Parceria em encontro de Odontologia Hospitalar & Medicina Oral

Aos interessados,

 Estamos desenvolvendo no Hospital dos Servidores - Rio de Janeiro (HSE-RJ), uma atividade que tem a intenção de servir de modelo para outras unidades brasileiras. Trata-se da Odontologia Hospitalar, um campo de atuação ligado a Medicina Oral que tem sido pouco explorado e que, recentemente, foi objeto de ampla divulgação através do projeto de lei do Dentista na UTI.

 Este Hospital Federal é credenciado junto ao Ministério da Educação e Saúde como um centro de Ensino e Pesquisa na área da saúde, contando com serviços médicos reconhecidos nacional e internacionalmente. No HSE, atuamos em interdisciplinaridade com os demais serviços médicos em protocolos clínicos baseados em evidências científicas, e adaptados à realidade individual do nosso e demais serviços.

 Assim, pacientes com cardiopatias, nefropatias, pediátricos, reumatológicos, neurológicos e com outras necessidades, além de pacientes internados em enfermarias ou em unidades intensivas recebem apoio de um Serviço de Odontologia Hospitalar modelo para consultas clínicas ambulatoriais no próprio serviço ou com unidades móveis portáteis que permitem a atuação do CD em outras dependências do Hospital.

 Além disso, estamos em processo de credenciamento para nos tornarmos um Centro de Especialidades Odontológicas, para o atendimento de pacientes especiais e com compromentimento sistêmico, controle das Dores Orofaciais e Disfunções da ATM, Estomatologia e Cirurgia Bucofacial.

 Com o intuito de divulgar esta atividade e propagar a excelência que esta modalidade de atendimento exige estamos organizando uma Jornada de Odontologia Hospitalar no Centro de Estudos do HSE. Para este evento esperamos poder contar com a parceria de empresas, instituições e profissionais de renome para aprimorar conhecimentos e fomentar a busca de soluções para este campo de atuação.

 Desta forma, convidamos aos interessados para nos prestigiar no evento e pedimos o auxílio na divulgação (folhetos, cartazes e contatos via acessoria de imprensa) e/ou disponibilização de recursos para a recepção dos convidados e público geral.

 Para mais informações sobre o planejamento, acesse o link: jornada-hse

 CHEFIA DO SERVIÇO: PAULO GULBERFAIN

 COORDENAÇÃO: PAULO PIMENTEL

 CONTATOS e SUGESTÕES: HSE - 22913131 R: 3618 ; CELULAR: 0xx21 8885-0811

 

Encontro de Dor Orofacial no Congresso de Cefaléia

Caros Colegas,

A pedido do Prof. José Luiz Peixoto envio abaixo o folheto do Congresso do Comitê de Dor Orofacial e Disfunções da ATM que ocorrerá no Congresso Brasileiro de Cefaléia em Natal (9-11 de outubro). É um evento de ambito nacional que tem prestigiado a classe Odontológica.
Sua participação ou a indicação para alguém que se interesse pelo assunto será muito bem vinda.
Um abraço e obrigado.

Paulo Pimentel

(clique na imagem para facilitar a visualização)

Utilização de equipo odontológico portátil

   Realizei uma pesquisa na Internet para me informar melhor sobre as possibilidades em utilização de equipamentos odontológicos fora do consultório dentário tradicional. A primeira dificuldade foi saber como é a denominação para este tipo de equipamento, descobri que os termos “equipo modular” ou “equipo odontológico portátil” são bons para a busca.

   Não conhecia nenhuma fábrica especializada no assunto e tudo que encontrei fui registrando. Ver planilha equipo-portatil. Lá há várias possibilidades de sites, telefones, empresas, cidades brasileiras e modelos de diversos tipos e preços. Aqui no Rio de Janeiro estão a maioria das “indústrias” . As aspas em indústrias é por conta do perfil quase artesanal de alguns dos contatos que estabeleci.

   Vários dos montadores de equipos portáteis são Dentistas ou Técnicos de equipamentos odontológicos que se dispuseram a colocar a cabeça para funcionar e inventar protótipos que favorecem muito o atendimento extra-consultório. Um dos sites é de uma colega de Curitiba que atende domiciliarmente e tem algumas interessantes dicas.

   Dos modelos que encontrei um me chamou mais a atenção. Apesar de ser um modelo mais caro (equipo Modular Portátil da Consuldent) é extremamente bonito e prático. Tive inclusive a oportunidade de testá-lo no HSE e em atendimento em centro cirúrgico para exodontia de terceiros molares inclusos. Você realmente se sente atendendo em um consultório convencional. Há a possibilidade de usar o spray, na alta rotação e na seringa tríplice, pois ele vem com garrafa de água para o acoplamento.

   A conexão do ar comprimido é feita sem nenhuma dificuldade e pode-se usar o manômetro da conexão para regular a saída de ar.

   No centro cirúrgico, enfermarias ou quartos onde haja a saída do ar comprimido, o equipo modular permite a adaptação e o atendimento. Ele também pode ser acoplado na saída do oxigênio (conexão a parte), mas se houver necessidade de uso durante a cirurgia isto será um problema (além disso a conexão é diferente, ou pouco menor). Um balão de ar comprimido ou oxigênio também pode ser usado fora do centro cirúrgico, permitindo o atendimento por um período de tempo menor.

  Apesar da oferta de modelos do mercado de equipamentos portáteis, para uso domiciliar ou em centro cirúrgico, achei que a assistência oferecida pelo pessoal da Consuldent foi muito organizada. Eles têm um site bem explicativo e permitem uma boa interação no acesso telefônico. Nesse mercado é importante a facilidade de contato com os fabricantes para disponibilizar a manutenção (com ou sem garantia) quando necessária.

   É importante lembrar que em uma situação de centro cirúrgico, principalmente com anestesia geral, não há espaço para falhas. As contingências devem ser previstas e, eu recomendo, que se leve um substituto para o equipo portátil. Uma solução bem prática é a utilização da mangueira acoplada na saída do ar conectada ao pedal e outra mangueira saindo deste para a alta rotação ou micromotor. Numa situação de falha do equipo principal, pelo menos há possibilidade de se realizar algo (mesmo que sem o spray e a seringa tríplice).

   Finalizando, acrescento que é necessário conhecer a tabela de conversão de unidades para dar o correto ajuste ao manômetro. Usei a tabela do site http://www.convertworld.com/pt/pressao/kgf-2Fcm%C2%B2.html.

kgf/cm² bar libra/pol quadrada (psi)
     
1,00
0,98 14,22
1,02 1,00 14,50
0,07 0,07 1,00
     
5,62 5,52 80,00
2,11 2,07 30,00
2,46 2,41 35,00

 (*) 80 libras é a pressão de entrada no equipo e 35 e 30 são para a conexão direta para a alta rotação e micromotor respectivamente.

Implicações da Residência em Odontologia

Como foi descrito em post prévio, foi criada (por portaria interministerial) a Residência em Odontologia e outras áreas da saúde. Se tal medida vai ser benéfica ou não ainda é difícil de se prever. O fato é que, pelo menos na Odontologia, não foi bem debatida. Apesar deste processo ser de longa data, ainda não sabemos exatamente quais vão ser as regras para o seu estabelecimento. É dito que será um curso lato sensu (nível de especialização), que terá 2880 horas por ano, com 60 horas semanais, que será majoritariamente aplicada como treinamento em serviço. Mas, em quais especialidades odontológicas ela será ministrada? Será aplicada apenas em hospitais ou também poderá existir em uma faculdade de Odontologia isoladamente? Seguirá regras do CFO para as especialidades odontológicas para que ao final do curso o ex-residente tenha direito de requerer a titulação nesta autarquia? Quantos anos serão necessários para a conclusão? Será semelhante ao modelo do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucofacial?

Na enquete realizada aqui no site temos hoje a maioria votando pela sua aprovação com 82%, mas o que isso representará no modelo que conhecemos de pós-graduação em Odontologia? Eu acredito que já devíamos ter aplicado esta modalidade de formação há muito tempo. Mas, será que este modelo vai substituir a especialização como conhecemos? Talvez não houvesse a farra de cursos de pós-graduações que evidenciamos nos últimos 10 anos. Talvez pudéssemos ter profissionais inseridos no mercado com um maior reconhecimento, especialmente no meio hospitar. A convivência entre os residentes de diversas especialidades é também um fator de intercâmbio muito ativo neste ambiente, e que favorece a interdisciplinaridade.
Como geralmente acontece no Brasil, as regulamentações são baixadas e “vamos ver no que vai dar”. Talvez os Ministérios da Educação e Saúde não estejam muito preocupados com as observações das entidades profissionais. Pode ser que se consiga conciliar a expectativa de todos, mas não seria mais produtivo que tivesse sido definida a situação previamente?
A expectativa que tenho é que consigamos criar a residência no HSE em Odontologia Hospitalar (pacientes especiais, estomatologia e dor orofacial). Entraremos com o devido programa e eu me inscreverei como candidato na Comissão de Avaliadores do MEC. Acho que se houver o interesse geral a Residência tem tudo para dar certo. Tomara que não seja uma decisão passageira.

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Atuação do CD em UTI

Profissionais mostram grande interesse na UTI

 

Depois das primeiras ações do recém-criado Departamento de Odontologia e da repercussão da reunião entre a diretoria da AMIB e a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), que teve como objetivo firmar uma parceria entre as entidades para ampliar a atuação dos cirurgiões-dentistas nas UTIs, houve uma procura bastante expressiva de profissionais da área que querem saber mais sobre a associação e sobre o departamento.

“Eu recebo inúmeros e-mails por dia de colegas que têm dúvidas sobre a atuação na unidade e de como se associar à AMIB. A procura superou nossas expectativas e deve render ótimos projetos e atividades”, conta a Dra. Teresa Márcia Morais, presidente da divisão.

Segundo a dentista, outro fator que está impulsionando esse crescimento é a ampla divulgação, em diversos veículos de comunicação, do Projeto de Lei, apresentado pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que estabelece como obrigatória a presença do cirurgião-dentista nas equipes multiprofissionais das UTIs, hospitais e clínicas onde existam pacientes internados. “A disseminação desse projeto tem despertado muito interesse e gerado uma troca de informações que será vital para propor um protocolo de condutas que pretendemos elaborar”.

“A intenção é reunir todos os sócios, entre eles dentistas que já atuam em UTI há 25 anos, que podem contribuir imensamente, e saber quais são suas expectativa e aproveitar a experiência de cada um para juntos elaborarmos o documento. Dessa maneira, poderemos orientar melhor os cirurgiões-dentistas na hora de avaliar o paciente crítico e na determinação da terapêutica. Pretendemos também estender esse protocolo para as instituições que não contam ainda com dentistas, para que os próprios enfermeiros consigam fazer a higiene bucal adequada tão necessária dentro da unidade”.

A elaboração do documento contará ainda com a colaboração dos demais departamentos da AMIB, entre eles o de Enfermagem e o de Fonoaudiologia. “As outras especialidades são muito importantes nesse processo, devido à característica multidisciplinar da UTI. Devemos nos reunir em no máximo dois meses para fazer um trabalho mais amplo, visando sempre à melhoria do atendimento ao paciente”, finaliza Dra. Teresa.

Do link: http://www.amib.org.br/paginasdinamicas/controller?command=MontarPagina&id_pag=1155

Encontro de Odontologia no Hemorio

http://www.hemorio.rj.gov.br/congresso2008/site/programaodontologia.aspx

ENCONTRO HEMORIO DE ODONTOLOGIA 
12 de setembro 
08:00 – 09:00 Recentes avanços na cirurgia bucal de pacientes com coagulopatias hereditárias - Eduardo Rey - Instituto de Investigacione Hematológicas Mariano R. Castex e Faculdade Nacional de Odontologia – Buenos Aires, Argentina

Coordenação: Wellington E. S. Cavalcanti – HEMORIO - RJ
09:00 – 10:15 MESA REDONDA - Procedimentos odontológicos em imunossuprimidos

- Laserterapia em paciente com mucosites - Héliton Spíndola – INCA - RJ
- Preparo odontológico de pacientes para transplante de medula óssea - Lisiane Cristina Bezerra – HEMORIO - RJ
- Odontologia hospitalar - Paulo Sergio S. Santos – Santa Casa - SP

Moderador: Prof. Arley Silva Jr. – Faculdade de Odontologia - UFRJ
 
10:15– 10:30 I N T E R V A L O 
10:30 – 12:00 MESA REDONDA - Tratamento odontológico de pacientes com coagulopatias:

- Protocolo de tratamento dos pacientes anticoagulados - Maria Elvira P. Correia – UNICAMP - SP
- Importância do tratamento periodontal como prevenção de endocardites bacterianas em pacientes anticoagulados - Paulo Moreira - Instituto Nacional de Cardiologia - RJ
- Atendimento odontológico da criança com coagulopatias hereditárias - Elizabeth Camilo – Hospital de Apoio – Brasília
- Cirurgia oral menor em pacientes com coagulopatias hereditárias - Wellington E. Santo Cavalcanti – HEMORIO - RJ

Moderador: Hudmilla Umebara de Souza - HEMORIO - RJ
 
12:00 – 14:00 I N T E R V A L O 
14:00 – 15:00 Ortopedia funcional dos maxilares em pacientes com doença falciforme: Primeiros resultados - Jorge Barbosa Pinto – HEMORIO – RJ

Coordenação: Eduardo Motta Jr. – HEMORIO - RJ
15:00 – 15:45 Novos desafios para o dentista e a odontologia no tratamento das manifestações bucais de doenças sistêmicas - Sandra Torres – UFRJ

Coordenação: Lisiane Cristina Bezerra – HEMORIO - RJ
 
15:45 – 16:00 I N T E R V A L O 
16:00 – 17:00 Perguntas aos especialistas – Coordenação: Wellington E. S. Cavalcanti – HEMORIO - RJ

Participantes:

Eduardo Rey - Buenos Aires, Argentina
Paulo Sergio S. Santos – Santa Casa - SP
Maria Elvira P. Correa - Unicamp, Campinas - SP
Sandra Torres - UFRJ
Jorge Barbosa Pinto – HEMORIO - RJ

Saiu a Residência em Odontologia

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/residencia/minuta.pdf

A COMISSÃO NACIONAL DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE -CNMRS, colegiado de deliberação, criado pela Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, no uso dasatribuições que lhe conferem as Portarias Interministeriais MEC/MS nº 45 de 02 de janeiro de 2007, e MEC/MS nº 593, de 15 de maio de 2008 (Regimento Interno), neste ato,

RESOLVE:

Art. 1º Convocar as Instituições de Ensino Superior e Órgãos que possuem Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde para cadastramento junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§1º Os Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde, são definidos como programas de ensino de pós-graduaçãolato sensu, sob a forma de curso de especialização caracterizado por ensino em serviço, sob a orientação de profissionais de elevada qualificação ética e profissional, com carga horária de 60 (sessenta) horas semanais.

§2º O disposto nesta Convocatória abrange as profissões de Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Art.2º O cadastramento dos Programas junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde tem como objetivo realizar o levantamento de todos os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde existentes no país, a serem posteriormente credenciados, na forma da legislação.

§1º Este cadastramento é pré-requisito para o credenciamento que se dará mediante avaliação dos Programas de Residência pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.

§2º O cadastramento dos Programas de Residência será realizado por meio do endereço eletrônico residencia.mec.gov.br

e deverá ser preenchido pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado ou por quem ele indicar;

Art. 3º O cadastramento dos Programas de Residência constará de duas fases:

I – A primeira fase refere-se ao preenchimento dos dados do cadastrante;

II – A segunda fase consiste no preenchimento dos dados referentes ao Programa de Residência a ser cadastrado.

Art.4º Após o preenchimento da primeira fase do cadastro o cadastrante deverá seguir asseguintes orientações para a segunda fase:

I – Caso o cadastrante possua certificação digital, este deverá enviar um e-mail à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde no endereço residenciamultiprofissional@mec.gov.br, solicitando autorização para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

II – Caso o cadastrante não possua certificação digital, este deverá enviar um Ofício à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, assinado pelo Coordenador do Programa de Residência a ser cadastrado, ratificando os dados preenchidos na primeira fase do Cadastro e solicitando o envio de senha para dar início ao preenchimento da segunda fase do cadastro;

§1º O Ofício disposto no inciso II do Art. 4º deverá ser encaminhado para o seguinte endereço:

Departamento de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde (DHR) - Secretaria de Educação Superior (SESu) - Ministério da Educação Ministério da Educação - Edifício Anexo II - 1º andar - sala 130 - CEP: 70.047-903 – Brasília/DF - Telefone: 61 2104-8723.

§2º A Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, após recebimento do Ofício previsto no art. 4º, inciso II desta Convocatória, enviará uma senha por meio eletrônico ao cadastrante, que o permitirá acessar e preencher a segunda fase do Cadastro.

Art.5º O Formulário de Cadastro deverá ser preenchido conforme instruções constantes do endereço eletrônico disposto no §2º do Art.2º, e enviados eletronicamente ao final de seu devido preenchimento.


Art.6º. As instituições com mais de um Programa de Residência, deverão preencher um Formulário de Cadastro para cada um de seus Programas.

Art.7º O(s) Formulário(s) de Cadastro deverá(ão) ser preenchido(s) e enviado(s) até o dia 04 de setembro de 2008.

Parágrafo único. Após o envio eletrônico do Formulário de Cadastro, o cadastrante receberá uma mensagem eletrônica de “Confirmação de Recebimento de Cadastro Eletrônico”.

Art. 8º A lista dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional de Saúde cadastrados será publicada em ato normativo específico.

Art. 9º O(s) Formulário(s) de Cadastro encaminhado(s) posteriormente à data estabelecida no parágrafo terceiro do artigo quarto desta Convocatória, será(ão) recebido(s), mas não integrará(ão) a lista de Programas cadastrados neste primeiro momento.

Ana Estela Haddad

Coordenadora-Geral da CNMRS

Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde/DEGES/SGTES do Ministério da Saúde

Flávio Luiz Antonello Londero

Diretor Substituto de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde da Secretaria de Ensino Superior.

O Porquê da Medicina Oral

Para os que me conhecem há pouco tempo, são importantes algumas considerações sobre o que faço e o que penso da medicina oral. Como cheguei nela e para onde gostaria que fosse.

Sempre tive grande interesse nas disciplinas básicas. Apesar de iniciar a faculdade de Odontologia na UFF com apenas 17 anos não tinha muita dificuldade em lidar com os temas relacionados à farmacologia, fisiologia e muito especialmente a patologia.

Foi com grande tristeza que vi o término do vínculo com estas disciplinas logo ao fim do primeiro ano de faculdade e por 3 anos praticamente não freqüentá-las. No período “profissional” a Estomatologia (do Prof. Evandro Feijó), a Patologia Bucal (dos Profs. Marcos Salles Cunha e Irani) e a Cirurgia Oral (Profs. Ribeiro Neto e Nésio) foram disciplinas que passaram sem que houvesse grande aprofundamento nos conceitos básicos que a fundamentavam. Não é uma crítica aos Mestres, mas sabemos como é corrida a grade curricular.

Durante este período o que mais me atraiu foi o estudo da dor. Nesta área de conhecimento (ou desconhecimento) eu sentia o estímulo da busca. Não tivemos praticamente nenhuma formação e tudo que eu achava era novidade.

Logo após o término da faculdade ingressei na Policlínica Geral do Rio de Janeiro para minha primeira pós-graduação em Oclusão. Este era (e erradamente ainda é) o termo que abrangia a área de conhecimento na Odontologia onde o foco era a dor.

Para justificar isto aos que não sabem da história, resumo que Costen descreveu a síndrome que levou seu nome lá pelos anos 40 do século passado. Nesta, havia presença de dor e vários sintomas otológicos associada à perda de dimensão vertical em pacientes que tinham próteses gastas ou não as utilizavam. Foi a primeira grande descrição da artromialgia da ATM e obteve muito sucesso. Até hoje vários livros-texto da Medicina ainda usam esta denominação. Daí a prótese e a oclusão se tornaram as grandes organizadoras da linha de frente na luta contra a dor orofacial. Se por um lado isto trouxe grande reconhecimento aos Dentistas que se valorizaram por conseguir controlar este sofrido sintoma, por outro colocou na mão dos reabilitadores orais uma responsabilidade para a qual estes não foram inteiramente preparados. Nos anos 70 a era reabilitadora atingiu seu nadir com o Prof. Peter Dawson e suas teorias de reabilitação profilática. A mudança neste paradigma só foi colocada na ordem do dia com os novos rumos da Associação Americana de Dor Orofacial e seus mentores Welden Bell seguido de J. Okeson. Hoje a oclusão, assim como a disfunção têmporomandibular, não é mais a tônica da dor orofacial. São conhecimentos com imensa relação com a ela, mas agora podem ser encaradas dentro de sua verdadeira relação. Atualmente, além delas são valorizadas a disfunção neural que ocorre nas dores crônicas, a influência dos fatores inibitórios periféricos e centrais, a regulação do sistema psicológico sobre o limiar de dor, a participação de fármacos na regulação bioquímica e finalmente a capacidade de se estabelecer um diagnóstico diferencial.

Voltando ao assunto de minha primeira pós na Oclusão da PGRJ, sempre fui meio rebelde (peço desculpas para com meus sofridos e estudiosos professores) por não me conformar com as explicações dadas. Eu queria, e ainda quero, que os sintomas cessem e por isso não sossegava enquanto o meu paciente não me comunicava a redução dos sintomas até seu completo desaparecimento.

Eu fazia meus front-plateaus, ajustes oclusais, montagens complexas em articuladores semi e totalmente ajustáveis, avaliações minunciosas das dimensões verticais e prematuridades oclusais na tentativa de entender e resolver as dores. Apesar de tentar ser extremamente otimista, motivador, quase um animador de auditório para os pacientes, este efeito placebo positivo tinha limites e a continuidade das queixas não me deixavam satisfeito.

Os ventos começaram a mudar com a chegada dos Neurologistas mais proximamente ao nosso convívio (e sou grato ao Prof. Marco Aurélio Bruno por esta oportunidade) na PGRJ. Com eles, e as novas diretrizes da AAOP, foi ficando mais claro o panorama. Agora as cefaléias se tornaram diagnósticos possíveis e mais definidos. A neuroanatomia e a farmacologia básica estavam suportando possibilidades fisiopatológicas que não conhecia e, ao final dos anos 90, tive a notícia de que um Dentista, o Prof. Barry Sessle havia se tornado o Presidente da Associação Mundial para o Estudo da Dor.

Este foi o gatilho para que eu recuperasse minha antiga e quase perdida paixão para com o estudo das disciplinas básicas. Agora não me sentia mais “um rebelde querendo descobrir o sexo dos anjos”, mas estava amparado no novo modelo “baseado em evidências” para comprovar a eficácia de minhas capacidades técnicas no controle da dor.

A primeira busca foi feita em uma pós em Endodontia. O diagnóstico diferencial das odontalgias foi se tornando mais claro e preciso. Depois vieram a Psicologia Médica e Psicossomática, o convívio com os Neurologistas em uma clínica de Cefaléia e a Estomatologia. Nesta última me deparei pela primeira vez com um difícil diagnóstico de dor periauricular por um câncer de hipofaringe. Este caso me fez repensar sobre vários dos casos que já tinham passado por mim e não foram fechados. Achei-me um inútil! Só pude provar para mim mesmo que não o era me dedicando ao ensino e divulgação aos colegas, que se interessam pelo mesmo assunto que o meu, sobre a importância do diagnóstico diferencial para a dor orofacial.

Contei com o apoio do Professor Fernando Botelho para fazer um projeto piloto no Serviço de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional do Câncer para estudar os sintomas iniciais dos pacientes com carcinomas. Este trabalho foi publicado e apresentado no Congresso Mundial de Dor da IASP em San Diego – EUA.

Neste momento me matriculei no Mestrado de Patologia Bucal da UFF com a proposta do estudo da Dor Orofacial e sua vertente “Diagnóstico Diferencial das Patologias Bucofaciais”. Agradeço a Professora Eliane Pedra, coordenadora da Pós em Patologia, por ter entendido e me apoiado. Voltei então ao Inca para a pesquisa de dissertação que apresentaria no mestrado “Relação entre Invasão Perineural e Dor nos pacientes com câncer da cabeça e pescoço” (link apresentacao-final-tese) . Defendi a dissertação com os Mestres e Doutores Jano Souza (Neurologista, Presidente da Sociedade Brasileira de Cefaléia), Fernando Dias (Chefe da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Inca) e Simone Lourenço (Dentista e Professora da Patologia Bucal da UFF).

Depois de 15 anos de formado, atuante 100% em clínica odontológica, consegui retornar ao meio acadêmico, me atualizar em uma disciplina altamente complexa e afastada de minha vivência, e me tornar mestre aliando conhecimentos da clínica com a patologia básica. Para mim foi um marco.

De lá para cá, já se passaram quatro anos e outros momentos importantes vêm se apresentando. Dois deles são bastante representativos e culminaram no que acho hoje sobre a subvalorização que, nós dentistas, temos com a Medicina Oral.

O primeiro foi há quase três anos e já está na hora de ser amplamente divulgado. O caso é muito longo e para ser sucinto só vou aos fatos. Me inscrevi para o concurso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro como candidato para o cargo de Professor Assistente da disciplina de Oclusão. Segundo as normas do Edital minha formação era perfeitamente válida. Com surpresa recebi a recusa para minha avaliação, “pois meu título de mestre em Patologia Bucal não era da área de Odontologia conforme a exigência do edital”… Pasmem! Isso é a mais pura verdade. Os desdobramentos disso ficam para outra oportunidade.

O segundo foi ao assistir uma palestra do Professor Osvaldo Nascimento, reconhecido Neurologista, especialista em neuropatias periféricas e dor neuropática. Durante sua brilhante apresentação pude ver o quão ignorante eu era (e ainda sou) nos temas médicos a respeito das neuropatias e conseqüentes dores. Isto apesar de minha dedicação à dissertação, pois o que descrevi também foi um tipo de dor neuropática.

Outro fim não poderia ser possível na medida que ele anunciou a possibilidade de uma Pós em Neurociência para a área de saúde em geral. Daí, cá estou eu partindo em direção a este novo campo, que se abre para que melhor compreendamos os difíceis e intrincados caminhos das dores orofaciais. E, mais amparado do que nunca, me coloquei na frente de batalha para que a Medicina Oral e suas vertentes clínicas e básicas sejam colocadas em seu legítimo grau de importância.

Dor Orofacial na Mídia

Esta semana foi veiculada matéria no Jornal Folha de Niterói sobre a atuação do CD na Dor Orofacial, Patologia Bucal e no controle da Halitose. Ver link. Acho que vale a pena dar uma lida.

Conheci a Bárbara, jornalista do semanário, depois de fazer algumas inserções para divulgar o atendimento que iniciei no Centro da dor e na Clínica Santa Lúcia, em Niterói. É a oportunidade que esperava de tentar viabilizar no âmbito privado todos os ideais que venho tentando implementar também no Hospital dos Servidores do Estado.

A entrevista para o texto possui algumas pequenas falhas que não interferem com a idéia principal que passei para a Bárbara. Tenho que agradecer a ela pela paciência e cooperação pois se numa conversa pessoal já é complicado de se comunicar e se fazer entender, imaginem por telefone. Agradeço também por ela (a Jô e toda equipe do jornal) ter entendido a importância da divulgação deste tema. Eu realmente não forcei a barra para a entrevista. A sua importância surgiu espontâneamente, MESMO. E espero que os leitores do jornal, assim como os daqui do Blog entendam a mensagem.

Alguns trechos foram adaptados dos últimos posts (Dor Orofacial e Halitose) mas outros surgiram no nosso papo telefônico. A íntegra pode ser lida abaixo ou lá no link.

Aproveito para explicar que uma página com arquivos para Download foi criada. Nela estão a aula do ODONTORIO sobre alguns protocolos de Medicina Oral (baseada no Sonis - Secrets of Oral Medicine) (em ppt), mesclada com o artigo do Questionário de Saúde dos países europeus (em pdf). Nesta página poderão ser colocados outros artigos meus ou dos leitores aqui do Blog que sejam pertinentes ao tema Medicina Oral e se interessem na divulgação.

Termino este post adiantando que estão sendo criadas as condições para que a Residência em Odontologia Clínica seja criada. Será escrito um post específico para este tema, mas já vou esclarecendo que consegui votar 3 vezes na enquete aqui do site e em todas escolhi a opção “ainda não foi bem debatida”.

MATÉRIA (PARTE INICIAL DE DOR OROFACIAL E PATOLOGIA BUCAL)

Dor: é preciso estar atento aos sinais

Quando abrir a boca, bocejar ou mastigar passa a ser algo doloroso é hora de prestar atenção nos sinais que o corpo emite e procurar tratamento adequado. Dores agudas ou crônicas na boca e na face podem ser indicativos de doenças nas articulações, dentes, gengivas, faringe, músculos, vasos ou nervos. As chamadas dores orofaciais às vezes se espalham pelo pescoço, cabeça e ouvidos e podem ocorrer por seqüela de traumas ou ser o primeiro sintoma de um câncer.

“O dentista precisa ser especializado na área, também possuir amplo conhecimento para fazer um diagnóstico preciso e indicar o devido tratamento”, diz o especialista em Dor Orofacial, Disfunções da ATM e Endodontia, também doutor em Patologia e doutorando em Neurociências pela UFF Paulo A. Pimentel Jr. Segundo ele, o ideal seria que existisse uma residência médica, já que o número de horas de uma especialização corresponde a 600 e o de uma residência a 3 mil horas. Mas não basta concluir somente a especialização, nesse campo de estudo, é preciso que a pesquisa seja uma constante na vida do profissional.

Além da dor orofacial, a disfunção da ATM, ou seja, da articulação têmporo-mandibular, também provoca dores, mais sensação de pressão, aperto, estalos, crepitações, latejamento e pontadas ao abrir a boca, mastigar ou bocejar. Tais dores podem ser causadas pelo bruxismo (apertar ou ranger de dentes) noturno ou diurno e geralmente é acompanhada de dores no pescoço e zumbidos.

Fumo e bebida favorecem o câncer

Uma questão que chama atenção é o fato do difícil diagnóstico do câncer de boca, já que a manifestação se assemelha a outras enfermidades, confundindo o diagnóstico. “Normalmente o câncer é indicado por sinais como úlcera, manchas vermelhas ou brancas e dor. Os mais comuns são os da base da língua e da garganta, eles provocam dor em volta do ouvido, mas é preciso descobrir a origem dela por meio de exames”, explica Pimentel. Geralmente o câncer em estágio inicial não provoca dor. Porém, alguns pacientes mais sensíveis podem apresentar o sintoma e, logo tratados, obtêm resultados satisfatórios. De acordo com o mestre em Patologia Bucal, pessoas acima dos 50 anos de idade, que fumam ou bebem, têm mais chance de desenvolver a doença.

De uma forma geral, Paulo Pimentel diz que a dor, seja ela qual for, é uma epidemia, porque atinge grande parcela da população. Devido a essa incidência, as pessoas tendem a não procurar um profissional e passam a aceitá-la passivamente. “O que normalmente era para ser um indicativo se torna doença. A dor fisiológica protege o organismo, indica a causa de uma infecção ou inflamação. Já a nociva não, ela se estabelece em um órgão de resistência diminuída e persiste”, esclarece Pimentel. A dor epidêmica pode ser atribuída ao estresse, diminui a capacidade do indivíduo de filtrá-la, tornando o corpo mais suscetível a ela. Essa dor interfere no padrão neurológico devido a um desequilíbrio, quase sempre ligado a questões psicológicas, o que prejudica o funcionamento do nervo ou do sistema que inibe o nervo. Sendo assim, a pessoa fica impregnada de informação errada no sistema nervoso e sente dor sem um motivo físico real.

Todo tratamento depende de um correto diagnóstico e é direcionado à causa. A maioria dos casos é tratada com medicamentos, exercícios, fisioterapia, confecção de aparelhos oclusais intraorais e correção do posicionamento dentário e mandibular. Casos mais complexos exigem a avaliação conjunta com outras especialidades como Ortopedia, Neurologia, Otorrinolaringologia e Fisioterapia. Pacientes com problemas de saúde ou que estejam em condições especiais (gestantes, crianças, idosos, pacientes com fobias de consultório, entre outros) exigem um tratamento odontológico diferenciado.

Dor Orofacial, Disfunções da ATM e Patologia Bucal

O QUE SÃO DORES OROFACIAIS ?

    São dores agudas ou crônicas localizadas na boca e face e que às vezes se espalham por pescoço, cabeça e ouvidos. As causas podem ser doenças em: articulações (ATM), dentes, gengivas, faringe, músculos, vasos e nervos. Podem ocorrer por seqüela de traumas ou ser o primeiro sintoma de um Câncer.

O QUE É A DISFUNÇÃO DA ATM?

    São sensações que ocorrem ao abrir a boca, mastigar e bocejar. Manifestam-se como dores na face, cabeça, ouvido, sensação de pressão, aperto, estalos, crepitações, latejamento e pontadas. Podem ser causadas pelo bruxismo (ranger de dentes) noturno ou diurno e geralmente é acompanhada de dores no pescoço e zumbidos.

O QUE FAZER SE TIVER ESTES SINTOMAS?

   

Procure um dentista Especialista em Dor Orofacial. Esta especialidade, reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia é a recomendada para o primeiro atendimento em dores de origem obscura ou de difícil avaliação.
    O tratamento depende de um correto diagnóstico e é direcionado à causa. A maioria dos casos é tratada com medicamentos, exercícios, fisioterapia, confecção de aparelhos oclusais intraorais e correção do posicionamento dentário e mandibular.

 

    Casos mais complexos exigem a avaliação conjunta com outras especialidades como Ortopedia, Neurologia, Otorrinolaringologia e Fisioterapia.

E NAS DOENÇAS DA BOCA ?

    Doenças bucais que se manifestam como dor, feridas, nódulos, úlceras, bolhas, manchas brancas, vermelhas, tumefações na face e gânglios infartados são avaliados pelos Dentistas que estudam as Patologias Bucais. Uma consulta a este profissional deve ser realizada para, entre outras, observar a presença de lesões pré-malignas e malignas (Câncer). Neste caso o diagnóstico precoce pode limitar o dano ou mesmo salvar a vida.

Paulo A. Pimentel Jr.
Especialista em Dor Orofacial, Disfunções da ATM
Mestre em Patologia Bucal

Agora também no Centro da dor em Niterói