publicidade

 

A importância do diagnóstico em Dor Orofacial

Abaixo segue texto do Dr. Reynaldo Leite Martins Junior publicado em DTM / DOR OROFACIAL-BRAZIL. Nele é ressaltada a importância do conhecimento dos métodos diagnósticos e dos protocolos interdisciplinares quando se deseja trabalhar adequadamente em Medicina Oral.
Link do artigo: http://www.scielo.br/pdf/jaos/v19n6/a22v19n6.pdf
__________________________________
Caros colegas:
neste mês foi publicado no JAOS-Journal of Apllied Oral Science, um artigo de minha autoria, juntamente com outros colegas ( Juliana Stuginski Barbosa ,-doutoranda da USP-Bauru e editora do Blog “Por Dentro da Dor Orofacial”- e Florence Kerber).
Nosso intuito foi testar uma impressão clínica: é frequente o especialista em DTM e Dor Orofacial receber em seu consultório pacientes com as mais variadas fontes de dor, e tratados da única forma que o profissional conhece, sem que haja um cuidado com o fundamental: o diagnóstico. (As vezes isso pode ter resultados graves)
Assim, independente da correta identificação da fonte de dor, poderia haver um viés importante: ortodontistas tratam com dispositivos ortodônticos, ortopedistas funcionais com sua aparotologia característica, protesistas através de desgastes oclusais e placas estabilizadoras, cirurgiões através de artrocentese, reposicionamento do disco, etc…muitas vezes (repito) independente do que esteja causando os sintomas do paciente (?).
Nosso trabalho foi o seguinte: construímos uma Home Page e nela colocamos a descrição fictícia de uma paciente com absolutamente todas as características de “migrânea sem aura” ( a popular enxaqueca) prevista na Classificação Internacional de Cefaléias. Adicionamos uma “mordida cruzada e mordida profunda” como padrão oclusal da paciente, e fizemos duas perguntas:
1) Qual a sua conduta para tratar a queixa de dor desta paciente….e:
2) A sua resposta acima foi baseada no seu aprendizado no seu curso de pós-graduação?
Em seguida, enviamos mais de 1200 emails ao membros da ABOR ( Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial) convidando-os a ler o caso e responder as questões.
Infelizmente as respostas confirmaram a impressão clínica: a maioria dos colegas especialistas que responderam, conduziria (hipoteticamente) o caso de maneira inadequada, ou seja, corrigindo a oclusão da paciente através da combinação de procedimentos ortodônticos e cirúrgicos (!), com o objetivo de tratar a dor da migrânea.
Obviamente, houve uma parcela dos participantes que diagnosticou corretamente a migrânea, e encaminharia a paciente prontamente para tratamento com médico cefaliatra.
O mais preocupante nos nossos resultados, foi o achado que a maioria dos que conduziriam o caso de maneira inadequada declararam que o fariam com base no que aprenderam no curso de especialização; a maioria dos que conduziriam o caso de forma adequada declararam que o fariam com base no que aprenderam fora do curso de especialização. Ou seja: o problema, lamentavelmente, pode estar na formação do Ortodontista.
Aos interessados no artigo na íntegra, basta copiar e colar no Google o título do trabalho – Attitudes of a group of Brazilian orthodontists towards the diagnosis and management of primary headache (migraine): an electronic-based survey – e baixar o pdf direto do site da revista.
Se quiser comentar o assunto na minha home page, basta acessar o link abaixo:

http://www.facebook.com/l/oAQF6mCdDAQGobuxmW6HhO4o_uTGtcE7ONDJ7LLU1GBxImw/rlmjdtm.ning.com/forum/topics/artigo-publicado-attitudes-of-a-group-of-brazilian-orthodontists-?xg_source=activity

Abraço a todos.

Reynaldo Leite Martins Junior

________________________

Divulgação

Discussion Area - Leave a Comment