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Ata da Reunião de Setembro do GMOH-RJ

Reunião de setembro de 2011 do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ

Aos catorze de setembro do ano de dois mil e onze às dezoito horas, reuniram-se na sede do Centro do CRO-RJ, o Grupo de Medicina Oral do Rio de Janeiro (GMOH-RJ) composto da Comissão de OH-MO do CRO-RJ, subgrupos, membros e interessados da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar (MOOH), conforme assinaturas no termo de presença, visto que foram convocados em tempo hábil, através do blog da Medicina Oral postado em dez de setembro de dois mil e onze para deliberarem sobre os seguintes itens:

Foram convidados os Cirurgiões Dentistas interessados em participar da reunião de setembro do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ.

1º item: Leitura e aprovação da última ata, de agosto de 2011.

2º item: Apresentação da Dra. Heloisa Queiroz, especialista em Ortodontia e DTM-DOF e professora da UNIG.

3º item: Foram ratificados os novos nomes responsáveis pelos Subgrupos apresentados na última reunião. Foi mantido o esquema atual do GMOH-RJ sem a mundança do subgrupo de apoio da iniciativa privada com suas funções ficando a cargo do subgrupo institucional.

Foram definidos alguns dos principais objetivos e metas para os Subgrupos:

1- Subgrupo político jurídico:

a. definir o papel da assessoria de imprensa do CRO-RJ para valorizar as iniciativas do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ;

b. o tempo de secretariado que poderá ficar a disposição do grupo e comissão;

c. a possibilidade de realização de reuniões em videoconferência;

d. a apresentação de projeto de lei para Odontologia Hospitalar no estado do RJ;

e. a realização de um cadastramento dos CDs interessados em formalizar a vinculação ao GMOH-RJ.

2- Subgrupo Institucional:

a. apresentação da ata do fórum e texto para ser apresentado às outras comissões estaduais para envio ao CFO solicitando a convocação da assembléia para legitimação da área.

3- Subgrupo Científico Acadêmico:

a. elaboração do calendário de atividades acadêmico científicas em dias que não coincidam com as reuniões administrativas, pois há um acúmulo de funções que estão exigindo as duas horas mensais normalmente agendadas.

b. foram apresentadas idéias como a utilização da Jornada do Hospital Central da Aeronáutica, antecipação dos próximos encontros para as 17hs e encontros itinerantes em outros municípios fluminenses. No próximo encontro serão definidas as datas, locais e horários.

4- Subgrupo de atuação na Iniciativa Privada:

a. diagnóstico da rede hospitalar privada sobre quantos hospitais existem na cidade e estado do RJ e número de leitos em cada um;

b. foi sugerida a utilização do cadastro do CNES eque se faça contato com a Associação dos Hospitais do Estado do RJ;

c. sugestão de uma forma de remuneração adequada, e tabela, para os CDs que queiram atuar nos hospitais privados e cuidados domiciliares;

d. formalizar contato com os planos de saúde.

(*) Foi solicitada à Dra. Raquel Richelieu o apoio para a realização das metas propostas.

5- Subgrupo de atuação no serviço público:

a. diagnóstico de quantitativo de hosptiais e CDs atuantes no serviço público no município e estado do RJ nas diversas esferas de poder;

b. estuturação de propostas de trabalho junto aos gestores.

6- Subgrupo de busca de apoio junto à Iniciativa Privada:

a. buscar apoio complementar para congresso do ano de 2012.

4º item: Foram apresentados os resultados dos encontros de agosto na Jornada Acadêmica da Faculdade de Odontologia da Universidade Tuiuti do Paraná, no Simpósio de Enfermagem da AMIB e nos encontros de MOOH em Salvador e em Macapá.

5º item: Foi criado, com unanimidade, o novo “Subgrupo de representação das entidades” parceiras da MOOH. Para que as entidades das especialidades odontológicas, dos departamentos de Odontologia das entidades médicas e demais entidades sejam representadas junto ao GMOH-RJ. Alguns contatos já foram realizados com entidades como SOBEP, ABOPE, ABRAOH, SBMO e departamentos de Odontologia da SBCE, ABTO, SBTMO e ABHH, entre outras.

6º item: Foi aprovado o envio às demais Comissões Estaduais de MOOH da proposta de participação na organização do IV Encontro de MOOH do Rio de Janeiro e I Encontro Nacional de MOOH com a participação de convidados dos Estados Unidos, coautores do livro do Prof. James Little: “Manejo Odontológico do Paciente Clinicamente Comprometido, 7ª ed.”, os professores Nelson Rodhus, Craig Muller e Donald Falace. A previsão é de se fazer o evento em julho de 2012, logo após o encontro da IADR.

7º item: Foi apresentado o texto inicial da Ata do 1º Fórum das Comissões do CIORJ-2011. Este será posteriormente lido e será enviado para aprovação pelas demais Comissões estaduais sobre a proposta de legitimação da área junto ao CFO.

8º item: Foi apresentada a idéia de formatação de um cadastro oficial para os CDs fluminenses que queiram fazer parte do GMOH-RJ. Serão definidos os campos a serem cadastrados como nome, nº do CRO-RJ, telefone, email, e especialidades e habilitações reconhecidas pelo CFO.

9º item: Nos assuntos gerais foi apresentada pelo Dr. Wellington Cavalcanti a proposta de participação do GMOH-RJ no HEMO 2012, congresso organizado pela SBHH anualmente. Ao final foi escolhida a data de 05/10/2011 para a próxima reunião.

Encontro da Comissão de Odontologia Hospitalar de Goiás

Mensagem abaixo enviada pela Colega Camila de Freitas.

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Prezados Colegas,

Solicito aos que se interessam em participar da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO GO que respondam este email .

O período a nós cedido pelo CRO GO para reuniões, grupos de estudo e  discussão de casos clínicos foi às terças feiras inicialmente mensalmente, mas podendo se estender para quinzenalmente das 19:00 às 21:00h.

Atenciosamente,

Camila de Freitas

Presidente da Comissão de OH do CRO GO

miladefreitas@hotmail.com

Reunião de setembro do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ

São convidados os Cirurgiões Dentistas interessados em participar da reunião de setembro do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ.

O encontro se dará na sede do Centro do CRO-RJ, às 18 horas, no dia 14 de setembro de 2011.

Pauta para próxima reunião:

1º item: Leitura e aprovação da última ata, de agosto de 2011.

2º item: Apresentação dos novos participantes.

3º item: Ratificação dos novos nomes responsáveis pelos Subgrupos, definição dos principais objetivos e metas para os Subgrupos com estipulação de datas limites e definição do local, horário e data da primeira atividade do subgrupo científico.

4º item: Apresentação dos resultados dos encontros de agosto, e dos contatos com as entidades representativas da Odontologia.

5º item: Criação de um novo “Subgrupo de representação das entidades” parceiras da MOOH.

6º item: Apresentação de evento no Rio de Janeiro, em 2012, para ser sugerido as demais comissões estaduais de MOOH com a participação de convidados internacionais.

7º item: Apresentação inicial da Ata do 1º Fórum das Comissões do CIORJ-2011 e definição do texto a ser enviado para aprovação pelas demais Comissões estaduais sobre a proposta de legitimação da área junto ao CFO.

8º item: Elaboração de uma base de dados para cadastramento de todos CDs, atuantes no Estado do Rio de Janeiro, que queiram se tornar membros oficiais do GMOH-RJ.

9º item: Assuntos gerais.

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Ajude a reduzir a halitose

Você quer ajudar alguém que tem o hálito alterado e não sabe como? A ABHA pode fazer isso por você.

No link http://www.abha.org.br/quem-somos/sosmauhalito existe uma área destinada a pessoas que têm um amigo(a) portador(a) desse problema e ficam constrangidas de informá-lo(a).
É uma boa ideia para que a dica seja dada e a ABHA possa avisar o portador por carta ou por e-mail.

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Implante, sinusite e pseudomonas – Relato de caso

British Dental Journal 211, 205 – 207 (2011)

Published online: 9 September 2011 | doi:10.1038/sj.bdj.2011.723

Subject terms: Case reports Implants Medical matters

First report of an acute purulent maxillary sinusitis caused by Pseudomonas aeruginosa secondary to dental implant placement in an immunocompetent patient

C. D’Ovidio1, A. Carnevale2, G. Pantaleone3, A. Piattelli4 & G. Di Bonaventura5

  • Removal of dental implants should be considered when infection occurs in the case of simultaneous augmentation and implantation.
  • P. aeruginosa can cause acute purulent maxillary sinusitis secondary to maxillary sinus augmentation.
  • Dental facilities require systematic application of reliable methods to prevent or reduce exposure of patients and dental staff to microbial contamination.

Study design In this case report, we present maxillary Pseudomonas aeruginosa sinusitis in an immunocompetent patient who underwent an autologous bone transplant for the insertion of dental implants.

Results The infection was eradicated after removal of the dental implants and long-term antibiotic therapy.

Conclusion Despite the infection resolution, severe complications were observed with important legal consequences.

top 

  1. Department of Medicine and Aging Science, Section of Legal Medicine, ‘G. d’Annunzio’ University of Chieti-Pescara, Italy
  2. Dental School, ‘G. d’Annunzio’ University of Chieti-Pescara, Italy
  3. Department of Biomedical Sciences, Center of Excellence for Aging, ‘G. D’Annunzio’ University Foundation, Chieti, Italy

Correspondence to: C. D’Ovidio1 Cristian D’Ovidio e-mail: cridov@yahoo.it

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Qual o melhor nome para a área?

Um tema recorrente nos eventos que tenho participado é a questão do nome da área. A Medicina Oral sofre uma série de preconceitos que variam da menção ao uso indevido do termo “medicina”, que não seria da pertinência do CD, à inadequada denominação “oral”, que deveria ser substituída por bucal, e, por fim, a alegação de que a denominação “Odontologia Hospitalar” seria a mais correta por se assemelhar ao uso que outras profissões, como Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição e Farmácia, dão às suas especialidades atuantes em hospitais.

Estamos em um momento crucial onde estes detalhes devem realmente ser discutidos a fundo, sem preconceitos, sem medo de ferir suscetibilidades e com o auxílio da lógica, da cultura e da etimologia, afinal, o nome da área de atuação da Odontologia na alta complexidade está em jogo. E isso terá repercussões muito relevantes para a própria profissão.

Não vejo melhor canal para esta discussão do que a internet, pois permitirá a exposição das idéias, dos valores e dos motivos que sustentam as opiniões de cada um.

Assim, começo apresentando a minha opinião e abro o espaço dos comentários abaixo para que cada um exponha as suas.

A Odontologia como profissão

Na última reunião da Comissão de MOOH do CRO-RJ esteve presente o Prof. José Roberto Pontes (da UERJ e atual chefe da Odontologia do INCA). Como sempre ocorre nas reuniões, foi aberto espaço para que os visitantes se manifestem sobre seus pontos de vista. Na sua primeira frase ele frisou a inadequação do nome da própria profissão, onde Odontologia, sendo a ciência que estuda os dentes, estaria em desacordo com o escopo de atuação profissional dos CDs, que também estudam e atuam em mucosa, motricidade, produção de saliva, ossos, articulações, além de estudos básicos que remetem a imunologia, patologia, citologia e diversas outras formações.

Todos reconheceram a coerência de sua opinião, mas todos, inclusive ele, também sabem a força da cultura que fundamenta esta área, e ninguém parece estar disposto a requerer a mudança de nome da profissão. Eu mesmo acho completamente desnecessária a modificação, pois Odontologia é um termo consagrado mundialmente como estando relacionado à atuação profissional específica na cavidade oral, o que já é identificado desde a antiguidade.

A Estomatologia

O termo remete ao grego stóma ou stómatos, que significa boca mais logos, ou estudo, conhecimento. Teoricamente este vocábulo é mais preciso para o nome da profissão pois abrangeria todas as estruturas que fazem parte do sistema estomatognático (SEG). O termo é usado em diversos países como sinônimo de Odontologia, mas tem contra si a falta da cultura, pelo menos no Brasil, sobre a sua pertinência em relação ao que fazem os atuais CDs estomatologistas.

Eu penso que este termo seria o mais adequado para ser utilizado quando se pretende diferenciar a atuação tradicional do CD, focando os dentes, para o campo médico da Odontologia que abrange os demais componentes do SEG, incluindo a dor orofacial, a disfunção da ATM, a odontogeriatria, a periodontia (especialmente a que se denomina “médica”) o tratamento dos pacientes especiais e a própria Odontologia Hospitalar “Clínica” e que chamarei abaixo de subespecialidades da Estomatologia (peço que não tomem o termo subespecialidades como depreciativo, afinal não sou estomatologista e sou especialista em dor orofacial, uma das citadas).

Não acho correto que se perpetue a inadequação culturalmente aceita como Odontologia (e a consequente OHC), para esta outra área de formação e atuação, que seria, em tese, a Estomatologia (ou Medicina Oral). Por exemplo, se a primeira, com foco em dentes e tecidos de sustentação, permite que se aceite uma formação médica básica e resumida, a segunda exige uma formação médica nos mesmos padrões oferecidos aos graduandos de Medicina. O mesmo acontece com a pós-graduação, onde as especialidades da Odontologia, em geral, podem ser bem supridas com algo em torno de 600 horas de formação, enquanto a Estomatologia (junto de suas demais subespecialidades) não podem ser apreendidas, no todo, sem que uma residência (com perto de 6.000 horas) seja oferecida, nos moldes das que são ministradas aos médicos. Isto é uma necessidade real e inquestionável, especialmente se for exigida a atuação hospitalar.

O problema em relação a Estomatologia brasileira é que a área não foi abrangente o suficiente para abarcar as demais atuações citadas acima, e o que se viu foi a criação de novas especializações (as subespecialidades) que acabaram por tornar a Estomatologia em uma área focada nas lesões da mucosa oral, e que sofre a natural concorrência da Cirurgia Bucomaxilofacial, das subespecialidades (da Estomatologia) e até de outras profissões, haja vista a criação do conceito de “Dermatologia Oral”, a atuação do otorrinolaringologista e do cirurgião de cabeça e pescoço, que possuem maior facilidade de acesso aos pacientes de planos de saúde privados.

Estomatologia versus Odontologia Hospitalar

Se o termo Estomatologia fosse o escolhido para remeter a atuação hospitalar da Odontologia teríamos também um outro problema. Com a criação das subespecialidades, especialmente a Odontologia para Pacientes Especiais (OPE), poderia haver uma disputa sobre qual denominação, ou formação, seria mais pertinente para a atuação clínica hospitalar.

Eu particularmente penso que se fosse possível o arranjo político entre a Estomatologia e as diversas subespecialidades, este termo, “Estomatologia”, deveria ser o escolhido, mas com a aglutinação, ou fusão, das subespecialidades em torno desta nova marca, que seria apresentada como a formação da Odontologia que seria, de forma plena, a responsável por todo conhecimento médico necessário ao CD para a atuação clínica, hospitalar, domiciliar ou ambulatorial. Este CD, obrigatoriamente, deveria ter uma formação, desde a graduação, que fosse diferenciada, se assemelhando mais ao que, hoje, é oferecido pela Medicina, mas sem perder a forte base odontológica. Este é o modelo vigente, desde a década de 80, nos EUA. A única diferença é que, ao invés do termo “Estomatologia”, é usada a denominação “Medicina Oral”.

Medicina Oral versus Estomatologia

Hoje, no Brasil, a Estomatologia seria apenas uma das áreas da Medicina Oral (MO), pois a primeira abrange somente uma parte do conceito e escopo da MO. A MO é um termo que além da Estomatologia inclui as demais subespecialidades e a própria Odontologia Hospitalar Clínica (OHC).

Se “Medicina Oral” for o termo escolhido para a área, junto ao CFO, não haveria qualquer problema em ser utilizado, já que é universal, e não faz parte de qualquer das especialidades médicas reconhecidas pelo CFM.

Existe ainda a vantagem política de não competir com qualquer das especialidades atualmente praticadas e reconhecidas pelo CFO, sendo um termo “guarda-chuva” que não fere suscetibilidades já construídas pelos praticantes da Estomatologia e suas subespecialidades.

Medicina Oral ou Bucal

O questionamento sobre a inadequação do termo “oral” (do latim oris) é completamente infundado, já que, tanto este quanto “bucal” referem-se à boca em suas raízes etimológicas. Não é a toa que são utilizados indiscriminadamente em nossos termos coloquiais sem que exista qualquer dano à compreensão dos significados, por exemplo: via oral de prescrição, sexo oral, dor orofacial, distúrbios oromotores, oroscopia e cavidade oral. Todos eles referem-se a boca (ou orifício), apesar de oral também poder ser utilizado para se referir a língua falada.

Os críticos do termo oral alegam que este só seria concernente ao que é falado, e não às estruturas físicas bucais (ou orais), mas também vemos que alguns termos que se originam de “boca” (do latim bucca), também remetem a língua falada como os usuais, bate-boca, boca-suja, ficar de boca fechada (ficar quieto), etc..

Assim, ambos os termos são pertinentes, não havendo erro no uso de qualquer um deles, quando se designa a boca e suas estruturas. Entretanto pela maior abrangência mundial do termo Medicina Oral, enxergo que este seria o mais adequado.

A Odontologia Hospitalar

Apesar do uso culturalmente aceito de “Odontologia”, este é um termo equivocado, que possui outras alternativas mais abrangentes quando se pretende enfatizar a atuação dentro de diretrizes médicas, i.e. Medicina Oral e Estomatologia. É desconcertante, por exemplo, que um paciente procure um médico para avaliar uma ulceração em mucosa oral por achar que o Dentista só atue em dentes.

O termo duplo “Odontologia Hospitalar” também confunde quando se sabe que os CDs podem atuar nos hospitais em diversos setores como, serviços de imagem, de anatomopatologia e ligados a área cirúrgica. Assim, o correto seria a denominação de Odontologia Hospitalar Clínica, para que se diferencie das outras, porém, mesmo a CTBMF, também está incorporando o termo OH para suas atribuições hospitalares, o que aumenta ainda mais a confusão.

A comparação e justificação do uso do termo duplo “Odontologia Hospitalar” com outras profissões como a Nutrição, Psicologia, Fonoaudiologia e outras, que também fazem o acréscimo do termo “hospitalar” para diferenciarem suas atuações de outros setores, é, ao meu ver, uma redução desnecessária e prejudicial à classe.

Comparemos com as especialidades médicas por exemplo. Não é nada usual que se utilize o termo duplo para elas, assim não existe a Neurologia Hospitalar, a Cardiologia Hospitalar, a Pneumologia Hospitalar, muito menos a Clínica Médica Hospitalar. Da mesma forma não temos a Enfermagem Hospitalar. A identificação do local de atuação é reducionista e passa a idéia de que existem bases diferentes para a atuação em um ou outro setor, o que não é correto. A fundamentação que o estomatologista tem ao fazer uma biópsia não difere entre o local de obtenção do fragmento, assim como as noções de biossegurança, os dados epidemiológicos de um determinado local muito menos as doenças sistêmicas que podem acometer o paciente, esteja ele em um hospital, no seu domicílio ou no consultório privado.

A utilização do conceito de Odontologia Hospitalar passa a ideia de que os CDs que lá atuam (como nas outras profissões que usam o termo duplo) precisam se ajustar através de uma alcunha que os identifique dos demais profissionais que lá não trabalhem. Sendo esta denominação a escolhida, e sendo uma pós-graduação com este nome efetivada outro problema surgirá pois a atuação com os pacientes especiais e com as lesões e dores bucais, não se restringem ao âmbito hospitalar. Assim, no futuro, um profissional com habilitação (ou mesmo residência) em OHC terá dificuldades em concorrer com outro especialista (em estomatologia ou pacientes especiais, por exemplo) em um concurso que precise de um CD para atuar nestes pacientes, mas fora da alta complexidade, apesar da formação e nível de conhecimentos serem equivalentes.

Finalmente, enxergo uma dificuldade na OHC no que se refere ao marketing da área dentro da própria Odontologia. Existem uma série de profissionais que têm preconceito contra a atuação hospitalar, a despeito de se interessarem pelo atendimento dos pacientes com comprometimento sistêmico, com dores orofaciais, com distúrbios do sono e mesmo com as áreas da estomatologia básica. Muitos destes profissionais deixam de ir a eventos e se abstém de participarem de grupos, ou associações cujo único objetivo seja o atendimento do paciente na alta complexidade. Desta forma a utilização da denominação pode se tornar proselitista e dificultar a adesão de CDs com perfil adequado e propósitos semelhantes aos que pretendem atuar nos hospitais.

Conclusões

Baseado nos argumentos acima sugiro que o termo Medicina Oral seja o designado para esta área de atuação onde os conhecimentos médicos são essenciais para o exercício odontológico, apesar de reconhecer que se houver uma aglutinação política em torno de um conceito ampliado para a Estomatologia – incorporando a estomatologia atual, a dor orofacial, a OPE (crianças, adultos, grávidas, idosos), a odontogeriatria, a periodontia médica e a própria odontologia hospitalar – este seria o termo mais adequado.

Penso ainda que se já há uma cultura forte para o uso do conceito de Odontologia Hospitalar, que este seja agregado aos nomes mais adequados citados no parágrafo acima. Assim temos sugerido o nome das Comissões de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar para os Conselhos Regionais de Odontologia que estão se organizando para a discussão do tema.

Independente do que penso convoco a todos interessados que utilizem o campo comentários abaixo para exporem suas opiniões e ajudarem com reflexão, ponderação, lógica e, se possível, com o mínimo de preconceito para a definição do nome que seja o melhor ajustado aos tempos atuais e futuros.

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Médicos da boca

Uma tendência interessante que tenho notado na mídia é a presença de Médicos entrevistados sobre doenças e situações gerais que dizem respeito a cavidade oral. O quadro bem estar da Rede Globo é um exemplo. Na reportagem abaixo uma pediatra, um infectologista e um sanitarista são consultados a respeito da função da saliva.

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A saúde bucal não é algo que pertença à Odontologia exclusivamente. É inclusive louvável que os médicos adquiram cada vez mais conhecimento sobre a área, pois a interdisciplinaridade é uma arma eficiente a serviço do paciente e da saúde da população geral.

Mas penso que seja conveniente a inclusão de um profissional oriundo da Odontologia para dar suporte a temas como este. Um exemplo disto ocorreu na reportagem sobre a dor de cabeça deste mesmo programa onde dentistas foram consultados.
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Twitter da Medicina Oral


Foi criado o twitter do Portal da Medicina Oral.

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Assim a nova ferramenta se reúne a este site e ao Site Comercial www.medicinaoral.com.br

Notícias do site do CRO-BA, entrevista para TV Bahia e no jornal Tribuna

Fonte: http://www.croba.org.br/noticias.php?MzQz

Paulo Pimentel junto às Profas. Sandra Mello e Norma Sampaio da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO-BA

CROBA pretende lutar para institucionalizar a Odontologia Hospitalar

A Bahia faz parte dos 20 estados que já instituíram a Comissão de Odontologia Hospitalar. O tema em pauta foi apresentado e discutido no I Encontro de Odontologia Hospitalar, que aconteceu no dia 29 de agosto, na sede da ABO-BA, promovido pelo CROBA, visando esclarecer a importância da atuação do cirurgião-dentista no âmbito hospitalar e domiciliar, ainda não institucionalizado e regulamentado, segundo afirma a Dra. Sandra Mello, conselheira do CROBA. O encontro contou com a palestra do Dr. Paulo Pimentel, mestre em Patologia Bucal e presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRO-RJ.
Os Conselhos Regionais de Odontologia estão se mobilizando para formalizarem a proposta ao CFO, em fórum nacional, com o objetivo de regulamentar essa atuação, específica, do cirurgião-dentista. Caso a proposta seja aprovada, ganha o cirurgião-dentista, com a abertura de novos campos de trabalho para sua atuação, e ganha a população – que, no ambiente hospitalar, terá a garantia de uma saúde bucal adequada.
“O objetivo é elaborarmos uma proposta ao CFO, junto aos outros estados, para que seja criada uma capacitação específica para este profissional que quer atuar na Odontologia Hospitalar, de forma legal e, devidamente regulamentada, haja vista a importância desta área”, afirma a Dra. Norma Luz Sampaio, presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar do CROBA.
(…)
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Entrevista para a TV Bahia
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Entrevista para o Repórter Emmerson José da TV Bahia
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O CRO-BA, no empenho de dar divulgação à Odontologia Hospitalar conseguiu, junto à sua assessoria de imprensa, veicular uma entrevista sobre o tema na TV Bahia. Veja a entrevista concedida para o Repórter Emmerson José da TV Bahia no link: http://www.ibahia.com/a/falabahia/?p=80871
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E baixe aqui o texto publicado no Jornal Tribuna da Bahia
http://medicinaoral.org/blog/wp-content/uploads/2011/09/020911-croba-tribuna-da-bahia.pdf

Odontologia e Enfermagem em encontro no RJ

No dia 13 de agosto passado foi realizado o II Simpósio de Enfermagem da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), que teve como tema as “Práticas e vivências do Enfermeiro Intensivista”.

No evento, organizado pelas Enfas. Renata Pietro e Carolina Farias, a Odontologia teve papel relevante com as apresentações dos Profs. Sergio Weyne, em simpósio satélite patrocinado pelo Laboratório Daudt, e Paulo Pimentel, convidado do Departamento de Enfermagem da AMIB e SOTIERJ.

Foram mostradas as interações do biofilme oral no paciente em cuidados intensivos e sua participação na etiogênese da pneumonia associada à ventilação mecânica.

A utilização dos meios químicos e mecânicos no controle do biofilme oral e a individualização da tomada de decisões também foram aspectos ressaltados.

Prof. Paulo Pimentel

Prof. Paulo Pimentel

Finalmente, foi sugerida a participação ativa do Cirurgião Dentista, devidamente habilitado para a atuação na alta complexidade, no processo de capacitação das equipes de enfermagem que atuam nos cuidados intensivos quanto:

- a necessidade de inspeção oral na entrada do paciente na UTI e rotineiramente enquanto durar a internação.

Platéia atenta com lotação completa

- a criação de protocolos para o aprazamento dos cuidados orais, para a escolha dos adjuvantes químicos no controle do biofilme oral e para o método mecânico indicado na sua remoção, em função da necessidade individual dos pacientes.

- a implementação de rotinas de visitas do CD ou TSB, ao ambiente de cuidados fechados para emissão de pareceres e realização, quando necessária, de procedimentos da pertinência exclusiva destes profissonais, i.e. profilaxia, remoção de cálculo, remoção de tecido cariado, vedamento de cavidades, ajuste de próteses, exodontias, etc.

Prof. Carolina Farias

Prof. Carolina Farias

O evento mostrou como é importante e necessária a atuação, em cooperação, entre os segmentos da Enfermagem e da Odontologia, sendo, quem sabe, uma abertura de portas que auxilie na entrada definitiva, e da valorização, da saúde oral no ambiente hospitalar.