As ações individuais e sua repercussão sobre a classe odontológica
O texto abaixo foi publicado pelo Dr. Afonso Rocha, presidente do Conselho Regional de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro.
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A imprensa tem destacado o caso de um cirurgião-dentista que teria extraído desnecessariamente todos os dentes de um jovem. O fato vem sendo motivo de comentário no meio odontológico e principalmente fora dele.
O que nos causa particular perplexidade é o tempo dedicado às especulações sobre o assunto e o número de pessoas ouvidas em entrevistas.
Se por um lado se sabe que as notícias desfavoráveis têm capacidade de penetração muito maior do que as boas notícias, por outro, é também certo que as boas ações ou vitórias são sempre vistas como de caráter individual, ao passo que atos negativos ou erros são atribuídos a toda a classe. Todos nós somos atingidos por essa exposição, que pelo seu conteúdo, causa impacto negativo, que perdura por longo prazo e causa efeito devastador.
A constante vigília é fundamental para prevenir eventuais consequências desabonadoras para a Odontologia. Essa deve ser a preocupação de todos, além da indispensável cautela para não emitir palpites sem fundamento, que acabam por semear mais insegurança em nossos pacientes e na sociedade como um todo.
Intervenções odontológicas realizadas por profissionais no meio hospitalar, sejam eles cirurgiões dentistas, médicos, profissionais de enfermagem ou qualquer outro profissional são um dos principais focos deste site (a Odontologia Hospitalar, como sempre é comentado aqui, é uma das vertentes da Medicina Oral).
Na qualidade de criador do site e incentivador desta área de conhecimento sempre comento ações positivas neste campo. Elas são praticadas pelos pesquisadores (que estudam as melhores opções com base em ensaios científicos), pelos clínicos que seguem estas evidências e pelas lideranças que se empenham na divulgação desta nova atividade.
Mas um fato que gera notícia (positiva ou negativa) gera discussão. Esta discussão pode provocar uma mudança de atitudes e estas sim vão enriquecer o debate sobre a Medicina Oral.
Quando, por exemplo, o dentista terá uma formação digna de uma especialidade médica, para o correto exercício das áreas relacionadas com a Medicina Oral e a Odontologia Hospitalar?
Citei aqui o exemplo negativo de médicos e profissionais da área da enfermagem atuando na medicina oral sem o correto preparo.
Citei aqui o pedido do presidente da sociedade de cirurgiões bucomaxilofaciais pedindo socorro ao CFO para que tome atitude contra o desmonte que esta especialidade vem sofrendo com a desleal concorrência com os cirurgiões da medicina.
Cito sempre aqui a situação dos dentistas que trabalham em hospitais sem que tenham sido preparados adequadamente para isso.
Tudo o que fizemos este ano pela medicina oral e pela odontologia, Dr. Afonso Rocha, não será desmerecido em uma vírgula pela ação equivocada deste ou daquele profissional. Mas tudo o que deixarmos de fazer para adequar a atuação do dentista na Medicina Oral nos será cobrado, por esta e por futuras gerações.
Paulo ! onde encontro o referido decumento ao CFO, solicitando medidadas contra os avanços sobre a CTBMF? Isto muito me interessa.
Dede já, muito obrigado pela acolhida que voce tem dado aos meus comentários, neste Brasil é muito difícil ser médico e dentista ao mesmo tempo, todos te olham de perfil. Assim que eu puder lhe encontro pelos congressos. Um grande abraço.
Dr. Aristides Pinheiro
CROMG 8365
CTBMF e Analgesista
CRMMG 29186
Preceptor de Cirurgia Geral
O post onde comento a perda de espaço da CTBMF está no link http://medicinaoral.org/blog/2008/06/07/atuacao-do-cirurgiao-buco-maxilo-facial-traumas-de-face/
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E o link para o texto do Prof. Dr. Mario Francisco Real Gabrielli ao CFO não está mais disponível no site do colégio, mas há uma cópia completa dele no link: http://bucomaxilofacial.blogspot.com/2007/12/ofcio-colgio-brasileiro-ctbmf-ao-cfo.html