnose, ansiolíticos, sedação com óxido nitroso e até mesmo a anestesia geral.

 

6- Que complicações podem surgir durante procedimentos simples e cirúrgicos com estes pacientes?

 

R. Algumas complicações são mais relacionadas à ansiedade gerada pelo tratamento dentário como a hiperventilação, palpitações ou perda da consciência. Outras podem ocorrer por uso excessivo de adrenalina - utilizada em associação com o anestésico para melhorar a atuação deste - quando dor torácica e arritmias podem surgir. Por este motivo, em geral, é recomendado o uso máximo de apenas dois tubetes de anestesia em hipertensos.

 

7- Existe algum problema dentário que se agrave em pacientes hipertensos?

 

R. Alguns fármacos anti-hipertensivos, os bloqueadores de canal de cálcio, podem facilitar um quadro de inflamação gengival por induzir a hiperplasia gengival. Nesta situação pode ser necessária a substituição desta droga por outra, ou melhorar a higienização oral.

 

8- Como o tratamento farmacológico da hipertensão interfere na rotina do tratamento do dentista?

 

R. Algumas medicações podem provocar sintomas que são sentidos na boca como a xerostomia (secura bucal, muito associada a diuréticos), ardência oral e dificuldade de cicatrização (inibidores da ECA), alergias e toxicidade na mucosa (diuréticos mercuriais).

 

9- O dentista deve se preocupar com o paciente hipertenso a partir de qual número verificado da pressão arterial?

 

R. Pacientes com pressão sistólica acima de 120, diastólica acima de 80 e sinais clínicos como cansaço sob pequeno esforço, sedentarismo, obesidade e diabetes devem ser encorajados a procurar um médico. Porém só acima de 140×90 haverá alteração nas rotinas de atendimento, onde um parecer médico é obrigatório.

 

10- Quando há necessidade de um procedimento cirúrgico demorado, tem que ser em ambiente hospitalar?

 

R. Só raramente a internação será necessária, mas casos de hipertensão severa ou maligna podem estar presentes em pacientes que necessitem de abordagem odontológica emergencial e, aí sim, a internação será indicada.

 

* Se quiser acrescentar alguma informação que não mencionei e acha importante, fique à vontade.

 

R. É importante lembrar aos pacientes, e aos Médicos, que a recomendação de se abolir o uso da adrenalina (ou outro vasoconstrictor) pelo Dentista não tem base científica. O que se deve fazer é apenas limitar sua utilização (a ansiedade provocada pela dor - do próprio tratamento - causa a liberação de adrenalina endógena que também pode ser perigosa).

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Entrevista sobre MOOH

No momento em que temos o CFO e a ABENO em debate sobre qual será o modelo de residência odontológica a ser enviado aos Ministérios da Educação e Saúde, vale a pena uma lida na entrevista abaixo, concedida há algum tempo, mas ainda não publicada.

Nela abordo o tema da Medicina Oral como essencial à formação odontológica, especialmente na Odontologia Hospitalar.

Talvez esse não seja o ponto de vista da ABENO, que pode moldar a residência às especialidades odontológicas tradicionais (ainda não se sabe qual é o texto final) e não contemplar a Odontologia Hospitalar em toda sua abrangência.

 

 1) Conte sobre a sua experiência com a Odontologia Hospitalar e os atuais trabalhos o HSE? (Fale sobre a equipe, o numero de atendimentos, os serviços realizados, a importância deles, etc).

 

R: Iniciei minhas atividades no HSE, um Hospital Federal do Rio de Janeiro há três anos, e encontrei um serviço ainda não completamente estruturado quanto ao que se entende como Odontologia Hospitalar (OH), ou seja, o atendimento de alta complexidade em integração com os serviços médicos e a rede pública de média e baixa complexidade.

Temos tomado atitudes para mudar o perfil do atendimento odontológico priorizando os casos que necessitem de intervenção do Cirurgião Dentista (CD) em uma unidade hospitalar, por exemplo, pacientes internados, que tenham problemas sistêmicos e precisem de monitoramento durante os procedimentos, casos de diagnósticos complexos e cooperação, através de protocolos, com os serviços médicos. Dentre estas ações estão a capacitação dos CD, a orientação às chefias de serviços quanto aos casos pertinentes da alta complexidade odontológica e orientação sobre a atenção à saúde bucal para as equipes de enfermagem. Minha atuação é mais focada no diagnóstico e tratamento das dores orofaciais, na consultoria para reestruturação do serviço e na capacitação dos CD do serviço visando a atuação plena em OH. Atualmente temos uma capacitação em andamento com a participação de médicos e dentistas do HSE e de outras unidades para fomentar a atuação nos protocolos interdisciplinares. Sobre minha atuação clínica na dor orofacial, temos uma estatística de 800 atendimentos realizados nos três últimos anos, porém, como somos a única referência do SUS em dor orofacial e disfunções da ATM, ainda atendemos casos de média complexidade. Temos tido reuniões com a secretaria municipal do Rio de Janeiro para auxiliar na implantação de centros de dor orofacial de média complexidade minimizando a necessidade do atendimento hospitalar (que deve apenas ser feito nos casos mais difíceis).

Nossa equipe conta também com um serviço de Odontopediatria, Cirurgia Bucomaxilofacial, Radiologia Odontológica, Periodontia e CDs que atuam na clínica odontológica. Além disso, temos uma CD que também é enfermeira e auxilia na administração do serviço e coordenação das auxiliares.

 

2) Quais são as maiores dificuldades na relação entre os dentistas e a equipe de saúde (médicos, enfermeiros, etc). Estes profissionais conhecem a importância do trabalho realizado pelo dentista dentro dos hospitais?

 

R: Há falta de informação dos outros profissionais quanto à pertinência da atuação da OH. Eles não sabem direito o porque de estarmos em um hospital. Outra dificuldade é a própria falta de formação em Medicina Oral dos CD brasileiros, pois estes não tem o pleno conhecimento de suas responsabilidades e deveres dentro dos hospitais.

 

3) Na sua opinião, o que impede a Odontologia Hospitalar de se tornar uma especialidade (oficial)? O Sr. acredita que esse fato “afasta” muitos dentistas que seguir este caminho na profissão?

 

R: Não acho que deva se tornar (mais uma) especialidade. Eu acredito que a formação correta seria uma residência em Medicina Oral, realizada no ambiente hospitalar, onde o CD teria o aprendizado integrado a outras equipes de saúde e teria noções gerais de patologia bucal, estomatologia, atendimento a pacientes com problemas sistêmicos, dor orofacial, cirurgia oral, emergências médicas, farmacologia, microbiologia oral e a atuação integrada com as unidades de apoio em média complexidade e os centros de saúde da família. Só um CD com esta formação mínima de 5800 horas teria condição de atuar no ambiente hospitalar satisfatoriamente.

 

4) Qual sua opinião a respeito do Projeto de Lei que tem por objetivo a inclusão dos dentistas nas UTIs?

 

R: Acho que chama a atenção para a nossa atuação e isto é bem vindo, mas não acredito que uma lei modifique este modelo se o CD não se mostrar economicamente viável para as unidades hospitalares privadas. É preciso que as entidades odontológicas também chamem a atenção para este problema de falta de atenção à saúde oral dos pacientes internados e que a sociedade entenda a importância de nossa presença.

 

5) O que é o MOOH? (Fale sobre os objetivos, o que tem sido feito, como outros profissionais podem participar, etc).

 

R: A Medicina Oral (MO) é reconhecida no mundo inteiro como a área de conhecimento que abrange toda atuação odontológica onde o conhecimento médico é essencial, como nas situações citadas anteriormente. É importante para a Odontologia como um todo, mas é fundamental para a atuação da Odontologia Hospitalar (OH). Temos feito reuniões no Rio de Janeiro e em outros estados para propagar estas idéias e utilizo o site www.medicinaoral.org como um canal de divulgação do conhecimento e integração dos diversos centros brasileiros. Tudo é feito de forma aberta e contamos com a participação de todos os interessados em aderir a esta ampla e instigante área da Odontologia.

Laser na prevenção da mucosite oral

Publicado pelo Brazilian Dental Journal

 Resumo

KHOURI, Vivian Youssef et al. Use of therapeutic laser for prevention and treatment of oral mucositis. Braz. Dent. J. [online]. 2009, vol.20, n.3, pp. 215-220. ISSN 0103-6440.  doi: 10.1590/S0103-64402009000300008.

A mucosite oral (MO) afeta pacientes que são submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) devido as altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia. A proposta desta investigação foi realizar um estudo comparativo da freqüência e a evolução da MO entre os pacientes submetidos ao laser terapêutico e da terapia convencional (uso de solução de bochecho chamada “Fórmula para Mucosite”).Os pacientes foram submetidos ao regime de condicionamento mieloablativo antes da realização do TCTH alogênico.Vinte e dois pacientes foram selecionados e divididos em 2 grupos: grupo I foi irradiado com laser AlGaInP (660 nm) e laser GaAlAs (780 nm), potência de 25 mW, dose de 6,3J/cm2, tempo 10 s, seguido do tratamento convencional; grupo II submetido apenas ao tratamento convencional. Ambas as escalas da World Health Organization (WHO) e Oral Mucositis Assessment Scales (OMAS) foram utilizadas para avaliar os resultados. Os dados foram analizados pelo teste não-paramétrico de Wilcoxon, com p<0,05 considerado estatisticamente significante. O grupo I apresentou menor frequência de MO (p=0,02) e menor média de acordo com as escalas WHO e OMAS (p<0,01 e p=0,01, respectivamente). Em conclusão, o laser reduziu a frequência e gravidade da MO, sugerindo que o laser terapêutico pode ser usado para ambos como uma nova forma de prevenção e tratamento da MO.

Palavras-chave : oral mucositis; chemotherapy; radiotherapy; allogeneic hematopoietic stem cell transplantation; therapeutic laser.

Disponível no site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-64402009000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

IMPORTANTE

·   Procure o seu médico / dentista para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Notícias da Medicina Oral

Após os excelentes eventos que tivemos nestes últimos dias comemorativos, chegou a hora de voltar ao trabalho aqui no Blog.

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O primeiro evento foi a festa do dia do Cirurgião Dentista (25/10) comemorada com um jantar de gala na Sede do Jockey Club no Centro do Rio de Janeiro (cerca de 500 participantes) na última sexta-feira. O único comentário que se tem para o evento foi “Bom Gosto”. Desde a escolha do local (fácil acesso para todo Grande Rio), música agradável e ainda as opções gastronômicas. A Odontologia – e a Medicina Oral – estão de parabéns, assim como o CRORJ e a ABORJ, organizadoras do encontro.

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O outro evento acabou de terminar e venho de lá agora. O Simpósio de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do Hospital Central da Aeronáutica, que teve 150 participantes, foi mais um sucesso de público e conteúdo científico desta nova área de conhecimento.

No evento foi reforçada a proposta de convidar os(as) interessado(a)s na Medicina Oral a participarem dos encontros do Grupo de MOOH do CRORJ.

 

ATIVIDADES DO PRÓXIMO ENCONTRO DE MOOH DO CRORJ

 

No próximo encontro (04 de novembro, quarta-feira, das 18 às 20 horas) testaremos um formato diferente para as reuniões. Agora teremos 40 minutos iniciais de apresentação de conteúdo técnico-científico e no restante do tempo continuaremos os debates ligados as questões mais práticas da MOOH (informações sobre encontros anteriores nos links abaixo):

CIORJ 2009 (julho):

http://medicinaoral.org/blog/2009/07/21/impressoes-do-forum-de-odontologia-hospitalar-do-ciorj-2009/

Reunião de setembro:

http://medicinaoral.org/blog/2009/09/06/encontro-do-grupo-de-mooh-do-rio-de-janeiro/)

Reunião de outubro:

http://medicinaoral.org/blog/2009/10/17/reuniao-do-grupo-de-moohcrorj-%e2%80%93-outubro/

Como primeiro palestrante teremos o Dr. Paulo Moreira do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, e o tema será: “Interferência da Doença Periodontal na Anticoagulação Oral em Pacientes Cardiopatas”.

As próximas palestras serão divulgadas em breve. Contamos com a participação de todos, tanto no CRO, quanto aqui no site.

 

 

Reunião do Grupo de MOOH/CRORJ – Outubro

Na reunião do dia 07 de outubro foi exposta a situação atual do projeto de lei do CD na UTI. O Dr. Afonso Rocha (Presidente do CRORJ) esteve em Brasília, acompanhado do Dr. Paulo Moreira (INCL) em reunião com o Dep. Saraiva Felipo, atual relator do projeto. Ao que parece será feita uma modificação no texto do PL que incluirá a presença do CD nos hospitais, ao invés do vínculo específico à UTI. É uma troca por motivações políticas, mas que não altera o espírito do PL, que é a participação do CD em integração aos serviços médicos hospitalares (clique aqui para ver os votos dos deputados).

Outro assunto levantado foi a questão da residência em Odontologia. Eu (Paulo Pimentel) expus a dificuldade em se aplicar a residência em Odontologia Hospitalar no Hospital dos Servidores do Estado, pois o Ministério da Saúde (responsável por este hospital), através da Comissão Nacional de Residência, tem favorecido a criação apenas de residências multiprofissionais que privilegiam a atuação em saúde coletiva.

Tal preferência tem, pelo que se deduz, um cunho político, pois há atualmente um predomínio da visão sanitarista no Ministério da Saúde. Propus o convite a membros daquela comissão para uma reunião com o nosso grupo para esclarecimentos sobre este ponto de vista da Comissão Nacional de Residência, afinal não há nenhuma residência em Odontologia Hospitalar financiada pelo Ministério da Saúde no Brasil e não se pode alegar que o gasto em alta complexidade, com a Odontologia, é excessivo, ao contrário do que acontece com a Medicina.

Salientei o papel renovador que esta formação acadêmica diferenciada poderia ter sobre o atual modelo de pós-graduação em vigor na Odontologia brasileira e o que isso representaria de qualidade para o exercício da Odontologia Hospitalar, afinal seriam cerca de 5800 horas (em 2 anos) de dedicação exclusiva a este tópico, com a aplicação prática de conhecimentos de diversas especialidades odontológicas e gerando intercâmbio com outras áreas da saúde que teriam maior conhecimento do que se produz na Odontologia Hospitalar e na própria Medicina Oral em benefício para o paciente hospitalizado e com problemas sistêmicos.

Foi apresentada ao Dr. Afonso Rocha uma relação de 18 artigos científicos (9 na íntegra), extraídos do PUBMED, de 2004 até 2009 com dados sobre a atuação do CD e outras áreas da saúde nos protocolos de controle da microbiota oral dos pacientes atendidos em UTI. Conforme pedido no último encontro estes dados ajudarão a fundamentar esta atuação e na aprovação do PL.

Em mais uma atividade planejada no último encontro, o Dr. Afonso mostrou o texto, escrito por ele para apresentar as atividades deste grupo, publicado na última edição da revista do CRORJ. No texto é oferecida aos CD do Estado do Rio a participação nas atividades deste grupo e é citado o site: www.medicinaoral.org como agente de agregação dos interessados no crescimento da Odontologia Hospitalar.

Os colegas Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas apresentaram um questionário, para ser enviado aos CD da rede pública que atuem em hospitais, visando aumentar a participação no Grupo de Estudo de Odontologia Hospitalar e colher dados gerais sobre esta atuação. Os primeiros questionários deverão ser entregues na jornada de Odontologia Hospitalar que ocorrerá no Hospital Central da Aeronáutica.

Foi apresentado o Dr. William Nívio dos Santos, conselheiro do CRORJ e responsável pela Comissão de Odontologia em Unidades Públicas e Privadas de Saúde. Foi sugerido pelo Dr. Afonso Rocha, e aceito por todos presentes, que esta comissão do CRORJ, presidida pelo Dr. William seja o braço institucional do Grupo de Odontologia Hospitalar, oferecendo ao nosso grupo o apoio oficial para atuação em nome desta autarquia.

 

 

Por último foi sugerido o convite ao Dr. Moyzes Damasceno, presidente da SOTIERJ, para apresentação da Odontologia Hospitalar e debate sobre a atuação do CD e sua equipe no ambiente de terapia intensiva.

Estiveram presentes a esta reunião: Afonso Rocha, William Nívio, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, João Carlos de Freitas, João Miguel Giraldes, Patrícia Lima de Sá, Luciano Aguiar e Rodrigo Lucas.

Protocolo de atendimento em Odontologia: Oncologia

1) DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS ASSOCIADAS À REGIÃO BUCOFACIAL

Neoplasias malignas e carcinoma de células escamosas em boca, cabeça e pescoço

Informações gerais

Diagnóstico inicial (exame completo em cabeça e pescoço)

• Lesões brancas (que não destacam)

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• Lesões vermelhas

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• Queilite actínica

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• Verrucosidades

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• Nódulos

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• Úlceras (que não cicatrizam após 2 semanas)

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E ainda;

• Sintomas Neurológicos de causa obscura
  -  Parestesias, anestesias, dor atípica, disestesias (e.g. ardência oral), paresias e paralisias faciais.
• Dor à deglutição e irradiando para o ouvido (avaliar oro e hipofaringe)
• Perda ponderal recente
• Rouquidão

Conduta: Encaminhamento à Cirurgia Oral, Estomatologia, Patologia Bucal, ORL e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
para investigação física e complementar (imagens, realização de biópsia, punção aspirativa por agulha fina, citologia exfoliativa e outros)

2) COMPLICAÇÕES BUCAIS DA RADIOTERAPIA (RT)

• Mucosite (risco secundário de candidose)

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• Xerostomia
• Perda do paladar
• Cárie de radiação

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• Osteorradionecrose

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Fatores que aumentam o rico de osteorradionecrose

• Localização: tumores associados com a mandíbula
• Dose de radiação superior a 5.000 cGy
• Paciente com dentes, periodonto e higiene bucal deficientes
• Fontes de radiação – maior com implantes do que com a fonte externa
• Próteses mal-adaptadas ou lesões por instalação de novas próteses

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose em relação apenas à época das extrações

• Risco maior – extrações (no feixe irradiado) durante a RT
• Risco elevado – extrações imediatamente antes da RT
• Risco menor – 12 meses, ou mais, depois da RT ou pelo menos 2 semanas antes da RT

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose quanto ao local irradiado

• Risco maior – RT na região bucofacial
• Risco moderado – RT na região adjacente (pescoço)
• Risco menor – RT em tronco e membros

3) TRATAMENTO DENTÁRIO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À RT

a) Avaliação antes do tratamento (todos os pacientes)

• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica

b) Esquema de prevenção (todos os pacientes)

• Profilaxia, raspagem e polimento radicular.
• Instruções de higiene bucal
• Dieta pobre de sacarose
• Prescrever bochechos de fluoreto acidulado (solução neutra, em caso de irritação da mucosa).
• Confeccionar moldeiras individuais para o tratamento caseiro com fluoreto
   - Prescrever gel de fluoreto acidulado para uso diário nas moleiras ou gel neutro, em caso de irritação da mucosa (escovação com gel de fluoreto estanhoso a 0,4% é uma alternativa, se a moldeira individual não for tolerada).
 

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• Eliminar as cáries ativas
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.
• Exame e profilaxia freqüentes (a cada seis a oito semanas) com restauração da cárie incipientes.
• Manter o esquema por pelo menos 12 meses após a RT, ou mais, se a xerostomia continuar.

c) Estratégia das extrações (todos os pacientes)

• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas. Pelo menos 2 semanas antes da radioterapia.
• Conservar os dentes com risco marginal de infecção (i. e. dentes com restaurações profundas, ou doenças periodontal entre leve a moderada); se as extrações forem necessárias, adiá-las o máximo para depois do término da RT.
• Conservar e restaurar o maior número possível de dentes, especialmente no campo da radiação.
• Adiar os tratamentos eletivos com risco associado de resultados iatrogênicos (i.e. preparo de coroas com risco de comprometimento pulpar ou inserção de prótese removível com risco de lesão dos tecidos moles).

d) Esquema contra a xerostomia (todos os pacientes)

• Testes de fluxo salivar periódicos
• Estimulação salivar com pastilhas de limão sem açúcar
• Aplicação de glicerina com limão
• Substituição salivar com saliva artificial ou umidificadores da boca (e.g. oral balance, xero-lube, oralube, salivart).
• Se necessário, 5 mg de HCL pilocarpina.

e) Esquema para a mucosite

• Orabase e benzocaína
• Xilocaína viscosa, suspensão a 2%, Solução de benzocaína (e.g. Hurricaine)
• Analgésicos sistêmicos, se necessário
• Esquema de uso do Laser Terapêutico

f) Esquema antifúngico (se necessário)

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• Suspensão de nistatina (Mycostatin), 100.000 unidades/ml, em frasco de 60 ml (400.000-600.000 unidades); bochechar e deglutir metade por cada lado da boca, quatro vezes ao dia.
• Comprimidos de clotrimazol (10 mg), cinco vezes ao dia.
• Em caso de Candida sob a prótese ou nos ângulos da boca, usar creme nistatina (100.000 unidades/g) em tubos de 15 ou 30g; passar na área afetada três vezes ao dia.
• Para crianças ou aqueles com mucosite simultânea, usar:
Suspensão de nistatina, 1/2-3/4 de colher de sopa para cada bandeja de cubos de gelo, congelar e usar como picolé ou pedras de gelo.

4) ATENÇÃO ODONTOLÓGICA A PACIENTES FAZENDO USO DE QUIMIOTERÁPICOS

• Avaliação de imunossupreção, mielossupressão, granulocitopenia e trombocitopenia
• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica
• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas.
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.

CONDUTA DURANTE A QUIMIOTERAPIA (QT)

• Escovação, fio dental, pontas de borracha, quando a leucometria for superior a 1.000
células/mm3 e plaquetas acima de 50.000 células/mm3
• Limpeza dos dentes com gaze 2×2 polegadas umedecida durante os períodos de
mielossupressão acentuada
• Bochecho diário com fluoreto acidulado, durante 1 minuto (ou neutro se houver incômodo)
• Evitar colutórios contendo álcool ou peróxido de hidrogênio não-diluído
• Suspensão de micostantina, 300.000 unidades, quatro vezes ao dia, bochechar e
deglutir
• Remoção das próteses
• Alimentos moles durante os períodos de mielossupressão ou nos períodos de
estomatotoxidade
• Limitar a ingestão de sacarose
• Avaliação bucal periódica

ESQUEMA PARA CONTROLE DE INFECÇÕES (clique na imagem abaixo)

protocolo-oncologia-_-paciente-mielo-e-plaquetosuprimido.JPG 

• Controle de infecções orais (e.g. candidose) e hemorragias gengivais
• Controle de mucosites, especialmente por Metotrexato (se possível uso do LASER terapêutico)
• Raro: controle de dores neuropáticas por toxicidade direta (Vincristina, Vimblastina e Cisplatina)

Esquema de controle clínico e radiográfico para Osteonecrose (ON) em Mandíbula e Maxila de pacientes usando Bifosfonatos (especialmente Ácido Zoledrônico: “Zolmeta”)

• Atenção em pacientes usando Bifosfonatos submetidos a procedimentos traumáticos orais (exodontias, raspagens, instalação de próteses…)

• Avaliar profilaxia antibiótica com Oncologista

• Eliminação de focos infecciosos periodontais e periapicais

• Exames periódicos semestrais (ver imagem clínica abaixo de ON)

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• Radiografias panorâmicas inicial e anuais (ver abaixo imagem de ON em TC)

image-tc-de-on.jpg

Conduta na identificação da ON:

Contato com Oncologista para descontinuar o uso
• Prescrição de associação antibiótica: 10 dias amoxicilina, clavulanato e metronidazol
• Se possível recomendar: 25 sessões de Terapia por Oxigenio Hiperbárico (TOH) 2,5 ATA, 90 minutos)
• Debridamento e ressecção completa de área necrosada e reconstrução com nova antibioticoterapia e TOH

5) REFERÊNCIAS

_Sonis: Medicina Oral

_Neville: Atlas de Patologia Oral

_http://www.inca.gov.br

_http://www.nutechsr.com.br

_Bisphosphonate-associated jawbone osteonecrosis: a correlation between imaging techniques and histopathology (Journal Oral Medicine…, março 2008)

Encontro do Grupo de MOOH do Rio de Janeiro

O encontro faz parte das estratégias de ação que foram iniciadas no Fórum do MOOH do CIORJ 2009. Elas visam, entre outras, reforçar a atuação em Odontologia Hospitalar no Rio de Janeiro e no Brasil. Seguem abaixo as discussões desenvolvidas na última quarta-feira no CRORJ.

 

Questionamentos principais do encontro

 

Quais serão os objetivos deste grupo?

Como fazer cumprir as determinações da Odontologia Hospitalar?

 

Ações do encontro de 02/09/09

 

Divisão das ações em tópicos que deverão ser gerenciados pelos participantes do grupo com interesse específico e afinidade.

Abaixo a relação dos grupos com sugestão dos responsáveis e atividades que podem ser realizadas em cada um deles.

 

Político e jurídica

Responsável: Afonso Fernandes Rocha

 

  • Necessita que sejam enviadas evidências e números sobre a atuação do CD:

ü      em hospital / com pacientes sistêmicos / na UTI;

ü      o benefício que este representa em comparação quando este atendimento não é feito.

ü      os dados serão repassados para o deputado Neilton Mulim - e membros de novas comissões.

  • Outra atitude é pedir que os CD enviem emails aos deputados da comissão reforçando o papel da Odontologia na UTI e nos hospitais.
  • Repassar também exemplos de atuação da Odontologia Hospitalar nos serviços públicos e privados que tiverem conhecimento.
  • Estimular eventos em congressos.
  • Facilitar a divulgação deste encontro e da Odontologia Hospitalar nos boletins on line, revista do CRORJ e espaço da rede CNT.
  • Criação de um blog de MOOH ligado ao CRORJ à semelhança do site medicinaoral.org.
  • Divulgação nos canais do CRORJ do site www.medicinaoral.org, enquanto não é disponibilizado o blog oficial, para estruturação dos grupos e orientação a novos interessados.
  • Oferecimento de um espaço no Jornal Onda Carioca.
  • Definir quais os limites da atuação na boca e quem são os profissionais autorizados a trabalhar nesta região.
  • Ação contra profissionais de outras áreas de formação que atuem no âmbito da Odontologia Hospitalar.
  • Atuação dos profissionais auxiliares.

                                                   

Mídia

Responsável: Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa e demais interessados

 

  • Utilizar as assessorias de imprensa dos hospitais para acessar a mídia geral e médica sobre a atuação da MOOH buscando espaço em meios de comunicação.
  • Usar o site medicinaoral.org para reunir informação sobre o assunto e divulgação geral: vídeos, entrevistas em rádios, textos escritos por autoridades diretamente para o blog, textos em jornais e revistas, artigos, press releases, exemplos de serviços existentes.
  • Conseguir espaço em eventos médicos e odontológicos.
  • Auxiliar na criação de um blog pelo CRO para medicina oral.

                                                                                                                                                                                                               

Científica e Acadêmica

Responsáveis: Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Jorge Barbosa, Arley Silva Jr. e demais interessados

 

  • Dar subsídios para a parte política quanto a aplicação da OH.
  • Enviar artigos e textos para discussão e divulgação no blog.
  • Auxiliar nas capacitações.
  • Estimular a implantação da MOOH na graduação.
  • Discutir a formação apropriada para a área: capacitação, residência odontológica ou especialização?

                                                                      

Atuação privada

Responsáveis: Afonso Rocha, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

  • Atuação em hospitais e centros médicos privados.
  • Convite a admnistradores de convênios e administradores hospitalares para palestras com o grupo expondo suas expectativas e dificuldades na implantação da Odontologia Hospitalar.
  • Definir rol de procedimentos e valores de remuneração ao CD que atue nesta área.
  • Quantificar profissionais que atuam em odontologia hospitalar privada.

                                                                                                                                                                                                                                            

Atuação pública

Responsáveis: Jorge Barbosa, Hélida Frazão, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

  • Dar exemplos de atuação da OH para o convencimento político.
  • Quantificar dentistas que trabalham em hospitais no estado do RJ.
  • Convite aos gestores da administração pública para exposição de dificuldades para a implantação da OH.
  • Estruturação dos níveis de complexidade para o atendimento ao paciente com comprometimento sistêmico na rede pública.
  • Atuação dentro das comissões de infecção hospitalar.

                                                                                                                                                        

Apoio da Indústria e Comércio

Responsáveis: Afonso Rocha, Jorge Barbosa, Héliton Spíndola, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

Angariar simpatizantes e financiadores para as causas da Odontologia Hospitalar na(s):

  • Indústria farmacêutica;
  • Fábricas de equipamentos odontológicos;
  • Empresas de materiais dentários;
  • Casas de artigos odontológicos e médicos.

 

 

Observações finais:

  • A divisão dos responsáveis pelos grupos foi feita aleatoriamente de acordo com a disposição que cada um apresentou durante e após os encontros. Mas, qualquer participação adicional será bem vinda. Me enviem quaisquer solicitações de inscrição ou retirada como responsáveis pelos grupos.
  • A utilização do blog www.medicinaoral.org é fundamental para a organização das ações, assim como a divulgação dos textos, imagens, áudio e vídeo que sejam do interesse de todos os grupos.
  • Qualquer dificuldade na utilização desta ferramenta deve ser comunicada, pois não são todos que tem experiência no seu uso. Contanto, após breve aprendizado dou testemunho que é muito fácil e amigável.
  • Em breve será disponibilizada a data do próximo encontro (que é aberto a todos interessados).
  • Apesar do encontro ocorrer no Rio de Janeiro, quaisquer ações integradas a iniciativas de outros estados são estimuladas.n
    A Odontologia Hospitar é viável?
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O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?

    A utilização de medicamentos em Odontologia segue os mesmos princípios do uso de fármacos na Medicina. Todas as drogas que tenham algum efeito benéfico sobre as condições bucofaciais podem e devem ser prescritas pelo CD, mas isso exige deste profissional o conhecimento pleno dos efeitos que essas substâncias provocarão no paciente.

    Assim, não só efeitos positivos almejados serão obtidos, pois a ação da droga seguirá os caminhos da absorção, biotransformação, distribuição até chegar ao órgão alvo e finalmente a eliminação. E em todo esse processo produzirá compostos e afetará a função do fígado, sangue e todos os órgãos até sua excreção pela urina, fezes, suor, expiração, lágrima e saliva.

    Não seria importante que o CD conhecesse todo esse processo a fundo? Existe alguma justificativa para que o tempo de estudo da farmacologia, fisiologia e bioquímica seja menor que o aplicado aos futuros médicos? Não seria importante que o CD tivesse uma formação básica em Clínica Médica para melhor compreender o efeito das drogas nos órgãos por onde passa?

    Além disso, existem os efeitos colaterais, reações adversas e interações medicamentosas. É justo que uma droga prescrita pelo CD provoque um efeito colateral e que o tratamento deste efeito tenha que ser controlado pelo médico? Por exemplo, é fato conhecido que os opióides são causadores de constipação intestinal. Então ao administrar esse medicamento para o controle de uma dor severa o CD deverá encaminhar o paciente ao gastroenterologista para monitorar sua evacuação? Outro exemplo, um paciente idoso que utilize várias medicações precisará sempre levar nossa receita para o médico autorizar seu consumo? Um alergista deve receber nosso paciente que apresentou coceira após o uso de antiinflamatórios?

    Foi pensando nessas situações clínicas rotineiras que elaborei esta enquete sobre a competência do CD para administrar drogas. Eu aqui não estou digitando para os que se contentam em prescrever dipirona, diclofenaco e amoxacilina. Talvez umas 6 horas de treino na faculdade possam permitir que essas três drogas sejam prescritas sem maiores problemas (se bem que mesmo estas três também causem efeitos colaterais e tenham interações). Penso sim no CD que atue em Odontologia de forma plena, utilizando conscientemente a Medicina Oral como base de suas ações, mesmo na clínica odontológica básica.

    E penso ainda no CD que quer expandir seus horizontes e exercer, por completo, a CTBMF, a estomatologia, atender pacientes com comprometimento sistêmico, idosos, grávidas, crianças e prescrever estabilizadores de membrana, opióides, tricíclicos, miorrelaxantes e ansiolíticos como se faz diarimente no controle das dores orofaciais complexas.

    Peço que os 40% que até hoje votaram “sim” reflitam sobre quais faculdades brasileiras preparam adequadamente o CD para todas essas situações, oferecendo inclusive internatos hospitalares para a sedimentação do conhecimento.

    Aceito todas as críticas pertinentes e também as manifestações de apoio dos que entenderam a enquete e querem fazer alguma coisa para mudar esta incoerência.n

O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?
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XIV Congresso da AMIB - Odontologia

 

    A Odontologia foi mais uma vez prestigiada pelos organizadores do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva em São Paulo. Parabéns a Dra Teresa Márcia Moraes que tem representado com bastante sucesso e dedicação a nossa profissão nesta entidade.

 

    Abaixo informações sobre o XIV Congresso da AMIB e a participação da Odontologia (clique na imagem para ampliar):

   

 

    E os valores cobrados para a inscrição:

 

    Para a programação completa acesse:

programa_preliminar_xiv_cbmi_2009