Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, sugerem que dentistas podem auxiliar no diagnóstico de doenças crônicas.
Estudo mostra que, somente nos Estados Unidos, cerca de 20 milhões de pessoas se consultam anualmente com profissionais da odontologia, mas não com outros médicos em geral, o que, para os pesquisadores, significa uma oportunidade para identificar diabetes, hipertensão e outras doenças graves.
“Dentistas estão em uma posição-chave para avaliar e detectar sinais e sintomas orais de doenças sistêmicas que podem passar despercebidas, e encaminhar os pacientes para cuidados de acompanhamento”, observa o pesquisador Shiela Strauss.
Segundo os autores, durante exames odontológicos de rotina, dentistas e higienistas dentais, como provedores de saúde treinados, podem avaliar o histórico de saúde do paciente, verificar a pressão arterial, e usar a observação clínica direta e raios-X para detectar risco de doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.
A equipe examinou dados de uma amostra nacionalmente representativa de 31.262 adultos e crianças que participaram de uma pesquisa em 2008. Médicos, enfermeiros e assistentes médicos estavam entre aqueles classificados como prestadores de cuidados gerais de saúde para os fins da pesquisa.
Os resultados mostraram que 26% das crianças não se consultavam com um prestador de cuidados gerais de saúde.
No entanto, mais de um terço desse grupo, representando cerca de sete milhões de crianças, visitou um dentista pelo menos uma vez nesse ano.
Entre os adultos, um quarto não visitaram um profissional de saúde em geral, embora quase 13 milhões tinham ido pelo menos uma vez ao dentista.
Quando combinados, adultos e crianças que tiveram contato apenas com os dentistas representaram cerca de 20 milhões de pessoas.
Noventa e três por cento das crianças e 85% dos adultos tinham alguma forma de seguro de saúde, sugerindo que, muitos deles não buscam profissionais de saúde em geral por opção. (fonte: idest.com.br)
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Fonte: http://www.periodontiamedica.com.br/
Parceria entre a AMIL e a PERIODONTIAMEDICA.COM chega ao fim!
Após alguns anos tentando implementar um sistema de atendimento odontológico ambulatorial em pacientes portadores de doenças crônicas, chega ao fim a parceria entre a Amil e a Periodontiamedica.com. Sob a alugação de cortes nos custos, a Amil resolveu abrir mão do contrato com a Periodontiamedica.com e re-estruturar seu setor de odontologia. Assim, a Periodontiamedica.com passa a estar disponível a outras operadoras de saúde para implementar um sistema que já está em prática em vários países, onde a periodontia já é considerada uma doença crônico inflamatória não muito diferente das demais, que pode sim interferir nos biomarcadores inflamatórios sistêmicos, e consequentemente, deve ser investigada e tratada em pacientes portadores de doenças crônico-inflamatórias.
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Mais um importante trabalho aceito na Revista Brasileira de Reumatologia
O trabalho de mestrado da aluna Tânia de Oliveira (Universidade Veiga de Almeida) em parceira com a UERJ e o NESA, teve seu aceite na Revista Brasileira de Reumatologia. É mais um grande passo para levarmos ao conhecimento médico toda a importância da Periodontia. Todo esse trabalho na área reumatológica tem sido conduzido pela Doutora Flávia Braga, junto com o Reumatologista Flavio Roberto Sztajnbok. A pesquisa na área reumatológica é uma das vertentes do grande grupo de pesquisa conduzido pelo Prof Carlos Marcelo Figueredo.
O trabalho avaliou a densidade óssea alveolar (DOA) na região dos primeiros molares superiores em pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ) e comparou com controles sistemicamente saudáveis. Mostramos que a DOA foi menor nos pacientes com AIJ, e pode não sofrer influência da medicação ou da atividade de doença reumática.
O trabalho será publicado em janeiro de 2012, e será citado na íntegra no site periodontiamedica.com.
As inscrições de diversos cursos já iniciaram! Aproveite!!
Eu tive o prazer de participar ministrando algumas aulas e também na clínica em todos os módulos do curso de Aperfeiçoamento em Oclusão e Disfunção Temporomandibular coordenado pelo Prof. Paulo Conti com apoio do Prof. Carlos Araújo. Foi muito bom! Em 2012, se Deus quiser, continuaremos por lá!
Em Belo Horizonte haverá o curso de aperfeiçoamento coordenado peloprofessor e amigo Ricardo Tanus . A aula que ministro neste curso é sobre dores neuropáticas, assunto que adoro! ![]()
Em Brasília haverá o curso de aperfeiçoamento na ABCD coordenado pelos professores João Henrique K. Padula e Rodrigo Wendel! O curso começa no dia 27 de abril e vai até Dezembro. Já tem data e hora para minha aula sobre bruxismo do sono e também sobre dor neuropática, dia 30 de novembro de 2012 às 8 da manhã! ![]()
Em Campinas acontece o curso de aperfeiçoamento e também de especialização na ACDC (este foi o curso que eu fiz!
) coordenados pelo professor Jorge von Zuben (vejam entrevista dele sobre bruxismo!). O curso de especialização começa em fevereiro e o de aperfeiçoamento em março.
E em São Caetano do Sul, a partir de abril inicia-se também um curso de especialização coordenado pelo Prof. João Paulo Tanganeli.
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Aproveito a oportunidade para também divulgar o curso de DTM-DOF da ABORJ, sede Rio Comprido, com nova turma a ser aberta em abril de 2012.
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Objetivo: Capacitar e ampliar o conhecimento do cirurgião-dentista para identificar e tratar as manifestações orais das doenças sistêmicas ou das consequências dos tratamentos dentro das diferentes especialidades médicas.
O eminente pesquisador e professor Paulo Santos, em parceria com os Profs. Nathalia Neri e Carlos Chiattone publicaram um caso clínico, na Revista Brasileira de Hematologia, onde é descrita lesão tipo-noma em paciente portador de leucemia promielocítica aguda.
No artigo os autores discorrem sobre os achados clínicos e laboratoriais e citam que existem apenas 5 artigos com achados semelhantes no Pubmed.
O paciente foi submetido a 45 dias de terapia antibiótica, inclusive em unidade intensiva e se recuperou bem.
Parabéns aos autores pela publicação.
Baixe o artigo na íntegra aqui.
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A ADA lançou um manual com diversas diretrizes sobre o tratamento da osteoporose e suas consequências sobre a saúde bucal.
O time de especialistas que assina o trabalho conta, entre outros, com o professor e pesquisador Cesar Migliorati, brasileiro radicado nos EUA.
Há citações sobre medicações que causam e que não causam osteonecrose da mandíbula (ONM) e várias orientações sobre a realização de pesquisas na área.
Dentre suas conclusões destacam-se a baixa incidência de osteonecrose mandibular durante o tratamento medicamentoso (0,1%) e a correlação entre o seu aparecimento e a realização de procedimentos ósseos, como as exodontias (extrações).
Há também significativa correlação entre a ONM com a idade avançada, doença periodontal, uso de dentadura, fumo e diabetes, especialmente quando há o uso dos bisfosfonatos por mais de 2 anos.
Recomendam ainda que seja feita um bom controle periódico bucal dos pacientes submetidos ao tratamento com drogas antireabsortivas para o controle da osteoporose.
Obrigado ao José L. Peixoto Filho que não deixou o documento passar em branco e deu a dica.
Veja abaixo o link do site onde o manual está disponível:
http://www.ada.org/sections/professionalResources/pdfs/topics_ARONJ_report.pdf?mid=56531
Um interessante mecanismo de busca de profissionais é disponibilizado no site do CFO. Nele é possível encontrar CDs e outros profissionais auxiliares nos diversos estados do país.
Uma das ferramentas favorece a busca de Colegas habilitados nas diversas áreas reconhecidas pelo CFO.
Em uma pesquisa podemos obter diversos “habilitados em analgesia no estado do Rio de Janeiro”, por exemplo. Veja a imagem abaixo.
Infelizmente esta útil ferramenta só está disponível para as habilitações. Acho que seria bastante favorável a inclusão de um mecanismo semelhante para as especializações.
A divulgação das especialidades e especialistas pode facilitar o contato entre estes e também da população que demanda estes profissionais.
Fica a dica acima e também um elogio para o CFO pela qualidade do site e constante atualização do mesmo.
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A adequação dos Serviços de Odontologia (clínica, excetuando a CTBMF) nos Hospitais Públicos brasileiros é uma necessidade de toda sociedade e deve ser um objetivo dos gestores em saúde pública, dos líderes de classe das áreas de saúde e dos próprios profissionais atuantes.
É preciso que se tenha consciência sobre o alto custo que representa a manutenção de uma estrutura hospitalar e que sua existência é diretamente relacionada a necessidade de realização de procedimentos complexos, caros e com alto grau de exigência tecnológica.
Empregando uma metáfora bem simples para ilustração do que representa um Serviço de Odontologia Hospitalar realizando procedimentos básicos, seria como se utilizássemos uma carreta para ir e voltar ao trabalho.
Seguem abaixo mais alguns dos motivos que fundamentam esta adequação.
1- A publicação da portaria 1.032, do Ministério da Saúde, oferece remuneração pelos serviços odontológicos executados no ambiente hospitalar para os pacientes especiais ou que necessitem de anestesia geral ou sedação.
2- O atendimento odontológico em um ambiente inadequado (atenção básica e média complexidade) pode dificultar o controle de intercorrências mais comuns nos pacientes com comprometimento sistêmico, e que são melhor conduzidas na alta complexidade.
3- Os protocolos interdisciplinares na alta complexidade possuem alto grau de especificidade e é preciso estar capacitado para lidar com estas diretrizes, por exemplo, preparo de pacientes transplantados, cardiopatas e internados em UTIs.
4- A integração da atenção à saúde bucal entre os diversos níveis de cuidados do SUS, favorece a hierarquização dos problemas, facilita a resolutividade dos procedimentos e reduz a sobrecarga de serviços básicos no ambiente hospitalar.
Avaliando a campanha de modificação do perfil da Odontologia nos hospitais públicos brasileiros temos as seguintes estatísticas.
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Responderam ao formulário
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142 |
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Não autorizaram a divulgação dos seus nomes |
12 |
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Autorizaram a divulgação |
130 |
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Classes profissionais que se manifestaram até o momento |
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Dentistas |
115 |
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Médicos |
16 |
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Enfermeiros |
4 |
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Psicólogos |
1 |
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Fisioterapeutas |
1 |
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Outros profissionais |
5 |
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Estatística por estado (*) um colega informou atuar em 2 estados |
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Acre |
0 |
|
Alagoas |
0 |
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Amapá |
0 |
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Amazonas |
2 |
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Bahia |
4 |
|
Ceará |
2 |
|
Distrito Federal |
1 |
|
Espírito Santo |
0 |
|
Goiás |
2 |
|
Maranhão |
0 |
|
Mato Grosso |
0 |
|
Mato Grosso do Sul |
1 |
|
Minas Gerais |
2 |
|
Pará |
1 |
|
Paraíba |
2 |
|
Paraná |
4 |
|
Pernambuco |
1 |
|
Piauí |
0 |
|
Rio de Janeiro |
64 |
|
Rio Grande do Norte |
5 |
|
Rio Grande do Sul |
2 |
|
Rondônia |
0 |
|
Roraima |
0 |
|
Santa Catarina |
3 |
|
São Paulo |
39 |
|
Sergipe |
3 |
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Tocantins |
2 |
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ANGOLA |
1 |
|
PORTUGAL |
1 |
|
NÃO INFORMOU |
1 |
Para se manifestar sobre a campanha de adequação da Odontologia Hospitalar Pública preencha o formulário clicando aqui.
Para visualizar os colegas que já se posicionaram favoravelmente à campanha acesse aqui.
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Fonte: http://www.fop.unicamp.br/brjorals/2011/c10_4-Art7_BJOS.pdf
Autores: Paulo Sérgio da Silva Santos, Maria Izabel Sarmento e Souza Pacheco, Mateus Pereira Alonso Soler, Valtuir Barbosa Felix
Abstract
Oral-source infections are a potential threat for transplant candidates because oral diseases tend to be more severe and untreated in people who have received transplants. Although not yet scientifically proven, evaluation and dental treatment during the pre-transplantation period is recommended in order to prevent infections and resultant odontogenic-origin sepsis during the post-transplant period, when patients receive immunosuppressive therapy.
Aim: To evaluate the invasive dental procedures for removing dental foci performed in patients scheduled for liver transplantation and its accompanying complications.
Methods: The medical records of 33 preliver transplant recipients who were undergoing invasive dental procedures were reviewed, including their laboratory tests, special handling needs and resulting complications.
Results: Fifty invasive dental procedures were carried out on the 33 patients. Three of them were subjected to basic periodontal treatment and 47 were subjected to multiple or simple extractions. Three surgical procedures resulted in postoperative complications.
Conclusions: Surgical intervention to remove dental foci in liver disease patients requires careful clinical evaluation, laboratory tests, knowledge and skills in the use of local and systemic hemostatic procedures, and a partnership approach between dentists and physicians, in order to reduce the risk of complications.
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