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GMOH-RJ - Encontro de maio

Na quarta-feira, 05/05/2010, houve a reunião do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do RJ (GMOH-RJ) no CRORJ. Tivemos a excepcional palestra do Prof. Jorge Pinto M.S., PhD (UERJ, UFRJ), médico intensivista, chefe de UTI do Hospital Israelita Albert Sabin e membro da diretoria da SOTIERJ.

A palestra foi graciosamente disponibilizada pelo Professor e encontra-se disponível no link anexo (clique aqui).

 

 

Especiais agradecimentos à Dra. Luciana Teles pela indicação do Prof. Jorge Pinto e suas colaborações com o GMOH-RJ.

Após a apresentação foram debatidos temas relacionados à presença do CD na equipe de UTI e suas atividades, com maior foco na prevenção da pneumonia nosocomial.

Ao fim do encontro foram debatidos temas diversos:

O Dr. Silvio Brandão propôs a elaboração de um texto para envio a coordenação do NERJ para o pedido de contratação dos profissionais auxiliares pelo Ministério da Saúde para atuação nos Hospitais Federais do RJ.

O Dr. Paulo Pimentel pediu a adesão de todos à ABRAOH. Entidade que ajudará na realização de eventos, estímulo à capacitação profissional, divulgação científica, auxílio ao CFO na normatização desta atuação e aglutinação das outras especialidades odontológicas nos temas de interesse da atuação do Cirurgião Dentista nos hospitais.

Finalmente, foi elaborado o programa de palestras e debates para o ODONTORIO, que terá um pré-congresso no dia 21/07/2010, na ABORJ, organizado pelo GMOH-RJ.

Saúde Bucal e Cardiologia

Encaminhado pelo Dr. Victor Abreu (HSERJ) e repassado para todos.

 

 

 

Informações sobre o autor: Dr. Evandro Tinoco Mesquita é professor na Universidade Federal Fluminense e diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco.

“Este material foi extraído do Portal Medcenter Medscape - www.medcenter.com

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Entrevista sobre MOOH

No momento em que temos o CFO e a ABENO em debate sobre qual será o modelo de residência odontológica a ser enviado aos Ministérios da Educação e Saúde, vale a pena uma lida na entrevista abaixo, concedida há algum tempo, mas ainda não publicada.

Nela abordo o tema da Medicina Oral como essencial à formação odontológica, especialmente na Odontologia Hospitalar.

Talvez esse não seja o ponto de vista da ABENO, que pode moldar a residência às especialidades odontológicas tradicionais (ainda não se sabe qual é o texto final) e não contemplar a Odontologia Hospitalar em toda sua abrangência.

 

 1) Conte sobre a sua experiência com a Odontologia Hospitalar e os atuais trabalhos o HSE? (Fale sobre a equipe, o numero de atendimentos, os serviços realizados, a importância deles, etc).

 

R: Iniciei minhas atividades no HSE, um Hospital Federal do Rio de Janeiro há três anos, e encontrei um serviço ainda não completamente estruturado quanto ao que se entende como Odontologia Hospitalar (OH), ou seja, o atendimento de alta complexidade em integração com os serviços médicos e a rede pública de média e baixa complexidade.

Temos tomado atitudes para mudar o perfil do atendimento odontológico priorizando os casos que necessitem de intervenção do Cirurgião Dentista (CD) em uma unidade hospitalar, por exemplo, pacientes internados, que tenham problemas sistêmicos e precisem de monitoramento durante os procedimentos, casos de diagnósticos complexos e cooperação, através de protocolos, com os serviços médicos. Dentre estas ações estão a capacitação dos CD, a orientação às chefias de serviços quanto aos casos pertinentes da alta complexidade odontológica e orientação sobre a atenção à saúde bucal para as equipes de enfermagem. Minha atuação é mais focada no diagnóstico e tratamento das dores orofaciais, na consultoria para reestruturação do serviço e na capacitação dos CD do serviço visando a atuação plena em OH. Atualmente temos uma capacitação em andamento com a participação de médicos e dentistas do HSE e de outras unidades para fomentar a atuação nos protocolos interdisciplinares. Sobre minha atuação clínica na dor orofacial, temos uma estatística de 800 atendimentos realizados nos três últimos anos, porém, como somos a única referência do SUS em dor orofacial e disfunções da ATM, ainda atendemos casos de média complexidade. Temos tido reuniões com a secretaria municipal do Rio de Janeiro para auxiliar na implantação de centros de dor orofacial de média complexidade minimizando a necessidade do atendimento hospitalar (que deve apenas ser feito nos casos mais difíceis).

Nossa equipe conta também com um serviço de Odontopediatria, Cirurgia Bucomaxilofacial, Radiologia Odontológica, Periodontia e CDs que atuam na clínica odontológica. Além disso, temos uma CD que também é enfermeira e auxilia na administração do serviço e coordenação das auxiliares.

 

2) Quais são as maiores dificuldades na relação entre os dentistas e a equipe de saúde (médicos, enfermeiros, etc). Estes profissionais conhecem a importância do trabalho realizado pelo dentista dentro dos hospitais?

 

R: Há falta de informação dos outros profissionais quanto à pertinência da atuação da OH. Eles não sabem direito o porque de estarmos em um hospital. Outra dificuldade é a própria falta de formação em Medicina Oral dos CD brasileiros, pois estes não tem o pleno conhecimento de suas responsabilidades e deveres dentro dos hospitais.

 

3) Na sua opinião, o que impede a Odontologia Hospitalar de se tornar uma especialidade (oficial)? O Sr. acredita que esse fato “afasta” muitos dentistas que seguir este caminho na profissão?

 

R: Não acho que deva se tornar (mais uma) especialidade. Eu acredito que a formação correta seria uma residência em Medicina Oral, realizada no ambiente hospitalar, onde o CD teria o aprendizado integrado a outras equipes de saúde e teria noções gerais de patologia bucal, estomatologia, atendimento a pacientes com problemas sistêmicos, dor orofacial, cirurgia oral, emergências médicas, farmacologia, microbiologia oral e a atuação integrada com as unidades de apoio em média complexidade e os centros de saúde da família. Só um CD com esta formação mínima de 5800 horas teria condição de atuar no ambiente hospitalar satisfatoriamente.

 

4) Qual sua opinião a respeito do Projeto de Lei que tem por objetivo a inclusão dos dentistas nas UTIs?

 

R: Acho que chama a atenção para a nossa atuação e isto é bem vindo, mas não acredito que uma lei modifique este modelo se o CD não se mostrar economicamente viável para as unidades hospitalares privadas. É preciso que as entidades odontológicas também chamem a atenção para este problema de falta de atenção à saúde oral dos pacientes internados e que a sociedade entenda a importância de nossa presença.

 

5) O que é o MOOH? (Fale sobre os objetivos, o que tem sido feito, como outros profissionais podem participar, etc).

 

R: A Medicina Oral (MO) é reconhecida no mundo inteiro como a área de conhecimento que abrange toda atuação odontológica onde o conhecimento médico é essencial, como nas situações citadas anteriormente. É importante para a Odontologia como um todo, mas é fundamental para a atuação da Odontologia Hospitalar (OH). Temos feito reuniões no Rio de Janeiro e em outros estados para propagar estas idéias e utilizo o site www.medicinaoral.org como um canal de divulgação do conhecimento e integração dos diversos centros brasileiros. Tudo é feito de forma aberta e contamos com a participação de todos os interessados em aderir a esta ampla e instigante área da Odontologia.

Laser na prevenção da mucosite oral

Publicado pelo Brazilian Dental Journal

 Resumo

KHOURI, Vivian Youssef et al. Use of therapeutic laser for prevention and treatment of oral mucositis. Braz. Dent. J. [online]. 2009, vol.20, n.3, pp. 215-220. ISSN 0103-6440.  doi: 10.1590/S0103-64402009000300008.

A mucosite oral (MO) afeta pacientes que são submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) devido as altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia. A proposta desta investigação foi realizar um estudo comparativo da freqüência e a evolução da MO entre os pacientes submetidos ao laser terapêutico e da terapia convencional (uso de solução de bochecho chamada “Fórmula para Mucosite”).Os pacientes foram submetidos ao regime de condicionamento mieloablativo antes da realização do TCTH alogênico.Vinte e dois pacientes foram selecionados e divididos em 2 grupos: grupo I foi irradiado com laser AlGaInP (660 nm) e laser GaAlAs (780 nm), potência de 25 mW, dose de 6,3J/cm2, tempo 10 s, seguido do tratamento convencional; grupo II submetido apenas ao tratamento convencional. Ambas as escalas da World Health Organization (WHO) e Oral Mucositis Assessment Scales (OMAS) foram utilizadas para avaliar os resultados. Os dados foram analizados pelo teste não-paramétrico de Wilcoxon, com p<0,05 considerado estatisticamente significante. O grupo I apresentou menor frequência de MO (p=0,02) e menor média de acordo com as escalas WHO e OMAS (p<0,01 e p=0,01, respectivamente). Em conclusão, o laser reduziu a frequência e gravidade da MO, sugerindo que o laser terapêutico pode ser usado para ambos como uma nova forma de prevenção e tratamento da MO.

Palavras-chave : oral mucositis; chemotherapy; radiotherapy; allogeneic hematopoietic stem cell transplantation; therapeutic laser.

Disponível no site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-64402009000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

IMPORTANTE

·   Procure o seu médico / dentista para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Protocolo de atendimento em Odontologia: Oncologia

1) DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS ASSOCIADAS À REGIÃO BUCOFACIAL

Neoplasias malignas e carcinoma de células escamosas em boca, cabeça e pescoço

Informações gerais

Diagnóstico inicial (exame completo em cabeça e pescoço)

• Lesões brancas (que não destacam)

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• Lesões vermelhas

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• Queilite actínica

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• Verrucosidades

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• Nódulos

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• Úlceras (que não cicatrizam após 2 semanas)

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E ainda;

• Sintomas Neurológicos de causa obscura
  -  Parestesias, anestesias, dor atípica, disestesias (e.g. ardência oral), paresias e paralisias faciais.
• Dor à deglutição e irradiando para o ouvido (avaliar oro e hipofaringe)
• Perda ponderal recente
• Rouquidão

Conduta: Encaminhamento à Cirurgia Oral, Estomatologia, Patologia Bucal, ORL e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
para investigação física e complementar (imagens, realização de biópsia, punção aspirativa por agulha fina, citologia exfoliativa e outros)

2) COMPLICAÇÕES BUCAIS DA RADIOTERAPIA (RT)

• Mucosite (risco secundário de candidose)

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• Xerostomia
• Perda do paladar
• Cárie de radiação

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• Osteorradionecrose

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Fatores que aumentam o rico de osteorradionecrose

• Localização: tumores associados com a mandíbula
• Dose de radiação superior a 5.000 cGy
• Paciente com dentes, periodonto e higiene bucal deficientes
• Fontes de radiação – maior com implantes do que com a fonte externa
• Próteses mal-adaptadas ou lesões por instalação de novas próteses

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose em relação apenas à época das extrações

• Risco maior – extrações (no feixe irradiado) durante a RT
• Risco elevado – extrações imediatamente antes da RT
• Risco menor – 12 meses, ou mais, depois da RT ou pelo menos 2 semanas antes da RT

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose quanto ao local irradiado

• Risco maior – RT na região bucofacial
• Risco moderado – RT na região adjacente (pescoço)
• Risco menor – RT em tronco e membros

3) TRATAMENTO DENTÁRIO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À RT

a) Avaliação antes do tratamento (todos os pacientes)

• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica

b) Esquema de prevenção (todos os pacientes)

• Profilaxia, raspagem e polimento radicular.
• Instruções de higiene bucal
• Dieta pobre de sacarose
• Prescrever bochechos de fluoreto acidulado (solução neutra, em caso de irritação da mucosa).
• Confeccionar moldeiras individuais para o tratamento caseiro com fluoreto
   - Prescrever gel de fluoreto acidulado para uso diário nas moleiras ou gel neutro, em caso de irritação da mucosa (escovação com gel de fluoreto estanhoso a 0,4% é uma alternativa, se a moldeira individual não for tolerada).
 

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• Eliminar as cáries ativas
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.
• Exame e profilaxia freqüentes (a cada seis a oito semanas) com restauração da cárie incipientes.
• Manter o esquema por pelo menos 12 meses após a RT, ou mais, se a xerostomia continuar.

c) Estratégia das extrações (todos os pacientes)

• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas. Pelo menos 2 semanas antes da radioterapia.
• Conservar os dentes com risco marginal de infecção (i. e. dentes com restaurações profundas, ou doenças periodontal entre leve a moderada); se as extrações forem necessárias, adiá-las o máximo para depois do término da RT.
• Conservar e restaurar o maior número possível de dentes, especialmente no campo da radiação.
• Adiar os tratamentos eletivos com risco associado de resultados iatrogênicos (i.e. preparo de coroas com risco de comprometimento pulpar ou inserção de prótese removível com risco de lesão dos tecidos moles).

d) Esquema contra a xerostomia (todos os pacientes)

• Testes de fluxo salivar periódicos
• Estimulação salivar com pastilhas de limão sem açúcar
• Aplicação de glicerina com limão
• Substituição salivar com saliva artificial ou umidificadores da boca (e.g. oral balance, xero-lube, oralube, salivart).
• Se necessário, 5 mg de HCL pilocarpina.

e) Esquema para a mucosite

• Orabase e benzocaína
• Xilocaína viscosa, suspensão a 2%, Solução de benzocaína (e.g. Hurricaine)
• Analgésicos sistêmicos, se necessário
• Esquema de uso do Laser Terapêutico

f) Esquema antifúngico (se necessário)

candpseudomemb01.jpg

• Suspensão de nistatina (Mycostatin), 100.000 unidades/ml, em frasco de 60 ml (400.000-600.000 unidades); bochechar e deglutir metade por cada lado da boca, quatro vezes ao dia.
• Comprimidos de clotrimazol (10 mg), cinco vezes ao dia.
• Em caso de Candida sob a prótese ou nos ângulos da boca, usar creme nistatina (100.000 unidades/g) em tubos de 15 ou 30g; passar na área afetada três vezes ao dia.
• Para crianças ou aqueles com mucosite simultânea, usar:
Suspensão de nistatina, 1/2-3/4 de colher de sopa para cada bandeja de cubos de gelo, congelar e usar como picolé ou pedras de gelo.

4) ATENÇÃO ODONTOLÓGICA A PACIENTES FAZENDO USO DE QUIMIOTERÁPICOS

• Avaliação de imunossupreção, mielossupressão, granulocitopenia e trombocitopenia
• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica
• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas.
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.

CONDUTA DURANTE A QUIMIOTERAPIA (QT)

• Escovação, fio dental, pontas de borracha, quando a leucometria for superior a 1.000
células/mm3 e plaquetas acima de 50.000 células/mm3
• Limpeza dos dentes com gaze 2×2 polegadas umedecida durante os períodos de
mielossupressão acentuada
• Bochecho diário com fluoreto acidulado, durante 1 minuto (ou neutro se houver incômodo)
• Evitar colutórios contendo álcool ou peróxido de hidrogênio não-diluído
• Suspensão de micostantina, 300.000 unidades, quatro vezes ao dia, bochechar e
deglutir
• Remoção das próteses
• Alimentos moles durante os períodos de mielossupressão ou nos períodos de
estomatotoxidade
• Limitar a ingestão de sacarose
• Avaliação bucal periódica

ESQUEMA PARA CONTROLE DE INFECÇÕES (clique na imagem abaixo)

protocolo-oncologia-_-paciente-mielo-e-plaquetosuprimido.JPG 

• Controle de infecções orais (e.g. candidose) e hemorragias gengivais
• Controle de mucosites, especialmente por Metotrexato (se possível uso do LASER terapêutico)
• Raro: controle de dores neuropáticas por toxicidade direta (Vincristina, Vimblastina e Cisplatina)

Esquema de controle clínico e radiográfico para Osteonecrose (ON) em Mandíbula e Maxila de pacientes usando Bifosfonatos (especialmente Ácido Zoledrônico: “Zolmeta”)

• Atenção em pacientes usando Bifosfonatos submetidos a procedimentos traumáticos orais (exodontias, raspagens, instalação de próteses…)

• Avaliar profilaxia antibiótica com Oncologista

• Eliminação de focos infecciosos periodontais e periapicais

• Exames periódicos semestrais (ver imagem clínica abaixo de ON)

01.jpg

• Radiografias panorâmicas inicial e anuais (ver abaixo imagem de ON em TC)

image-tc-de-on.jpg

Conduta na identificação da ON:

Contato com Oncologista para descontinuar o uso
• Prescrição de associação antibiótica: 10 dias amoxicilina, clavulanato e metronidazol
• Se possível recomendar: 25 sessões de Terapia por Oxigenio Hiperbárico (TOH) 2,5 ATA, 90 minutos)
• Debridamento e ressecção completa de área necrosada e reconstrução com nova antibioticoterapia e TOH

5) REFERÊNCIAS

_Sonis: Medicina Oral

_Neville: Atlas de Patologia Oral

_http://www.inca.gov.br

_http://www.nutechsr.com.br

_Bisphosphonate-associated jawbone osteonecrosis: a correlation between imaging techniques and histopathology (Journal Oral Medicine…, março 2008)

O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?

    A utilização de medicamentos em Odontologia segue os mesmos princípios do uso de fármacos na Medicina. Todas as drogas que tenham algum efeito benéfico sobre as condições bucofaciais podem e devem ser prescritas pelo CD, mas isso exige deste profissional o conhecimento pleno dos efeitos que essas substâncias provocarão no paciente.

    Assim, não só efeitos positivos almejados serão obtidos, pois a ação da droga seguirá os caminhos da absorção, biotransformação, distribuição até chegar ao órgão alvo e finalmente a eliminação. E em todo esse processo produzirá compostos e afetará a função do fígado, sangue e todos os órgãos até sua excreção pela urina, fezes, suor, expiração, lágrima e saliva.

    Não seria importante que o CD conhecesse todo esse processo a fundo? Existe alguma justificativa para que o tempo de estudo da farmacologia, fisiologia e bioquímica seja menor que o aplicado aos futuros médicos? Não seria importante que o CD tivesse uma formação básica em Clínica Médica para melhor compreender o efeito das drogas nos órgãos por onde passa?

    Além disso, existem os efeitos colaterais, reações adversas e interações medicamentosas. É justo que uma droga prescrita pelo CD provoque um efeito colateral e que o tratamento deste efeito tenha que ser controlado pelo médico? Por exemplo, é fato conhecido que os opióides são causadores de constipação intestinal. Então ao administrar esse medicamento para o controle de uma dor severa o CD deverá encaminhar o paciente ao gastroenterologista para monitorar sua evacuação? Outro exemplo, um paciente idoso que utilize várias medicações precisará sempre levar nossa receita para o médico autorizar seu consumo? Um alergista deve receber nosso paciente que apresentou coceira após o uso de antiinflamatórios?

    Foi pensando nessas situações clínicas rotineiras que elaborei esta enquete sobre a competência do CD para administrar drogas. Eu aqui não estou digitando para os que se contentam em prescrever dipirona, diclofenaco e amoxacilina. Talvez umas 6 horas de treino na faculdade possam permitir que essas três drogas sejam prescritas sem maiores problemas (se bem que mesmo estas três também causem efeitos colaterais e tenham interações). Penso sim no CD que atue em Odontologia de forma plena, utilizando conscientemente a Medicina Oral como base de suas ações, mesmo na clínica odontológica básica.

    E penso ainda no CD que quer expandir seus horizontes e exercer, por completo, a CTBMF, a estomatologia, atender pacientes com comprometimento sistêmico, idosos, grávidas, crianças e prescrever estabilizadores de membrana, opióides, tricíclicos, miorrelaxantes e ansiolíticos como se faz diarimente no controle das dores orofaciais complexas.

    Peço que os 40% que até hoje votaram “sim” reflitam sobre quais faculdades brasileiras preparam adequadamente o CD para todas essas situações, oferecendo inclusive internatos hospitalares para a sedimentação do conhecimento.

    Aceito todas as críticas pertinentes e também as manifestações de apoio dos que entenderam a enquete e querem fazer alguma coisa para mudar esta incoerência.n

O Dentista brasileiro é preparado para prescrever medicamentos corretamente?
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HEMORIO - Curso de Capacitação para Dentistas

Clique na imagem abaixo para acessar a grade completa do curso.

http://medicinaoral.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/hemorio-curso_2009.jpg

 

Inscrições para o Congresso Europeu de Medicina Oral

   

    Reproduzo abaixo o email do Presidente da SOBE (enviado para a Sobelist do yahoo) sobre uma certa facilidade para ir ao evento, e a resposta de uma colega brasileira que mora em Londres e quer ajudar.

 

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    Prezados colegas,

 

    Transmito a todos uma boa noticia. A Associacao Europeia de Medicina Oral (EAOM) que se reune a cada dois anos, estara promovendo seu congresso na cidade de Londres, em setembro 2010 (http://www.eaom2010.com).

 

    Conseguimos junto a um dos organizadores do evento Dr. Tim Hodgson que os socios da SOBEP se inscrevam pagando o mesmo valor dos membros da EAOM.

  

    Abraco a todos,

 

 

    Prof. Jair Carneiro Leao, PhD

    Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Odontologia

    Universidade Federal de Pernambuco

    Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Recife PE Brasil 50670-90; + 81 21268818

    www.ufpe.br/pgodonto

    www.ufpe.br/estomatologia

 

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Resposta:

 

    Acho que todos os colegas devem se animar a participar da EAOM 2010, pois o congresso é muito bom e o valor da libra nunca esteve tão baixo (3 reais=1 pound). É uma boa hora de vir a Londres.

    As coisas aqui também não estão tão caras e pode-se conseguir hotel 3 estrelas por uns 70 pounds. Poderemos também ver a possibilidade de conseguir nos residenciais da London University, que são bons e baratos e sempre têm vagas para academic visitor, por uns 50 pounds/dia.

    Poderíamos tentar viabilizar juntamente com o Presidente, que conhece bem a cidade, uma boa acolhida a todos.

    Me coloco à disposição do presidente para ajuda aos colegas da SOBE.

    Um abraço,

 

    Eliete Neves da Silva

 

    (UNB - King’s College London)

 

 

 

 

 

Impressões do Fórum de Odontologia Hospitalar do CIORJ 2009

O fórum ocorrido no dia 18/07/09 levantou inúmeras questões que temos abordado aqui no site gerando algumas boas impressões nos participantes.

 

Dentre as questões destacam-se: 

1- A vertente acadêmica da Odontologia Hospitalar com o assistencialismo aliado ao ensino e pesquisa em pacientes com comprometimento sistêmico no Hospital Clemetino Fraga da UFRJ. O Serviço, apresentado pelo Prof. Arley Silva Filho, iniciou sua atuação com os pacientes do DIP, mas hoje insere-se em várias disciplinas médicas.

 

2- O Prof. Jorge Barbosa, do Serviço de Odontologia do HEMORIO, apresentou várias situações clínicas onde a Odontologia mostrou-se essencial ao pleno atendimento do paciente portador de distúrbios da coagulação. 

3- Eu (Paulo Pimentel), representando o Serviço de Odontologia do HSE, mostrei a atuação em alta complexidade da Dor Orofacial, enfatizando a necessidade de uma integração com a rede de atenção básica e média complexidade do SUS e com vários serviços médicos hospitalares. Apresentei ainda a atual situação técnico administrativa do HSE com seu imenso porte e as consequentes dificuldades de integração plena. Finalmente expus o que considero essencial para a implantação da Odontologia Hospitalar no Brasil em termos institucionais, acadêmicos, corporativo/profissional e possíveis caminhos futuros.

 

4- A Prof. Marcia Hirata do Hospital Central da Aeronáutica, periodontista e estomatologista, mostrou a implantação da medicina periodontal em seu hospital, especialmente no serviço de Medicina Intensiva, onde apresentou documentos para a implantação de Norma Padrão de Ação da Odontologia na UTI. 

Ao término das apresentações foi aberto ao público o debate sobre novas ações a serem realizadas para a efetivação da Odontologia Hospitalar. Destacaram-se os colegas, Dr. Afonso Rocha do CRORJ, Dr. Wellington Cavalcanti, chefe do serviço de Odontologia do HEMORIO, Dr. Paulo Moreira do Instituto Nacional de Cardiologia, Dr. Nataldo Alexandre, ex-chefe do Serviço de Odontologia do Hospital Cardoso Fontes, Dr. Roberto Neves do Instituto Nacional do Câncer e o Dr. Luciano do Serviço de Emergência em CTBMF do HUAP da UFF. Outros colegas também estiveram presentes e abrilhantaram a discussão.

 

Todo o fórum foi registrado em ata e uma próxima reunião no CRORJ será agendada visando ações institucionais em benefício da Odontologia Hospitalar. Os interessados, que participaram do fórum ou não, podem enviar comentários para este post no link abaixo: 

http://medicinaoral.org/blog/2009/07/21/impressoes-do-forum-de-odontologia-hospitalar-do-ciorj-2009/#comments.

n

Você acha necessária capacitação para o exercício da Odontologia Hospitalar?
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Curso de Medicina Oral no HSE - 2009

 

A promoção de saúde só será completa com integração do Cirurgião Dentista (CD) na equipe multiprofissional de saúde hospitalar, colaborando com seu conhecimento na sua área de atuação para restaurar na plenitude, e no mais breve tempo possível, a saúde do paciente.

Diversos protocolos médicos já inserem a necessidade da avaliação e intervenção do CD previamente a determinados procedimentos médicos (cirurgias cardíacas, transplantes, tratamento com bifosfonatos, etc…) e, alguns destes protocolos exigem a atuação do CD dentro do hospital (entre outros, ocorrências de emergências, melhores recursos, necessidade de equipe auxiliar treinada, possibilidade de internação).

Avaliação, adequação e atuação do CD alteram positivamente o quadro clinico dos pacientes, minimizando fatores que possam influenciar negativamente o tratamento sistêmico, pois a condição oral altera a evolução e resposta ao tratamento médico. Assim, o conceito ampliado de saúde se faz indispensável com a atuação do CD no hospital.

No formato vigente na maioria dos hospitais brasileiros, a atuação dos CD está com baixo aproveitamento, focando mera prestação de serviços básicos e de baixa resolução. Baseado na atuação somente nas cadeiras odontológicas, como resposta a uma demanda espontânea.

Portanto se faz necessário reorganizar o modelo de atuação dos CD nos hospitais e institutos, buscando a formação de um serviço de odontologia hospitalar que promova a saúde bucal dentro de uma visão integrada com as outras profissões de saúde, e nas necessidades do paciente enquanto internado ou necessitando de serviços odontológicos de alta complexidade. Diversos trabalhos, por exemplo, comprovam a associação entre infecções orais e doenças sistêmicas, e necessitam da atuação do CD hospitalar na resolução dessas patologias.

Desta forma, buscando dar maior informações aos Cirurgiões Dentistas (CD) da equipe de Odontologia do HSE e também a interessados externos ao serviço, e empenhados em dar continuidade à missão de ensino já existente no HSE, foi elaborado este Curso de Medicina Oral que visa integrar o CD neste contexto.

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Informações sobre o curso podem ser obtidas no link: http://medicinaoral.org/blog/residencias-e-pos-graduacoes/