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O desafio da construção de um novo modelo de atenção à saúde bucal

O desafio da reestruturação da Odontologia com maior valorização das áreas da Medicina Oral tem sido trazido à tona pela atuação dos departamentos de Odontologia das entidades médicas (DOEM), pelos Ministérios da Saúde (MS) e Educação (MEC) através das Residências Multiprofissionais, pelas Comissões de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar dos Conselhos Regionais de Odontologia (CMOH-CROs), pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), pelas entidades representativas das especialidades odontológicas, pelas entidades acadêmicas da Odontologia e por associações diversas interessadas no tema, como a Associação Brasileira de Odontologia Hospitalar (ABRAOH) e a Sociedade Brasileira de Medicina Oral (SBMO).

Cada entidade possui suas preferências, seus modelos de transformação profissional, de atuação profissional, de vinculação acadêmica e de criação de um espaço onde a Odontologia tenha uma maior valorização de seu trabalho, no qual não apenas os dentes, gengivas e a boca sejam o foco do seu modus operandi. Assim, é natural que apareçam divergências de pensamento e de atitude para levar adiante este processo de mudança e crescimento profissional.

DEPARTAMENTOS ODONTOLÓGICOS DE ENTIDADES MÉDICAS

Os DOEM, tendem a divulgar e privilegiar as atuações ligadas às sociedades que lhes abriga. As vantagens desta visão estão na sua relação direta com as entidades que regulam a atuação médica e que, por este motivo, possuem força política e institucional, além de propiciar contato direto com os futuros referenciadores de pacientes e espaço profissional. Através das entidades médicas os DOEM possuem imenso valor ao agregar os pontos de vista de quem vive a realidade interdisciplinar e pode contribuir na construção de um novo modelo de Odontologia focada nos protocolos e parcerias. Alguns destes DOEM têm proposto a criação de certificações da atuação odontológica dentro destas sociedades ou associações médicas. Sua maior desvantagem, está no fato de haver um desligamento dos conceitos legais que regem a atividade profissional do Cirurgião Dentista, dificultando, por exemplo, a certificação perante o órgão regulador da profissão, o CFO. Outra desvantagem que esta visão apresenta é a existência de pelo menos 30 entidades médicas que podem abrigar os DOEM, o que pode provocar uma fragmentação das visões e possibilidade de embates futuros, se todas resolverem seguir o mesmo caminho de autocertificação. Por exemplo, em um caso de um paciente idoso, cardiopata, nefropata, diabético, obeso, apneico e portador de câncer que esteja internado no CTI com uma lesão em mucosa oral, deveremos ter um odontogeriatra, um “odontocardiologista”, um “odontonefrologista”, um “odontoendocrinologista”, um CD que atue em odontologia do sono, um “odontointensivista” e um estomatologista para atendê-lo?

RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS

A visão das autoridades de saúde pública foi motivada, em grande parte, pelos profissionais e acadêmicos oriundos do sanitarismo ou com formação em saúde coletiva ligados à Medicina, Odontologia e demais segmentos, com foco nas ações multiprofissionais. Assim o MS e o MEC referendaram o modelo das Residências Multiprofissionais (RMs), que valorizam a formação de grupos de trabalho em determinadas áreas que demandem a integração de conhecimentos e ações pertinentes a profissionais de formações diversas. Há hoje RMs com foco em Oncologia, Pediatria, Cuidados Intensivos, Cardiologia, Saúde Pública e propostas de criação de RMs em outras áreas onde cuidados interdisciplinares sejam essenciais. A maior vantagem desta formação é a possibilidade do aprendizado em serviço, da remuneração, do grande tempo de dedicação oferecido e da visão interdisciplinar. As desvantagens são a falta de padronização, a inexistência da regulação pelo CFO e a possibilidade de competição a ser gerada com os especialistas já reconhecidos em Pacientes Especiais, Odontogeriatria, Especialistas em DTM-Dor Orofacial, Periodontia, Estomatologia e Odontopediatria, todas estas atuantes em áreas multiprofissionais. Afinal, como serão, por exemplo, os futuros critérios de admissão nos editais para o serviço público e órgãos acadêmicos? Se os editais privilegiarem os CDs que já possuem RMs haverá críticas do CFO, se privilegiarem os especialistas (do CFO) o MS e MEC serão desprestigiados. Outro problema semelhante citado acima com os DOEM poderá acontecer aqui, pois todas as áreas médicas são essencialmente multiprofissionais e assim poderão, no futuro, existir diversas RMs diferentes, cada uma com sua regra e padrão próprio.

COMISSÕES ESTADUAIS DE MO-OH DOS CROs

As CMOH-CROs, realizaram seu primeiro fórum em julho de 2011, durante o XX CIORJ, com o objetivo de discutir o problema da habilitação para a atuação odontológica na alta complexidade e em outros espaços onde existam necessidades baseadas nos protocolos da Medicina Oral. Foram apresentadas propostas para a viabilização de uma pós-graduação com uma base acadêmica e técnica que ofereça conhecimento médico e multiprofissional geral e vivências ao aluno. Através desta formação o corpo discente terá tido contato, tanto em nível terciário quanto nos níveis primário e secundário, com a experiência de promoção de saúde, limitação do dano e cuidados reabilitadores junto aos pacientes com comprometimento bucal e sistêmico. Tem a vantagem de propiciar o atendimento aos diversos tipos de problemas médicos com interesse na saúde pública, oferecendo a possibilidade de raciocínio fisiopatológico como base das condutas a serem estabelecidas, independente do órgão e sistemas afetados (e.g. o controle da candidose independe do paciente ser imunocomprometido, de ter câncer, de ser transplantado, de estar no CTI, de estar em internação domiciliar ou de estar em atendimento no posto de saúde). Tem ainda a vantagem de estimular a hierarquização de procedimentos na atenção à saúde bucal, fazendo com que a visão hospitalocêntrica seja substituída pelo atendimento interligado entre os 3 níveis de atuação, diminuindo, desta forma, a sobrecarga para o CD atuante na alta complexidade. Na modalidade de formação proposta pelas CMOH-CROs (inicialmente elaborada pela CMOH do CRO-RJ) o aluno, ao fim de sua capacitação, estará apto a atuar no ambulatório de um serviço de Odontologia Hospitalar, em enfermarias, em UTIs, em Centros Cirúrgicos ou em qualquer dos 3 níveis de atenção, sendo capaz de entender a pertinência de suas ações em relação com o local onde o paciente é atendido, intra ou extra hospitalar. Outras vantagens que esta formação oferece são a possibilidade de certificação pelo CFO (se aprovada em futura assembléia), de padronização e de integração com a maioria das atividades médicas, sem que se necessite da regulação ou certificação de suas sociedades. A maior limitação desta proposta é a de requerer, em um primeiro momento, algumas exigências para a admissão dos alunos e a aceitação do CFO, para que se torne uma habilitação oficial. E, em um segundo momento, a aprovação do MS e MEC para que seja aceita como residência em vários estados, como já ocorre com a CTBMF. Uma desvantagem desta modalidade é a possibilidade futura de competição com os especialistas reconhecidos pelo CFO nas áreas da Medicina Oral, o que demandaria uma necessidade de reestruturação do modelo de pós-graduação vigente.

O CFO E AS ESPECIALIDADES DA ODONTOLOGIA

O CFO, oficialmente, ainda não se manifestou sobre o tema, a exceção da formação em CTBMF, onde uma residência já é aceita como modalidade de pós-graduação, bastando que cumpra as exigências das suas resoluções. Das outras especialidades já estabelecidas, recentemente tivemos notícias do reconhecimento, pelo CFO, das formações em Pacientes Especiais e DTM-Dor Orofacial (da Residência em Odontologia Hospitalar que é oferecida pelo Hospital das Clínicas da USP). O CFO, ainda não manifestou, expressamente, o desejo de que outras formações sejam feitas em formato de residência, o que penso ser bastante vantajoso no caso da “generalista e interdisciplinar” Estomatologia, por exemplo, mas desnecessário no caso de formações específicas como a Dentística Restauradora. Há ainda o problema da fragmentação que houve ao se criarem diferentes especialidades com atuações equivalentes, como é o caso do grupo “Pacientes Especiais-DTM-Dor Orofacial-Estomatologia-Odontogeriatria-Odontopediatria-Periodontia”, onde o mesmo procedimento poderá ser executado por diversos especialistas. Assim, a criação de residências nas 19 especialidades reconhecidas não parece ser a via mais lógica que favoreça a mudança dos rumos da profissão, no que concerne ao atendimento ao paciente sistemicamente comprometido, apesar do óbvio aval do órgão regulador da profissão, se isso um dia vier a ocorrer.

AS ENTIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICAS DA ODONTOLOGIA

As entidades acadêmicas da Odontologia (EAO) são outro grupo com estreito interesse no tema, e engloba as faculdades de Odontologia e outras entidades que, atualmente, têm o direito de oferecer pós-graduações lato e stricto sensu, com o aval do CFO e MEC. Com a modificação do modelo de formação é esperada uma grande reviravolta nas pós-graduações em Odontologia, afinal, no modelo atual cabe ao aluno a remuneração por sua formação e nas residências o aluno recebe salário para aprender e trabalhar, semelhante ao que ocorre na Medicina. Assim, é possível que estas entidades possam ser afetadas financeiramente se o novo modelo se impor, exigindo a adequação às exigências dos órgãos de fomento, como o MS, ou fazendo parcerias com segmentos privados. Este panorama só deverá ser afetado nas áreas onde ocorra a concorrência das residências, i.e. nas áreas da Medicina Oral, e, provavelmente, não ocorrerá nas especialidades mais específicas e não dependentes do status sistêmico, como Dentística, Ortodontia ou Endodontia. É possível que a expansão do mercado da saúde bucal para estas novas fronteiras além do consultório privado tradicional, gere também a necessidade de oferta aos estudantes de Odontologia, em nível de graduação, de internatos para permitir a experimentação desta nova realidade profissional, com consequente aumento do tempo total do curso.

AS ENTIDADES DA MO-OH E A DESCENTRALIZAÇÃO

Entidades novas, de cunho interdisciplinar e com foco nas ações em pacientes com necessidades sistêmicas, como a ABRAOH e SBMO, apresentam-se como propagadoras desta nova realidade mas, por não serem oficialmente reconhecidas como sociedades reguladoras da profissão, não exercem papel normatizador no presente cenário, apesar de oferecerem propostas de crescimento institucional, científico e técnico aos CDs que delas fazem parte. Pelo caráter múltiplo do exercício profissional que a Odontologia oferece, imagino que entidades como estas, as Comissões Estaduais de MO-OH, os DOEM ou mesmo entidades representativas das especialidades odontológicas, como a Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia bucal (SOBEP), a Sociedade Brasileira de Periodontia (SOBRAPE) e a Associação Brasileira de Odontologia para Pacientes Especiais (ABOPE) poderiam, em conjunto, no futuro ser designadas pelo CFO para exercerem papel normativo e regulador nas ações de interesse da Medicina Oral, de forma similar ao que ocorre na Medicina, onde as sociedades médicas conferem certificações e norteiam os rumos das respectivas áreas em parceria com o CFM.

CONCLUSÃO

Acima foram apresentadas as peças do tabuleiro para o jogo que está definindo o futuro da atenção à saúde oral dos pacientes com necessidades e peculiaridades sistêmicas nas áreas da Medicina Oral. Que as decisões sejam tomadas com base no bom senso e no desejo de servir à sociedade e ao usuário do SUS, preservando também os interesses dos esforçados profissionais que dedicam tanto do seu tempo para cuidar da saúde bucal da população.

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Curso de Capacitação em MO-OH do HFSE recebe prêmio

O Curso de Capacitação em Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do HFSE apresentou 4 posters na 49ª Assembleia Científica do HFSE. A atividade também comemora os 64 anos de existência do Hospital Federal dos Servidores – RJ.

Os 4 trabalhos apresentaram a essência da atuação odontológica hospitalar mostrando o trabalho baseado em protocolos interdisciplinares no ambulatório, na enfermaria, nos centros de cuidados intensivos e no centro cirúrgico.

O objetivo dos posters foi o de mostrar à Divisão de Ensino e Pesquisa (DIVEP) e aos demais serviços hospitalares a viabilidade de atuação odontológica plena em todas as áreas do hospital onde esta se faz necessária. Aparentemente o objetivo foi alcançado pois 2 dos 4 trabalhos receberem o reconhecimento através de premiação especial oferecida pelo DIVEP.

Aos alunos e preceptores do Curso minha eterna gratidão por oferecerem, com boa vontade, coragem e disposição para o trabalho em equipe, seu tempo e dedicação para que este reconhecimento se tornasse possível.

Nomes do(a)s profissionais envolvidos nos trabalhos: Ana Chor, Alberto Mattos, Luciana Teles Tedesco de Carvalho, Luciana Ferreira Stahel Lage, Pamela  Yoko Omori, Raquel Richelieu Lima de Andrade, Adriana Menezes de Mattos, Luzia Mitsuuchi, Luiz Fernando Ponciano, Isabela Cardozo Matos de Castro, Denise Lourenço de Almeida, Martina Meireles Moura, Maryluce Caputo Esteves, Daniela da Costa Rodrigues Nunes

Os títulos dos posters:

- ATUAÇÃO ODONTOLÓGICA EM CENTRO CIRÚRGICO DE HOSPITAL GERAL DE PORTE IV

- IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE DESCONTAMINAÇÃO ORAL PARA PREVENÇÃO DA PAVM EM PACIENTES DA UTI

- RELATO DE ATUAÇÃO ODONTOLÓGICA EM ENFERMARIA DE HOSPITAL GERAL

- RELATO DE CASO CLÍNICO DE SÍNDROME DE SJÖGREN ATENDIDO PELOS SERVIÇOS DE ODONTOLOGIA E REUMATOLOGIA DE UM HOSPITAL GERAL

Abaixo os certificados:

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Infecção dentária causa morte de jogador do Santos

Nota do administrador do site:
Hoje fomos surpreendidos com esta notícia deste jovem que faleceu por doença cardíaca originada por uma infecção dentária. Infelizmente situações como esta não são fatos isolados e casuais, ela ocorre com mais frequência do que seria esperado.
Pela divulgação abaixo, feita pela imprensa geral, houve uma endocardite bacteriana. Esta doença, já há bastante tempo se sabe, tem estreita relação com a saúde bucal e a possibilidade de se manifestar em pessoas com histórico que favorece seu aparecimento, como a presença de válvulas cardíacas danificadas ou endocardite prévia. Porém, como o rapaz era um atleta, podem não ser estas as causas da infecção.
É importante lembrar que a manutenção de uma condição bucal saudável é uma das principais recomendações para a prevenção da endocardite bacteriana, como orientam os protocolos da respeitada Academia Americana de Cardiologia.
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Laurence Young foi internado por causa de uma infecção bucal e faleceu em Santos

Laurence Young foi internado por causa de uma infecção bucal e faleceu em Santos

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Ala-armador da Internacional/Santos, o norte-americano Laurence Young morreu neste domingo em hospital do Litoral paulista. A causa da morte foi uma endocardite bacteriana, que teve origem em uma infecção bucal.

Com 30 anos, Young atuou durante vários anos no basquete brasileiro e acumulou passagens por Cetaf/Vila Velha, Saldanha da Gama, São Bernardo e Americana, além da equipe de Santos.

(…)

Young estava afastado das quadras desde o dia 15 de outubro, quando participou da derrota para Jacareí por 91 a 85 pelo Campeonato Paulista e marcou 20 pontos. Desde então o jogador estava internado em um hospital de Santos, onde não resistiu.

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Mais notícias: http://esporte.ig.com.br/basquete/lesoes-bucais-sao-causa-mais-comum-de-doenca-que-matou-jogador/n1597357718362.html

Um problema bucal, como uma gengivite ou uma cárie, e dias depois a morte. O conceito causa e conseqüência parece não encaixar e torna o choque da perda é ainda maior. Aquilo que aparentemente não tem explicação passa a não fazer sentido nenhum. Foi o que aconteceu com o jogador americano Laurence Scott Young, de 30 anos, que atuava pelo Internacional/Santos, time da primeira divisão do Campeonato Paulista de basquete. Entretanto, é exatamente na boca que nascem a maioria dos casos de endocardite bacteriana, como o que vitimou o ala/armador.

Na opinião de médicos cardiologistas ouvidos pelo iG, a doença é grave, tem diagnóstico difícil e necessita de tratamento intensivo à base de antibióticos ou mesmo intervenção cirúrgica. Ela acomete pessoas com predisposição à mesma, aquelas que têm problemas nas válvulas do coração. Isso, somado a uma boa porta de entrada para bactérias, é expor o organismo a um risco nada desprezível. O acompanhamento médico é fundamental, tanto para detecção quanto para o tratamento. Infelizmente, o acompanhamento médico do Internacional/Santos se resumia aos jogos.

“É uma coisa muito séria”, resume em tom grave Otávio Gebara, diretor de cardiologia do Hospital Santa Paula. Young jogou sua última partida no dia 15 de outubro, cinco dias depois, dava entrada na Santa Casa de Santos. Outros 17 dias e o jogador estava morto. “É uma infecção por bactéria que acomete as válvulas do coração. A bactéria faz uma espécie de ninho ali e vai destruindo a válvula e se espalhando pelo corpo. É como um chuveiro de bactéria pelo corpo todo”, resume o médico.

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CFO pede mobilização de toda classe

CFO convida categoria para mobilização em prol da EC 29

Em defesa da regulamentação da Emenda Constitucional 29 no Senado Federal, o Conselho Federal de Odontologia convoca todos os profissionais da área odontológica para mobilização em prol do texto que obriga a União a investir o equivalente a 10% das receitas correntes brutas com a saúde. Na íntegra, a EC 29 fixa percentuais mínimos de investimento em saúde pela União, Estados e Municípios.

No dia 26 de outubro, durante a reunião promovida pelo presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o CFO se fez presente, por meio do conselheiro federal, Dr. Samir Najjar e o assessor especial, Dr. Marcos Luis Macedo de Santana, e acompanhou de perto as definições das datas para uma das mais importantes mobilizações dos últimos tempos na área da saúde no Brasil.

A luta em defesa do Sistema Único de Saúde é uma bandeira de todos os cidadãos brasileiros. O texto atual do Projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29 precisa ser restabelecido ao votado em 2008, pois o atual conteúdo não enfrenta a crise do financiamento. Restabelecimento este que precisa ser defendido pelos senadores e cada profissional de saúde precisa fazer a sua parte e encaminhar uma mensagem por e-mail solicitando o apoio dos senadores nesta luta, por meio do portal www.senado.gov.br/senadores/senadoresPorUF.asp.

Cronograma de ações

08/11 – 16h – 2ª Reunião da Frente Parlamentar da Saúde na Comissão de Assuntos Sociais do Senado;

09/11 – Plenária do Conselho Nacional de Saúde – Membros da Frente Parlamentar vão ao evento e tentar trazer os conselheiros para uma mobilização junto aos senadores;

09/11 – “Dia das Redes Sociais em Defesa da Saúde“. A idéia é fazer um twittaço às 16 horas com a seguinte frase “10 por cento para a saúde já”. Todas as redes sociais disponíveis também poderão ser usadas para massificar nossa mensagem;

14/11 – Dia Mundial das Diabetes – realização de atos públicos e “Flash Mobs” em várias partes do País com a mensagem dos 10% para a saúde;

15/11 – Dia do branco – AINDA A SER DEFINIDA A SUA VIABILIDADE

29/11 – Possível votação do Projeto de Regulamentação da EC 29

Conselho Federal de Odontologia
BOLETIM INFORMATIVO – ANO 1 – EDIÇÃO 19 – NOV/2011

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Notícias da Cirurgia Bucomaxilofacial

Notícia do blog “Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial”

CTBMF UFU“Saudações estimados leitores!

Abaixo, a pedido do Colega Maiolino – o edital do processo seletivo 2012 da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Maiores informações, “mouseia” a imagem…”

Notícia do blog “Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial”

Confira a página da residência em CTBMF da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O serviço tem como chefe o Dr. Nazareno que é amplamente conhecido neste País e internacionalmente. Agradeço ao Colega Victor Poubel pela contribuição…

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Postado por Blogger no Medicina Oral e Odontologia Hospitalar em 11/06/2011

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X Jornada Universitária de Odontologia do Rio Grande do Norte

Enviado pelas Dras. Diana Rosado Lopes e Maria Cecília Aguiar - Medicina Oral e Odontologia Hospitalar .
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X Jornada Universitária de Odontologia do Rio Grande do Norte – JUORN é um evento científico que movimenta toda a comunidade acadêmica e profissional odontológica Estado do Rio Grande do Norte e estados vizinhos com um histórico de sucesso de público. Desde 2004 esse evento não vem sendo realizado, impossibilitando, desse modo, a reunião de estudantes, docentes e profissionais da área para discutir temas relacionados a prática clínica.
A JUORN de 2011, que tem como tema a Reabilitação Oral no Século XXI, traduz o comprometimento do Departamento de Odontologia da UFRN e o Centro Acadêmico do Curso de Odontologia (CACO) em criar um ambiente para discussão e socialização do conhecimento produzido pelos discentes durante o curso e demais estudantes de Odontologia do Estado. O tema escolhido busca abranger a evolução que está ocorrendo diante da Reabilitação Oral nos últimos anos, de forma que possibilita a completa restauração da estética dentária e facial e, ao mesmo tempo, a capacidade funcional mastigatória de pessoas antes comprometidas.
Em 2011, no período de 24 a 27 de novembro, o Departamento de odontologia da UFRN, associado ao CACO da UFRN e o Centro Acadêmico da UnP, tem o objetivo de retomar a JUORN e proporcionar aos estudantes um evento científico que lhes ofereça palestras, cursos, debates, feiras comerciais, workshops e ações sociais, além de apresentações de trabalho em forma de tema livre e painéis. Em paralelo ao X JUORN acontecerá também I Encontro do CIADE (Centro Integrado de Atendimento a Pacientes com Disfunção do Aparelho Estomatognático). Associado a isso, tem ainda a organização de eventos sociais noturnos com a finalidade de integração e cooperação entre os participantes.
Clique no link abaixo para ver toda a atividade.

PROGRAMAÇÃO

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Banco de Dentes Humanos – importante conhecimento e divulgação

Recebido da Profa. Diva Claudia de Almeida e disponibilizado a todos interessados.

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Um Banco de Dentes Humanos (BDH) é uma instituição sem fins lucrativos, que deve estar vinculada a uma faculdade, universidade ou outra instituição.

A remoção do órgão dental é ainda comum em estabelecimentos de Assistência Odontológica, porém na maioria das vezes não existe um destino apropriado ao elemento extraído. Os odontólogos devem estar cientes das obrigações e dos riscos que a manipulação incorreta poderá acarretar.

Dentro desse contexto, a instituição BDH passa a assumir importante função ética, eliminando o comércio ilegal de dentes que ainda existe nas faculdades de Odontologia. De fato, o dente é um órgão do corpo humano e, como tal, está submetido à Lei de Transplantes Brasileira (lei 9434 de 04/02/1997), a qual prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão e multa para quem remover, post-mortem, órgãos, tecidos e partes do corpo humano de pessoas não identificadas. O Código Penal também prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão para aqueles que violarem sepultura (Artigo 210) e o Conselho Nacional de Saúde exige os termos de consentimento livre e esclarecido dos sujeitos como forma de “respeito à dignidade humana” (Resolução 196 de 10/10/1996).

Atualmente os Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) não aprovam pesquisas que utilizam dentes humanos cuja origem não seja comprovada ou legalizada. E esse é o principal objetivo para que cada faculdade de Odontologia possua um BDH estruturado e regulamentado, eliminando, assim, as “coleções de dentes”.

OBJETIVOS DO BANCO DE DENTES HUMANOS:

1. – DIDÁTICO: O Banco de Dentes Humanos deverá suprir as necessidades pedagógicas de alunos e professores, inerentes à utilização de dentes humanos no ensino teórico-laboratorial pré-clínico.

2. – PESQUISA: o Banco de Dentes Humanos deverá emprestar os dentes disponíveis para graduandos, pós-graduandos e pesquisadores em geral para possibilitar o desenvolvimento de pesquisas científicas.

3. – CLÍNICO-TERAPÊUTICO: através da correta manipulação do elemento dental doado ao Banco de Dentes, o dente poderá ser utilizado como restauração biológica, para colagem de fragmentos e outros fins

A divulgação do BDH é de fundamental importância para o seu crescimento e para o desenvolvimento de suas funções. Com a divulgação consegue-se valorizar a importância do dente, aumentar o número de doações e, conseqüentemente, o número de atividades realizadas com dentes (como pesquisas e estudos laboratoriais pré-clínicos) e diminuir o comércio de dentes.

As fontes de arrecadação podem ser as mais variadas: clínicas particulares, postos de saúde, clínicas da própria faculdade ou instituição de ensino, hospitais, graduandos, pesquisadores e a população em geral. Deve-se ressaltar que o dente, como qualquer outro órgão do corpo humano, somente poderá ser doado com o consentimento do paciente ou responsável, o que é expresso, para o BDH, através de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Outra forma de arrecadação de dentes é aquela proveniente de cirurgiões-dentistas que possuem dentes de coleções particulares. Neste caso, utiliza-se o Termo de Doação de Dentes Humanos de Cirurgiões-Dentistas, onde o profissional estará doando todos os dentes que estiverem estocados em seu consultório, responsabilizando-se por sua origem.

Como doar:

· Proceder à limpeza do dente em água corrente.

· Armazenar em recipiente com água – não utilizar produtos químicos.

· Preencher o formulário de doação (link) de acordo com a origem do órgão.

· Encaminhar ao Banco de Dentes Humanos da Odontologia.

Fonte:

http://www.sbpqo.org.br/suplementos/70%20-%20nass.pdf

http://www.usf.edu.br/braganca/graduacao/odontologia/FreeComponent586content7286.shtml

http://www.foar.unesp.br/comite/dentes/

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Simpósio internacional de fissuras recebe inscrições de trabalhos até 6/11

Email abaixo recebido do Prof. Paulo Santos repassado a todos.

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O “II Simpósio Internacional de Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas e IX Encontro Científico de Pós-Graduação” do Centrinho-USP está recebendo, até este domingo, dia 6/11 , inscrições de trabalhos científicos para apresentação sob forma de painéis.

Os interessados poderão inscrever trabalhos de pesquisa, relatos clínicos ou relatos de experiência. Os alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação do Hospital ingressantes em agosto deste ano apresentarão seus projetos de pesquisa na forma de painéis, em sessão especial. O evento está marcado para os dias 10 e 11/12. Todos os detalhes estão no portal do Centrinho-USP .

www.centrinho.usp.br •  NOSSO BLOG: http://centrinhousp.wordpress.com/

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XVI CBMI 2011 – Atividades da Odontologia

Porto Alegre, RS
Dia 11/11/11 – Sexta-feira
Manhã: 10:00h – 13:00h (Intervalo: brunch no local)
Tarde : 14:30h – 18:30h (intervalo para coffe break)
Local: Auditório do Hospital Dom Vicente Scherer – 6º andar
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
Oficina 01:
Atenção Odontológica em UTI
Coordenação: Fernanda Franco (RS)
1. José Ricardo Sousa Costa (RS) – 20 min
Título : A odontologia hospitalar dos princípios à prática
2. Profa. Dra. Enfa. Débora Vieira (RS) – 20 min
Título : Estrutura hospitalar da UTI e Processos Assistenciais no HCPA/UFRGS;
3. Maria Goretti Temóteo Delgado (PB) – 30 min
Título :A importância do Cirurgião – Dentista no Ambiente Hospitalar.
4. Karen Loureiro Weigert (RS) – 20 min
Título : Atendimento de Paciente com Múltiplas Enfermidades
5. Lilian Aparecida Pasetti (PR) – 30 min
Título : Resultados da Atuação Odontológica em Pacientes em Ventilaçao Mecânica
6. Luana Carneiro da Silva Diniz (MA) – 20 min
Título : Infecção dos maxilares por pseudomonas aeruginosa- relato de caso
7. Gustavo  Lisboa Martins (RS) – 20 min
Título : Centro de Odontologia da Santa Casa de Porto Alegre: atenção odontológica integral ao paciente
8. Discussão e encerramento das atividades oficina01 – 20 min
Oficina 02:
Viabilização do Ensino e da Assistência Odontológica em ambiente Hospitalar
Coordenação: Lilian Passetti (PR)
1. Médico(a) intensivista indicado pela Diretoria da AMIB: para falar sobre aspectos mais relevantes na manutenção da vida do paciente crítico, dos fármacos que empregam, dos atos mais extremos ou situaçõe s mais limítrofes, e quando vai a óbito. Discorrer sobre o manejo do paciente irresponsível associando à atividade do cirurgião-dentista e que riscos ele vê, de interferir em suas condutas.
2. Camila de Freitas Martins Soares Silveira (GO) –30 min
Título : Sucessos e dificuldades da Odontologia Hospitalar em Goiás
3. Angela Dórea (BA) – 30 min
Título : Cuidados Odontológicos para pacientes de UTI no Hospital Geral Clériston Andrade : protocolos e indicadores
4. 1º Ten Dent. Josiane Sá (RJ) – 30 min
Título : Atenção Odontológica ao paciente crítico em CTI : protocolos do Hospital Central da Aeronáutica – HCA
5. Elaini Sickert Hosni (RS) – 60 min
Título: Residência Integrada Multiprofissional em Saúde do HE da UFPel/FAU – Nível Latu Sensu
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Títulos conferidos aos Dentistas por entidades Médicas: a nova tendência do mercado

Seguindo tendência já iniciada pelo Departamento de Odontologia da AMIB, a Comissão Odontológica da ABS certificará os Cirurgiões Dentistas (que já possuam formação em Biologia e Medicina do Sono comprovada por Médico da ABS) aprovados em exame de qualificação a ser realizado em 11 de novembro em Belo Horizonte.

Em princípio estas certificações conferidas pelas entidades médicas podem proporcionar uma confiabilidade aos médicos e pacientes que procurem indicações de Cirurgiões Dentistas capazes de atuar adequadamente perante problemas médicos específicos.

O problema é que com elas, a entidade reguladora da Odontologia, o CFO, perde em força política e técnica pois este conselho é a quem cabe, legalmente, a tarefa de reconhecer as certificações, habilitações e capacitações dos profissionais da área odontológica.

Certamente o objetivo dos profissionais ligados às entidades médicas é o melhor possível e sabemos todos o quanto estes colegas se dedicam às suas áreas, mas é preciso que se dê o devido valor também ao CFO e CROs, pois são estes que assinam os nossos diplomas.

Outro problema desta tendência é que será necessária a existência de Comitês ou Departamentos de Odontologia em pelo menos 30 entidades médicas, cada uma com suas regras específicas de certificação, criando problemas para quem atende uma gama heterogênea de pacientes.

A residência multiprofissional em áreas específicas (que confere conhecimento, vivências e práticas específicas em áreas médicas)  é outra tendência que nos faz pensar qual será, no futuro, a função dos Conselhos Odontológicos no reconhecimento profissional das pós-graduações.

Acredito que o mais sensato seria uma discussão nacional sobre este assunto com a participação não só dos departamentos de Odontologia das entidades médicas, mas também com as Especialidades Odontológicas, Ministério da Educação e da Saúde.

O que já foi iniciado com o Fórum do Rio de Janeiro pelas Comissões de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar ligadas aos CROs.

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A quem deve caber a tarefa de reconhecer uma pós-graduação em áreas da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar?
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