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Desabafo de uma Dentista muito Especial

 Recebi o interessante texto abaixo de uma acadêmica de Odontologia que  não quer deixar de lutar pelos seus sonhos. Por enquanto ela prefere que fique anônimo.

“Caro Paulo Pimentel,

Peço licença pra contar um pouco mais de minhas dúvidas e anseios.
Estou terminando agora em junho minha faculdade de odontologia e tenho 22 anos. Desde pequena sempre quis ser dentista sem um motivo aparente… fiz vestibular e passei.
No início da faculdade nunca me interessei pelas disciplinas convencionais, li em algum site na internet que existia uma tal de odontologia sistêmica e coloquei na cabeça que era isso que eu queria….
Depois fiz uma optativa de medicina legal, e queria ser Odontolegista…
Por fim, nesse período, tive uma aula com um dentista especialista em Odontologia Oncológica do INCA e pensei: “É isso que eu quero!”
Nunca me fascinei pelas disciplinas mais técnicas (ao meu ver)… talvez eu não tenha muita habilidade manual, talvez eu queira mais do que abrir e fechar buracos…talvez eu queira cuidar de pessoas e não de dentes… Não pense que sou uma frustrada que gostaria de ser médica, não sou não, nunca pensei nisso… queria mesmo ser dentista… mas não sabia que, para a maioria, ser dentista era apenas olhar os dentes!!
Durante muitos momentos pensei em desistir… pensei que não “dava pra coisa” e agora que o fim da faculdade se aproxima, minhas dúvidas e minhas incertezas aumentam cada vez mais!!
Ultimamente tenho pensado muito em levar minha iniciante carreira para um lado mais abrangente do que preparos e provisórios.. Já fiz inclusive atualização em dentística… sei da importância de saber fazer bem esse tipo de coisa… ainda mais no início… estava pensando até em fazer um curso de endodontia… mas, definitivamente, não é fechada num consultório que eu quero ficar…
Gosto de cirurgia, mas sei lá, acho que não faria Buco maxilo… por todos os preconceitos que envolve e toda a dedicação que demanda… (pretendo casar, ter filhos…) fiz um ano de estágio no Salgado Filho, e fiquei completamente apaixonada pela atmosfera do hospital…
Pensei muito em fazer Odontologia para pacientes especiais… gosto inclusive de atender crianças, e os pacientes com limitações motoras e mentais me fascinam… parece que ouvi um chamado sabe…. como as freiras dizem… acho que tenho que cuidar desse tipo de pessoa…
A área de oncologia me agrada bastante…. assim como a estomatologia em geral…
Há alguns meses comprei o Silverman de Medicina Oral… durante toda a faculdade meu sonho sempre foi comprar esse livro… mas sempre tinha que comprar outros mais urgentes para estudar, por exigência da faculdade…
Peço desculpas por todo esse desabafo… mas quando vi no seu blog que existia um curso que envolve tudo que eu amo na odontologia… fiquei muito animada com a possibilidade de realizar meu sonho…
Meus amigos me acham meio doida por isso, meus professores me vêem com aquela cara de “Coitada vai morrer de fome!” e meus familiares me olham como quem diz “Mas se ela não quer cuidar de dente gastei dinheiro a toa”… Mas, sinceramente, acho que temos que fazer o que nos faz feliz e eu realmente só me vejo feliz no futuro se eu estiver dentro de um hospital, cuidando dos pacientes internados, de patologias orais e de pacientes que necessitam de atenção especial….

Mais uma vez peço desculpas por te alugar… agradeço se você chegou até aqui lendo tudo isso que eu tento explicar para as pessoas, mas elas parecem não querer entender, (exceto meu noivo que foi o único até hoje que me deu força… talvez por ser enfermeiro!)

Queria que você me informasse sobre o curso e se vai abrir uma nova turma quando terminar essa… é minha última esperança de ser feliz!! Espero que possa me ajudar!!!
Não pense que eu sou uma louca carente e descontrolada, só estou um tanto quanto apavorada com o final da faculdade!

Bom, isso é tudo!”

Prova para Dentista dos Bombeiros-RJ

    Nesta bela manhã de domingo aproximadamente 4 mil Dentistas do Rio de Janeiro estiveram nas dependências da UNISUAM, em Bonsucesso, para realizarem as provas para ingresso na Corporação dos Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. A prova correu de forma tranquila e sem maiores problemas. Sobre o conteúdo chamou a atenção a grande quantidade de perguntas relacionadas ao tema Medicina Oral.

    Algumas das mais importantes foram:

    Achados clínicos e odontológicos no Hipotireoidismo (ver revisão em http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/677.pdf) como pele fria, seca, macroglossia, erupção dentária retardada e distúrbio do desenvolvimento.

    Dor facial pulsátil associada a cefaléia episódica recorrente responsiva à indometacina. Quadro típico de Hemicrania Paroxística.

    Conduta do CD frente a paciente utilizando terapia anticoagulante para histórico de tromboflebite, necessitando exodontia. A avaliação do tempo de pró-trombina indicará o momento propício para realização do procedimento.

    Paciente hipertenso moderado necessitando procedimento cirúrgico quanto à dose total de anestésico local contendo lidocaína a 2% e adrenalina 1:100.000. O limite de 2 tubetes é o indicado.

    Ocorrência de granuloma gravídico em paciente grávida, associada a doença periodontal.

    Freqüência mais comum do ameloblastoma.   

   Conduta frente às pérolas de Epstein, cistos epiteliais localizados na linha média palatina, que desaparecem espontâneamente.

    Manifestação oral da infecção pelo HIV. Dentre inúmeras outras manifestações como candidose, linfomas, sarcomas é observada a leucoplasia pilosa oral.

    Mais detalhes da prova amanhã ao sair publicado o gabarito e questões. Porém, é sempre louvável a presença de questões de Medicina Oral (CTBMF, Atendimento a pacientes especiais, Dor Orofacial, Estomatologia e Patologia Bucal).

Legitimação da Odontologia Hospitalar

Aos Deputados Neilton Mulim e Maurício Trindade

   Foi enviado para votação um Projeto de Lei (PL) de autoria do Deputado Neilton Mulim (RJ), sobre a obrigatoriedade da presença do Cirurgião Dentista (CD) na equipe multiprofissional das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Este PL (nº 2776/2008) salienta a importância dos cuidados orais para pacientes que estão sujeitos a infecções severas, facilitando complicações ou mesmo retardando a saída destes do ambiente de cuidados intensivos. Recebi uma mala direta deste parlamentar pedindo o encaminhamento de email de apoio para o Relator deste PL, o Deputado Maurício Trindade - PR/BA.
   Sobre este assunto gostaria de fazer alguns comentários:
   Luto com muito afinco para que o Cirurgião Dentista clínico, e não apenas o Cirurgião Bucomaxilofacial (que também é um Dentista) tenha espaço nos hospitais. Trabalho no Hospital dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro (do Ministério da Saúde) e me empenho em fundamentar esta inserção. O Serviço, chefiado pelo Dr. Paulo Gulberfain, já executa várias modalidades de atendimento hospitalar e ainda montamos um curso de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar para a capacitação dos CD e membros do próprio Serviço de Odontologia. São contemplados o atendimento multidisciplinar, emergências médicas no consultório dentário, atendimento de pacientes com comprometimento sistêmico, reconhecimento de lesões orais, farmacoterapia e interações medicamentosas, participação em sessões clínicas, discussões de casos, atuação nas enfermarias, centro cirúrgico, UTI, patologia, DIP, pediatria e outros.
   Mas é preciso que este espaço ofereça todas as condições e permita o trabalho do CD. Atuando em consultórios dentários bem planejados com boas condições de atendimento este profissional, ou sua equipe, poderia ser contactado por qualquer setor do Hospital para dar pareceres ou fazer pequenos procedimentos. Poderia realizar procedimentos odontológicos mais complexos em Centro Cirúrgico especialmente projetado para oferecer-lhe ergonomia e poderia participar de sessões clínicas e anatomopatológicas onde seu conhecimento especializado fosse necessário.
   Na carta de apoio ao PL que consta no site do Sr. Neilton Mulim, escrita pela Dra. Maria Christina Brunetti é citada a importância do Dentista no contexto hospitalar de uma forma mais ampla: “…no pré-natal, nos centros de atendimento aos pacientes diabéticos, nos centros de atendimento a pacientes cardiopatas e nas UTIs…”.
   Além desses serviços há necessidade do atendimento odontológico hospitalar para outros casos como os pacientes psiquiátricos, reumatológicos, neurológicos, oncológicos, etc., inclusive para procedimentos no centro cirúrgico e prótese bucomaxilofacial. Penso que o Dentista poderia, e deveria, contar ainda com uma equipe completa incluindo Atendentes de Consultório Dentário (ACD), Técnicos de Higiene Dental (THD) e Técnicos de Prótese Dentária (TPD) podendo diminuir custos, aumentando a eficiência e abrangência dos atendimentos.  Outro item importante se relaciona à efetivação das Residências Odontológicas.
   Apesar de entender estas manifestações a favor da Odontologia, a atuação do CD somente na UTI será um grande desperdício para todo o potencial que este profissional pode oferecer. Seria mais útil se fosse extendido para uma atuação ampla, legitimando e regulamentando a existência de um Serviço de Odontologia Hospitalar e contemplando a inserção dos CD, ACD, THD, TPD e Residentes.

Paulo Affonso Pimentel Jr.
Especialista em Dor Buco Facial, DTM
Mestre Patologia Bucal
CD Serviço de Odontologia do HSE-RJ

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Cirurgião Dentista na UTI

Foi enviado para votação um projeto de Lei de autoria do Deputado Neilton Mulim, (dep.neiltonmulim@camara.gov.br) sobre a obrigatoriedade da presença do Dentista na equipe multiprofissional das UTI. Este PL (nº 2776/2008) salienta a importância dos cuidados orais para pacientes que estão sujeitos a infecções severas podendo complicar os quadros ou mesmo retardar a saida destes do ambiente de cuidados intensivos.

Recebi uma mala direta deste parlamentar pedindo o encaminhamento de email de apoio para o Relator deste PL, o Deputado Maurício Trindade - PR/BA (email: dep.mauriciotrindade@camara.gov.br).

Dor Orofacial e DTM, dicas e macetes clínicos

Clique na imagem abaixo para melhor visualização

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ESTE CURSO TEM COMO OBJETIVO:

  • estimular o raciocínio fisiopatológico nos casos rotineiros, valorizando o senso clínico no diagnóstico.
  • fomentar o estudo da Medicina Oral como base para a Dor Orofacial: farmacologia, fisiologia, patologia bucal, estomatologia e atendimento de pacientes com comprometimento médico.
  • apresentar informações úteis para o tratamento e controle da Dor Orofacial e Disfunção da ATM.

PROGRAMA RESUMIDO:

  1. Aprimorando o raciocínio fisiopatológico para o diagnóstico.
  2. Linguagem não verbal no paciente com dor.
  3. Fatores etiológicos e modificadores
  4. Resolução rápida ou SOS
  5. Casos complexos e interdisciplinaridade

LOCAL:

  • SEDE ABORJ, R. Barão de Sertório, 75

DIA / HORÁRIO:

  • 26/06/2008, das 15 às 19 horas

PRÓTESE TOTAL SOBRE IMPLANTES - CASO CLÍNICO 1

Caso publicado pela Dra. Andréia Perlingeiro

   A queixa principal de pacientes edêntulos que utilizam uma prótese total convencional está relacionada com a movimentação de suas próteses. Além disso, pode haver desconfortos, dores e traumatismo sobre o nervo mentoniano.
    Depois de uma tentativa inicial de adaptação a este tipo de prótese, muitos pacientes procuram por implantes e a fixação de implantes na região anterior de mandíbula é uma excelente alternativa para a reabilitação de pacientes totalmente desdentados.
    O caso clínico abaixo refere-se a uma Overdenture. Consiste na colocação de 2 implantes tipo o-ring (sistema de encaixe) retidos em uma prótese total removível. Este sistema propicia um aumento considerável na estabilidade se compararmos com as próteses convencionais. O custo deste tipo de Reabilitação também é mais acessível para o paciente se compararmos com uma prótese fixa sobre implantes.
    Paciente B.Z., 83 anos, ausência total de dentes nas arcadas superior e inferior, procurou atendimento, pois tinha como queixa principal a falta de estabilidade de sua prótese inferior. Os dentes foram retirados há mais de 15 anos. As fotografias ilustram as principais etapas do tratamento, bem como a atrofia (redução do volume ósseo) mandibular.

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Fig 01- Implantes instalados

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Fig 02- O-rings instalados

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Fig 03- Reabilitação Final.