Paralisia Facial: uma abordagem sobre o aspecto psicológico e estético
Este caso clínico foi enviado para publicação pela Dra. Andréa Perlingeiro com a autorização, dada pela paciente, para exibição das fotos.
Dentre as enfermidades que interferem diretamente na vida das pessoas, podemos citar como exemplo a paralisia facial.
Mesmo sendo uma doença antiga, e possuindo inúmeras etiologias, ainda é pouco conhecida. Quando ocorre, gera problemas muito sérios devido à perda dos movimentos expressivos da face, causando inclusive uma série de problemas psicológicos para nossos pacientes.
Verificamos também o comprometimento das funções fisiológicas tais como lacrimeja mento, salivação, modificação do tônus da boca, provocando problemas alimentares no paciente.
As paralisias faciais periféricas são decorrentes de uma lesão do núcleo de origem ou do próprio tronco nervoso afetando os músculos inervados pelo facial do lado da lesão. Toda esta hemiface estará comprometida em maior ou menor grau de acometimento.
- Caso Clinico: Paciente M.G.S.A., 73 anos, apresenta paralisia hemifacial no lado direito desde os quatro anos de idade.
- Queixa principal: Falta de estabilidade da prótese total inferior e dificuldades ao se alimentar devido ao deslocamento da prótese. Vale salientar que a paralisia dificultava o processo de adaptação a uma prótese total.
- Foram dadas três possibilidades para a paciente, sendo que o planejamento aceito foi a colocação de três implantes e uma overdenture sobre implantes, retida em uma barra.
- Para minimizarmos o aspecto facial comprometido pela paralisia, fizemos um preenchimento com cera no lado afetado, pela área vestibular da prótese.
- Observem as fotos a seguir:









