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Morte de estudante em consultório odontológico no Paraná

Ontem fomos surpreendidos pela notícia da morte de um estudante de Medicina em Cascavel, no Paraná. Vários sites publicaram a matéria e, pelas informações passadas, parece que a fatalidade ocorreu em um consultório odontológico, durante uma exodontia. O jovem de 23 anos havia alegado estar em uso de medicação para tratamento de acne e teria se sentido mal após a realização da anestesia. Após a emergência médica foi notificado o SAMU, para o atendimento dentro da clínica, mas após constatado o óbito o corpo foi levado para o IML local. Ainda segundo os órgãos de imprensa, será instaurado um inquérito criminal para avaliar o caso, inclusive com a participação do Conselho Regional de Odontologia do Paraná. Possíveis conseqüências para a situação, caso se comprove negligência, imperícia ou imprudência, podem levar a uma pena de um a três anos de detenção.

A opinião do Portal da Medicina Oral é de que não se pode imputar qualquer culpa ao cirurgião dentista antes de apurados todos os detalhes do ocorrido. Lamentamos o fato e desejamos que o sofrimento da família do jovem, e dos amigos próximos, seja substituído, o mais breve possível, pela lembrança de seus bons momentos vividos.

Entretanto, podemos citar a infeliz situação para ilustrar a necessidade de uma correta avaliação prévia, que investigue os aspectos médicos do paciente, com a devida anotação e assinatura do paciente, em prontuário odontológico.

Outro aprendizado que trazemos da situação é a necessidade de possuirmos kits de emergência médica no consultório (com medicamentos dentro do prazo de validade, materiais e equipamentos adequados) e, obviamente, estarmos seguros sobre sua utilização (curso de emergência médica ou capacitação em BLS são recomendáveis). O que não exime o cirurgião dentista de responsabilidade, mas mostra que há uma postura de segurança quanto às possíveis intercorrências durante o atendimento dentário.

O acionamento do SAMU (192) é outra providência importante a ser tomada, que deve inclusive preceder todas as outras. O caso acima mostra como é necessário que exista uma relação de parceria dos consultórios privados com este serviço, e, no caso de hospitais, com as equipes de emergência em centros cirúrgicos ou nos serviços de plantão.

Dentistas que exerçam função pública ou privada em serviços odontológicos, especialmente quando em atendimento hospitalar, devem pensar em todas estas possibilidades antes de decidir sobre a adequação de um local de atendimento para a execução dos procedimentos. É importante lembrar que em situações como esta, quem responde é o profissional.

Finalmente, lembramos que casos onde se detecte, na anamnese ou nos exames físico e complementares, qualquer possível fonte de problemas médicos durante o procedimento (exemplo, doenças cardíacas, respiratórias, imunológicas, etc.) devem ser encaminhados para serviços onde possam ser feitos, de acordo com a necessidade do caso, a monitorização de sinais vitais, instalação de via venosa, sedação ou anestesia geral, entre outras manobras. Contando com a presença e parceria de profissionais de saúde com preparo para lidar adequadamente com estas situações.

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Divulgação

3 Responses to “Morte de estudante em consultório odontológico no Paraná”

  1. Resposta oficial “inicial” do CROPR sobre o ocorrido:
    http://www.cropr.org.br/portal/noticias/?noticia=299

  2. [...] a respeito da dificuldade que os alunos de Odontologia enfrentarão quando estiverem expostos às contingências da vida clínica após se graduarem. Afinal, a Odontologia é muito mais que tecnicismo e [...]

  3. http://www.farmaconline.ufg.br/modules.php?name=News&file=article&sid=305

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