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Vacinação para prevenção de câncer de cabeça e pescoço

Texto enviado para o sobelist e reproduzido aqui.

Em tempo, não conheço os fundamentos da proposta de vacinação aqui apresentada. Quem tiver mais informação nos envie.

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March 26, 2010

The number of serious head and neck cancers linked to a virus spread by oral sex is rising rapidly and suggests boys as well as girls should be offered protection through vaccination, doctors said on Friday.

Despite an overall slight decline in most head and neck cancers in recent years, cases of a particular form called oropharyngeal squamous cell carcinoma (OSCC) have increased sharply, particularly in the developed world.

This growth seems to be linked to cancers caused by the human papillomavirus (HPV), the scientists said in a report in the British Medical Journal.

Two vaccines - Cervarix, made by GlaxoSmithKline, and Gardasil, made by Merck & Co - can prevent HPV, which causes virtually all cases of cervical cancer, the second most common cancer in women worldwide.

Many rich nations have launched HPV immunization programs for girls to try to protect them from the common sexually transmitted virus before they become sexually active.

The scientists, led by Hisham Mehanna of the Institute of Head and Neck Studies at Britain’s University Hospital Coventry, said that while including boys in immunisation plans was previously seen as too expensive, it may be time to look again.

“We need to look at the evidence again to re-evaluate the cost-effectiveness of male children in light of this new and rapidly rising incidence,” he said in a telephone interview.

More than 500,000 cases of cervical cancer are diagnosed annually in women and it kills around 200,000 a year. Head and neck cancer is the sixth most common cancer among men and women, with about 640,000 new cases each year worldwide.

A recent study found the risk of developing oropharyngeal carcinoma was linked to a history of six or more lifetime sexual partners, four or more lifetime oral sex partners, and, for men, an earlier age at first sexual intercourse.

“Sexual transmission of HPV - primarily through orogenital intercourse - might be the reason for the increase in incidence of HPV related oropharyngeal carcinoma,” wrote Mehanna.

The experts pointed to recent studies which showed a 70 per cent increase in the detection of HPV in biopsies taken to diagnose oropharyngeal carcinoma in Stockholm since the 1970s.

HPV-related cancer was also reported in 60 to 80 per cent of recent biopsy samples in studies in the United States, compared with 40 per cent in the previous decade, they wrote.

Mehanna said the findings had other important health implications. Patients with HPV-related head and neck cancers are typically younger and employed, he said, and because their tumors appear to be less deadly than those caused by factors like smoking and drinking, patients may also live longer with the physical and psychological effects of treatment.

“This means they would need prolonged support from health, social, and other services, and may require help in returning to work,” he wrote.

Reuters:

http://www.smh.com.au/lifestyle/wellbeing/oral-sex-link-to-head-cancer-20100326-r15f.html

Evidências em DTM / DOF

O texto abaixo foi enviado pelo Prof. José Luiz Peixoto Filho e trata das recomendações, baseadas em evidências, sobre condutas diagnósticas e de controle clínico nas disfunções da ATM.

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A Associação Americana de Pesquisa Odontológica (AADR) reconhece que as Desordens Temporomandibulares (DTM) englobam um grupo de condições musculoesqueléticas e neuromusculares envolvendo as articulações temporomandibulares (ATM), os músculos mastigatórios, e todos os tecidos associados. Os sinais e sintomas associados com essas desordens são diversos, e podem incluir dificuldade em mastigar, falar, ou em outras funções orofaciais. Estão frequentemente associadas com dor aguda ou persistente, e o paciente também pode sofrer de outras desordens dolorosas (comorbidades). As formas crônicas das DTM dolorosas podem acarretar afastamento ou incapacidade no trabalho ou em atividades sociais, resultando em diminuição da qualidade de vida de forma geral.

Baseado em evidências derivadas de pesquisas clínicas bem como estudos experimentais e epidemiológicos:

1)      Recomenda-se que o diagnóstico diferencial das DTM ou condições dolorosas orofaciais relacionadas deve basear-se primariamente em informações obtidas a partir da entrevista do paciente (anamnese), exame clínico e, quando indicado, exames radiográficos das ATM ou outros procedimentos imageológicos. A escolha de procedimentos diagnósticos adjuvantes deve ser baseada em dados publicados, revisados independentemente (“peer-reviewed”), que demonstrem sua eficácia diagnóstica e segurança. No entanto, o consenso da literatura científica recente sobre dispositivos eletrônicos atualmente disponíveis para o diagnóstico das DTM é que, exceto para várias modalidades imageológicas, nenhum deles demonstra sensibilidade ou especificidade necessárias para se distinguir indivíduos normais de pacientes de DTM ou para distinguir diferentes subgrupos de DTM. Atualmente, procedimentos médicos usuais de diagnóstico ou testes laboratoriais usados para a avaliação de condições similares de natureza ortopédica, reumatológica e neurológica podem também ser usados quando indicados em pacientes de DTM. Adicionalmente, vários testes psicométricos padronizados e validados podem ser usados para a avaliação da dimensão psicossocial de cada paciente de DTM.

2)      Recomenda-se enfaticamente que, a menos que existam indicações específicas e justificadas para o contrário, o tratamento inicial das DTM deve ser baseado no uso de modalidades terapêuticas conservadoras, reversíveis e baseadas em evidências. Estudos sobre a estória natural de muitas DTM sugerem que elas tendem a melhorar ou se resolver com o passar do tempo. Apesar de nenhuma terapia específica ser uniformemente efetiva, muitas das terapias conservadoras provaram ser no mínimo tão efetivas em proporcionar alívio sintomatológico quanto às formas de tratamento invasivas. Pelo fato dessas modalidades terapêuticas não produzirem modificações irreversíveis, elas apresentam muito menos risco de causar malefício. Ao tratamento oferecido pelo profissional deve-se adicionar um programa de cuidados domiciliares em que o paciente é ensinado sobre seu problema e como ele pode controlar os sintomas.

Referências: ver link abaixo 

FONTE: http://www.aadronline.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=3465Â

Medicinas Orais e marcadores inflamatórios sistêmicos

Fazendo uma busca no Google com marcadores inflamatórios sistêmicos e saúde bucal são obtidos vários sites e textos. A grande maioria é ligada a questão da saúde periodontal. Mas serão estes marcadores somente ligados à especialidade da Periodontia?

Se raciocinarmos que um estado de inflamação bucal de baixa intensidade, crônica ou mesmo aguda, pode levar a uma série de complicações em praticamente todos os tecidos, porque somente a Periodontia (dentro da Odontologia) deveria se preocupar com eles?

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Esse assunto não é novo!!!

Há um século começaram as primeiras associações entre as questões bucais e a saúde geral. O início do séc. XX foi marcado pela teoria da infecção focal, provavelmente pela difusão do uso da radiografia, que deve ter impressionado os clínicos com a presença e fácil visualização das  reabsorções  ósseas (focos infecciosos) periapicais.

A Cirurgia Oral, devido à disseminação das exodontias, profiláticas ou não, foi então a primeira especialidade odontológica com maior visibilidade no campo do controle das afecções sistêmicas de origem oral.

Logo em seguida a Endodontia, na década de 30, se organizou e se estruturou para fazer do tratamento endodôntico um procedimento confiável, eliminando a necessidade das extrações em larga escala.

Autores na década de 60 fizeram diminuir um pouco a ênfase na idéia do foco infeccioso oral por não encontrarem bactérias viáveis no tecido inflamatório periapical mas, anos depois, esta teoria da inflamação periapical asséptica caiu com as novas técnicas de cultura e evidenciação de microorganismos anaeróbios.

Mais recentemente, a partir dos anos 80, o conceito de correlação bucal com doenças sistêmicas foi revigorado com a publicação de associações entre tecidos periodontais comprometidos e algumas condições como parto prematuro, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares.

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A Periodontia se encarregou de disseminar este conceito e, assim, tem sido a especialidade que ocupa a linha de frente na valorização da Odontologia para o enfrentamento de doenças que, antes, eram predominantemente abordadas pelo ponto de vista médico.

Mas e as outras especialidades?

Não são inflamações crônicas as que ocorrem nos focos infecciosos periapicais? Nos tecidos pericoronários de um dente semi incluso? Nas mucosites tão comuns causadas, por exemplo, devido a alergias, hiperatividade imunológica, por trauma e também nas de origem microbiológica?

Todo tecido bucal lesado, inclusive cáries, não é porta de entrada ou reservatório para microorganismos?

E vários não estimulam o aumento dos marcadores inflamatórios sistêmicos?

Porque então a endodontia, a cirurgia oral e a estomatologia também não se engajam da mesma forma que a periodontia na confirmação das associações entre doenças bucais e sistêmicas?

Não são os marcadores inflamatórios também alterados nas doenças reumatológicas? Assim, deveria ser comum, por exemplo, que um especialista em tratamento das dores orofaciais pedisse o exame de um marcador inflamatório para averiguar a possibilidade de um quadro sistêmico estar por trás de uma dor neuropática orofacial (como a dor facial atípica ou idiopática), ou de uma osteoartrose da cabeça da mandíbula em um indivíduo jovem, pois tais quadros podem ocorrer em doenças autoimunes como o lúpus eritematoso sistêmico ou na artrite reumatóide respectivamente (incrementando valores de marcadores inespecíficos como o VHS e outros mais específicos*).

Enquanto a Periodontia vai, muito apropriadamente, mudando sua forma de ser para o conceito de Medicina Periodontal, porque as outras especialidades não tiram do armário suas Medicinas adormecidas, tão úteis que seriam para uma melhor visualização e tratamento dos casos?

Teríamos as então as Medicinas Endodôntica, Estomatológica, Odontopediátrica, Odontogeriátrica, Cirúrgica e da Dor Orofacial – ou não seria melhor chamar isso tudo de Medicina Oral?

Penso que a Periodontia (e a própria Odontologia como um todo) também seria muito valorizada se unisse esforços com as outras especialidades em suas pesquisas de associações fisiopatológicas buco-sistêmicas, pois aumentariam os valores pró-infecciosos com as afecções não periodontais.

(*) acréscimo em 29/03/2010.

 

 

Doenças Respiratórias X Doença Periodontal

* Entrevista feita por: Dra. Maria Cristina Brunetti

Qual a visão médica sobre a medicina periodontal? O Periodonto dá seqüência ao tema abordado em sua última edição pelo Dr F. Scannapieco, o qual apresentou a abordagem odontológica sobre o tema. A entrevista abaixo foi feita pela Drª Maria Cristina Brunetti junto ao Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara, que foi um dos participantes do Periodontia 2004 do SENAC de São Paulo nos dias 27 e 28 de agosto.

(O Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara é Médico Infectologista do Hospital Sírio Libanês e Médico Especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias deste mesmo centro médico).

O PERIODONTO - Qual a importância das doenças infecciosas respiratórias na medicina humana?

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara - As infecções das vias aéreas superiores são as doenças mais prevalentes no homem, sendo a maior causa de procura a serviços médicos e a maior causa de absenteísmo no trabalho, tendo, pelo menos, grande repercussão sócio-econômica.

O PERIODONTO - Como as doenças respiratórias podem interferir na fisiologia normal da boca ?

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara - Através da quebra de barreiras de imunidade inespecífica, as doenças respiratórias altas podem permitir a colonização da boca por outras bactérias, que não as usuais. Essas bactérias não usuais, por sua vez, alteram a fisiologia normal da boca podendo levar a um aumento de patologias periodontais. Por outro lado, a terapêutica utilizada nas doenças infecciosas das vias respiratórias, como o corticóide, podem também levar a uma alteração da imunidade específica, levando novamente a um desbalanço da microbiota normal da boca e suas conseqüências.

O PERIODONTO - Como, de maneira inversa, as doenças periodontais podem levar às doenças respiratórias?

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara - Se a doença periodontal não leva necessariamente a um aumento das doenças respiratórias, acredita-se que ela possa, ao menos, provocar uma alteração no comportamento normal dessas doenças. Como a presença da infecção periodontal provoca alteração nas bactérias indígenas da cavidade bucal, pode-se esperar que doenças resultantes de microaspirações do conteúdo bucal sejam diferentes, do ponto de vista microbiológico, das doenças que ocorrem em pessoas portadoras de uma flora bacteriana normal na boca.

O PERIODONTO - O paciente portador de uma doença infecciosa das vias aéreas que evolui com maior gravidade ou que evolui de uma maneira não habitual é candidato a uma avaliação específica por periodontista? Passado o momento da doença, ou seja, após a cura, acho que seria interessante uma avaliação odontológica inicial e específica se houver indicação.

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Misiara - O paciente grave, em UTI, com sondas naso ou oroenterais, em que momento deve ser avaliado quanto à sua saúde bucal? Idealmente, antes de tornar-se um paciente de UTI. Do ponto de vista prático, assim que o seu estado clínico permitir não só a avaliação odontológica mas a abordagem terapêutica específica.

Reencontro do Grupo de MOOH no CRORJ

 

Foi com felicidade que reencontrei o Prof. Joel Alves Silva Jr, com quem convivi durante sua especialização em Periodontia na Odontoclínica da Aeronática.

Notei desde o início que o Joel estava bem diferente, não sua silhueta, muito menos a alteração de cor dos cabelos me chamaram a atenção, mas havia algo novo na sua fala.

Parece que o nobre colega, assim como nós do Grupo de MOOH, foi contaminado pelo vírus da Medicina Oral.

Nos brindou com uma excelente e animada apresentação onde trouxe, desde a genética básica até a individuação do comportamento clínico, novas perspectivas da atuação odontológica frente aos casos de pacientes com comprometimentos sistêmicos.

Apesar da chuva, mas devido a uma melhor divulgação, aumentamos o número de colegas participantes – tivemos 30 CD presentes – e, após a palestra várias dúvidas foram levantadas sobre a Medicina Periodontal e sua relevância clínica.

Ao final houve discussão sobre os aspectos gerais da Medicina Oral e nos foi informado que nosso esperado encontro anual ocorrerá, provavelmente, como um pré-evento do ODONTORIO, em julho.

Dentre vários profissionais e autoridades presentes contamos com a presença do Prof. Silvio Brandão que é o atual Chefe de Serviço do Hospital Federal Cardoso Fontes e Responsável pelo Serviço de Pacientes Especiais da ABORJ. Ele nos dará a honra de ser o apresentador da palestra agendada para a primeira quarta-feira do mês de abril nos mesmos local e hora.

Em nome do Grupo de MOOH, agradeço a todos os presentes pela participação.

Abaixo segue o link dos cursos oferecidos pelo Prof. Joel Alves.

http://www.ocex.eb.mil.br/catual.htm

Saúde Bucal e Cardiologia

Encaminhado pelo Dr. Victor Abreu (HSERJ) e repassado para todos.

 

 

 

Informações sobre o autor: Dr. Evandro Tinoco Mesquita é professor na Universidade Federal Fluminense e diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco.

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