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Analgesia inalatória e Medicina Oral

Caros colegas,

Na última quarta-feira tivemos uma ótima oportunidade de nos inteirarmos sobre a opinião de um especialista na utilização da Analgesia Inalatória com o óxido nitroso (AION). O Prof. Mauro Althoff apresentou, de forma resumida porém elucidativa, as vantagens da utilização desta técnica, tão prática quanto segura e que está ao alcance do Cirurgião Dentista que queira controlar a ansiedade, o medo e a insegurança do paciente durante o tratamento odontológico.

Como foi dito no encontro, é uma técnica que pode auxiliar tanto no ambiente privado de um consultório dentário convencional ou em uma consulta domiciliar, quanto no ambiente hospitalar, evitando, em alguns casos, a utilização do centro cirúrgico e técnicas anestésicas mais complexas.

A AION, conforme foi colocado pelo palestrante, possui também alguns interesses em comum com a Medicina Oral e Odontologia Hospitalar, pois todas necessitam de conhecimento profundo de Semiologia Médica e noções avançadas para lidar com emergências. São, ainda, fundamentais para a abordagem ao paciente com comprometimento sistêmico, pois é parte do protocolo de redução do stress a utilização da AION.

O encontro pode ter ajudado na integração entre o GMOH-RJ e os interesses do Prof. Mauro, integrante da Academia de Odontologia do Rio de Janeiro, e que também atua como coordenador da capacitação para uso da AION. Anunciou que é desejo dos “analgesistas” ampliar sua área de atuação para também oferecer a anestesia local odontológica e a analgesia por via venosa em alguns casos (conforme proposta do Prof. Malamed). Tal mudança (a utilização da via endovenosa para a sedação) aumentaria em muito a complexidade do procedimento executado por este profissional e, certamente, exigiria uma formação mais sólida. Acarretaria também um aumento nas críticas da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, e seus membros, ao Cirurgião Dentista que ofereceça estes serviços à sociedade.

 

Tal como o CD que se propõe a atuar no ambiente hospitalar, existe um caminho longo a ser percorrido até que a Odontologia seja reconhecida como uma área da saúde, separada administrativamente da Medicina, mas unida no que tange a necessidade do conhecimento médico, através da adequação curricular, na graduação e pós graduação, para dar ao CD a capacidade de atuar com segurança e eficácia nas situações críticas, dentro ou fora dos hospitais.

3 Responses to “Analgesia inalatória e Medicina Oral”

  1. Que fique claro que sou totalmente favorável à AION, o que é um direito do CD, previsto inclusive na lei de criação da Odontologia.

  2. Estou visitando este site pela primeira vez e gostei muito das informações expressas aqui. Lendo essa matéria, me surgiu uma curiosidade. Estou cursando o 6 período do Odontologia do CESMAC (Alagoas) e me recordo que quando estudei sobre esse assunto, o Professor disse suas vantagens, os conhecimentos que precisar ter para administrar e fazer uso, o curso que é necessário ser feito, porém relatou que além disso, ainda é um equipamento muito caro, e sendo assim, não está acessível a muitos CD. O que você pode me informar sobre isso?. Acho muito interessante e se possível gostaria de poder possuí-lo em meu futuro consultório por evitar o stress da anestesia local, e consequentemente o conforto causado ao paciente. Obrigada e Parabéns!

  3. Essa ferramenta de controle seguro da ansiedade do paciente odontológico, pode potencializar os efeitos anti-álgicos dos métodos tradicionais da anestesiologia. A odontofobia, acarreta um manejo afobado por parte do profissional, podendo trazer prejuízos ao paciente. O fator emocional pode alterar a resposta imunológica do paciente com aumento dos níveis de cortisol. Isso piora o pós-operatório na maioria dos casos. Portando, não vejo motivos para que a sedação consciente por óxido nitroso não seja rotina nos consultórios e clínicas odontológicas, desde que o profissional esteja devidamente capacitado.

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