Reunião de Especialistas em Disfunção da ATM e Dor Orofacial
Durante o último CIOSP, houve uma importante reunião de especialistas em DTM e DOF, que serviu para várias discussões sobre a especialidade do ponto de vista acadêmico, científico e institucional.
Parabéns a iniciativa dos colegas Paulo Conti, José Luiz Peixoto Filho, Reynaldo Martins, Juliana Barbosa e demais envolvidos na organização do encontro. Sabemos como é difícil a tarefa de aglutinar forças em função de um tema de interesse comum, especialmente quando já existem duas importantes sociedades eminentemente médicas que abrigam a DTM-DOF por tanto tempo.
A existência de departamentos de Odontologia nas associações médicas é sempre uma excelente oportunidade de se divulgar a grandeza e importância de nossa profissão, mas não podemos nos expressar plenamente e nos fazermos representar de forma ampla se não tivermos uma associação que represente os genuínos interesses dos Cirurgiões-Dentistas.
Da mesma forma, é preciso que se encontre espaço na grade curricular acadêmica para que a especialidade de DTM-DOF possa ser ensinada aos novos profissionais de forma independente e pertinente em relação aos novos conhecimentos científicos que ora se apresentam. Não se pode aceitar que esta área seja um apêndice da “Oclusão” nos bancos de graduação, nem que fique subjugada unicamente aos interesses dos departamentos de prótese dentária. É importante, mesmo de forma sucinta, que os graduandos sejam apresentados aos mecanismos básicos da dor, à necessidade de conhecimento do processo de diagnóstico diferencial, aos fundamentos que justificam o pedido de exames complementares, à farmacologia da dor, à psicossomática e tantas outras vertentes de conhecimentos que são elementares para se posicionar como um Cirurgião Dentista frente a sociedade.
O raciocínio oferecido acima para a graduação deve também ser estendido à pós-graduação onde o conhecimento interdisciplinar deve ser fomentado e a prática clínica direta estimulada, preferencialmente em centros multidisciplinares de dor e utilizando protocolos que se baseiem em evidências científicas consolidadas.
Espero poder contribuir para este novo modelo que se apresenta, servindo de agente de divulgação da especialidade e oferecendo propostas que, de forma construtiva, venham a ser do interesse da Odontologia e de toda sociedade.



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