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Paralisia Facial: uma abordagem sobre o aspecto psicológico e estético

   Este caso clínico foi enviado para publicação pela Dra. Andréa Perlingeiro com a autorização, dada pela paciente, para exibição das fotos.
   Dentre as enfermidades que interferem diretamente na vida das pessoas, podemos citar como exemplo a paralisia facial.
   Mesmo sendo uma doença antiga, e possuindo inúmeras etiologias, ainda é pouco conhecida. Quando ocorre, gera problemas muito sérios devido à perda dos movimentos expressivos da face, causando inclusive  uma série de problemas psicológicos para nossos pacientes.
   Verificamos também o comprometimento das funções fisiológicas tais como lacrimeja mento, salivação, modificação do tônus da boca, provocando problemas alimentares no paciente.
   As paralisias faciais periféricas são decorrentes de uma lesão do núcleo de origem ou do próprio tronco nervoso afetando os músculos inervados pelo facial do lado da lesão. Toda esta hemiface estará comprometida em maior ou menor grau de acometimento.
   - Caso Clinico: Paciente M.G.S.A., 73 anos, apresenta paralisia hemifacial no lado direito desde os quatro anos de idade.
   - Queixa principal: Falta de estabilidade da prótese total inferior e dificuldades ao se alimentar devido ao deslocamento da prótese. Vale salientar que a paralisia dificultava o processo de adaptação a uma prótese total.
   - Foram dadas três possibilidades para a paciente, sendo que o planejamento aceito foi a colocação de três implantes e uma overdenture sobre implantes, retida em uma barra.
   - Para minimizarmos o aspecto facial comprometido pela paralisia, fizemos um preenchimento com cera no lado afetado, pela área vestibular da prótese.
   - Observem as fotos a seguir:

Aspecto facial – fase inicial

Aspecto facial – fase inicial

Oclusão – prótese em prova

Oclusão – prótese em prova

Oclusão – prótese acrilizada

Oclusão – prótese acrilizada

Aspecto facial – fase concluída

Aspecto facial – fase concluída

Qual anestésico local é o mais seguro para Gestantes?

Esta pergunta deve ser feita por todos dentistas que lidam com este tipo de paciente especial, pois além de dar preferência pelo 2º trimestre de gravidez, fazer aconselhamentos sobre prevenção e higienização bucal e realizar breves e inofensivos tratamentos há situações em que cuidados mais avançados são também indicados. E nestas situações há que se pesar o risco benefício e lançar mão de procedimentos complexos que não seriam indicados num primeiro momento como, radiografias, prescrição de drogas e também a anestesia local.

E aí vem a pergunta título deste post. Qual é o bloqueador do estímulo nervoso mais indicado nesta fase? Eu sempre tinha ouvido falar sobre a bupivacaína (não sei onde, porém é constante pergunta de concursos), mas consultando o Sonis novo (Oral Medicine Secrets, Sonis ST et al, Ed. Hanley & Belfus, 2003) me deparei com a Classificação de Risco de Drogas da FDA. Nela as classes A e B são liberadas para prescrição pelo dentista, pois já foram feitos suficientes estudos em animais e seres humanos quanto a teratogenicidade. A classe C pode ser prescrita pelo CD, mas com a anuência do Ginecologista (GO). A classe D só pode ser prescrita por médicos e em condições muito especiais, e a classe X é proibida para gestantes.

Lá a lidocaína é colocada como classe B, assim como a prilocaína. A mepivacaína e a bupivacaína são classe C. O capítulo do livro (escrito por Fazio D.M.D. e Fang M.D., PhD) ainda lista vários outros medicamentos, e libera o uso da adrenalina (valem as mesmas considerações já mencionadas no post dos cardiopatas) com a restrição de uso de apenas 2 tubetes com adr. 1:100.000.

Pesquisando mais, encontrei na internet uma monografia: “Uso de Anestésicos Locais em Gestantes” de autoria de CINTHIA PALMIRA BARBOSA e lá ela cita “…bupivacaína seria o agente anestésico mais seguro para o uso em gestantes. Entretanto, sua longa duração de ação anestésica (6 a 7 horas, em média), limita seu emprego em pacientes grávidas. E também o seu efeito tóxico para o fígado impede seu uso na gestante (ANDRADE, 1998).”

Paiva e Cavalcanti destacam: “No Brasil, dentre os anestésicos de longa duração, somente o cloridrato de bupivacaína está disponível comercialmente. Apresenta potência quatro vezes maior que a lidocaína e uma toxicidade quatro vezes menor.” e mais a frente acrescenta “A bupivacaína apresenta a maior cardiotoxicidade, maior penetrabilidade nas membranas do coração e maior resistência após eventual parada cardíaca.” Sobre os novos compostos comenta “Os agentes anestésicos novos (ropivacaína e levobupivacaína) podem ser considerados mais seguros que a bupivacaína…”

Assim, acredito que o composto Lidocaína 2% + Adrenalina 1:100.000 seja hoje a solução mais segura para a utilização em gestantes. Lembrando da restrição de apenas 2 tubetes por sessão e o cuidado extremo em se evitar a injeção intravascular.

Mas, como vemos sempre nesta questão de protocolos, há controvérsias. E também ocorrem mudanças. Se alguém souber de outras opiniões e proposições que acrecentem a este tema, como já o fez a Dra. Cristiane Pingarilho, aceitamos de bom grado.

Mais informações:

http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec22_247.htm

http://www.fda.gov/womens/healthinformation/pregnancy.html

http://www.abo-go.org.br/robrac/artigos/artigo_0000318.pdf

 

 

Diagnóstico Diferencial das Dores Orofaciais

   Apesar de ser comum encontrarmos dores na boca e face oriundas de dentes, gengivas e articulações temporomandibulares (ATM), não devemos nos ater somente a estas estruturas quando examinamos o paciente com dores orofaciais, pois outros tecidos da cabeça e do pescoço também podem ser fontes de dores e confundir o diagnóstico das condições mais frequentes. É preciso que o examinador, seja ele Cirurgião Dentista, Médico, Fisioterapeuta ou outro profissional de saúde envolvido com o caso tenha um prévio conhecimento destes achados atípicos para não verem frustrados seus planos de tratamentos, o que pode provocar um abalo na relação paciente-profissional, além do prolongamento da resolução terapêutica.

   As doenças mais simples que podem se constituir em uma dificuldade diagnóstica são as sinusites, otites, mucosites provocadas por ulcerações aftosas e candidíase, cefaléias como a migrânia e a tipo-tensional, faringites e tonsilites com irradiação dolorosa para a região periauricular e cervicalgias referindo dor facial.

   Patologias mais raras ou condições mais complexas também serão desafiadoras, mesmo para os clínicos mais experientes e em várias ocasiões necessitarão de um estudo multidisciplinar para a correta classificação diagnóstica e escolha da melhor conduta terapêutica. São exemplos destas condições as cefaléias autonômicas causando dor facial e odontalgia, as neuralgias trigeminais primárias ou secundárias, a neuralgia glossofaíngea, neoplasias benignas ou malignas e suas dores locorregionais ou referidas, as neuralgias pré e pós herpéticas e as dores idiopáticas persistentes relacionadas à síndrome de ardência bucal e odontalgia atípica.

   Em alguns casos doenças sistêmicas podem ser a causa de disfunções da ATM e assim dificultar o verdadeiro diagnóstico de base. Um exemplo são as doenças do conjuntivo, de origem reumatológica, que podem acometer a região bucofacial e provocar, além das DTM, um amplo espectro de manifestações bucofaciais como hipossalivação e disestesias orais.

   Uma condição extremamente comum, mas cujo diagnóstico é dificultado pela escassez de referências na própria literatura é a pressão de hastes de óculos sobre a região têmporomandibular. A compressão das estruturas neurovasculares, músculo, tegumento e o próprio periósteo subjacente, durante anos pode levar a um quadro de dor primária e secundária mimetizando uma cefaléia e ou DTM. Veja imagem em anexo

   Para a resolução destes enigmas diagnósticos, o examinador terá de possuir grande capacidade semiológica, estar atento à evolução do tratamento e não se furtar a pedir opiniões e pareceres de outros especialistas da área da saúde.

   É sabido que a grande maioria dos casos de dores orofaciais tem explicações fisiopatológicas relativamente simples, o que favorece a escolha terapêutica apropriada e melhora clínica o mais breve possível. As situações onde, em pelo menos 3 meses, não ocorra remissão sintomática adequada, devem ser revistas quanto ao diagnóstico e poderão ser também indicados exames complementares, imaginológicos, histopatológicos ou sorológicos que complementem os exames já solicitados previamente.

   Que este texto possa servir de alerta e estímulo ao examinador das patologias dolorosas bucofacias para um crescimento e aprimoramento em suas capacidades investigativas visando à celeridade no diagnostico e pronta recuperação dos pacientes.

Medicina Oral ou Estomatologia?

   Meus caros,
   Fui arguido sobre o porquê do termo Medicina Oral ao invés de Estomatologia, pois este último seria o termo correto.
   Eu pergunto, a Estomatologia engloba a atuação em pacientes especiais? Em dor orofacial? Em emergências médicas? Ou de forma ampla na odontologia hospitalar, patologia bucal e CTBMF?
   Se a Estomatologia abrangesse todas estas atuações eu não veria mesmo motivo para usar o termo Medicina Oral. Mas ela perdeu, na medida que foram criadas outras especialidades (e outras que estão por vir).
   Outro argumento seria o de que a Medicina Oral seria da área da Medicina. Eu respondo que este argumento é parcialmente correto, e deve ser complementado pois a Fisioterapia, a Fonoaudiologia, a Psicologia e a Farmácia também são profissões que podem ser importantes na medicina oral, além da própria Odontologia.
   O termo Medicina Oral é usado no mundo (EUA e Europa), enquanto Estomatologia é usado em países de origem latina (como a França e Portugal). Portanto não é equivocado o seu uso.
   Se no Brasil a Medicina e outras especialidades estão tomando o espaço da Estomatologia, e da própria Odontologia, não é porque utilizamos o termo errado. Um dos berços da estomatologia no Brasil, a UFRJ, aceita (e eu não discordo disso) a Dermatologia Oral dentro de sua própria instituição.
   A meu ver temos um problema dentro da Odontologia. Um problema muito sério na formação básica pois os Dentistas não estão mais sendo orientados para o exercício profissional amplo, que a Medicina Oral preconiza. A Odontologia está se encolhendo a olhos vistos e outros ocupam este espaço.
   Há muito o que se fazer para a recuperação do prestígio que a Odontologia oferecia a seus membros, mas eu carrego a bandeira de que a inserção da Medicina Oral na graduação, é uma das coisas que devem ser feitas para este resgate. Uma outra é a criação da Residência Odontológica.
   Peço que os interessados se manifestem sobre isso.

Fórum Clínico de Periodontia

 

  Este site não é um veículo de divulgação de empresas, mas quando estas atuam em integração com a Odontologia Hospitalar e a Medicina Oral (OHMO) cabe a nota de aviso.

  Portanto, em se tratando da Lacer, vale a pena a divulgação pelo cuidado que eles têm tido com a troca de informações nesta área até então pouco lembrada da OHMO.

  Assim como fiz em relação a Consuldent e seus concorrentes de equipamentos portáteis, também farei em relação aos produtos que estão neste concorrido mercado dos colutórios e antissépticos orais.

  Creio que o material que a Lacer tem a oferecer é realmente bem diferenciado em relação aos que estamos acostumados. Para quem quiser mais informações indico a atividade, promovida por eles, no texto abaixo.

Fórum Clínico: Controvérsias Em Periodontia

. Data: 10/10/08 - sexta-feira - Barra da Tijuca
. Horário: 13:30 às 17:00 horas
13:30 às 14:15h: A indicação de Anti-sépticos bucais na clínica diária melhora os resultados da terapia periodontal. Mito ou Verdade?
. Ministrador: Prof. Germano Villoria -
14:15 às 15:00h: Antibióticos em Periodontia. Porque Usar e Quando Indicar?
. Ministradora: Profa. Cristiane Gonçalves
15:30 às 16:15h: Existe Realmente Impacto da Doença Periodontal nas Doenças Sistêmicas? Ministrador: Prof. Lúcio de Souza Gonçalves
16:15 às 17:00h: A importância da Periodontia no Contexto da Reabilitação Oral.
. Ministradora: Profa. Lucia Helena Carvalho
. Local: Auditório Nobre da Universidade Gama Filho - Unidade Downtown - Av. das Américas 500 - Barra da Tijuca
. Parceria: CRO-RJ/UGF/Lacer.
. Inscrições: CRO-RJ (21) 3505-7633 .
. Contribuição: 2 (duas) latas de leite em pó.
Inscrições on line

Evento Internacional sobre Pacientes Especiais

Transcrevo abaixo o texto do Presidente do Congresso.

Prezados Colegas,

É um prazer e uma honra convidá-los para participar do tão esperado 19º Congresso Internacional do IADH (International Association for Disability and Oral Health) que será sediado na cidade de Santos de 28 a 31 de outubro de 2008.

Santos é uma das cidades mais antigas do Brasil. Além de ser um local histórico, Santos é também uma cidade cosmopolita, ecológica e portuária. Está apenas a 68km de uma das capitais mais importantes do Brasil, São Paulo. Possui um clima tropical, praias limpas e maravilhosas além de muito verde.

O tema do Congresso será: “Odontologia para pacientes Especiais: Ciência e Sensibilidade. Quebrando limites e limitações”

O programa de classe mundial buscará aprofundar temas que são de interesse mútuo para praticantes e pesquisadores  que em conjunto buscam o desenvolvimento nos seguintes campos:

  • Saúde Oral e Deficiência. Ciência e Sensibilidade: Perspectivas de atualização
  • Pesquisa em Saúde Oral e Deficiência: Aspectos éticos e científicos.
  • Busca por novos acessos
  • Doenças raras (informações genéticas)
  • Inovações terapêuticas: doença periodontal
  • Pacientes medicamente comprometidos
  • Implantes orais em condições sistêmicas e pacientes com deficiência
  • Tratamentos ortodontistas e ortopédicos
  • Educação pré e pós graduada
  • Inovações terapêuticas: tratamento de cáries
  •  Administração do comportamento
  • Funções Motora Oral
  • Estética é uma questão relativa à deficiência e saúde oral?

Estes assuntos estão organizados através de simpósios gerais, simpósios específicos, apresentações orais e em pôsteres, fóruns de discussão e debates conduzidos por especialistas de todo o mundo.

Todos os profissionais da saúde que lidam com pacientes especiais estão encorajados a estarem presentes.

Esperamos que se junte a nós, e aguardamos ansiosamente para lhe dar as boas vindas à você em outubro de 2008 em Santos – Brasil - para um encontro verdadeiramente excepcional.

Atenciosamente,

Dr. Marcello Feitosa Boccia
Presidente do 19º Congresso IADH - Brasil

Dra. Gabriela Scagnet
Presidente do 19º Congresso IADH - Argentina

Maiores informações no link: http://www.iadh2008santos.com.br/index.asp

Odontologia Hospitalar na Bahia - Depoimento

Caro(a)s Colegas,

Recebi o depoimento de um colega Bahiano que atua na área da Odontologia Hospitalar e repasso a todos.

“Prezado Paulo,
 Desde janeiro de 2005 desenvolvo um serviço de atenção odontológica aos pacientes do Hospital Espanhol, aqui em Salvador. Procurei pacientes considerados de risco, iniciando com avaliação e tratamento odontológico dos pacientes renais crônicos (os quais me falaram sobre como eram “rejeitados”por nossos colegas quando diziam ser renais crônicos em hemodiálise). Assim, procurei eliminar deles potenciais focos infecciosos bucais, como doença periodontal sem controle, cáries profundas, restos radiculares, proteses mal-adaptadas, etc. Sempre chamando a atenção para estes cuidados como sendo de vital importância para um transplante futuro. Depois de transplantados, eles continuam comigo para consultas rotineiras e controle da saúde bucal.
  Sempre sou chamado para atender pacientes que desenvolvem patologias bucais devido à baixa imunológica, como abscessos dentários, DP sem controle, candidíase, herpes, e para preparar alguns pacientes, no que se refere à saúde bucal, para alguns procedimentos cirúrgicos, como implantação de gastrostomas.
  Paralelamente, avalio 3 vezes por semana, os pacientes do CTI, buscando eliminar focos infecciosos e avaliar a qualidade da higiene bucal realizada pelos técnicos de enfermagem, que agora utilizam Digluconato de Clorexidina 0,12%, ao invés de “CEPACOL”, como era feito antes. É claro que, junto com a equipe médica e de enfermagem do CTI, promovemos antes um pequeno curso de informação sobre a importância da boa higiene bucal do paciente de CTI, para seu rápido reestabelecimento.
  E, finalmente, como periodontista, avalio previamente todos os pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, tratando-os sempre que possível ou solicitando seu retorno para posterior reavaliaçao minha, após a qual emito um laudo para a equipe de cardiologia cirúrgica.
  Este é um breve resumo das atividades que desenvolvo no ambiente hospitalar, e estou disposto a compartilhar com todos que considerem  importante este trabalho.
  No proximo dia 04/11/2008, estaremos em pleno Congresso Internacional de Odontologia da Bahia, para o qual fui convidado como conferencista para o tema “Odontologia Hospitalar: um novo conceito, um novo campo de trabalho”. Desde já fica aqui o meu convite para vc e todos aqueles que quiserem rever ou conhecer um pouco mais a Bahia, além de me honrar com a presença na conferência.
  Vamos manter contato sempre.
  Dr. Carlos Castro Rivas (www.rivasodontologia.com)”

 Mais notícias em http://www.hospitalespanhol.com.br/noticias/noticias/hospital-espanhol-comemora-sucesso-do-servico-de-odontologia-hospitalar

Parceria em encontro de Odontologia Hospitalar & Medicina Oral

Aos interessados,

 Estamos desenvolvendo no Hospital dos Servidores - Rio de Janeiro (HSE-RJ), uma atividade que tem a intenção de servir de modelo para outras unidades brasileiras. Trata-se da Odontologia Hospitalar, um campo de atuação ligado a Medicina Oral que tem sido pouco explorado e que, recentemente, foi objeto de ampla divulgação através do projeto de lei do Dentista na UTI.

 Este Hospital Federal é credenciado junto ao Ministério da Educação e Saúde como um centro de Ensino e Pesquisa na área da saúde, contando com serviços médicos reconhecidos nacional e internacionalmente. No HSE, atuamos em interdisciplinaridade com os demais serviços médicos em protocolos clínicos baseados em evidências científicas, e adaptados à realidade individual do nosso e demais serviços.

 Assim, pacientes com cardiopatias, nefropatias, pediátricos, reumatológicos, neurológicos e com outras necessidades, além de pacientes internados em enfermarias ou em unidades intensivas recebem apoio de um Serviço de Odontologia Hospitalar modelo para consultas clínicas ambulatoriais no próprio serviço ou com unidades móveis portáteis que permitem a atuação do CD em outras dependências do Hospital.

 Além disso, estamos em processo de credenciamento para nos tornarmos um Centro de Especialidades Odontológicas, para o atendimento de pacientes especiais e com compromentimento sistêmico, controle das Dores Orofaciais e Disfunções da ATM, Estomatologia e Cirurgia Bucofacial.

 Com o intuito de divulgar esta atividade e propagar a excelência que esta modalidade de atendimento exige estamos organizando uma Jornada de Odontologia Hospitalar no Centro de Estudos do HSE. Para este evento esperamos poder contar com a parceria de empresas, instituições e profissionais de renome para aprimorar conhecimentos e fomentar a busca de soluções para este campo de atuação.

 Desta forma, convidamos aos interessados para nos prestigiar no evento e pedimos o auxílio na divulgação (folhetos, cartazes e contatos via acessoria de imprensa) e/ou disponibilização de recursos para a recepção dos convidados e público geral.

 Para mais informações sobre o planejamento, acesse o link: jornada-hse

 CHEFIA DO SERVIÇO: PAULO GULBERFAIN

 COORDENAÇÃO: PAULO PIMENTEL

 CONTATOS e SUGESTÕES: HSE - 22913131 R: 3618 ; CELULAR: 0xx21 8885-0811

 

Utilização de equipo odontológico portátil

   Realizei uma pesquisa na Internet para me informar melhor sobre as possibilidades em utilização de equipamentos odontológicos fora do consultório dentário tradicional. A primeira dificuldade foi saber como é a denominação para este tipo de equipamento, descobri que os termos “equipo modular” ou “equipo odontológico portátil” são bons para a busca.

   Não conhecia nenhuma fábrica especializada no assunto e tudo que encontrei fui registrando. Ver planilha equipo-portatil. Lá há várias possibilidades de sites, telefones, empresas, cidades brasileiras e modelos de diversos tipos e preços. Aqui no Rio de Janeiro estão a maioria das “indústrias” . As aspas em indústrias é por conta do perfil quase artesanal de alguns dos contatos que estabeleci.

   Vários dos montadores de equipos portáteis são Dentistas ou Técnicos de equipamentos odontológicos que se dispuseram a colocar a cabeça para funcionar e inventar protótipos que favorecem muito o atendimento extra-consultório. Um dos sites é de uma colega de Curitiba que atende domiciliarmente e tem algumas interessantes dicas.

   Dos modelos que encontrei um me chamou mais a atenção. Apesar de ser um modelo mais caro (equipo Modular Portátil da Consuldent) é extremamente bonito e prático. Tive inclusive a oportunidade de testá-lo no HSE e em atendimento em centro cirúrgico para exodontia de terceiros molares inclusos. Você realmente se sente atendendo em um consultório convencional. Há a possibilidade de usar o spray, na alta rotação e na seringa tríplice, pois ele vem com garrafa de água para o acoplamento.

   A conexão do ar comprimido é feita sem nenhuma dificuldade e pode-se usar o manômetro da conexão para regular a saída de ar.

   No centro cirúrgico, enfermarias ou quartos onde haja a saída do ar comprimido, o equipo modular permite a adaptação e o atendimento. Ele também pode ser acoplado na saída do oxigênio (conexão a parte), mas se houver necessidade de uso durante a cirurgia isto será um problema (além disso a conexão é diferente, ou pouco menor). Um balão de ar comprimido ou oxigênio também pode ser usado fora do centro cirúrgico, permitindo o atendimento por um período de tempo menor.

  Apesar da oferta de modelos do mercado de equipamentos portáteis, para uso domiciliar ou em centro cirúrgico, achei que a assistência oferecida pelo pessoal da Consuldent foi muito organizada. Eles têm um site bem explicativo e permitem uma boa interação no acesso telefônico. Nesse mercado é importante a facilidade de contato com os fabricantes para disponibilizar a manutenção (com ou sem garantia) quando necessária.

   É importante lembrar que em uma situação de centro cirúrgico, principalmente com anestesia geral, não há espaço para falhas. As contingências devem ser previstas e, eu recomendo, que se leve um substituto para o equipo portátil. Uma solução bem prática é a utilização da mangueira acoplada na saída do ar conectada ao pedal e outra mangueira saindo deste para a alta rotação ou micromotor. Numa situação de falha do equipo principal, pelo menos há possibilidade de se realizar algo (mesmo que sem o spray e a seringa tríplice).

   Finalizando, acrescento que é necessário conhecer a tabela de conversão de unidades para dar o correto ajuste ao manômetro. Usei a tabela do site http://www.convertworld.com/pt/pressao/kgf-2Fcm%C2%B2.html.

kgf/cm² bar libra/pol quadrada (psi)
     
1,00
0,98 14,22
1,02 1,00 14,50
0,07 0,07 1,00
     
5,62 5,52 80,00
2,11 2,07 30,00
2,46 2,41 35,00

 (*) 80 libras é a pressão de entrada no equipo e 35 e 30 são para a conexão direta para a alta rotação e micromotor respectivamente.

Dor Orofacial na Mídia

Esta semana foi veiculada matéria no Jornal Folha de Niterói sobre a atuação do CD na Dor Orofacial, Patologia Bucal e no controle da Halitose. Ver link. Acho que vale a pena dar uma lida.

Conheci a Bárbara, jornalista do semanário, depois de fazer algumas inserções para divulgar o atendimento que iniciei no Centro da dor e na Clínica Santa Lúcia, em Niterói. É a oportunidade que esperava de tentar viabilizar no âmbito privado todos os ideais que venho tentando implementar também no Hospital dos Servidores do Estado.

A entrevista para o texto possui algumas pequenas falhas que não interferem com a idéia principal que passei para a Bárbara. Tenho que agradecer a ela pela paciência e cooperação pois se numa conversa pessoal já é complicado de se comunicar e se fazer entender, imaginem por telefone. Agradeço também por ela (a Jô e toda equipe do jornal) ter entendido a importância da divulgação deste tema. Eu realmente não forcei a barra para a entrevista. A sua importância surgiu espontâneamente, MESMO. E espero que os leitores do jornal, assim como os daqui do Blog entendam a mensagem.

Alguns trechos foram adaptados dos últimos posts (Dor Orofacial e Halitose) mas outros surgiram no nosso papo telefônico. A íntegra pode ser lida abaixo ou lá no link.

Aproveito para explicar que uma página com arquivos para Download foi criada. Nela estão a aula do ODONTORIO sobre alguns protocolos de Medicina Oral (baseada no Sonis - Secrets of Oral Medicine) (em ppt), mesclada com o artigo do Questionário de Saúde dos países europeus (em pdf). Nesta página poderão ser colocados outros artigos meus ou dos leitores aqui do Blog que sejam pertinentes ao tema Medicina Oral e se interessem na divulgação.

Termino este post adiantando que estão sendo criadas as condições para que a Residência em Odontologia Clínica seja criada. Será escrito um post específico para este tema, mas já vou esclarecendo que consegui votar 3 vezes na enquete aqui do site e em todas escolhi a opção “ainda não foi bem debatida”.

MATÉRIA (PARTE INICIAL DE DOR OROFACIAL E PATOLOGIA BUCAL)

Dor: é preciso estar atento aos sinais

Quando abrir a boca, bocejar ou mastigar passa a ser algo doloroso é hora de prestar atenção nos sinais que o corpo emite e procurar tratamento adequado. Dores agudas ou crônicas na boca e na face podem ser indicativos de doenças nas articulações, dentes, gengivas, faringe, músculos, vasos ou nervos. As chamadas dores orofaciais às vezes se espalham pelo pescoço, cabeça e ouvidos e podem ocorrer por seqüela de traumas ou ser o primeiro sintoma de um câncer.

“O dentista precisa ser especializado na área, também possuir amplo conhecimento para fazer um diagnóstico preciso e indicar o devido tratamento”, diz o especialista em Dor Orofacial, Disfunções da ATM e Endodontia, também doutor em Patologia e doutorando em Neurociências pela UFF Paulo A. Pimentel Jr. Segundo ele, o ideal seria que existisse uma residência médica, já que o número de horas de uma especialização corresponde a 600 e o de uma residência a 3 mil horas. Mas não basta concluir somente a especialização, nesse campo de estudo, é preciso que a pesquisa seja uma constante na vida do profissional.

Além da dor orofacial, a disfunção da ATM, ou seja, da articulação têmporo-mandibular, também provoca dores, mais sensação de pressão, aperto, estalos, crepitações, latejamento e pontadas ao abrir a boca, mastigar ou bocejar. Tais dores podem ser causadas pelo bruxismo (apertar ou ranger de dentes) noturno ou diurno e geralmente é acompanhada de dores no pescoço e zumbidos.

Fumo e bebida favorecem o câncer

Uma questão que chama atenção é o fato do difícil diagnóstico do câncer de boca, já que a manifestação se assemelha a outras enfermidades, confundindo o diagnóstico. “Normalmente o câncer é indicado por sinais como úlcera, manchas vermelhas ou brancas e dor. Os mais comuns são os da base da língua e da garganta, eles provocam dor em volta do ouvido, mas é preciso descobrir a origem dela por meio de exames”, explica Pimentel. Geralmente o câncer em estágio inicial não provoca dor. Porém, alguns pacientes mais sensíveis podem apresentar o sintoma e, logo tratados, obtêm resultados satisfatórios. De acordo com o mestre em Patologia Bucal, pessoas acima dos 50 anos de idade, que fumam ou bebem, têm mais chance de desenvolver a doença.

De uma forma geral, Paulo Pimentel diz que a dor, seja ela qual for, é uma epidemia, porque atinge grande parcela da população. Devido a essa incidência, as pessoas tendem a não procurar um profissional e passam a aceitá-la passivamente. “O que normalmente era para ser um indicativo se torna doença. A dor fisiológica protege o organismo, indica a causa de uma infecção ou inflamação. Já a nociva não, ela se estabelece em um órgão de resistência diminuída e persiste”, esclarece Pimentel. A dor epidêmica pode ser atribuída ao estresse, diminui a capacidade do indivíduo de filtrá-la, tornando o corpo mais suscetível a ela. Essa dor interfere no padrão neurológico devido a um desequilíbrio, quase sempre ligado a questões psicológicas, o que prejudica o funcionamento do nervo ou do sistema que inibe o nervo. Sendo assim, a pessoa fica impregnada de informação errada no sistema nervoso e sente dor sem um motivo físico real.

Todo tratamento depende de um correto diagnóstico e é direcionado à causa. A maioria dos casos é tratada com medicamentos, exercícios, fisioterapia, confecção de aparelhos oclusais intraorais e correção do posicionamento dentário e mandibular. Casos mais complexos exigem a avaliação conjunta com outras especialidades como Ortopedia, Neurologia, Otorrinolaringologia e Fisioterapia. Pacientes com problemas de saúde ou que estejam em condições especiais (gestantes, crianças, idosos, pacientes com fobias de consultório, entre outros) exigem um tratamento odontológico diferenciado.