Quem é Luzi Abraham-Inpijn?
Nascimento: 7 de janeiro de 1939 - Haarlem, Holanda
Graduação em Medicina: 1964
Especialização em Medicina Interna: 1965 - 1969
Atividades profissionais: Professora de Patologia Geral e Medicina Interna na Universidade de Amesterdan, incluindo o curso de Odontologia - 1974 a 2004.
Consultora de Medicina Interna para diversas especialidades médicas: 1969 a 2004
Membro da Divisão de Medicina Interna da Amsterdan Medical Center (AMC): 1964 até 2007.
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Pesquisando suas publicações indexadas pelo Medline percebemos sua preocupação com a avaliação médica aos pacientes atendidos pelos dentistas. Participou na elaboração do questionário médico-odontológico baseado na classificação ASA, validado em diversos idiomas.
Notam-se ainda publicações em várias áreas da medicina oral como periodontia médica (Plaque and systemic disease: a reappraisal of the focal infection concept. J Clin Periodontol. 1984 Apr;11(4):209-20.), e avaliação de alterações autonômicas em pacientes odontológicos (Stress in elective dental treatment: epinephrine, norepinephrine, the VAS, and CDAS in four different procedures Gen Dent. 1998 Jul-Aug;46(4):356-60).
Seu trabalho sobre a avaliação de pacientes hipertensos com o uso de vasoconstrictores em anestésicos locais provocaram a mudança de atitude quanto ao limite de aplicação da adrenalina nestes pacientes (Changes in blood pressure, heart rate, and electrocardiogram during dental treatment with use of local anesthesia. J Am Dent Assoc. 1988 Apr;116(4):531-6.).
A Professora Luzi Abraham-Inpijn tem 84 artigos publicados e indexados pelo Medline.
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Fonte: http://www.ont.nl/ud/File/nieuwsbrieven/Dental%20revu%20jaargang%203-nummer%202-%20juli%202007.pdf
FONTE: http://www.hsdm.harvard.edu/faculty/faculty-sonis.html
Biographical Sketch
After receiving his dental degree from Tufts University, Dr. Sonis entered a combined doctorate and clinical specialty training program at Harvard University. He was awarded a Knox Fellowship to study at Oxford University following completion of his doctoral degree and residency. He returned to the United States to accept joint positions at the Peter Bent Brigham Hospital, Sidney Farber Cancer Center, and the Harvard School of Dental Medicine. His research activities focused on laboratory investigation of lymphocyte-neutrophil interactions and the initiation of descriptive clinical studies on the oral complications of cancer therapy.
In 1978, Dr. Sonis was appointed the division chief at Brigham and Women’s Hospital. Dr. Sonis’ research converged on the biology and clinical significance of cancer regimen-related mucosal toxicities. His studies on the molecular and cellular pathogenesis of mucositis have provided targets for treatment interventions. He has extensive experience in clinical trials for the prevention and treatment of mucosal barrier injury. Currently, he is the Chief of the Division of Oral Medicine at the Dana-Farber Cancer Institute; Senior Surgeon at Brigham and Women’s Hospital; and Professor of Oral Medicine at HSDM. Many of his former students and residents now hold academic and clinical leadership positions.
Dr. Sonis has published extensively on the clinical, biological, and health economic aspects of oral complications of cancer therapy. He is the author of more than 100 original publications, 40 reviews and chapters, and 7 books. He has lectured extensively on the clinical and biological aspects of mucosal barrier injury induced by cancer therapy. Dr. Sonis serves on a number of editorial boards, and is a founding member of the International Society of Oral Oncology.
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Clinical / Academic / Research interests
Clinical: Oral Medicine Research: Molecular and cellular mediators of regimen-related mucosal injury; Genetic risk prediction of chemotherapy- and radiation-induced toxicity; Clinical trials of interventions for mucosal diseases.
Contact Information:
Brigham and Women’s Hospital
75 Francis Street
Boston, MA 02115
Tel: 617-525-6864
FAX: 617-525-6899
E-mail: ssonis@partners.org
O que falta para a Medicina Oral decolar?
Uma área de conhecimento precisa, para se consolidar, de evidências que mostrem sua importância prática, precisa de aplicabilidade, de estrutura administrativa, institucional e política, mas, como vem sendo dito aqui no site, precisa gerar lucros. Os lucros devem ser de todos, profissionais, auxiliares, empregadores, empresas de saúde, sociedade e quem mais possa se interessar.
Então vem a pergunta: Quem mais pode se interessar pela Medicina Oral?
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Um dos maiores carros chefe da Medicina é a área dos laboratórios farmacêuticos. Patrocinam eventos, apoiam pesquisas, estimulam encontros internacionais entre outras parcerias. Será que a eles não interessa uma classe Odontológica que saiba prescrever, e o faça com frequência e conhecimento de causa?
Porque os laboratórios, com louváveis exceções, deixaram ou não investem na Odontologia?
Não seria interessante uma retomada nesta área de investimento quando se sabe da necessidade dos pacientes em receber medicações no pré, trans e pós-operatório de inúmeros eventos dentários?
Há ainda especialidades como a Dor Orofacial que precisa prescrever fármacos para dores agudas e crônicas, se valendo de opióides, analgésicos, AINES, inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, estabilizadores de membrana, relaxantes musculares e ansiolíticos. Vários trabalhos mostram ainda a vantagem do uso da toxina botulínica para controle do bruxismo.
A Estomatologia com o uso dos corticóides, tópico ou sistêmico, antibióticos, antifúngicos, imunossupressores eventuais e colutórios para uma enorme gama de doenças.
Também a Cirurgia Bucomaxilofacial, Periodontia, Pacientes Especiais e Endodontia são especialidades que tem necessidade do apoio farmacológico frequente. As profilaxias antibióticas e medicações para controle e prevenção de hemorragias são exemplos.
Conversas informais com representantes de laboratórios em eventos médicos mostram como se sabe pouco sobre esta área de “investimento”, praticamente inexplorada pela indústria farmacêutica. Aguardamos com ansiedade este apoio e parceria.
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Atendendo a solicitação do Victor Pimentel, um amigo e leitor deste site, selecionei alguns vídeos que ilustram as técnicas e indicações de higiene bucal. A solicitação, aparentemente desconectada do mote do site, vem em ótima hora, pois há razões suficientes para que os praticantes da boa Medicina Oral (especialmente os da periodontia médica) sejam enfáticos na motivação dos pacientes para a correta prática da higiene oral.
Se os focos infecciosos orais podem servir de porta de entrada para microorganismos (provocando de bacteremias até endocardites), ou ativar fatores pró-inflamatórios sistêmicos (acentuando doenças vasculares, reumatológicas, cardíacas, etc.) uma boa saúde oral também será responsável pela prevenção das doenças que decorrem da falta de higiene bucal.
Uma amostra inicial foi colhida utilizando-se o google e o youtube como ferramentas. Criei alguns critérios de qualificação dos vídeos quanto a quatro variáveis (apresentação, noções de escovação, noções especiais, noções gerais). É possível também qualificar os vídeos quanto a públicos (adulto e infantil), quanto aos métodos apresentados (escovação, fios, enxaguatórios…), mídias (real ou 3D) e outros.
Na minha concepção o vídeo ideal deve ter elementos virtuais (e.g. 3D) associados a imagens reais (é difícil explicar ao leigo questões de anatomia apenas com um dos dois isoladamente) com bons padrões de edição de vídeo e som, além de possuir legendas para os deficientes auditivos. Deve mencionar a importância do conhecimento do sulco gengival e áreas interproximais no acúmulo de placa bacteriana e citar as técnicas para remoção adequada destes depósitos (escova e fio). Orientar sobre o tipo de técnica de movimentação da escova / fio e a necessidade de individualização da limpeza na presença de um técnico (dentista ou higienista dental). Citar a necessidade de tempo e rotinas corretas assim como a avaliação e escolha de uma escova de qualidade.
As noções de técnicas para limpeza de língua, uso adequado de acessórios (cremes e enxaguatórios) e situações especiais (cuidados com próteses, escova interdental, unitufo, passafio, técnicas para crianças e recém nascidos, pacientes operados, com mucosite, etc.) também são essenciais em um vídeo ideal.
Os cuidados gerais com o armazenamento de escova e outros acessórios de higiene merecem atenção especial e outra variável importantíssima que acrescenta valor ao vídeo é a menção a importância da higiene bucal para a saúde local (prevenção de cárie, doenças periodontais, halitose…) e sistêmica. Entram dentro do grupo “cuidados gerais” a preferência pelos alimentos fibrosos e adstringentes (frutas, fibras…) contra os pegajosos e acidogênicos (biscoitos, refrigerantes…).
No link anexo encontra-se a planilha de avaliação dos vídeos e abaixo seguem os endereços. Seria muito útil a indicação, pelos leitores deste blog, de outros vídeos e a “votação” em qual seria o que apresenta a maior qualificação.
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1 - http://www.youtube.com/watch?v=jPtkjyFTCF4&NR=1
2 - http://www.youtube.com/watch?v=mPmGaEKOI7E&feature=player_embedded
3 - http://www.oficinadamoda.com.br/video_moda.php?escovacao_correta&video=1642
4 - http://www.youtube.com/watch?v=Dlly1vbkpBo
5 - http://www.youtube.com/watch?v=DGpDT4cmI64&NR=1
6 - http://www.youtube.com/watch?v=VklasFzwAyo&NR=1
7 - http://www.youtube.com/watch?v=wGKb6WAzN3E&NR=1
8 - http://www.youtube.com/watch?v=9FCeLKfY6V0&feature=related
9 - http://www.youtube.com/watch?v=YOl9JoPTCPw&feature=related
11 - http://www.youtube.com/watch?v=QmG4aIegTvY&feature=related
12 - http://www.youtube.com/watch?v=vgAyz9JqwEA&feature=related
13 - http://www.youtube.com/watch?v=FoIsYoVmAAg&feature=related
Protocolo retirado do artigo de autoria da Dra. Isis Ghelardi (HC-FMUSP), disponível em:
http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2058/pdfs/mat%2024.pdf.
Clique na imagem para visualização completa.
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O artigo disponível no link: http://www.revistargo.com.br/viewarticle.php?id=914 aborda a mucosite oral. Foi escrito pelo Prof. Paulo Santos (USP) e colaboradores.
RESUMO
A mucosite oral é resultante de toxicidade e um dos efeitos colaterais mais comuns da radioterapia e da quimioterapia, no tratamento oncológico e para o transplante de células tronco hematopoiéticas. Clinicamente estas alterações se caracterizam por atrofia epitelial, edema, eritema e pelo aparecimento de ulcerações, que podem acometer toda a mucosa bucal, gerando dor e desconforto, prejudicando a fala, a deglutição e a alimentação.
Além da importante sintomatologia, as ulcerações aumentam o risco de infecção local e sistêmica, comprometem a função oral e interferem no tratamento antineoplásico, podendo levar à sua interrupção. O diagnóstico, prevenção e estratégias terapêuticas de suporte à mucosite oral são de competência do cirurgião-dentista.
Através de análise crítica da literatura, o presente trabalho busca apresentar a mucosite oral, sua etiopatogenia, características clínicas e tratamentos propostos nos dias atuais para a sua resolução ou controle, destacando a importância da atuação do cirurgião-dentista no manejo desta entidade.
LINK DO TEXTO COMPLETO EM: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/707086.pdf