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Diastemas dentários, conduta clínica

A resolução dos diastemas (espaços entre os dentes) pode envolver várias especialidades odontológicas, contudo situações clínicas mais favoráveis podem ser resolvidas com procedimentos clínicos simples.

No caso abaixo é apresentada conduta restauradora básica com resina fotopolimerizável para preencher estes indesejáveis espaços que causam tanto prejuízo estético e da fonação.

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Foi necessária, para preenchimento dos diastemas, a remoção do arco e brackets ortodônticos.

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Ao final, apesar de não ter sido oferecido clareamento pelo impedimento ortodôntico, houve evidente ganho estético.

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Reabilitando pacientes com prótese total imediata em ambiente hospitalar

Você gostaria de realizar algum procedimento odontológico em Centro Cirúrgico com Anestesia Geral?
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Caso Clínico publicado pela Dra. Andréia Perlingeiro 

Muitos pacientes não suportam a situação de permanecerem desdentados imediatamente após uma cirurgia de exodontia múltipla. Além do fator psicológico envolvido, fatores tais como a estética, a fonética e a mastigação encontram-se presentes. Devemos procurar dar qualidade de vida aos nossos pacientes. Portanto, como solução temos a Prótese Total Imediata que consiste em uma alternativa viável e benéfica, quando Implantes com Carga Imediata estão contra-indicados.

As principais causas relacionadas são as Periodontopatias e as cáries rampantes, onde os elementos dentários não podem ser tratados adequadamente.E os benefícios são muitos, entre eles auxiliar no controle da hemorragia pós-operatória, na prevenção de infecção, no auxílio da cicatrização, sendo os mais importantes a manutenção da fonação, deglutição e estética.

A seguir temos a descrição de um Caso clínico que foi realizado em Centro Cirúrgico.

Paciente M.M.G, 31 anos, compareceu ao meu consultório com o objetivo de realizar um tratamento dentário. Ao Exame Clínico foi constatada cárie rampante, sendo que os elementos dentários não poderiam ser aproveitados. Oferecemos como possibilidade terapêutica provisória, a exodontia múltipla e adaptação de Prótese Provisória Imediata. A única exigência feita pelo paciente foi a realização em Centro Cirúrgico, pois o mesmo apresenta medo de realizar o tratamento em caráter ambulatorial.

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Após anamnese e exame clínico apurados, agendamos a cirurgia sob anestesia geral. A entubação naso-traqueal foi realizada para termos acesso livre à cavidade bucal.

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Após as exodontias múltiplas, realizamos os ajustes iniciais da prótese e o reembasamento. Notem paciente ligeiramente edemaciado no pós-operatório imediato.

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No próximo post mostrarei o paciente 3 meses após as exodontias.
Qualquer dúvida entre em contato.

Dra Andréia Perlingeiro
Rua Conde de Bonfim 99 sala 205- Tijuca
Tel: 3234-1253
E-mail: draandreiaperlingeiro@oi.com.br

Adição de imagens de conclusão do caso (25/05/2008)

Descrição de lesões orais

Elaborado pela Dra. Silvia Elena Navas Alfaro (Doutoranda em Patologia Oral - UFF e Prof. Convidada dos Cursos de Especialização da Odontoclínica de Aeronáutica Santos Dumont)

Este guia foi elaborado com o intuito de facilitar a descrição das lesões clínicas em região bucal

CONCEITOS BÁSICOS
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Mácula: Área localizada de alteração de cor devida a pigmentos ou alterações mínimas na vascularização local. Ex.Sardas.
Pápula: Elevação solida, localizada, menor que 5mm de diâmetro.Ex.Hiperplasia epitelial focal.
Placa: Lesão levemente elevada e de superfície plana. Ex.Líquen plano oral.
Nódulo: Lesão solida e elevada maior que 5mm de diâmetro. Ex.Hiperplasia fibrosa inflamatória.
Vesículas: Lesão bolhosa superficial de 5mm ou menos, usualmente cheia de liquido claro. Ex.Herpes labial.
Bolha: Lesão bolhosa grande, maior que 5mm de diâmetro. Ex.Penfigóide benigno das membranas mucosas.
Pústulas: Lesão bolhosa cheia de exsudado purulento. Ex. Herpes zóster.
Erosão: Lesão superficial usualmente secundária à ruptura de vesícula ou bolha, caracterizada por perda total ou parcial do epitélio superficial. Ex. Líquen plano erosivo.
Úlcera: Lesão caraterizada por perda do epitélio superficial e, freqüentemente de parte do tecido conectivo subjacente. Apresenta-se escavada ou deprimida.Ex.Úlcera traumática.
Crosta: Produtos ressequidos de exudatos de lesões de pele e/ou lábios. Ex. Eritema multiforme.
Séssil: Aumento de volume cuja base é a parte mais ampla da lesão. Ex. Adenoma pleomórfico do palato.
Pedunculada: Aumento de volume cuja base é mais estreita que a parte mais ampla da lesão. Ex. Papiloma escamoso.
Papilar: Aumento de volume exibindo numerosas projeções superficiais. Ex. Carcinoma papilar.
Verrucoso: Aumento de volume exibindo superfície rugosa e verrucosa. Ex. Verruga vulgar.

Em busca do diagnóstico perfeito…

Como sabem os que me conhecem, sou um ardoroso defensor da Medicina Oral. Passei por várias vivências na Odontologia e, quando afirmo que não há vida inteligente exercendo a Dor Orofacial fora da Medicina Oral, tenho base para isso.

O caso abaixo é mais um exemplo que mostra como é importante a busca do conhecimento para o esclarecimento diagnóstico. E diagnóstico é como fazer um passeio no meio da floresta. Nós só vemos o que conhecemos.

Recebi o paciente JES, do sexo masculino, com 25 anos de idade, em março de 2005 no Serviço de Odontologia do Hospital Geral onde atuo, com queixa de dor articular severa em ambas ATM presente há quatro meses. Ele apresentava ainda uma marcante limitação do movimento mandibular e os ruídos articulares eram ausentes. Ao exame intraoral observei a ausência do 16, mas a oclusão era estável e a MIH não diferia da relação cêntrica. Não eram notados desgastes excessivos nem relatos de parafunção. À ectoscopia notei um aspecto sindrômico mas não consegui definir qualquer hipótese diagnóstica. Os membros eram compridos e finos assim como os dedos das mãos, porém não havia critérios de hipermobilidade.

 

Fiz a prescrição de AINES, orientações de repouso mandibular, crioterapia e solicitei uma radiografia panorâmica. O paciente retornou com leve e inexpressiva melhora. O exame radiológico mostrava alterações condilares bilaterais com osteófitos e acentudada planificação sugerindo osteoartrite.

Optei pela confecção de placa oclusal estabilizadora. Após duas semanas de uso o paciente já apresentava alívio sintomático significativo e aumento da amplitude de movimento. Com dois meses não havia mais dor à função normal e a abertura máxima já ultrapassava os 40 mm.

Apesar do sucesso terapêutico continuei a investigação clínica por não haver nenhum fator etiológico que justificasse uma perda óssea tão avançada em um paciente tão novo. Pela semelhança com as imagens que ocorrem na Artrite Reumatóide manifestando-se nas ATM, pedi parecer à Reumatologia apesar de ter consciência que não havia outros critérios diagnósticos para esta doença.

Recebi o laudo do Reumatologista apenas confirmando minhas observações clínicas sem, contudo, acrescentar nada ao diagnóstico. Iniciei então meu estudo para o caso procurando relatos semelhantes, especialmente atentando para síndromes relacionadas à membros alongados e osteoartrites. O diagnóstico que me pareceu mais pertinente foi de Síndrome de Marfan (SM) pelos relatos de aracnodactilia, estatura elevada, membros finos e alongados e possibilidade de alterações articulares semelhantes à este caso. O medline também citava alguns relatos de disfunções da ATM associada a SM.

A SM, sendo uma doença do colágeno, também pode apresentar alterações em outros sistemas. Na aorta abdominal pode haver predisposição a aneurismas que podem ser fatais se não houver prevenção adequada. Entrei em contato com a Sociedade Brasileira de Marfan e conversei com a sua presidente à época que me relatou ser comum a descoberta de SM em indivíduos adultos por desconhecimento da classe médica. Orientou-me sobre ser o cardiologista o melhor profissional para fazer o diagnóstico definitivo por sua associação às complicações vasculares.

Encaminhei o paciente ao Serviço de Cardiologia que fez os exames de Ultrassom e Eco-Doppler vascular não encontrando as alterações típicas da SM, porém, confirmando os achados Marfanóides. Após nova consulta à base de dados vemos relatos de variações Marfanóides apresentando algumas, mas não todas características da SM. O paciente foi atendido pela última vez em março de 2008 apresentando-se livre de sintomas articulares e com movimento mandibular limitado à 42 mm, porém sem comprometimento da qualidade de vida. Ele foi orientado a executar exercícios de compensação de hipomobilidade para evitar novos episódios de limitação do movimento. Novas radiografias não mostraram maiores alterações no aspecto condilar com acentuada reabsorção bilateral.

Espero que com este relato eu tenha fomentado a curiosidade pela busca do diagnóstico definitivo e comprovado. E que sirva de estímulo à procura por uma solução em situações onde, mesmo o médico, pode não ter o pleno conhecimento.