Interesses na Residência em Odontologia

Em resumo, estes parecem ser os interesses particulares de cada um dos personagens em relação às novas residências em Odontologia:

 

§        Dra Ana Haddad (da Comissão de Residência do Ministério da Educação - representante do Ministério da Saúde) e demais atuantes da saúde coletiva, privilegiando a Atenção Básica:

Interesse:

Querem um modelo de “Residência multiprofissional” para a Odontologia Hospitalar nos moldes da existente no Grupo Hospitalar Conceição (de Porto Alegre).

Ver links:

http://www.abeno.org.br/Palestra%20Resid%EAncia-Ana%20Estela%20Haddad.ppt

http://www.abeno.org.br/Palestra%20Resid%EAncia-J%FAlio%20Baldisseroto.ppt

 Comentários:

Como já foi colocado anteriormente concordo com o modelo da Residência Multiprofissional (ligada à saúde coletiva), ela contempla um novo conceito em pós-graduação que enriquece o conhecimento da área da saúde em atenção às necessidades básicas da população e não somente na questão hospitalar.

Mas querer que seja este modelo o único a ser vislumbrado na Odontologia é não atentar para a totalidade dos problemas que acometem os pacientes (e usuários do SUS). Nesse ponto, acho que a Comissão de Residência deve ampliar este conceito e permitir e estimular a implantação da “Residência em área profissional da saúde”, conforme está escrito na nova regulamentação, pois não existe nenhuma residência em Odontologia de alta complexidade custeada pelo MEC e MS.

 

§        Da ABENO e provavelmente do CFO:

Interesse:

Criar residências para abarcar o modelo de especialidades já existentes (só teremos as notícias do que será proposto ao MEC e MS daqui a algum tempo), acredito que no modelo de “Residência em área profissional da saúde”.

Comentários:

Com relação aos interesses da ABENO e CFO, lembro que o conceito de Residência (criado no Brasil, no Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, a partir de um modelo de vivência hospitalar usado nos EUA) é intimamente ligado a questões da alta complexidade. Utilizar este modelo para as especialidades odontológicas sem abranger a vivência hospitalar é, a meu ver, um retrocesso.

Mas que fique claro o nosso não conhecimento, por enquanto, do texto que será enviado pelo CFO ao Ministério da Saúde.  

 

§        Conclusões do Medicinaoral.org (baseadas no que venho escrevendo aqui no Medicinaoral e nas reuniões do CRORJ):

Acho que devíamos em primeiro lugar:

- enviar ao CFO e ABENO questionamentos sobre o modelo proposto para as residências odontológicas a ser enviado ao MEC/MS.

Em segundo lugar:

- propor uma mudança de modelo de ensino na graduação, privilegiando os conhecimentos da medicina oral com aumento da carga horária de disciplinas básicas (farmacologia, anatomia, fisiologia, patologia…) conforme ensinadas na Medicina.

- propor a criação da Medicina Oral como disciplina do currículo profissional, privilegiando o atendimento a pacientes com comprometimento sistêmico, e finalizando com um internato obrigatório nesta área (seja na atenção básica (AB), na Odontologia Hospitalar (OH) ou em ambas, o que seria o ideal).

- tornar obrigatória a vivência em Medicina Oral (teórica e prática, na AB e OH) por um ano, em horário integral antes de permitir a especialização nas áreas da medicina oral (estomatologia, pacientes especiais, CTBMF, patologia bucal, periodontia (médica) e dor orofacial). Que idealmente seriam exercidas no formato de residência.

 

Acredito que essa mudança no modelo de ensino Odontológico seria benéfica para os interesses da classe e da sociedade em geral, pois proporcionaria profissionais mais qualificados que os atualmente em atividade.

30 Responses to “Interesses na Residência em Odontologia”

  1. Dr. Paulo Affonso Pimentel conta com minha mais completa e total concordância.

  2. Dr. Paulo Afonso Pimentel concordo integralmente com o seu posicionamento, precisamos conhecer o projeto.

  3. OS ENTES E AS INSTITUIÇÕES INTERESSADAS E CITADAS NESSE DEBATE DEVEM FAZER UM ESFORÇO PARA TENTAR ENTENDER A POSIÇÃO DE CADA UM ATRAVÉS DE UM DIÁLOGO DIRETO, PARA QUE QUALQUER RESULTADO SEJA PROVEITOSO PARA TODOS.CASO CONTRÁRIO, FORÇAS OPOSTAS SE DIGLADIANDO ANULARÃO ESFORÇOS QUE DEVEM SER FEITOS PARA EQUACIONAR ASSUNTO TÃO DELICADO E TÃO PREMENTE DE SOLUÇÃO QUE CONTEMPLE POSTULAÇÃO INTELIGENTE E SUSTENTADA NA REALIDADE DO MOMENTO PROFISSIONAL.

  4. Dr. Paulo A. Pimentel também estou de acordo com sua posição.

  5. Paulo Guberfain e demais colegas.
    Não proponho nem vejo vantagem em qualquer tipo de discussão que venha a diminuir ou desmerecer os outros envolvidos.
    Mas é preciso atitude de quem exerce a Medicina Oral, e não quer perder um momento importante como este, para tentar melhorar a situação da classe e da sociedade.
    Talvez a Medicina Oral ainda tenha pouca voz dentro dos meios decisórios.

  6. Caro Paulo !

    Como nas conversas anteriores, meu pensamento tanto quanto as orientações aos meus ex-alunos da odontologia ( farmacologia e terapêutica / anestesiologia), da medicina ( residencia em cirurgia geral) permanece imutável. -O principal patrimônio de um profissional de saúde é o conhecimento adquirido durante a sua formação-. De nada adianta oferecermos um universo de conhecimentos como pós-graduação , seja lá que nome fôr , residência, pós graduação, mestrado, doutorado, enfim qualquer nome que se dê, se a base, o cerne do universo médico não for compreendido. Não se forma cirurgião sem conhecimento de anatomia, fisiopatologia e anatomia cirúrgica. Não se forma clínico, sem o conhecimento de patologia clínica, cardiologia , farmacologia e uma boa dose de filosofia e humanismo.
    Como cirurgião dentista e médico posso afirmar de conhecimento que o termo residência ultrapassa em muito o que a grande maioria acha que é. Não existe médico sem clinica médica, internato e a posteriori residência. O nível de conhecimento necessário para adentrar o programa de residência do MEC ou AMB ou das sociedades de especialistas faz com que o médico pretendente a uma vaga se disponha a estudar e rever todo seu conhecimento. Após ser aceito no programa passa a dedicar horas, dias, meses e anos acompanhando seus preceptores, sem finais de semana ou feriados, recebendo no final do mês uma bolsa de estudos, que não paga o valor gasto em moradia, alimentação e transporte; mas todos os residentes estão lá .

    Espero sinceramente que nenhuma fórmula mágica seja proposta para a residência em odotologia pois, se assim for feito a grande maioria dos profissionais da odontologia terão perdido o seu tempo e dinheiro, sem adquirir nenhum conhecimento de valia para sí e para ajudar seus pacientes.

    Sinceramente um grande abraço.

    Aristides Pinheiro
    CROMG 8365
    Cir. Bucomaxilofacial
    Analgesista

    CRMMG 29186
    Preceptor de Cirurgia Geral da Santa Casa de Misericordia de Belo Horizonte.

  7. Paulo,
    A cada dia que passa percebo a fragilidade dos cursos de graduação em odontologia e a tentativa de se formar profissionais através daquela ideia de que os cursos de pós-graduação , sejam eles em qualquer nível, possam fornecer elementos suficientes para uma boa formação de um CD. Nossa profissão é aprimorada através do tempo decorrido na carreira: experiência clínica aliada a constante estudo e aprimoramento. O lamentável é que a boca, apesar da ser parte integrante do corpo humano,apesar de ser nossa porta de entrada e estar relacionada direta e indiretamente com várias outras áreas anatômicas,a maioria dos profissionais acha que ela pode ser dissociada e tratada “separadamente” como se não fizesse parte de um TODO. Precisamos mudar este perfil e este panorama. Isto só poderá ser alcançado se formos vistos como profissionasi cientes deste TODO e capazes de atuar como tal! Desejo a todos nós sabedoria para conduzir esta questão! Tens todo o meu apoio!

  8. Dr Paulo A. Pimentel,
    entendo como muito importante o momento, não só para a Odontologia, assim como para as demais áreas da saúde. Cabe a nós entendermos que a formação de equipes multidisciplinares nos setores viabilizam, além de um aprendizado melhor, uma objetividade maior quanto aos resultados: Cura, erradicação, prevenção, promoção de saúde etc. Um debate lúcido quanto à formação das bases para a residência em Odontologia é bem visto.

  9. Olá Aristides,
    As visitas que temos aqui no site e comentários como o seu me fazem persistir nessa caminhada, difícil e longa (demais) na tentativa de ajudar a Odontologia a encontrar um novo rumo e se abrir para enxergar que é uma especialidade da Medicina.
    Tendo ou não o dentista um CRM (como é o seu caso), não há porque não se portar como um médico da região orofacial.
    Não questiono a necessidade de tornar, de fato, a Odontologia uma especialidade médica. Foi escolhido o modelo americano de formação e, se houver uma preparação adequada para o dentista, este será um excelente “Médico da boca” somente com o CRO.
    Mas não é possível que um profissional com tempo exíguo de formação médica seja submetido a prescrever, diagnosticar, operar ou emitir laudos como ocorre na Odontologia brasileira.
    Seu exemplo de vivência em ambas profissões é ilustrativa no que se refere a sua constatação sobre o que significa uma formação baseada em residência.

  10. Outro comentário que voce fez Aristides, sobre o preparo humanístico na Medicina e Odontologia, é motivo de muitas laudas.
    Qual o grau de maturidade profissional do CD brasileiro? Há comprometimento com as causas do paciente em sentido amplo? Quais são os exemplos que balizam a formação do CD?
    Uma grande diferença que ocorre na Residência em relação a especialização da Odontologia atual refere-se às questões de hierarquia envolvidas na pós-graduação.
    Acredito que a liberdade de um preceptor em deliberar sobre tudo o que se refere ao residente com total autonomia, e o envolvimento pleno do pós-graduando, faz com que este último se dedique mais e não se desvie do foco no aprendizado e crescimento (interno e profissional) exigidos.

  11. Caro colega, o que vejo na clase odontologica é uma briga de interesses politicos dentro da propria classe, que nao consegue ter forças como na medicina que são unidos.
    Por esses motivos jamais a classe vai conseguir ter uma força em que podemos realmente discutir assuntos de nosso interesse e da saude em geral.
    A classe odontologica precisa ser mais unida e discutir assuntos em comum acordo, e nao ter varios segmentos, em beneficios de poucos pelo poder de estar no topo das discussões junto ao governo.
    Se todos se unissem, pode ter certeza que a odontologia seria mais forte.

  12. Além desses aumentos dessas disciplinas básicas como anatomia, farmacologia, patologia… Deveria existir também disciplinas como oncologia oral e etc.

    Era até para sermos nós a fazer a cirurgia de câncer oral

  13. É como Mauro Augusto disse… a classe odontologica é muito desunida. Até a enfermagem já está ficando mais forte por te se unido mais.
    Até na faculdade já é cobra engolindo cobra. Temos que ter um pensamento diferente, um ajudando o outro e não do jeito que as coisas estão hoje em dia.

  14. Vamos nos unir para favorecer nossa classe

  15. Um dos fatores que podem interferir na implantação da residência em Odontologia é a indústria de cursos de especialização.
    E isso não é só culpa dos professores, o próprio MEC quer reduzir a carga horária para cursos lato sensu para absurdas 360 horas.
    Quem vai querer investir 2 anos e 6000 horas de dedicação se pode ter o mesmo diploma com poucas horas e alguns trocados?
    A Odontologia (CFO, CROs, ABENO, ABOs, e nós CDs indignados) tem que se posicionar e defender os interesses da classe como um todo (como alertam o Mauro, o Fernarndo e o Junior).

  16. Ola Paulo !

    Volto com muita satisfação ao medicinaoral. Observo que os colegas estão muito interessados no desenvolvimento de uma nova personalidade para o cirurgião dentista brasileiro, procurando alguma forma de adentrar novas fronteiras, remover a viseira conformista de uma conduta conservadora, montada através de uma doutrina deformadora e adotada pelas escolas de odontologia por interesses outros que não o da profissão. Elas impõem barreiras psicológicas e sentimentos de impotência quanto ao escopo da profissão.
    Como eu gostaria de ver, ainda durante a minha vida produtiva, uma odontologia personalizada sem medo das sombras e dos arredios de outras ciências, conhecedora de seus direitos e obrigações para com os profissionais e principalmente com seus pacientes. Gostaria de vêr os dentistas com formação médica sólida e conscientes de suas obrigações de transmitir os conhecimentos aos novos que virão.
    Gosto muito de pessoas com seu entusiamo e persistência. Observe, caro Paulo, o ato médico foi confirmado no congresso e agora será, não tenha dúvida, no senado. Observe que os médicos não construiram barreiras para a odontologia , veja que a medicina respeita e agrega como irmã a odontologia. Que os dentistas leiam e entendam a lei 5081; observe Paulo, que provavelmente voce e muitos outros nunca tomaram contato com ela durante os seus anos de faculdade, nenhum professor lhe disse para ler e entender antes de adentrar a sua vida profissional, isso é um descaso! Entendamos, que ali está descrito tudo o que o dentista pode fazer, o que se tem é o não entendimento, por falta de esclarecimento durante o péríodo de aprendizagem. Sejamos francos, quem não assume os diretos que a lei permite os perde por desuso.

    Dr. Paulo veja a orientação que tenho do conselho de medicina: Toda vez que for emitir um comentário, devo identificar-me com nome legível e o número do CRM. Isto, caro Paulo, localiza e valoriza o profissional, o tira do anônimato e o torna um profissional consciente de seus deveres e obrigações.

    Aristides Pinheiro

    Cir. Dentista
    CTBMF
    CROMG 8365
    Médico
    CRMMG 29186

  17. Para os interessados segue o link da lei 5081: http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/09/lei5081.pdf
    E também inseri o meu CRORJ no campo contatos deste site como bem sugeriu nosso colega Aristides Pinheiro.

  18. No link: http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/09/lei4324.pdf está descrita a lei 4,324 que institui os CROs e CFO.
    Nela algumas competências são descritas:
    Compete ao CFO:
    Art. 2: …supervisão da ética profissional em toda a República, cabendo-lhes zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente.
    Compete aos CROs
    Art. 11 - i) promover por todos os meios ao seu alcance o perfeito desempenho técnico e moral de odontologia, da profissão e dos que a exerçam.
    ______________________
    Sabemos que nossas lideranças fazem o possível para cumprir os artigos acima, mas precisamos de algo mais hoje em dia.

  19. Gostaria de solicitar aos colegas que tem se manifestado favoravelmente (e mesmo os que não aprovam) que enviem mensagens para este campo de comentários para aumentar o poder de persuasão sobre o que tem sido discutido aqui.
    A identificação (como sugeriu o Dr Aristides) e o envio do número do CRO incluindo o estado também é bem interessante.

  20. Caro Paulo !

    Esta semana estou preparando um paciente com sindrome de wolff parkinson white para cirurgia de terceiros molares (4). Como estes pacientes podem vir a falecer por taquicardia supra ventricular paroxística, e ocorrem em 0,15 a 0,2% da população. Minha programação inicial será sedar o paciente com dormonid 0,05mg/Kg - dose inicial e 0,05 mg/Kg/hora em bomba de infusão , Fentanil 1mcg/Kg endovenoso , solução eletrolítica NaCl 0,9% 250 ml, 60 gotas por minuto ev. Monitorização com ECG, Oximetria de pulso, oxigênio 2 litros minuto através de mascarilha nasal. Anestesia local sem catecolaminas e cuidados anestesicos monitorizados.
    Como o paciente esta assintomático, não será internado, todo o procedimento será a nível ambulatorial. Logo após o procedimento, se for de seu interesse transfiro-lhe todos os achados, medicamentos necessários trans-operatórios ( se houverem) e o pós-operatório.

    Abraços.

    Aristides Pinheiro
    CROMG 8365
    CTBMF
    Analgesista

    CRMMG 29186

  21. Olá,
    Este comentário vale um novo post.
    Vou transferir o texto para lá e comentamos sobre ele no campo comentários deste novo espaço, ok?
    http://medicinaoral.org/blog/2009/11/23/exodontia-na-sindrome-de-wolff-parkinson-white/

  22. Caro Paulo Pimentel
    Concordo plenamente com você, e apesar das divergências de opiniões, é preciso ter um projeto de Residência Odontológica, para aproveitar o momento, e o seu parece, no momento, o mais coerente.
    Quanto ao aumento da carga horária e o aprofundamento dos conhecimentos das matérias básicas nos moldes da Medicina, é de fundamental importância. Como lhe relatei em outra ocasião, sou formado e habilitado (CRO-RJ) em Acupuntura em Odontologia, e várias vezes tive que voltar a estudar as matérias básicas para recordar e aprofundar esses conhecimentos, para entender os mecanismos de ação da Acupuntura baseados em evidências científicas (Neuroanatomia Funcional, Fisiologia, Farmacologia…).
    Abs João Carlos de Freitas
    Especialista em Endodontia (ABO-RJ)
    Formação em Acupuntura em Odontologia (IARJ)
    Habilitação em Acupuntura (CFO/CRO-RJ)
    CRO-RJ 13673

  23. O texto abaixo foi extraído das partes iniciais do livro sobre sedação do Malamed.
    “PG xii - MODIFICAÇÃO DO CURRÍCULO EM ODONTOLOGIA NOS EUA. – maior valorização da medicina e avaliação médica. Com o aumento da sofisticação da medicina se tornou aparente a influência que o tratamento odontológico tem sobre a saúde geral do paciente….Os dentistas se tornaram mais conscientes do fato que o tratamento dentário pode afetar o bem estar e que o grau de doença pode afetar o tipo de tratamento. Referência em CURRICULAR GUIDE FOR PHYSICAL EVALUATION, J DENT EDUC53:305, 1989 (xiv).”

  24. Oral health care in the 21st century: implications for dental and medical education.
    Link em:
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11739041?ordinalpos=1&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_SingleItemSupl.Pubmed_Discovery_RA&linkpos=4&log=relatedreviews&logdbfrom=pubmed

  25. Exemplo de residencia multiprofissional:
    http://journals.lww.com/academicmedicine/Fulltext/2008/11000/Title_VII_Innovations_in_American_Medical_and.10.aspx

  26. Caro Paulo ! Lí seu recado sobre o windows. Breve voce terá o que solicitou.
    Mas mudando de assunto, voce estimulou minha curiosidade no que refere a residência multiprofissional em odontologia, fiz alguns contatos, posso lhe dizer que novos ventos estão por vir a partir de fevereiro de 2010. Não te assustes com o que pode estar por vir. Existe um estudo sério em alto nível, avaliando a possibilidade de aplicar na odontologia toda a metodologia que existe na relação AMB/CFM
    ( Associação Médica Brasileira /Conselho Federal de Medicina), quanto a residência/especialização,
    registro de especialista, utilizando o mesmo molde de sociedades de especialidades, provas para obtenção de títulos de especialista e educação continuada para manter os mesmos.

    Te digo, se o que eu ouvi for avante, a medicina oral virá como residência, dentro dos parâmetros que nós necessitamos e com algo mais.
    Se assim fôr, vamos todos precisar de pessoas com grande despreendimento e saber, como voce e muitos outros por este grande país. Aguardemos então os novos ventos.

    Um grande Abraço

    Dr. Aristides Pinheiro
    CROMG 8365
    CRMMG 29186

  27. Aristides, que se concretizem essas perspectivas.
    Recebi esta semana, na lista de discussão da SOBE, duas mensagens sobre residência em Odontologia. A primeira segue abaixo:
    __________________________
    Caros amigos,
    Para aqueles que fizeram o cadastramento na primeira fase, saiu o edital para o encaminhamento dos projetos de residência
    Boa sorte a todos
    Abraços Marcelo

    ———- Forwarded message ———-
    From: Residencia Multiprofissional
    Date: 2009/12/8
    Subject: Edital de Convocação: Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde
    To:

    Prezado(a) Coordenador(a),

    encaminhamos para seu conhecimento o Edital de Convocação nº 24, de 2 de dezembro de 2009, do Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde do Ministério da Saúde.

    “O SECRETÁRIO DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE, do Ministério da Saúde e a SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições, e considerando os termos do Decreto Presidencial de 20 de junho de 2007, que instituiu a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde (CIGES) e a Portaria Interministerial nº 1.077, de 12 de novembro de 2009, que instituiu o Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde, convidam à apresentação de propostas com vistas à seleção de projetos de Instituições Formadoras em conjunto com Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, a partir da data de publicação deste Edital até o dia 29/01/2010.”

    De acordo com o item 5.1 do edital, o projeto, com os devidos comprovantes, deverá ser enviado em arquivo digital para o endereço eletrônico rms@saude.gov.br e por SEDEX, na forma impressa e em CD, com a identificação do destinatário PROGRAMA NACIONAL DE BOLSAS PARA RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS E EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE, no envelope, para o seguinte endereço:

    Ministério da Saúde
    Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
    Departamento de Gestão da Educação na Saúde
    Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício sede, 7º andar, sala 725
    CEP: 70058-900
    Brasília - DF

    Att.,

    Equipe Técnica das Residências Multiprofissionais e em Áreas da Saúde
    Coordenação-Geral de Residências em Saúde
    Diretoria de Hospitais Universitários e Residências em Saúde
    Secretaria de Educação Superior
    Ministério da Educação

  28. A segunda:
    Prezados colegas da SOBE, encaminho anexo o Edital de seleção programa
    de residência multiprofissional do HUB-UNB.
    Há duas vagas para a Odontologia na área de Atenção Oncológica.
    O HUB-UNB agora tem um CACON, e os residentes farão parte da equipe da
    Odontologia no atendimento dos pacientes oncológicos.
    Para os professores interessados em saber mais sobre o programa e
    orientar melhor seus alunos, poderão entrar em contato com:
    Profa Nilce: nilce@unb.br
    Profa Heliana: hdmestrinho@uol.com.br

    Atenciosamente, Profa Eliete (UNB)

  29. Caro Paulo:

    Novamente, acesso o blog para um novo e raro caso clínico. Ocorreu no meu departamento médico na semana passada ( dezembro de 2009), que é muito interessante para a medicina oral devido as suas complicações locais e a distancia, com possível leucemização. Afetando as glândulas salivares e tecido linfóide associados a mucosas na região oro facial.

    Na clínica de cirurgia de cabeca e pescoço e buco maxilo facial do Hospital RG em BH.

    Paciente de 54 anos, leucoderma, com distúrbios articulares, dificuldade de locomoção e artrite deformante nos membros superiores.

    Queixa principal de:
    Um caroço que esta crescendo na região sub-mentoiana há mais ou menos 3 meses, sem dor.

    Sem outras queixas que as articulares já citadas,
    Sem queixas gátricas, não fazendo uso de medicamentos.

    Ao exame :
    Região de cabeça e face sem lesões ou feridas de qualquer natureza. Dificuldade de articular as palavras.

    Cavidade oral:
    Higiene oral de média qualidade, uso de prótese total superior e presença de dentes inferiores, com ausência de algumas unidades e necessidade de tratamento reabilitador nos outros, mucosas hígidas, pequena atividade inflamatória em região de palato onde apoia a região central do pálato da prótese.

    Achado de exame:
    Nódulo duro em região sub-mentoniana, de 4 x 6 centímetros; fixo às extruturas musculares do digástrico anterior ao osso ióide, anexado ao miloioideo a direita.
    Indolor, duro, não pulsátil.

    Avaliação das cadeias jugulares retro-mandíbular : Nódulos palpáveis em número de 3 à direita de 0,5 a 1 cm2. Dois nódulo em cadeia jugular esquerda com a mesma área de superfície.Um nódulo palpável em região cervical posterior a esquerda.

    RX de toráx:
    Pulmões limpos sem nódulos aparentes, mediastino e região para-hilar D/E aparentemente livres. Região cardíaca sem nódulos ao RX.

    Não foi solicitado Rx dental ou da articulação temporo mandibular.

    Abdomem:
    Na apalpação das regiões das fossas hilíacas, uma proeminência á direita e outra a esquerda, com diagnóstico clínico de hérnia inguínal bi-lateral.( Vou esclarecer com US da região)

    Solicitado biópsia:
    Oxímetria pré-medicação com Spo2 instável entre 93 e 89% de O2.( Ação mecânica do nódulo sublíngual na posição da língua, produzindo asfixia em decúbito dorsal ?)
    Submeti o paciente ao procedimento da biópsia em posição semi- reclinado, com técnica a céu aberto do nódulo sub- mentoniano, sob sedação endovenosa com Dormonid 3 mg, O2 de 4 litros por minuto por cânula nasal, anestésico local 2 de Scandicaine 2% 1.200.000 de levo.

    Achado trans-operatorio:
    Lesão com superfície lisa, de cor brancacenta, ao corte apresentou textura de carne de peixe, com pouco sangramento.

    Hipótese diagnóstica cirúrgica : metástase de adenonocarcinoma.

    Material colhido em Soro Fisiológico 0,9% sem fixadores, remetido imediatamente ao laboratório de Anatomia Patológica.

    Resultado da anatomo patologia : Em laboratório com grande credibilidade em histopatologia e confiabilidade médica..

    » LINFOMA MALT; solicitamos histoquímica para melhor evidenciar a tipia celular«.

    O interessante neste caso é que os linfomas de célula B gástrico tem uma origem infecciosa ligado ao helicobacter H.Pilory. Mas a região não é tão comum, pois acometeu um ganglio sub-mentoniano e a cadeia linfática jugular bi-lateral. A grande maioria destes tumores quando de até 1 cm em região gástrica regridem com a erradicação do H.Pilory, mas neste caso o tumor é para-gástrico.
    Encaminho o paciente o paciente à cirúrgia para remoção do grande nódulo sub-mentoniano, parece ser o causador da dificuldade respiratória e de fala e envolve a glândula salivar sub-mandibula. O tratamento não é cirúrgico e sim químio/rádioterápico,com grande possibilidade de cura ou remissão. Vamos estadiar melhor a região de fossas ilíacas para um programa de tratamento.

    Acho o caso de grande interesse para a medicina oral se for constatado após a histoquímica que o tumor é um línfoma não-Hodgkin tipo MALT em região para-gástrica sub-mentoniana.

    Dr. Aristides Pinheiro
    CRMMG 29186
    CROMG 8365
    Analgesista
    CTBMF
    Cirurgião Geral

  30. Paulo, deixo claro aqui, que o espaço e o local não é o mais apropriado para grandes dissertações que envolveriam ao falar das origens, manifestações e dos achados fenótipos e genótipos desta patologia. Se alguem interessar sobre maiores informações, os textos de patologia gastrica é muito rico na descrição e tratamento.
    Acho que já tomo demais o seu espaço.

    Um grande abraço.

    Dr. Aristides Pinheiro
    CRMMG 29186
    CROMG 8365

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