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Medicina Oral é desprestigiada em Portugal

Nordeste transmontano vai ficar em situação de ruptura na prestação de cuidados de saúde

O funcionamento dos serviços de cuidados de Saúde na região do Nordeste Transmontano vai ser afectado a partir do próximo ano com a dispensa de 179 médicos e técnicos de saúde. Os serviços de urgência, radiologia e medicina dentária são algumas das especialidades que vão ficar em causa devido à falta de profissionais, mas o caso mais grave é o do serviço de urgência básica de Vila Nova de Foz Côa que terá mesmo que fechar se as equipas não forem reforçadas.
Consultas de medicina dentária e de pedologia poderão deixar de existir na maioria dos centros de saúde.
No total são cerca de 180 profissionais de saúde que se encontram com o seu posto de trabalho ameaçado devido às recentes políticas para o sector fomentadas pelo governo em exercício. Apoiados no argumento da contenção orçamental e diminuição do deficit público, os responsáveis do actual governo do PSD/PP vão lançar cerca de 180 pessoas no desemprego, a maioria funcionários qualificados que trabalham e vivem na região do Nordeste Transmontano.
Eliminar serviços públicos de medicina dentária a populações que vivem afastadas dos grandes centros urbanos e sem outras alternativas aos já precários cuidados de saúde oral existentes no Serviço Nacional de Saúde constitui desprezo pela própria população que paga impostos para sustentar o estado.
O Ministério da Saúde sabe que investir hoje 100 euros em medicina oral pode poupar 10 000 euros no futuro (os estudos existem e não enganam ninguém; talvez só o Senhor Ministro da Saúde não tem conhecimento).
Ordem dos Médicos Dentistas devia opor-se eficazmente a este tipo de políticas e não ficar cúmplice da degradação dos serviços de medicina oral disponibilizados à população.
Fonte: http://saudeoral.blogspot.com/2012/01/561-nordeste-transmontano-vai-ficar-em.html
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