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Atuação em UTI e Pneumonia Nosocomial

Caros Colegas,

Foi confirmada a próxima reunião do Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do CRORJ.

Palestrante: JORGE EDUARDO DA SILVA SOARES PINTO

Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ

Mestre e Doutor em Medicina pela UFRJ e Chefe da UTI do Hospital Israelita Albert Sabin

Tema: Atuação em Unidades de Terapia Intensiva e Pneumonia Nosocomial

Data: 05/05/2010,

Horário: 18:00 às 20:00 horas

Local: CRORJ - Rua Araújo Porto Alegre 70, 5º andar - Castelo - Rio de Janeiro.

OBJETIVOS:

O palestrante apresentará a visão do médico sobre a atuação em Unidades de Terapia Intensiva e a comentará as propostas de interdisciplinaridade com a Odontologia nestes serviços.

Peço que compareçam e divulguem.

Inscrições pelo CRORJ:  3505-7600

O que a Medicina do Sono tem a ver com a Odontologia?

Nada foi tão protelado pela ciência médica quanto o estudo sobre o que se passa em aproximandamente 1/3 do tempo de nossas existências. O sono era uma espécie de “lado oculto da lua” para os médicos e pacientes e tudo o que se relacionava a esta importante atividade fisiológica era subavaliado. De uns 20 anos para cá a Medicina do Sono tem dado um salto de valor qualitativo e quantitativo que tem propiciado aos terapeutas e clientes curas de quadros patológicos e descoberta de associação entre os distúrbios do sono com outras doenças como diabetes, depressão, hipertensão arterial sistêmica, doenças autoimunes, reumatológicas (e.g. fibromialgia) e psiquiátricas.

 

(*) A publicação do vídeo acima foi autorizada pelo autor.

 

Na Odontologia estes conhecimentos tem ajudado a orientar condutas diagnósticas e terapêuticas em algumas áreas, como a dor orofacial e disfunções têmporomandibulares, especiamente quando relacionadas ao bruxismo noturno, mialgias e dor crônica. As síndromes de apnéia e ronco também tem favorecido e realização de alguns procedimentos odontológicos em situações específicas, quando placas de avanço mandibular melhoram o fluxo aéreo no trato respiratório superior.

Mas outras áreas da Odontologia parecem ainda não estar antenadas sobre essa importante associação fisiopatológica que pode estar por trás de doenças estomatológicas ou periodontais.

Perguntei à Dra. Luciana Teles, periodontista formada pela PUC do Rio de Janeiro, e parece não haver ainda qualquer valorização do sono como possível fator contribuinte das doenças periodontais.

Importante lembrar que o sono ajuda na regulação da atividade neurológica do SNC e sua privação pode desencadear alteração de mecanismos endócrinos, imunes e circulatórios. Porque não poderíamos, por exemplo, ter a participação do sono na renovação epitelial da mucosa oral? Na resposta inflamatória à imensa carga microbiológica oral? Ou até na produção e qualidade da saliva (afinal também é controlada pelo sistema neurovegetativo)?

Fica então a dica para os cientistas e clínicos da Medicina Oral.

Evento de Dor Orofacial em São José dos Campos - UNESP

Clique na imagem abaixo para melhor visualização.

Reunião do Grupo de MOOH - Prof. Silvio Brandão

Devido às terríveis chuvas no Rio de Janeiro ocorreu no dia 14 de abril último (e não no dia 07) a reunião do Grupo de MOOH do RJ.

Tivemos a brilhante palestra do Prof. Silvio Brandão que apresentou o Serviço de Odontologia Hospitalar do Hospital (Federal) Cardoso Fontes, localizado em Jacarepaguá no Rio de Janeiro.

O Serviço, criado em 1976 durante a chefia do Dr. Nataldo Alexandre, apresenta condições físicas, humanas e de material quase ideais para o atendimento do paciente com comprometimento sistêmico.

Possui um Centro Cirúrgico dentro do Serviço de Odontologia, além de total integração com as equipes médicas do hospital favorecendo as condutas pré, trans e pós-operatórias.

O Dr. Silvio, que também é o responsável pela clínica de atendimento de pacientes especiais da ABORJ, apresentou várias situações clínicas do atendimento na alta complexidade e contou que atende ainda a demanda de pacientes ambulatoriais do referido hospital.

Comentou a dificuldade que representa a alta demanda de pacientes de todo o Estado do Rio para esta unidade e que o compartilhamento da demanda com outras unidades públicas é essencial.

Finalmente expôs sua nova empreitada no campo do atendimento aos pacientes especiais em âmbito domiciliar, associando-se a serviços privados de home care.

Após o término da palestra iniciaram-se as discussões sobre a atuação do CD na alta complexidade, pública e privada, e vários profissionais da platéia se manifestaram sobre as dificuldades para constituição de equipes auxiliares com ASB e TSB, necessárias para o apoio clínico e cirúrgico. Foi combinado que o CRORJ iria ajudar no questionamento ao Núcleo do Ministério da Saúde do RJ (NERJ) sobre a contratação de ASB e TSB para compor as equipes de Odontologia nos Hospitais do RJ.

Foi comentado problema de remuneração ao profissional que não compensa as despesas com o deslocamento, uso de equipamentos portáteis, material especializado e outras despesas. E que os planos de saúde médicos também deveriam ser responsabilizados quando existe cobertura em casos de pacientes com comprometimento sistêmico que necessitem intervenções em unidades hospitalares.

As novas reuniões foram confirmadas para os próximos meses com a provável participação de um Médico Intensivista na primeira quarta-feira de maio e de Cirurgiões Dentistas da Aeronáutica que tem realizado um belo trabalho na UTI do Hospital Central da Aeronáutica, para o mês de junho.

Atendimento odontológico reduz tempo na UTI

O texto abaixo foi enviado pelo Dr. Afonso Rocha, Presidente do CRORJ.

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Atendimento odontológico reduz tempo na UTI

 

Os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva - UTI e de Cuidados Intermediários - UCI do Hospital de Urgências de Goiânia - Hugo recebem atendimento odontológico para evitar condições bucais inadequadas que possam aumentar o risco de complicações locais e sistêmicas. Esses pacientes não apresentam a limpeza natural da boca pela falta de mastigação de alimentos duros e fibrosos, pela fala e movimentação da língua e das bochechas. A queda do fluxo salivar causada pela doença e medicamentos também contribuem para a colonização bacteriana na boca.

A presença do cirurgião-dentista nas equipes multidisciplinares da UTI e UCI colabora para a prevenção de infecções hospitalares, dimuição do tempo de internação e de uso de medicamentos pelo paciente crítico, contribuindo para o seu bem-estar, dignidade e saúde. Esta alternativa atua no nível primário da prevenção, sendo simples e uma medida de economia de recursos.

Já para os pacientes politraumatizados, a equipe de cirurgia bucomaxilofacial realiza reconstrução óssea da face. Com o trabalho na UTI, UCI e com politraumatizados dentro do Hugo é possível oferecer atenção integral em saúde e estabelecer padrões de relação saúde bucal e saúde geral.

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Encontrei alguns links em:

http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/1738/saude-publica/hospital-desenvolve-acao-para-diminuir-riscos-de-pneumonia-em-uti

http://www.odontosites.com.br/odonto/default2.asp?s=noticias2.asp&id=730&titulo=Atendimento_odontologico_reduz_tempo_na_UTI_

http://www.saude.go.gov.br/index.php?idMateria=76774