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Entries Tagged as 'Diagnóstico'

Kits comerciais de diagnóstico oral

No último número da Revista de Medicina Oral (Espanhola) foi publicado uma interessante pesquisa utilizando um kit de diagnóstico oral para realização de citologia exfoliativa. Veja aqui o artigo na íntegra.

Acessando a página do fabricante do kit vemos algumas imagens sobre a técnica de obtenção dos esfregaços.

A criação de um kit para facilitar a atuação do Cirurgião Dentista clínico geral pode ser uma útil forma de se disseminar a investigação de lesões bucais como a leucoplasia, a eritroplasia e o próprio câncer bucal, especialmente em regiões onde não existam estomatologistas disponíveis.

E além disso, pode oferecer uma rentável atividade para os patologistas bucais, que geralmente sofrem impiedosa concorrência dos laboratórios ligados aos planos de saúde.

Na conclusão do artigo o teste mostrou boa sensibilidade e alta especificidade para o monitoramento da leucoplasia oral, porém ressaltou a necessidade da biópsia tradicional para confirmação definitiva.

Quem sabe a ideia não pode ser aplicada no Brasil também…

.

Oral dysplasia and risk of progression to cancer

Imad Al-Dakkak

Abstract

Data sources: Medline, EMbase and Cochrane databases

Study selection

Studies were included if they reported data on patients with a histologically-confirmed diagnosis of oral dysplasia. They also had to study at least one outcome measure and one intervention method or clinical risk factor. Outcome measures included malignant transformation rate (MTR) and time to malignant transformation (TMT). In studies on oral lesions, which contained a defined subset of patients with oral dysplasia, this subset but not all patients with oral lesions were included in the meta-analysis. Observational studies were included in the review due to the scarcity of randomised controlled trials with adequate follow-up period.

Data extraction and synthesis

Quality assessment was undertaken independently by two reviewers. When there was disagreement, a third reviewer was consulted. Quality criteria were agreed upon a priori, and the authors used a combination of quality assessment methods. Eligibility of studies was determined independently from the abstracts by two reviewers blinded to each other’s selections. Outcome data were abstracted independently by a researcher and a statistician and checked by a third reviewer. Heterogeneity was assessed graphically in a forest plot and a meta-analysis was conducted. Subgroup analysis was performed by histologic grade, clinical risk factors and treatment modality.

Results

Fourteen non-randomised studies, reporting on 992 patients, were included. There was considerable heterogeneity between studies. The mean overall MTR was 12.1% (95% CI: 8.1%, 17.9%) and the mean TMT was 4.3 years. Histologic grade significantly affected mean MTR (p < 0.008). Furthermore, lesions that were not excised demonstrated considerably higher MTR than those that were excised (p = 0.003)

Conclusions

Oral dysplasia showed a significant rate of transformation to cancer, which was related to grade, and was decreased significantly but not eliminated by excision. Findings suggest the need for surgical excision and continued surveillance, particularly in high-grade lesions.

Evidence-Based Dentistry 11, 91-92 (2010)

Manifestaçoes otológicas da disfunção da ATM (tonturas, zumbido, otalgia…)

Um dos posts sobre Dor Orofacial (DOF) e Disfunções da ATM (DTM) recebeu o comentário abaixo, assinado por Rossanna, sobre zumbido e DTM:

Olá, tenho DTM e demorei um ano e meio para descobrir. Fiz um vídeo sobre o assunto contando minha experiência e procurando informar pessoas que sofram os mesmos sintomas que eu e não sabem. Se puder disponibilizar no seu site te agradeço.”

 

Achei que o tema é muito importante no contexto, não apenas da DTM/DOF, mas também da medicina oral, pois trata de situações de interdisciplinaridade entre a Odontologia e a Otorrinolaringologia (ORL).

Devo dizer que recebo, no serviço público e privado, um alto percentual de pacientes indicados por especialistas em ORL. As indicações podem ser relacionadas a possibilidade de DTM/DOF como fator subjacente às manifestações otológicas de dor de ouvido (agora o termo ouvido foi suprimido e o correto é falar orelha), tonturas, zumbido e sensação de plenitude (orelha cheia).

Vários desses casos podem realmente ter algum fator precipitador da competência do cirurgião dentista, por exemplo, doenças inflamatórias da ATM e dores de origem muscular, na maioria das vezes acompanhadas de parafunções, como o bruxismo, ou alterações oclusais, como a ausência dentária posterior. Em outras situações, condições inflamatórias odontoestomatológicas podem ser responsabilizadas, e.g. pulpites e pericoronarites (inflamação ao redor do terceiro molar).

Outros casos podem não ter qualquer motivação de origem bucal, então o dentista deve descrever a situação e relatar, através de um laudo, as estruturas avaliadas e a ausência de correlação.

Abaixo, coloco a disposição um artigo sobre o assunto e agradeço a Rossana (espero que esteja totalmente recuperada) por chamar a atenção para este importante problema.

 http://medicinaoral.org/blog/wp-content/uploads/2010/09/dtm-e-sintomas-otologicos.pdf

Programa de combate ao câncer de boca na UPE

RESUMO DO PROGRAMA

O Programa de Combate ao Câncer de Boca – ICB/UPE, desde 1998, já capacitou e atualizou mais de 3.600 profissionais da rede pública e privada (Cirurgiões-Dentistas, Auxiliares de Saúde Bucal, Técnicos em Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde), os quais efetivamente modificaram suas rotinas de atendimento, incluindo a observação clínica mais atenta e investigativa objetivando a prevenção, diagnóstico diferencial e precoce do câncer de boca, além da realização de procedimentos como citologias e biópsias, anteriormente pouco executados.

Realizou atividades educativas e preventivas além de atendimento em parceria com profissionais e população pernambucana residente no Recife, região metropolitana, grande Recife, no sertão, agreste, litoral e na ilha de Fernando de Noronha. Foram identificadas lesões potencialmente malignas e casos de câncer de boca diagnosticados. Mais de 48.600 pessoas compartilharam das atividades educativas e preventivas e aprenderam o autoexame (dados parciais até fev.2009).

Cerca de 1.000 alunos dos cursos de odontologia, medicina, enfermagem e ciências biológicas da UPE participaram desenvolvendo atividades educativas e preventivas junto à população em prol do combate ao câncer de boca. Contribuíram também cerca de 200 alunos de outras Instituições de Ensino Superior e também de outros cursos como fonoaudiologia, psicologia e fisioterapia.

Atualmente há 300 alunos da UPE e 36 de outras IES no Programa, o qual colabora para a formação de profissionais de saúde mais conscientes, solidários e cidadãos. Muitos ex-alunos continuam colaborando com o Programa na qualidade de profissionais. Acreditamos que o conhecimento é a ferramenta básica para a prevenção.

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Nota final

Folder, cartaz, histórico e “lições de cidadania” estão disponíveis no site http://www.ead.upe.br/cancerdeboca e, segundo a Professora Aurora Karla Vidal, podem ser reproduzidos.

Veja abaixo algumas imagens da campanha:

Grupo de MOOH do Rio de Janeiro - agosto/2010

Seguem abaixo dados sobre o próximo encontro e os objetivos e ações do GMOH-RJ.

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Reunião do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar

Data: 04 de agosto 2010 (Quarta)

Tema: Estomatologia e Citologia Esfoliativa

Palestrantes: Profs. Arley Silva Jr. e Adriana Milagres

Após a palestra, serão discutidos assuntos inerentes ao GMOH-RJ

Horario: 18h às 20h

Local: Auditório do CRO-RJ - Rua Araújo Porto Alegre 70 ; 5º andar

Contribuição: 2 (duas) latas de leite em pó.

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Definição dos objetivos e ações do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro (GMOH-RJ)

 

 

Este documento foi elaborado pelos participantes do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro e se destina a descrever as ações que deverão ser gerenciadas pelos constituintes do grupo, de acordo com interesse específico e afinidade.

Abaixo segue a relação das ações, definidas em tópicos e com seus respectivos responsáveis.

 

1- Político e jurídica

Responsáveis: Afonso Fernandes Rocha e comissão de MOOH do CRORJ

 

Ações:

 

-     Facilitar a divulgação da MOOH nos boletins on line e revista do CRORJ, ABORJ e outros veículos de comunicação.

-     Divulgação nos canais do CRORJ do site www.medicinaoral.org para estruturação e orientação a novos interessados sobre a MOOH.

-     Definir quais os limites da atuação na região bucofacial e quem são os profissionais autorizados a trabalhar nesta região no ambiente hospitalar.

-     Ação contra profissionais de outras áreas de formação que atuem no âmbito da Odontologia Hospitalar.

-     Facilitar a atuação dos profissionais auxiliares ASB e TSB nos hospitais.

-     Criação de uma Comissão de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar no CRORJ.

-     Atuar junto ao CFO, CRM-RJ, COREN-RJ, associações profissionais, instituições de ensino e órgãos públicos e privados para legitimação, divulgação e implantação da Odontologia Hospitalar no estado.

-     Coordenação política do GMOH-RJ (*).

 

2- Institucional

Responsáveis: Silvio Brandão, Paulo Pimentel e Jorge Barbosa

 

-     Estimular o uso da assessoria de imprensa dos hospitais para acessar a mídia geral e médica sobre a atuação da MOOH buscando espaço em meios de comunicação.

-     Usar o site www.medicinaoral.org para reunir informação sobre os assuntos da MOOH e divulgação geral: vídeos, entrevistas em rádios, textos escritos por autoridades, textos em jornais e revistas, artigos, press releases e exemplos de serviços de MOOH já existentes.

-     Compor a comissão de MOOH do CRORJ para representação institucional do GMOH-RJ.

-     Estruturação dos objetivos e ações do GMOH-RJ.

-     Fomentar a aglutinação das associações de especialidades odontológicas afins com a MOOH (Cirurgia Bucomaxilofacial, Estomatologia e Patologia Bucal, Pacientes Especiais, Periodontia, Dor Orofacial, Medicina Oral, Odontologia Hospitalar e outras).

-     Gerenciar os encontros mensais e anuais do GMOH-RJ.

-     Estimular eventos em congressos médicos e odontológicos e viabilizar eventos nacionais da MOOH.

                                                                                                                                                                                  

3- Científica e Acadêmica

Responsáveis: Héliton Spíndola, Giovanni Castanheira, Paulo Moreira, Paulo Pimentel, Arley Silva Jr., Bruna Picciani, Marcia Hirata, Joel Alves e demais interessados

 

-     Dar subsídios para a parte política e institucional quanto à aplicação da MOOH.

-     Enviar artigos e textos para discussão e divulgação no blog www.medicinaoral.org.

-     Auxiliar nas capacitações aos CD, ASB e TSB para o pleno exercício da Odontologia Hospitalar.

-     Estimular a implantação da MOOH na graduação e hospitais universitários.

-     Discutir a formação apropriada para a área: capacitação, residência odontológica ou especialização?

-     Estimular a produção científica.

-     Convidar profissionais capacitados para participar dos encontros mensais e anuais do GMOH-RJ.

-     Produzir material explicativo para divulgar a atuação da MOOH.

-     Criar um grupo para palestrar sobre a atuação da MOOH por todo Estado.

-     Coordenação acadêmica dos encontros da MOOH.

                                                                      

4- Atuação privada da MOOH

Responsáveis: Luciana Teles, Maria Cristina Lima, Silvio Brandão, Patrícia Lima, Luciano Oliveira, Athina Bamihas e demais interessados

 

-     Regulamentar a atuação da MOOH em hospitais, centros médicos e serviços de cuidados domiciliares (homecare) privados.

-     Convite a administradores de convênios, administradores hospitalares e profissionais de saúde afins para palestras com o GMOH-RJ expondo suas expectativas e dificuldades na implantação da Odontologia Hospitalar.

-     Definir rol de procedimentos e valores de remuneração ao CD que atue nesta área.

-     Quantificar profissionais que atuem em odontologia hospitalar privada no Rio de Janeiro.

                                                                                                                                                                

5- Atuação pública da MOOH

Responsáveis: Jorge Barbosa, Hélida Frazão, Paulo Moreira, Paulo Pimentel e demais interessados

 

-     Fornecer exemplos de atuação da MOOH para o convencimento político.

-     Quantificar e agregar dentistas e profissionais auxiliares que trabalham em MOOH (hospitais e CEOs) no Estado do RJ.

-     Convite aos gestores da administração pública para exposição de dificuldades para a implantação da MOOH.

-     Estruturação dos níveis de complexidade para o atendimento ao paciente com comprometimento sistêmico na rede pública.

-     Atuação dentro das comissões de infecção hospitalar.

-     Discutir a portaria 1032 quanto a sua aplicabilidade e eficácia.

-     Contactar os secretários municipais de saúde para divulgação da MOOH nos municípios.

                                                                                                                                                        

6- Apoio da Iniciativa Privada

Responsáveis: Wellington Cavalcanti, Héliton Spíndola, Maurício Moreira e demais interessados

 

Formalizar solicitação de fomento à iniciativa privada para os projetos do GMOH-RJ, junto à:

 

-     Indústria farmacêutica;

-     Fábricas de equipamentos odontológicos;

-     Empresas fabricantes de materiais médicos e odontológicos;;

-     Lojas de artigos médicos e odontológicos;

-     Livrarias;

-     Clínicas médicas e odontológicas;

-     Planos de saúde;

-     Outras atividades.

II Encontro de MOOH do Rio de Janeiro

Na quarta feira, 21 de julho, tivemos o II Encontro de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro.  Todos os objetivos planejados foram alcançados e até superados. As palestras e debates se deram em um altíssimo nível e pudemos ter a noção do quanto é necessária a constante reunião dos interessados neste tema.

 

(Héliton Spíndola, Wellington Cavalcanti e Arley Silva)

Os agradecimentos são direcionados a todos que se dispuseram a comparecer ao evento, palestrantes, organizadores ou mesmo como ouvintes, mas especiais louvores vão para o Dr. Afonso Rocha, Presidente do CRORJ, por todo o apoio que nunca nos é negado; ao Dr. Paulo Murilo por ceder o espaço da ABORJ e nos proporcionar o privilégio de abrir o Odontorio 2010; ao Dr. Outair Bastazzini representando o CFO; e ao Dr. Maurício Moreira, do Laboratório Lacer/Gross, que muito nos ajudou na divulgação, confecção dos panfletos e farta alimentação durante o evento.

(visão geral - 250 participantes)

Dentre os temas mais citados tivemos a necessidade de formação adequada ao Cirurgião Dentista que milita no meio hospitalar ou se dedica a alguns dos temas da Medicina Oral, a queixa de desamparo ao profissional que atende pacientes com comprometimento sistêmico e a exaltação à portaria 1032 e ao projeto de lei que tratam da Odontologia Hospitalar.

 

(Silvio Brandão, Marcia Hirata e Roberto Prado)

Tivemos ainda o anúncio, feito pelo Dr. Afonso Rocha, da criação da Comissão de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar no CRORJ que dará maior respaldo, porém maior responsabilidade às decisões do GMOH-RJ.

 

 

(Paulo Pimentel, Abel Cardoso e Fábio Ramoa)

A lamentar apenas a impossibilidade de maior tempo para discussões sobre os temas apresentados e outros que não foram abordados, como a Odontologia do sono, Odontologia desportiva, Prótese bucomaxilofacial, Imaginologia,  Patologia Bucal e o atendimento odontológico em Centro Cirúrgico.

 

(Luciana Telles, Joel Silveira, Paulo Moreira e Carlos Marcelo Figueiredo)

 

 

Mas no ano que vem tem mais.

 

 

 

 

 

 

II Encontro de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro

O Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro, em parceria com o CRORJ, ABORJ e Laboratórios GROSS e LACER tem o prazer de convidar os interessados para o evento que abrirá o ODONTORIO 2010.

Contando com a participação de autoridades nas várias vertentes da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar, no dia 21 de julho, quarta-feira, teremos um dia inteiro de atividades no II Encontro de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro.

Nesta oportunidade haverá o contato de diversos profissionais, acadêmicos e especialistas, com afinidade pela MOOH, que poderão trocar informações entre si e pactuar novas ações que visem a reunião destas especialidades com o objetivo maior do crescimento conjunto.

No link abaixo está disponível a programação completa do evento:

10o-odontorio_2-encontro-gmoh-rj2
Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o campo comentários deste post, ou encaminhadas para o email paulopimentel@cruiser.com.br

Um abraço e até lá,

Protocolo de atendimento em Odontologia: Oncologia

1) DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS ASSOCIADAS À REGIÃO BUCOFACIAL

Neoplasias malignas e carcinoma de células escamosas em boca, cabeça e pescoço

Informações gerais

Diagnóstico inicial (exame completo em cabeça e pescoço)

• Lesões brancas (que não destacam)

caleucoplaslingrook.JPG

• Lesões vermelhas

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• Queilite actínica

queilitactin01.jpg

• Verrucosidades

leucoverrucosa_02.jpg

• Nódulos

linfomahodgkin01.jpg

• Úlceras (que não cicatrizam após 2 semanas)

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E ainda;

• Sintomas Neurológicos de causa obscura
  -  Parestesias, anestesias, dor atípica, disestesias (e.g. ardência oral), paresias e paralisias faciais.
• Dor à deglutição e irradiando para o ouvido (avaliar oro e hipofaringe)
• Perda ponderal recente
• Rouquidão

Conduta: Encaminhamento à Cirurgia Oral, Estomatologia, Patologia Bucal, ORL e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
para investigação física e complementar (imagens, realização de biópsia, punção aspirativa por agulha fina, citologia exfoliativa e outros)

2) COMPLICAÇÕES BUCAIS DA RADIOTERAPIA (RT)

• Mucosite (risco secundário de candidose)

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• Xerostomia
• Perda do paladar
• Cárie de radiação

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• Osteorradionecrose

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Fatores que aumentam o rico de osteorradionecrose

• Localização: tumores associados com a mandíbula
• Dose de radiação superior a 5.000 cGy
• Paciente com dentes, periodonto e higiene bucal deficientes
• Fontes de radiação – maior com implantes do que com a fonte externa
• Próteses mal-adaptadas ou lesões por instalação de novas próteses

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose em relação apenas à época das extrações

• Risco maior – extrações (no feixe irradiado) durante a RT
• Risco elevado – extrações imediatamente antes da RT
• Risco menor – 12 meses, ou mais, depois da RT ou pelo menos 2 semanas antes da RT

Risco de desenvolvimento de Osteorradionecrose quanto ao local irradiado

• Risco maior – RT na região bucofacial
• Risco moderado – RT na região adjacente (pescoço)
• Risco menor – RT em tronco e membros

3) TRATAMENTO DENTÁRIO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À RT

a) Avaliação antes do tratamento (todos os pacientes)

• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica

b) Esquema de prevenção (todos os pacientes)

• Profilaxia, raspagem e polimento radicular.
• Instruções de higiene bucal
• Dieta pobre de sacarose
• Prescrever bochechos de fluoreto acidulado (solução neutra, em caso de irritação da mucosa).
• Confeccionar moldeiras individuais para o tratamento caseiro com fluoreto
   - Prescrever gel de fluoreto acidulado para uso diário nas moleiras ou gel neutro, em caso de irritação da mucosa (escovação com gel de fluoreto estanhoso a 0,4% é uma alternativa, se a moldeira individual não for tolerada).
 

moldeira-fluor.jpggrd_fluor-neutro1.jpg

 

• Eliminar as cáries ativas
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.
• Exame e profilaxia freqüentes (a cada seis a oito semanas) com restauração da cárie incipientes.
• Manter o esquema por pelo menos 12 meses após a RT, ou mais, se a xerostomia continuar.

c) Estratégia das extrações (todos os pacientes)

• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas. Pelo menos 2 semanas antes da radioterapia.
• Conservar os dentes com risco marginal de infecção (i. e. dentes com restaurações profundas, ou doenças periodontal entre leve a moderada); se as extrações forem necessárias, adiá-las o máximo para depois do término da RT.
• Conservar e restaurar o maior número possível de dentes, especialmente no campo da radiação.
• Adiar os tratamentos eletivos com risco associado de resultados iatrogênicos (i.e. preparo de coroas com risco de comprometimento pulpar ou inserção de prótese removível com risco de lesão dos tecidos moles).

d) Esquema contra a xerostomia (todos os pacientes)

• Testes de fluxo salivar periódicos
• Estimulação salivar com pastilhas de limão sem açúcar
• Aplicação de glicerina com limão
• Substituição salivar com saliva artificial ou umidificadores da boca (e.g. oral balance, xero-lube, oralube, salivart).
• Se necessário, 5 mg de HCL pilocarpina.

e) Esquema para a mucosite

• Orabase e benzocaína
• Xilocaína viscosa, suspensão a 2%, Solução de benzocaína (e.g. Hurricaine)
• Analgésicos sistêmicos, se necessário
• Esquema de uso do Laser Terapêutico

f) Esquema antifúngico (se necessário)

candpseudomemb01.jpg

• Suspensão de nistatina (Mycostatin), 100.000 unidades/ml, em frasco de 60 ml (400.000-600.000 unidades); bochechar e deglutir metade por cada lado da boca, quatro vezes ao dia.
• Comprimidos de clotrimazol (10 mg), cinco vezes ao dia.
• Em caso de Candida sob a prótese ou nos ângulos da boca, usar creme nistatina (100.000 unidades/g) em tubos de 15 ou 30g; passar na área afetada três vezes ao dia.
• Para crianças ou aqueles com mucosite simultânea, usar:
Suspensão de nistatina, 1/2-3/4 de colher de sopa para cada bandeja de cubos de gelo, congelar e usar como picolé ou pedras de gelo.

4) ATENÇÃO ODONTOLÓGICA A PACIENTES FAZENDO USO DE QUIMIOTERÁPICOS

• Avaliação de imunossupreção, mielossupressão, granulocitopenia e trombocitopenia
• Exame clínico odontológico completo
• Teste de fluxo salivar
• Radiografias: bitewings, radiodôntica e panorâmica
• Eliminar os dentes infectados seriamente, apresentando periapicopatias, infecção periodontal grave, dentes que não podem ser restaurados e dentes com cáries profundas.
• Reparar ou eliminar todas as fontes potenciais de irritação e/ou cúspides agudas, cúspides fraturadas, grampos quebrados, prótese mal-adaptada, ou bandas ortodônticas.

CONDUTA DURANTE A QUIMIOTERAPIA (QT)

• Escovação, fio dental, pontas de borracha, quando a leucometria for superior a 1.000
células/mm3 e plaquetas acima de 50.000 células/mm3
• Limpeza dos dentes com gaze 2×2 polegadas umedecida durante os períodos de
mielossupressão acentuada
• Bochecho diário com fluoreto acidulado, durante 1 minuto (ou neutro se houver incômodo)
• Evitar colutórios contendo álcool ou peróxido de hidrogênio não-diluído
• Suspensão de micostantina, 300.000 unidades, quatro vezes ao dia, bochechar e
deglutir
• Remoção das próteses
• Alimentos moles durante os períodos de mielossupressão ou nos períodos de
estomatotoxidade
• Limitar a ingestão de sacarose
• Avaliação bucal periódica

ESQUEMA PARA CONTROLE DE INFECÇÕES (clique na imagem abaixo)

protocolo-oncologia-_-paciente-mielo-e-plaquetosuprimido.JPG 

• Controle de infecções orais (e.g. candidose) e hemorragias gengivais
• Controle de mucosites, especialmente por Metotrexato (se possível uso do LASER terapêutico)
• Raro: controle de dores neuropáticas por toxicidade direta (Vincristina, Vimblastina e Cisplatina)

Esquema de controle clínico e radiográfico para Osteonecrose (ON) em Mandíbula e Maxila de pacientes usando Bifosfonatos (especialmente Ácido Zoledrônico: “Zolmeta”)

• Atenção em pacientes usando Bifosfonatos submetidos a procedimentos traumáticos orais (exodontias, raspagens, instalação de próteses…)

• Avaliar profilaxia antibiótica com Oncologista

• Eliminação de focos infecciosos periodontais e periapicais

• Exames periódicos semestrais (ver imagem clínica abaixo de ON)

01.jpg

• Radiografias panorâmicas inicial e anuais (ver abaixo imagem de ON em TC)

image-tc-de-on.jpg

Conduta na identificação da ON:

Contato com Oncologista para descontinuar o uso
• Prescrição de associação antibiótica: 10 dias amoxicilina, clavulanato e metronidazol
• Se possível recomendar: 25 sessões de Terapia por Oxigenio Hiperbárico (TOH) 2,5 ATA, 90 minutos)
• Debridamento e ressecção completa de área necrosada e reconstrução com nova antibioticoterapia e TOH

5) REFERÊNCIAS

_Sonis: Medicina Oral

_Neville: Atlas de Patologia Oral

_http://www.inca.gov.br

_http://www.nutechsr.com.br

_Bisphosphonate-associated jawbone osteonecrosis: a correlation between imaging techniques and histopathology (Journal Oral Medicine…, março 2008)

Patologia bucal é viável

 

   A colega patologista bucal Danielle Castex é exemplo para os mais novos que admiram, mas não tem coragem de se dedicar de forma plena à medicina oral. Ela tornou viável algo que parecia improvável e lançou-se no mercado privado como patologista bucal.

   Os pessimistas podem dizer que ela tem a garantia de um emprego público e outro acadêmico, mas o fato é que ela foi absorvida pelo mercado. E isso já é significativo por si só.

   Quem sabe no futuro um patologista bucal poderá viver apenas com os rendimentos provenientes dos laudos, ou ainda, ser o dono do laboratório.

   Segue abaixo o link da Dra Danielle para os interessados em enviar casos.

http://www.labhpcf.com.br/patologiaoral.htm

 

Inscrições para o Congresso Europeu de Medicina Oral

   

    Reproduzo abaixo o email do Presidente da SOBE (enviado para a Sobelist do yahoo) sobre uma certa facilidade para ir ao evento, e a resposta de uma colega brasileira que mora em Londres e quer ajudar.

 

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    Prezados colegas,

 

    Transmito a todos uma boa noticia. A Associacao Europeia de Medicina Oral (EAOM) que se reune a cada dois anos, estara promovendo seu congresso na cidade de Londres, em setembro 2010 (http://www.eaom2010.com).

 

    Conseguimos junto a um dos organizadores do evento Dr. Tim Hodgson que os socios da SOBEP se inscrevam pagando o mesmo valor dos membros da EAOM.

  

    Abraco a todos,

 

 

    Prof. Jair Carneiro Leao, PhD

    Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Odontologia

    Universidade Federal de Pernambuco

    Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Recife PE Brasil 50670-90; + 81 21268818

    www.ufpe.br/pgodonto

    www.ufpe.br/estomatologia

 

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Resposta:

 

    Acho que todos os colegas devem se animar a participar da EAOM 2010, pois o congresso é muito bom e o valor da libra nunca esteve tão baixo (3 reais=1 pound). É uma boa hora de vir a Londres.

    As coisas aqui também não estão tão caras e pode-se conseguir hotel 3 estrelas por uns 70 pounds. Poderemos também ver a possibilidade de conseguir nos residenciais da London University, que são bons e baratos e sempre têm vagas para academic visitor, por uns 50 pounds/dia.

    Poderíamos tentar viabilizar juntamente com o Presidente, que conhece bem a cidade, uma boa acolhida a todos.

    Me coloco à disposição do presidente para ajuda aos colegas da SOBE.

    Um abraço,

 

    Eliete Neves da Silva

 

    (UNB - King’s College London)