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Artigos do Prof. Paulo Santos

PUBLICADOS EM ODONTOLOGIA HOSPITALAR

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1- Manifestação bucal de linfoma difuso de grandes células B.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842009000600018&lng=en&nrm=iso

Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Autores: Paulo Sérgio S. SantosI; Eduardo S. FerreiraII; Rafael M. VidoteII; Roberto Antonio P. PaesIII…

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2- Osteonecrose Maxilofacial induzida por bisfosfonatos em indivíduos com osteoporose.

http://www.scielo.br/pdf/rbort/v46n5/03.pdf

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):495-99

Autores: Paulo Sérgio da Silva Santos, Márcio Augusto Oliveira, Valtuir Barbosa Felix

Serviço de Estomatologia aberto em Hospital de Angola

Cangandala – O hospital municipal de Cangandala, 28 quilómetros a sul da cidade de Malanje, contará este ano com serviços de estomatologia.

A informação foi avançada hoje, quinta-feira, à Angop, pela chefe de repartição municipal de saúde de Cangandala, Isabel da Conceição Leitão, referindo que os preparativos para a materialização do projecto decorrem a bom ritmo, com a instalação do equipamento e a especialização de dois técnicos, que recebem actualmente formação nos hospitais da cidade de Malanje.

A responsável garantiu que com a entrada em funcionamento dos serviços de estomatologia poderão implementar programas de higiene bucal.

O hospital municipal de Cangandala foi concebido para atender sete áreas, mas actualmente funcionam apenas cinco: as de medicina geral, maternidade, obstetrícia, consultas e pequenas cirurgias.

(…)

Veja mais em:

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2012/0/3/Hospital-Cangandala-contara-com-servicos-estomatologia,7a7f92a1-97c4-443c-97aa-0f2b089fb0f9.html

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Curso de Estomatologia na ABORJ

Informações gerais sobre o curso e o ambulatório de Estomatologia do COIC da ABO-RJ:

• Definição da Estomatologia – especialidade da Odontologia responsáveL pela prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças dos tecidos moles e duros da cavidade oral e dos ossos maxilares.

• Atividades realizadas – Exames clínicos, consultas de acompanhamento, procedimentos de diagnóstico e tratamento (esfregaços citológicos, punções aspirativas, punções aspirativas por agulha fina, biópsias incisionais e excisionais).

• Início do funcionamento do ambulatório – Fevereiro de 2007

• De fevereiro de 2007 até outubro de 2010 – 776 pacientes novos atendidos, incluindo 122 com diagnóstico de doenças malignas ou potencialmente malignizáveis (16% da amostra).

• Perfil dos pacientes atendidos – Pacientes oriundos das clínicas da ABO-RJ, de serviços de atendimento públicos de saúde (hospitais e postos de saúde, UPAs), de serviços de atendimento odontológico institucional (SESC, SESI), de clínicas e consultórios particulares.

• CURSO de ATUALIZAÇÃO em ESTOMATOLOGIA – ABO-RJ 2012

• Equipe – Águida Maria Menezes Aguiar Miranda, Fábio Ramôa Pires, Juliana de Noronha Santos Netto, Simone de Macedo Amaral e professores convidados

• Período do curso – 02/03/2012 a 31/08/2012

• Duração total do curso – 6 meses

• Carga horária semanal – 4h

• Carga horária total – 100h

• Atividades desenvolvidas durante o curso – aulas teóricas expositivas, seminários, discussão de casos clínicos e clínica de Estomatologia (com realização de anamnese, exame físico e de

procedimentos de diagnóstico, incluindo biópsias e punções).

• As aulas serão ministradas às sextas-feiras, das 13 às 16h, no COIC (Rua Sampaio Viana, 288 – Rio Comprido)

• Número máximo de alunos – 12

• Valor total do curso – R$ 1.800,00 divididos em 6 parcelas mensais iguais de R$ 300,00 (associados da ABO-RJ têm desconto de 20% – valor de R$ 1.440,00 divididos em 6 parcelas iguais de R$ 240,00).

Folder disponível no link: http://medicinaoral.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/folder-curso-estomatologia-aborj-2012.pdf

A importância do diagnóstico em Dor Orofacial

Abaixo segue texto do Dr. Reynaldo Leite Martins Junior publicado em DTM / DOR OROFACIAL-BRAZIL. Nele é ressaltada a importância do conhecimento dos métodos diagnósticos e dos protocolos interdisciplinares quando se deseja trabalhar adequadamente em Medicina Oral.
Link do artigo: http://www.scielo.br/pdf/jaos/v19n6/a22v19n6.pdf
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Caros colegas:
neste mês foi publicado no JAOS-Journal of Apllied Oral Science, um artigo de minha autoria, juntamente com outros colegas ( Juliana Stuginski Barbosa ,-doutoranda da USP-Bauru e editora do Blog “Por Dentro da Dor Orofacial”- e Florence Kerber).
Nosso intuito foi testar uma impressão clínica: é frequente o especialista em DTM e Dor Orofacial receber em seu consultório pacientes com as mais variadas fontes de dor, e tratados da única forma que o profissional conhece, sem que haja um cuidado com o fundamental: o diagnóstico. (As vezes isso pode ter resultados graves)
Assim, independente da correta identificação da fonte de dor, poderia haver um viés importante: ortodontistas tratam com dispositivos ortodônticos, ortopedistas funcionais com sua aparotologia característica, protesistas através de desgastes oclusais e placas estabilizadoras, cirurgiões através de artrocentese, reposicionamento do disco, etc…muitas vezes (repito) independente do que esteja causando os sintomas do paciente (?).
Nosso trabalho foi o seguinte: construímos uma Home Page e nela colocamos a descrição fictícia de uma paciente com absolutamente todas as características de “migrânea sem aura” ( a popular enxaqueca) prevista na Classificação Internacional de Cefaléias. Adicionamos uma “mordida cruzada e mordida profunda” como padrão oclusal da paciente, e fizemos duas perguntas:
1) Qual a sua conduta para tratar a queixa de dor desta paciente….e:
2) A sua resposta acima foi baseada no seu aprendizado no seu curso de pós-graduação?
Em seguida, enviamos mais de 1200 emails ao membros da ABOR ( Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial) convidando-os a ler o caso e responder as questões.
Infelizmente as respostas confirmaram a impressão clínica: a maioria dos colegas especialistas que responderam, conduziria (hipoteticamente) o caso de maneira inadequada, ou seja, corrigindo a oclusão da paciente através da combinação de procedimentos ortodônticos e cirúrgicos (!), com o objetivo de tratar a dor da migrânea.
Obviamente, houve uma parcela dos participantes que diagnosticou corretamente a migrânea, e encaminharia a paciente prontamente para tratamento com médico cefaliatra.
O mais preocupante nos nossos resultados, foi o achado que a maioria dos que conduziriam o caso de maneira inadequada declararam que o fariam com base no que aprenderam no curso de especialização; a maioria dos que conduziriam o caso de forma adequada declararam que o fariam com base no que aprenderam fora do curso de especialização. Ou seja: o problema, lamentavelmente, pode estar na formação do Ortodontista.
Aos interessados no artigo na íntegra, basta copiar e colar no Google o título do trabalho – Attitudes of a group of Brazilian orthodontists towards the diagnosis and management of primary headache (migraine): an electronic-based survey – e baixar o pdf direto do site da revista.
Se quiser comentar o assunto na minha home page, basta acessar o link abaixo:

http://www.facebook.com/l/oAQF6mCdDAQGobuxmW6HhO4o_uTGtcE7ONDJ7LLU1GBxImw/rlmjdtm.ning.com/forum/topics/artigo-publicado-attitudes-of-a-group-of-brazilian-orthodontists-?xg_source=activity

Abraço a todos.

Reynaldo Leite Martins Junior

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Divulgação

Especialização em DTM e Dor Orofacial no Paraná

Fonte: http://especializacao.utp.br/index.php/ciencias-biologicas-e-de-saude/disfuncao-temporomandibular-e-dor-orofacial-dtm-2012

O Curso de Pós-Graduação em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (DTM) aborda questões sobre ATM para a compreensão do diagnóstico e do tratamento relacionados às dores e desordens do aparelho mastigatório, da região orofacial e outras estruturas relacionadas. Para tanto os especialistas são capacitados a atuar com diversas “ferramentas”, tais como Farmacoterapia, aparelhos intraorais entre outros. O diferencial do curso está na disciplina de Acupuntura com carga prática e teórica como meio auxiliar no tratamento das dores orofaciais. O curso emite certificado validado pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia) e pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura).

OBJETIVO

O curso de Especialização da UTP, Universidade Tuiuti do Paraná promove e desenvolve uma base de conhecimento científico para melhor compreensão no diagnóstico e tratamento dos transtornos da região Temporo-Mandibular e das dores orofaciais que acometem o Sistema Estomatognático.

O cirurgião-dentista estará apto a desenvolver tratamentos, para o controle das disfunções e dores orofaciais, em ações multidisciplinares com Médicos, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Psicólogos. Poderá atuar desenvolvendo a pesquisa científica e/ou na área acadêmica.

PÚBLICO-ALVO

Profissionais de nível superior, diplomados na área de Odontologia.

30° CIOSP debate a Odontologia Hospitalar

Fonte: http://www.pautas.incorporativa.com.br/a-mostra-release.php?id=6484

O tema Odontologia Hospitalar – ou, ainda, Medicina Oral – tem sido revisto com lentes de aumento em anos mais recentes por órgãos representativos, como o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação (MEC), pelos Conselhos Regionais de Odontologia (CROs) e pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) – além de entidades representativas das especialidades odontológicas e associações interessadas no tema. Mas, qual é a situação da Odontologia Hospitalar no Brasil? O assunto será amplamente debatido durante o 30° Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP), que acontece entre os dias 28 e 31 de janeiro no Expo Center Norte (SP).

Na opinião do cirurgião-dentista Paulo Affonso Pimentel Júnior, a colaboração do profissional de Odontologia na recuperação do paciente internado em uma unidade hospitalar abrange desde a motivação para uma adequada higiene bucal e procedimentos de descontaminação oral no leito, até o atendimento de eventuais urgências odontológicas. “Quadros como sangramento e inflamação gengival, halitose e outros problemas comuns nos consultórios podem ser amplificados quando o paciente está internado numa UTI, por exemplo. Além de cumprir uma rotina individualizada de higiene bucal, o paciente deve receber acompanhamento especializado para controlar possíveis quadros sistêmicos associados à contaminação oral direta, como a pneumonia associada à ventilação mecânica, ou indireta, como a alteração do metabolismo geral em função do aumento de fatores inflamatórios sistêmicos causados por uma inflamação crônica na boca”, diz Pimentel.

Mas, apesar de desempenhar papel fundamental na recuperação do paciente internado e na prevenção do agravamento de inúmeros quadros, o número de cirurgiões-dentistas especializados em Odontologia Hospitalar ainda é reduzido. Além disso, as residências ainda não estão padronizadas e disponíveis em todo o país. No Brasil, ainda não há uma capacitação específica reconhecida pelas entidades representativas da Odontologia. Entretanto, existem diferentes modelos de residências em Odontologia Hospitalar já em andamento, reconhecidos pelo MEC e pelo Ministério da Saúde, que seriam a forma ideal de capacitação para essa área em função da grande responsabilidade que ela representa e da enorme gama de conhecimentos necessários.

“Existem, atualmente, dois formatos de residência para a Odontologia Hospitalar: o modelo específico e o multiprofissional. No primeiro, o foco são os cuidados bucais em protocolos com outros segmentos médicos; no segundo, o foco é um problema sistêmico em que também há necessidade de cuidados bucais associados. O modelo específico pode apresentar mais vantagens que o multiprofissional, já que permite a vivência em maior número de setores e serviços hospitalares”, diz o especialista.

Pela dificuldade de criação das residências em todos os estados, os Conselhos Regionais de Odontologia têm criado comissões de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral com o objetivo de auxiliar na formatação de uma habilitação para a área e suprir a grande demanda atual.

Pimentel afirma que o cirurgião-dentista habilitado em Odontologia Hospitalar deve possuir profundo conhecimento médico para atuar bem no ambiente hospitalar. O profissional interessado deve saber que é necessário adquirir determinados conteúdos de aplicação prática que a maioria das faculdades de Odontologia ainda não oferece, como farmacologia clínica, clínica médica e semiologia. Também é importante se familiarizar com o jargão hospitalar, a fim de poder ler e escrever em prontuários, atuar em centros cirúrgicos, enfermarias e unidades de terapia intensiva através de protocolos específicos.

“Outro ponto importante é o conhecimento integrado dos fundamentos de diversas especialidades e habilitações odontológicas já reconhecidas, como estomatologia, atendimento a pacientes com necessidades especiais, dor orofacial, periodontia, endodontia, odontopediatria, cirurgia bucomaxilofacial, odontogeriatria, laserterapia e analgesia inalatória, entre outras”, diz o especialista.

Situação dos departamentos de Odontologia das entidades médicas

Atualmente, certas entidades médicas abrigam departamentos de Odontologia que têm sido bastante atuantes no estabelecimento de parcerias entre médicos e cirurgiões-dentistas, estando, ainda, empenhados na tentativa de certificação da atuação Odontológica no ambiente hospitalar.

A abertura das entidades médicas para a interdisciplinaridade é elogiável, mas, apesar de contribuir para a construção de um novo modelo de Odontologia focada nos protocolos conjuntos, a criação de certificações da atuação odontológica dentro das entidades médicas pode, na opinião de Paulo Pimentel, gerar conflitos com a entidade reguladora da profissão e que possui o legítimo direito de certificação – o Conselho Federal de Odontologia.

Para o especialista, que vai aprofundar o debate durante o 30° CIOSP, um outro problema criado pela autocertificação nesses departamentos é que na maioria das especialidades médicas existe a necessidade de atuação integrada com os cirurgiões-dentistas. Isso tornaria complicada a atuação hospitalar, já que exigiria que diversos cirurgiões-dentistas se ocupassem de um paciente com múltiplas morbidades.

As entidades acadêmicas da Odontologia também têm interesse no tema, e englobam as faculdades de Odontologia e outras entidades que, atualmente, têm o direito de oferecer pós-graduações, com o aval do CFO e do MEC. “Com a modificação do modelo de formação é esperada uma grande reviravolta nas pós-graduações em Odontologia. Afinal, no modelo atual cabe ao aluno a remuneração por sua formação, e nas residências o aluno recebe salário para o aprendizado em serviço, semelhante ao que ocorre na Medicina. Assim, é possível que tais entidades possam ser afetadas se o novo modelo se impuser, exigindo a adequação às exigências dos órgãos de fomento, como o Ministério da Saúde e o MEC, ou fazendo parcerias com segmentos privados”, diz Pimentel.

Para o cirurgião-dentista, entre essas e tantas outras opções para regulamentar a atuação dos profissionais de Odontologia Hospitalar, “o importante é que as decisões sejam tomadas com base no bom senso e no desejo de servir à sociedade e aos usuários do SUS, preservando, também, os interesses dos esforçados profissionais que dedicam tanto do seu tempo para cuidar da saúde bucal da população”.

(*) Prof. Dr. Paulo Affonso Pimentel Júnior, cirurgião-dentista que participará do simpósio sobre Odontologia Hospitalar durante o 30° Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP), que acontece entre os dias 28 e 31 de janeiro no Expo Center Norte (SP).

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Curso de Odontologia na UTI

Mais informações em http://webuva.com/2012/ibroi/

Inaugurado Serviço de CTBMF na Bahia

Fonte: http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=131438

Esta é a primeira vez que este tipo de assistência é estruturada numa unidade hospitalar fora da capital. A expectativa da fundação é que, daqui para frente, o Hospital Regional de Itabaiana passe a resolver na região todos os casos de trauma facial, muito comuns em acidentes motociclísticos.

“Como aquela região do estado é onde encontramos a maior concentração de acidentes de motos, resolvemos implantar o serviço em Itabaiana, que já é responsável por todos os encaminhamentos ortopédicos da região”, explica o diretor operacional da FHS, Edvaldo Santos.

Somente na primeira semana de funcionamento do serviço, o hospital realizou 52 atendimentos que envolviam algum tipo de trauma facial, incluindo cirurgias. “Este é o primeiro sinal de que está havendo uma descentralização do serviço, até então restrito ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse)”, explica o cirurgião bucomaxilofacial, Davis Vieira.

De acordo com o especialista, a abertura do serviço em Itabaiana proporciona ainda a diminuição da sobrecarga enfrentada hoje no maior hospital do estado. “Isso nos permite trabalhar em rede, seja acolhendo os casos desta região do estado, que antes seriam levados para o Huse, ou até mesmo acolhendo os encaminhamentos da capital”, complementa.

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Ponto de vista

Recebi o email (desabafo) abaixo e transcrevo após autorização da Dra. Ana Claudia Soldá, de São Paulo. Foram feitas pequenos ajustes para a apresentação no site.

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Prezada Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO-RJ

Meu nome é Ana Claudia Soldá, sou CD, tenho recebido vários e-mails de vocês. Gostaria de parabenizá-los pelo trabalho que estão desenvolvendo e  queria saber se aqui em São Paulo nós também poderemos ser beneficiados com as decisões que vocês estão tomando, na tentativa de posicionar o cirurgião-dentista no âmbito hospitalar, que é uma área que me interessa muito.

A maioria dos médicos que trabalha em UTI, por exemplo , delega a higiene oral dos pacientes à enfermagem  e quando eles precisam de um cuidado odontológico, chamam a equipe de buco-maxilo facial. A minha pergunta é a seguinte. Isto está certo? Chamar o buco-maxilo facial só quando existe uma dor aguda?

Porque o desconhecimento  por parte do médico ainda é tão grande? Existe, até aonde eu sei, um protocolo de higiene oral para a PAV (pneumonia associada à ventilação) em que a enfermagem utiliza clorexidina 0,12%, 3 vezes ao dia, com um auxílio de uma esponja (do tipo swab). Na opinião de vocês, isto é suficiente?
Se isto for suficiente, vou fazer algumas perguntas:
Se um paciente der entrada na UTI apresentando cárie em um dente , a clorexidina  e o swab vão ser úteis?:
Se um paciente der entrada na UTI com doença periodontal  a clorexidina e o swab vão ser úteis a ponto de eliminá-la?

E a saburra lingual também vai ser beneficiada  apenas pela clorexidina e o swab?
Se um paciente oncológico der entrada na UTI apresentando mucosite decorrente do tratamento radio e/ou quimioterápico esses dois componentes apenas vão ser apropriados? Será que não estaria faltando a aplicação de Laser nesta situação?

Acho que a clorexidina e o swab são excelentes porém não são os únicos meios de dar um tratamento digno a um paciente internado em UTI ou em outra ala hospitalar. Será que, se um dentista estiver acompanhando diariamente esses pacientes utilizando um equipo portátil, o tratamento não seria mais eficaz,  mais pormenorizado, diminuindo o tempo de internação?

Por favor entrem em contato com os médicos fornecendo essas e outras informações que vocês sabem tão bem para que os dentistas possam participar de forma mais efetiva nos hospitais
Obrigada pela atenção  e me desculpem pelo desabafo sincero

Ana Claudia Soldá
CRO-SP 46575

Oficialização do grupo de MO-OH do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro a formação do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar, o GMOH-RJ, em 2009, foi o marco para o início de todo um movimento de construção de um modelo de Odontologia voltada para a interdisciplinaridade e para o atendimento do paciente sistemicamente comprometido, ou com maior interesse médico.

A criação das Comissões de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar, vinculadas aos Conselhos Regionais de Odontologia em diversos estados brasileiros, foi o segundo passo para a consolidação dos grupos interdisciplinares odontológicos que são a base institucional para o crescimento da área.

Sem o GMOH-RJ a comissão do CRO-RJ deixaria de ter a sua base teórica e prática, e não seria viável o crescimento exponencial que foi obtido recentemente, evidenciado pela grande presença de público nos simpósios do CIORJ, em julho. E pela realização do Fórum das Comissões com a vinda de representantes de 12 comissões dos CROs, além de CDs representando mais 3 outros estados.

Desta forma, na última reunião do GMOH-RJ, em 07 de dezembro, foi aceita a proposta de criação de um cadastro estadual, que já está disponível para todos os CDs e profissionais auxiliares fluminenses se inscreverem.

Seu objetivo é aproximar os colegas, expondo suas áreas de interesse e contatos para os outros membros do grupo, e oficializar a adesão.

Clique aqui para abrir o formulário de adesão ao GMOH-RJ.

Sugerimos aos outros estados que estudem a possibilidade de seguir o mesmo caminho para que tenhamos, no futuro, uma rede interestadual de colegas que atuem ou tenham afinidade pela Medicina Oral e Odontologia Hospitalar, vinculados aos grupos que sejam a base das Comissões oficiais.

Achamos – aqui no Rio de Janeiro – que este é o caminho para a consolidação da área, fortalecimento da ideia e início das propostas de parcerias e integração com as entidades médicas e odontológicas.

Ficamos a disposição de todos através do email do GMOH-RJ, moohrj@gmail.com, ou da Comissão de MO-OH do CRORJ, odontologiahospitalar@cro-rj.org.br.

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