publicidade

Entries Tagged as ''

O Uso da Toxina Botulínica na Odontologia

Publicado na íntegra em http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2011/05/toxina-botulinica.pdf

 

Prof. Dr. Rubens Côrte Real de Carvalho (Conselheiro efetivo do CFO)

Profa. Dra. Angela Mayumi Shimaoka

Profa. Dra. Alessandra Pereira de Andrade

Apesar da toxina botulínica ser amplamente conhecida por sua utilização cosmética em injeções intramusculares para a redução de rugas faciais, a sua principal aplicação é voltada ao uso terapêutico. A utilização dessa toxina purificada em procedimentos cosméticos só foi aprovada pela ANVISA no Brasil em 2000 e nos EUA, pela FDA, em 2002.

(…)

A toxina botulínica (BTX) é uma protease que causa denervação química temporária de músculos esqueléticos por bloqueio da liberação mediada por Ca+² de acetilcolina das terminações nervosas de neurônios motores alfa e gama (junção mioneural), produzindo um enfraquecimento dose-dependente, temporário da atividade muscular tornando os músculos não funcionais sem que haja efeitos sistêmicos. Entretanto acredita-se que o músculo inicia a formação de novos receptores de acetilcolina. À medida que o axônio terminal começa a formar novos contatos sinápticos, há um reestabelecimento da transmissão neuromuscular e retorno gradual à função muscular completa, geralmente com efeitos colaterais mínimos.

(…)

Os efeitos clínicos podem ocorrer em um período de 1 a 7 dias após a administração, sendo comumente notados entre 1 a 3 dias. Segue-se um período (entre 1 a 2 semanas) de efeito máximo e então os níveis atingem um patamar moderado até a recuperação completa do nervo em um período entre 3 a 6 meses.

Injeções de toxina botulínica são efetivas para diversas desordens clínicas que envolvam atividade muscular involuntária ou aumento do tônus muscular. Estudos recentes sugerem ainda que a toxina botulínica também desempenha um papel no alívio de dor pela inibição da liberação de CGRP e da substância P, neuropeptídeos associados ao mecanismo de sensação dolorosa. Além disso, quando aplicada em tecidos glandulares, atua no bloqueio da liberação de secreções.

Nesse sentido a BTX apresenta um potencial de emprego na área de atuação do cirurgião-dentista, como em casos de bruxismo, hipertrofia do masseter, disfunções têmporo-mandibulares, sialorréia, assimetria de sorriso, exposição gengival acentuada e, mais recentemente tem sido descrita a utilização profilática para a redução da força muscular dos músculos masseter e temporal em alguns casos de implantodontia de carga imediata.

A aplicação da BTX apresenta-se como um procedimento seguro e eficaz podendo, entretanto estar associada a possíveis complicações, incluindo reação alérgica, hipoestesia transitória, dor e edema no local da aplicação, eritema, entorpecimento temporário, náusea, dor de cabeça, extensão do local, levado a paralisia indesejada de músculos adjacentes, xerostomia e alteração de voz.

Por possuir conhecimento sobre as estruturas de cabeça e pescoço o cirurgião-dentista pode tratar certas afecções da face e da cavidade oral de forma conservadora e segura com a aplicação da toxina botulínica, desde que possua treinamento específico e conhecimento sobre sua utilização e não extrapole suas funções. Ressalta-se ainda que as toxinas botulínicas são o agente causal da doença botulismo, um tipo de envenenamento potencialmente fatal, devendo sempre ser utilizadas por profissionais capacitados.

 (…)

Belo vídeo sobre contaminação sistêmica de microorganismos bucais

 

A Johnson & Johnson, em parceria com a empresa americana Anatomical Travelogue, produziu um vídeo com imagens inéditas da cavidade bucal, mostrando, pela primeira vez, o deslocamento das bactérias orais para o resto do organismo.

A captação dessas imagens reais, macro e microscópicas, só foi possível graças a uma tecnologia de última geração e câmeras hipersensíveis capazes de demonstrar didaticamente como a saúde oral interfere na saúde global do nosso corpo.

Link: http://www.jnjbrasil.com.br/listerine/default.asp?area=5#param

Interpretação de exame laboratorial em Odontologia

Coagulograma: Quando Solicitar, Interpretação e Medidas a serem Tomadas para um Procedimento Odontológico

Data: 06/06/2011 (Segunda)

Ministrador: Renato Aló da Fontoura (Especialista em cirurgia buco maxilo facial; Doutorando em implantodontia; Professor das disciplinas de Morfologia, Anestesiologia, Terapêutica e Cirurgia da FO - Unesa)

Horário: 18h às 20h

Local: Auditório do CRO-RJ - Centro. Rua Araújo Porto Alegre nº 70, 5º andar
Inscrições e informações: (21) 3505-7600  (ramais 7633, 7642 e 7601)
Contribuição: 2 (duas) latas de leite em pó.

CONEO e a Odontologia Hospitalar

Recebi a informação abaixo e repasso aos interessados na Odontologia Hospitalar.

Abaixo reproduzo texto do CEO que trata da OH

_________________________ 

Paulo,

     Em novembro o CFO estará promovendo a mudança do código de ética odontológica vigente, através da CONEO. Sugiro ao grupo da Odontologia Hospitalar discutir o capítulo referente a Odontologia Hospitalar no código de ética, acrescentar, suprimir ou modificar, enviando a proposta através do CRO-RJ. As reuniões locais serão no dia 10 de agosto deste ano, em todo o Brasil.

Odontologia no Congresso de Cardiologia - SOCESP

     CLIQUE NA IMAGEM PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA E IMAGINOLOGIA

Promotora : Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - 2011/2013

Período de inscrição : 04 de abril a 29 de julho de 2011, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:30 horas

  • Início do curso : 15 de agosto de 2011
  • Término do curso : 17 de janeiro de 2013
  • No. de vagas : 12
  • Duração : 18 meses

Corpo docente:

  • Prof. Dr. José Humberto Damante (Coordenador)
  • Prof. Dr. Luiz Eduardo Montenegro Chinellato
  • Profa. Dra. Ana Lúcia Alvares Capelozza
  • Profa. Dra. Izabel Regina Fischer Rubira de Bullen
  • Prof. Dr. Paulo Sérgio da Silva Santos

Horário das aulas:

  • 2ª a 5 feira - das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00
  • 6ª feira - das 8:00 às 12:00 (uma semana por mês)

Finalidade e/ou objetivos do curso:

  • Oferecer aos cirurgiões-dentistas a formação necessária ao exercício da Radiologia Odontológica e Imaginologia.

Local de Inscrição e informações:

  • FUNDAÇÃO BAURUENSE DE ESTUDOS ODONTOLÓGICOS – FUNBEO
  • Rua Maria José, 12-60, Vila Altinópolis, 17012-160 Bauru-SP
  • Fone: (0**14) 3234-4384
  • Horário: 2a a 6a feira, das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00 horas.

14° Curso de Diagnóstico e Controle da Dor Orofacial / DTM

Tema: Pacientes complexos: Da Ciência básica e Neuroimagem da dor à Clínica

 

Local: Centro de Convenções Rebouças – SP

Data: 15 de junho de 2011

Realização: Equipe de Dor Orofacial e Centro de Dor do HC FMUSP

Apoio: SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor)

Coordenação: José TT de Siqueira

 

10:00 – Abertura

10:10 – 12:00. Módulo 1

Avanços da Ciência e aplicação à Clínica

Modulador: José TT de Siqueira / Silvia RDT de Siqueira, HC-FMUSP / São Paulo

1.       Perfil dos pacientes com dor orofacial em um serviço terciário- Cynthia Savioly e Raphael SS Gomes-, HC-FMUSP / São Paulo.

2.       Mecanismos neurais das dores orofaciais e suas correlações clínicas- Barry Sessle, Universidade de Toronto / Canadá

3.       A imagem cerebral das dores orofaciais e suas implicações clínicas- Alexandre Da Silva, Universidade de Michigan / EUA.

4.       Discussão com a platéia

 

14:00 – 16:00. Módulo 2

Dor e Disfunção Mandibular, Cefaléias e Doenças sistêmicas

Modulador: Gisele Fabri / Fátima Oliveira, HC-FMUSP / São Paulo.`

5.       Q-DTM: É possível identificar pacientes com DTM de um modo simples – Maurício Kominsky, Universidade Estadual de Pernambuco.

6.       As complexas relações entre DTM e Cefaléias primárias: A visão do dentista – Cínara Camparis, UNESP, Araraquara.`

7.       As complexas relações entre DTM e Cefaléias primárias: A visão do neurologista – Caio Simione, HC-FMUSP / São Paulo.`

8.       DTM em pacientes com fibromialgia: Conduta clínica- Fabio Fujarra, HC-FMUSP / São Paulo.`

9.       DTM secundária a doenças sistêmicas: Sinal de alerta? Sumatra Jales, Rita de Cássia Vilarim e Maira Caracas, HC-FMUSP / São Paulo.

10.   Discussão com a platéia

 

INTERVALO- 16:00 – 16:30.

16:30 – 18:00. Módulo 3

Dores neuropáticas orofaciais

Modulador: Maria Eduina da Silveira / Thiago Brazolato – HC FMUSP

11.   Neuroimagem da neuralgia trigeminal – Alexandre Da Silva – Michigan / EUA.

12.   Dor orofacial persistente após procedimentos ou cirurgias odontológicas - José TT de Siqueira, HC-FMUSP / São Paulo.

13.   Tratamento da dor neuropática: da farmacologia à modulação cerebral – Manoel Jacobsen Teixeira / Eric Fonoff , HC-FMUSP / São Paulo.

14. Discussão com a platéia

Cuidados bucais – chave para o sucesso dos transplantes de órgãos

Tradução resumida

 

Original em: http://www.medicalnewstoday.com/articles/146282.php

 

Estudo após estudo apontam para a ligação entre a saúde oral e o bem-estar geral. Para milhares de americanos à espera de um transplante de órgão a manutenção de uma boa saúde oral, livre de infecção, é fundamental para o sucesso da terapia e requer atendimento odontológico especializado e o aumento da conscientização sobre a importância da saúde oral para ambos, doadores e receptores de órgãos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, mais de 25.000 procedimentos são realizados nos Estados Unidos a cada ano para substituir órgãos, incluindo coração, rins, fígado, intestinos e pâncreas. Os pacientes transplantados recebem diversos medicamentos para prepará-los fisica e emocionalmente.

Imunossupressores como ciclosporina, prednisona e azatioprina, são algumas das drogas anti-rejeição destinadas a reduzir a probabilidade de insucesso do transplante. Esses medicamentos também podem suprimir a formação de saliva e, por sua vez, favorecer o ressecamento oral, um terreno ideal para as infecções bucais e sistêmicas.

No Childrens Hospital de Los Angeles, uma equipe de médicos e dentistas lidam com a responsabilidade de cuidar de crianças criticamente doentes. Para a equipe, as questões de saúde bucal são vitais quando se trabalha para salvar a vida de uma criança doente. “Nós temos tratado crianças a partir dos seis meses de idade que foram diagnosticadas com doença cardíaca congênita ou que tenham sido afetadas por doenças graves nos rins ou no fígado e agora estão se preparando para receber um transplante de órgão”, disse José Polido, da Escola de Odontologia da USC (University of Southern California).

Problemas sistêmicos podem afetar o desenvolvimento dos dentes. Dependendo da idade da criança, tais problemas podem danificar os dentes decíduos, dentes permanentes, ou porções desses dentes. Polido disse que os dentes do bebê e os dentes permanentes podem desenvolver problemas como a hipoplasia do esmalte generalizada e hipomineralização - má formação e mineralização do esmalte, facilitando o aparecimento de cáries.

Após os transplantes, eles ainda têm que tomar medicamentos anti-rejeição que comprometem ainda mais o seu sistema imunológico e aumentam a chance de infecções, que podem incluir candidose, herpes e outras infecções bacterianas agressivas, incluindo a doença periodontal.

Além disso os pais precisam de vigilância diária com os hábitos de seus filhos e com a qualificação dos profissionais de saúde bucal de seus filhos. Alguns cuidados básicos podem ser sugeridos:

- Fornecer ao seu filho opções alimentares saudáveis e reduzir a ingestão de alimentos açucarados.

- Verificar se as crianças estão escovando os dentes duas vezes por dia e usar fio dental se possível.

- Pedir orientações a profissionais de saúde regularmente.

- Sempre consultar os membros da equipe de transplante antes de procurar tratamento dentário.

- Procurar dentistas com formação adequada e com experiência em odontologia hospitalar.

 Uma boa saúde bucal deve se tornar parte da rotina diária, a fim de garantir a saúde geral para a criança ou para o adulto. Para aqueles que esperam por uma segunda chance na vida os cuidados orais são fundamentais para o sucesso do transplante de órgãos.

 

Fonte:

Angelica Urquijo

Faculdade de Odontologia

University of Southern California

 

 

Reunião de maio (GMOH-RJ e Comissão de OHMO - CRORJ)

GRUPO DE MEDICINA ORAL E ODONTOLOGIA HOSPITALAR DO RIO DE JANEIRO e COMISSÃO DE OHMO DO CRORJ

 

ATA DA REUNIÃO DE MAIO DE 2011

 

RIO DE JANEIRO, 04 de MAIO de 2011

 

Presença de 15 cirurgiões dentistas do Estado do Rio de Janeiro.

Jorge Barbosa, Luciana Teles, Helida Frazão, Raquel Richelieu, Luzia Mitsuuchi, Maria Cristina Salgado, Mauro Althoff, Luciana Ferreira Stahel-Lage, Alberto Eduardo Mattos, Jorge Rocha Silva , Wellington Cavalcanti, Bruna Picciani, Ana Chor, William Nívio, Paulo Pimentel.

Início do debate sobre a atuação pública da MOOH:

Apresentação da Dra. Maria Cristina Salgado da situação do Hospital de Dermatologia Sanitária do Rio de Janeiro. Discussão sobre o atendimento na unidade.

Apresentação do documento elaborado pelo Dr. Jorge Barbosa, em 2008, sobre a Odontologia Hospitalar quanto à adequação ao perfil de atendimento da unidade. Foi sugerida a confecção de um novo documento, mais atualizado, para que sejam normatizados os papéis dos CDs nas unidades terciárias.

Foi apresentada a proposta de parceria da Coordenação de Saúde Bucal do Estado do Rio de Janeiro, para auxílio na estruturação da OH em todo estado.

Em virtude da realização da reunião da Câmara Técnica de Políticas Públicas de Saúde Bucal com os gestores municipais de odontologia do estado, foi proposta a participação na atividade com a apresentação das propostas da MOOH.

A próxima reunião do GMOH-RJ e Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRORJ ficou agendada para o dia 01 de junho de 2011, quarta-feira, na sede do CRORJ, às 18:00 hs.

Proposta da MOOH é apresentada a Coordenadores Municipais de Saúde Bucal do RJ

A Câmara Técnica de Políticas Públicas de Saúde Bucal do CRO-RJ, através do seu presidente, Conselheiro Eduardo Gomes Cortes Castro convidou os Secretários Municipais de Saúde e demais gestores de todo o estado do Rio de Janeiro para uma reunião no dia 06 de maio, onde foi discutido uma série de assuntos, entre eles as propostas da Odontologia que serão levadas à 14ª Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá no final do ano em Brasília. A reunião aconteceu no auditório da sede do CRO-RJ, e teve o apoio da Dentsply.

Durante o encontro, a Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRORJ esteve presente, representada pelo Dr. Jorge Barbosa, que apresentou as propostas de estruturação da MOOH no estado e necessidade de apoio de todas as esferas públicas relacionadas à saúde bucal da população.

Na ocasião foi mencionada a intenção de elaboração de uma proposta de oferta de serviços odontológicos na alta complexidade do SUS, em função da demanda que cada município e região apresentam.

Foi ainda solicitado aos gestores municipais presentes que incluam as questões da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar nas conferências municipais de saúde para que se viabilize a discussão nos níveis estadual e federal.